abril 3, 2025 04:45

Vereadores denunciam negativa de diálogo de superintendente do Incra para comunitários

Representantes da Frente Parlamentar em Defesa da Zona Rural Rodoviária e Ribeirinha da Câmara Municipal de Manaus (CMM) denunciaram a negativa de diálogo por parte do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Amazonas, João Batista Jornada, com populares de uma área rural de Manaus.

Segundo a presidente da Frente, vereadora Professora Jacqueline (Podemos), o superintendente do Incra sempre alega conflito de agenda e falta de recurso público para ajudar comunitários. A declaração foi feita durante seu discurso no plenário Adriano Jorge nesta quarta-feira, 20.

“Os moradores do assentamento do Incra dos ramais do Tarumã-Mirim e do Pau Rosa vão à sede e são barrados. Estive lá, marquei uma reunião com este senhor, ele disse que não poderia me atender, marcou uma reunião para depois de vários dias. Quando estava a caminho, ele cancelou. Isso tem acontecido com outros colegas vereadores”, relatou. “Para vocês verem o atendimento que ele dá a um parlamentar que é fiscalizador. Eu não fui tratada com cortesia, imagina as lideranças comunitárias”, disse.

Segundo a parlamentar, os moradores requisitaram uma reunião com o superintendente porque precisam dos títulos das terras dos assentamentos onde moram. De acordo com Pinheiro, Jornada chegou a falar que era mais fácil resolver os problemas de comunitários do interior que “desses moradores” de Manaus.

“Sabemos que o Incra é um órgão sucateado, mas o servidor público está lá para atender o povo. O sentimento que eu tenho é que ele não quer atender mesmo porque tem medo de dar resposta. Eu quero ser atendida e deixo aqui minha indignação. Enquanto o Incra não atender os moradores, eu vou falar todos os dias sobre isso”, enfatizou.

Eduardo Alfaia (PMN), vice-presidente da Frente Parlamentar, enfatizou o discurso da colega. Para o vereador, a situação exige responsabilidade e seriedade visto que a conduta de João Jornada “é desrespeitosa com todos os envolvidos”.

“Esse senhor não sabe o significado de ser um servidor público. O descaso como ele trata as lideranças comunitárias é vergonhoso. Se ele é um agente político, está em um lugar errado”, disse. “Eu quero saber se ele é político, artista ou digital influencer que vive da imagem dele. Porque parece-me isso. Os possuidores da terra não são seus proprietários. É total falta de assistência por parte do Incra”, falou.

Além de Alfaia, Jander Lobato (PTB) e Mitoso (PTB) também repudiaram as ações de João Batista Jornada.

Outro Lado 

O Poder procurou o Incra, que, conforme explicação do superintendente, “realmente houve a necessidade de cancelamento da reunião anterior, por ter sido convocado para uma agenda externa com urgência”. Por causa disso, Jornada sugeriu que o atendimento fosse feito pelo superintendente substituo ou por chefes de divisões da regional da autarquia. Essa proposta não foi aceita pela vereadora Professora Jacqueline (Pode).

Ainda segundo a nota enviada para O Poder, o Incra diz que outro problema foi o número de pessoas que deveriam participar da reunião.  Ao agendar a reunião, João Jornada foi avisado que dez pessoas fariam parte do grupo. Porém, uma hora antes, mais de 30 pessoas aguardavam para participar, “sem terem sido levadas em conta as restrições impostas pela pandemia”.

“O superintendente do Incra no Amazonas esclarece que está sempre aberto ao diálogo e enviou mensagem à parlamentar propondo uma reunião na próxima quarta-feira (27). Aguarda apenas a confirmação. (…) João Batista Jornada se dispõe a fazer um pedido formal de desculpas à parlamentar por ela ter se sentido ofendida ou desassistida de alguma forma”, escreveu.

 

Priscila Rosas, para O Poder 

Foto:  Robervaldo Rocha/CMM 

Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins

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