O governador Wilson Lima (União Brasil) confirmou, na manhã desta quarta-feira, 3, que vai manter a sua posição retilínea e cumprir palavra no processo político eleitoral. O governador explicou a escolha do seu vice, Tadeu de Souza (Avante), que é um nome técnico, indicado pelo prefeito David Almeida (Avante).
Wilson Lima também confirmou que vai apoiar Coronel Menezes (PL) para o Senado. O governador também contará com o apoio de 42 prefeitos do Amazonas nesta eleição. O anúncio foi feito durante entrevista à rádio Band News Difusora Manaus.
“A escolha feita por mim e pelo prefeito David Almeida é resultado de uma construção, de muitas conversas. O Tadeu de Souza é de um quadro técnico e servidor do Estado. É alguém que contribuiu muito com a Prefeitura de Manaus, participou da transição e faz parte da construção desse projeto para o Amazonas de ‘virada de página’. Trabalhamos para que, no ano de 2022, possamos fechar uma cortina na história desse Estado”, afirmou.
Novo nome na política
Wilson Lima disse, ainda, que Tadeu de Souza é um nome novo na política amazonense e citou os avanços nas áreas da Educação e Saúde. “As decisões que tomamos são baseadas nessas políticas importantes para o povo do Amazonas. Esse foi um dos principais critérios levados em consideração nessa decisão tomada em conjunto com o David”, ressaltou.
Menezes para o Senado
Em relação ao Senado, o governador Wilson Lima afirmou que está sendo construído um acerto com o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que deve indicar o senador da chapa, que será Coronel Menezes. “Tenho um compromisso com o PL, que vai indicar o senador na nossa chapa. Temos um arco de alianças de nove partidos. O compromisso que eu havia firmado com a prefeitura era para decidirmos juntos o nome do vice e, assim, vamos seguir no nosso caminho. Amanhã, quinta-feira é a nossa convenção, que é um momento importante de selar essas alianças e construções partidárias. Vamos construir nessa chapa para que seja o Coronel Menezes. Esse é o compromisso que eu firmei com o PL e vou honrar”, admitiu.
Zona Franca
Ao ser questionado sobre os ataques à Zona Franca de Manaus (ZFM) pelo governo federal e das reuniões que participou com Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes em Brasília, Wilson Lima foi enfático ao dizer como vai se comportar em relação ao presidente nas eleições desse ano. “A minha posição é retilínea, dei a minha palavra e vou cumprir. Tenho um alinhamento com o presidente Bolsonaro, não concordo com a política econômica do ministro Paulo Guedes. Vamos trabalhar o que tem que ser resolvido na forma politica e, se não resolver politicamente, vou entrar na Justiça, como já fiz na questão do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Nessa nova decisão, pedi que a PGE e a Secretaria de Fazenda fizessem uma análise do impacto na Zona Franca para que possamos recorrer dessa decisão e manter os empregos no Distrito Industrial”, afirmou.
Fechado com Republicanos
O govenador Wilson Lima afirmou que nesta eleição está com alianças com os partidos União Brasil, Progressista, PL, PTB, PRTB, PSC, Patriota e Republicanos. Wilson Lima citou que vai caminhar com o Republicanos, do deputado federal Silas Câmara, que, consequentemente, traz junto o apoio da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam). O governador também terá apoio de 42 prefeitos do interior do Estado.
“Essa construção eu já venho fazendo há algum tempo com o presidente Marco Pereira e foi consolidada também com essa conversa com o deputado federal Silas Câmara e também com os outros integrantes do partido, o deputado João Luiz, que é da nossa base na Aleam com a deputada Mayara Pinheiro. Essa semana tivemos algumas conversas definitivas e importantes e o Republicanos vai marchar conosco nesse projeto”, destacou.
Aleam independente
Na avaliação do governador Wilson Lima, os poderes são independentes e a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) não deve ser subserviente. Wilson Lima disse que tem uma ótima relação com deputados como Sinésio Campos (PT) e Serafim Corrêa (PSB) e falou sobre criticas ao seu governo.
“Sobre a questão do Serafim e as criticas que ele fez ao governo, está correto. A Assembleia Legislativa não é subserviente a nenhum Poder e deve ter posicionamento e as critica responsável, não somente a critica pela crítica, sem apenas atacar, conseguimos resolver muitos problemas. O Serafim é alguém experimentado na politica e traz uma contribuição para esse governo”, ressaltou.
Augusto Costa, para O Poder
Foto: Acervo O Poder