A distribuição de absorventes para as mulheres em extrema pobreza no Amazonas foi defendida pela deputada Alessandra Campêlo (MDB), que apresentou, nesta quinta-feira, 11, o Projeto de Lei da Política Pública da Dignidade Menstrual, durante o pequeno expediente na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
A parlamentar afirmou que o tema menstruação ainda é considerado um tabu por muitas pessoas que, além de não abordarem o tema, ignoram as mulheres que vivem em condições de miséria e não têm condições de comprar um absorvente.
Alessandra enfatizou que, em relação à pobreza, 25% das mulheres sequer podem comprar um absorvente. “Precisamos falar das mulheres que vivem em extrema pobreza, sem condições de comprar um absorvente. A ONU mostra que meninas usam miolo de pão como forma de absorver a sua menstruação. As meninas mais pobres que não têm como comprar absorvente não vão para aula por estarem sangrando. Não podemos fechar os olhos para meninas e mulheres sem condições de comprar um absorvente”, enfatizou.
A parlamentar afirmou ainda que o objetivo do Projeto de Lei é que os absorventes não sejam considerados supérfluos. “Esse projeto de lei cria a Política Pública da Dignidade Menstrual para as mulheres que até abandonam os seus empregos por não terem como comprar um absorvente. A ONU tem um projeto mundial e nesse projeto tratamos da distribuição de absorventes para mulheres em extrema pobreza e queremos que o Amazonas seja pioneiro”, ressaltou. .
Augusto Costa, para O Poder
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