fevereiro 22, 2026 13:23

Deputados criticam decisão do DNIT sobre administração da BR-319

A decisão do Departamento Nacional de Transportes (DNIT) em transferir a administração de quase 500 quilômetros da BR-319 (Manaus/Porto Velho), situados em território amazonense, para a Superintendência Regional do órgão em Rondônia repercutiu nesta quinta-feira, 30, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

A decisão do DNIT está em uma portaria publicada na ultima quinta-feira, 23. De acordo com o documento assinado pelo diretor-geral do órgão, Antônio Leite dos Santos Filho, o trecho em questão está localizado entre os quilômetros 250,7 e 740. A área engloba uma das partes mais criticas da rodovia no Amazonas conhecida como “trecho do meio”, situado entre os quilômetros 250 e 655. O deputado Serafim Corrêa (PSB) usou a tribuna para questionar a medida do DNIT e criticou a manutenção paliativa que acontece todos os anos no período do verão, que ele classificou de “indústria da manutenção”, com gastos de mais de R$ 200 milhões em obras que não resolvem definitivamente os problemas de tráfego na rodovia.

“Transferiram o controle da obra de Manaus para Porto Velho e ninguém explicou as razões para a transferência. Quero colocar uma questão que abordei há cinco anos sobre a indústria da manutenção. No verão tem manutenção, mas ela fica no barro e não tem uma balança pra as carretas acima do peso, a estrada é destruída e fica garantida a contratação das mesmas empresas. Estima-se que o gasto é de R$ 200 milhões e já gastamos R$ 3 bilhões. A estrada não é asfaltada e drenada. Não concordo com a transferência para o DNIT de Rondônia. Mas há interesse da industria da manutenção. O DNIT deveria fazer um balanço do quanto gastou nos últimos anos” cobrou.

Serafim destacou, ainda, a importância que a BR-319 tem para o Amazonas para a integração nacional com o Brasil e internacional com o Caribe por intermédio da BR-174 (Manaus/Boa Vista).

“A rodovia BR-319 funcionado chegamos aqui no Amazonas e, depois pela BR-174 (Manaus/Boa Vista), chegamos ao Caribe pela Venezuela. Essa estrada está fechada há mais de 30 anos e no verão ela é recuperada e dá trafego, mas quando chega o inverno, com as chuvas intensas, ela é destruída”, alfinetou

 

 

Augusto  Costa, para O Poder

Foto: Acervo O Poder

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