Nesta semana, passou a circular nos grupos de comunicação e no ambiente político do Estado do Amazonas uma pesquisa ou levantamento de dados com a audiência dos sites, “portais” e blogs de notícias, listados por ordem de visitas.
O site AMAZONAS ATUAL foi bem pontuado, aparecendo com 3,5 milhões de visitas no mês de abril de 2022. Os números impressionaram a todos na redação, e a direção poderia comemorar ou ficar quieta, mas prefere a verdade, motivo pelo qual faz aqui os devidos esclarecimentos e abre ao mercado de comunicação seus números, que são muito bons e frutos de uma rotina de trabalho intensa pautada pela verdade.
No mês de abril, o AMAZONAS ATUAL teve mais de um milhão em alcance nas redes sociais e cerca de 800 mil páginas visualizadas no site, e devemos chegar a mais de um milhão novamente em maio. Nos resultados de pesquisa Google, as páginas do site apareceram 8,3 milhões vezes no mesmo período.
A audiência na internet oscila de acordo com os acontecimentos, nunca é estática. Na pandemia, por exemplo, o AMAZONAS ATUAL chegou ter 2,2 milhões de visualizações de páginas por mês nos períodos mais críticos da doença no Estado.
Contudo, o que motiva diretoria a prestar estes esclarecimentos é a explosão de sites com grande quantidade de acessos. Alguns espalham a informação de que possuem mais acessos do que a quantidade total da população do Amazonas estimada pelo IBGE (4.269.995 de habitantes), incluindo jovens e crianças que rotineiramente gastam mais o seu tempo nas redes sociais em aplicativos como o TikTok e Instagram, ou assistindo a filmes no Youtube ou NetFlix, do que em sites, “portais” ou blogs com conteúdo noticioso.
Mas, além de tal constatação, os sites podem argumentar que viraram sucesso nacional, e a maior parte dos acessos são de outros estados ou países. O que não falta nas redes sociais são ofertas de pessoas e empresas prometendo “alavancar” a audiência de sites com estratégias “condenáveis” e que sequer geral monetização.
O AMAZONAS ATUAL sempre rejeitou esse tipo de oferta e desde sua fundação trabalha com audiência orgânica, fugindo da “audiência fácil” ou “audiência fake”.
Amazon encerrou o serviço ALEXA Rank
Mas avaliemos a questão pelo prisma tecnológico: é impossível saber a audiência de um site se não for por mecanismos seguros de auditoria ou sem que se tenha total acesso ao servidor de hospedagem. E isso, os “medidores de audiência” não conseguem fazer.
À direção do AMAZONAS ATUAL ninguém solicitou a instalação de nenhum código de auditoria para participar de pesquisa, e é pouco provável que o responsável por um site aceitasse fazer isso.
Diante dos dados da pesquisa divulgada nesta semana, o ATUAL fez uma avaliação das quatro ferramentas que estão no rodapé do gráfico divulgado.
A primeira é o site Alexa Rank. Na documentação ainda disponível na internet sobre a plataforma, consta que o ranking é criado através do monitoramento realizado pela barra que os usuários instalam no navegador.
Tal barra nunca foi instalada pelo AMAZONAS ATUAL, e a direção não tem conhecimento de ninguém que usava essa barra no período pesquisado, até porque, conforme imagem acima, o serviço foi desativado.
Outra ferramenta, o SimilarWeb, informa que captura o volume de dados que trafega na rede, isto é, se um computador está ligado, fazendo acessos automatizados, a plataforma captura essas informações e atribui acessos ao relatório. Mas sites que utilizam sistemas de auditoria seguros, como faz o ATUAL, é possível identificar a automatização (ou uso de robôs para potencializar a audiência) e evitar que acessos com perfis automatizados sejam somados aos relatórios.
O terceiro sistema, o SEMRush, apresentou uma audiência totalmente diferente da que estava na pesquisa (3,5 milhões de visitas para o AMAZONAS ATUAL) no mês de abril, e totalmente diferente de toda a série histórica do site. O quadro abaixo é de tela retirada do sistema SEMRUsh na tarde de terça-feira (17).
Por fim, a ferramenta Google Analytics. Considerada a mais segura, o acesso a ela é realizado apenas por permissões, e a ninguém foi permitido o acesso aos dados do AMAZONAS ATUAL. Ou seja, os dados do site nunca foram repassados, nem sequer fomos consultados.
Os 3,5 milhões de acessos são fakes, produzidos para fins desconhecidos, e que exaltam alguns sites e desmerecem outros tão importantes do mercado editorial on-line.
Suspeitamos que o objetivo é “construir” reputações a qualquer custo e ludibriar os interessados na audiência da mídia eletrônica.
Tais atitudes prejudicam o mercado digital de publicidade amazonense, pois, as grandes empresas, que poderiam anunciar, vão receber estas pesquisas e comparar com dados dos grandes mercados publicitários, e de forma fácil vão perceber as anomalias da pesquisa.
Nesse processo, todos perdem, pois é a credibilidade do mercado editorial que está em jogo.
Conteúdo Amazonas Atual
Foto: Divulgação