Depois de mais de um ano de tramitação do pedido da instalação de processo por quebra de decoro parlamentar contra Joana Darc (União Brasil), o deputado Dermilson Chagas (Republicanos) cobrou providências da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O processo está nas comissões de Ética e de Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR).
Joana Darc acusou 16 deputados, em dezembro de 2020, de terem vendido seus votos por R$ 200 mil para eleger o presidente da Aleam, Roberto Cidade (União Brasil). À época, Dermilson Chagas e Wilker Barreto (Cidadania) acionaram a Comissão de Ética da Aleam, presidida pelo deputado Sinésio Campos (PT), pedindo a cassação do mandato da parlamentar.
Durante o seu pronunciamento, nesta terça-feira, Dermilson Chagas afirmou que quer saber quem são os deputados que receberam R$ 200 mil para eleger o presidente da Aleam. “Tem um processo em andamento no qual a deputada Joana Darc disse que 16 deputados receberam R$ 200 mil cada um. Até agora não veio para a Comissão correspondente. E parece que ela falou a verdade, uma vez que não há punição. Lá atrás falamos que isso vai constar na campanha. Eu quero saber quem pegou os R$ 200 mil, porque alguém pegou para não trazer o processo para o plenário para julgar”, alfinetou.
Dermilson citou, ainda, o exemplo de outras Assembleias Legislativas do Brasil que puniram os deputados por ações que condizem com a quebra de decoro parlamentar. “No Rio de Janeiro, um vereador foi para a Comissão de Ética e talvez seja expulso. Em São Paulo, um deputado falou das mulheres da Ucrânia e vão cassar o mandato dele. Aqui, a pessoa chama os colegas deputados de corruptos no plenário e nada é feito. Então, mostra uma relação complicada. É difícil a Casa se salvar nesse processo. Uma vez perdendo o Poder e levado a chacota, o parlamento não consegue se erguer nunca mais”, ressaltou.
Augusto Costa, para O Poder
Foto: Acervo O Poder