Deputados da bancada federal do Amazonas pedem punição exemplar para atos de terroristas

Os deputados federais da bancada do Amazonas se manifestaram nesta segunda-feira, 9, criticando os atos de vandalismos ocorrido no domingo na praça dos Três Poderes em Brasília e pedem punição exemplar para os atos terroristas praticados nos prédios do Congresso Nacional,  Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) que foram invadidos e depredados por bolsonaristas.

O deputado federal Marcelo Ramos (PSD) afirmou que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, são nas suas vertentes expressões da soberania do povo brasileiro. “Portanto,  atos vilipendiam a sede desses poderes na verdade não atingem deputados, ministros do Supremo ou presidente da República, atingem o próprio coração do povo brasileiro. Diante disso, os terroristas que praticaram esses atos têm que ser exemplarmente punidos. E exemplarmente punidos significa sem nenhuma possibilidade de anistia. Mas ao mesmo tempo significa nos estritos limites do que determina a Constituição  e a Lei”, enfatizou.

Já o deputado Bosco Saraiva (Solidariedade) afirmou nas suas redes sociais que repudia os atos de vandalismo praticados em Brasília. “Repudio, como natural dos homens de bem, os atos antidemocráticos que atacaram nossas instituições neste triste domingo, 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Nada haverá de frear o fortalecimento da democracia brasileira”, afirmou.

José Ricardo (PT) também se manifestou por intermédio de nota de repúdio onde afirmou que os atos de violência, invasão e depredação nas sedes dos Três Poderes da República no domingo, em Brasília, são gravíssimos e inaceitáveis. Na avaliação do deputado, esses atos não são políticos ou de liberdade de expressão, são de terroristas devendo ser punidos com todo o rigor da lei.

“Eles envergonharam a nação para todo o mundo. São atentados contra as instituições democráticas e contra o patrimônio do povo brasileiro. O presidente Lula decretou intervenção federal na segurança do DF.  Centenas de pessoas já foram presas. Mas é preciso descobrir e punir quem financiou, incentivou ou foi omisso nas ações desses atos de vandalismo, praticados por pessoas  ligadas ao movimento golpista e antidemocrático, em apoio ao ex-presidente Bolsonaro”, alfinetou.

Já Sidney Leite (PSD) também chamou os atos de terrorismo e que os mesmos não devem ser admitidos. “Atos terroristas não devem ser tolerados! Não podemos abir mão do estado democrático de direitos e por isso, defendo uma ação rápida e dura por parte do Congresso Nacional. E os responsáveis e financiadores devem ser punidos na forma da lei. Continuo acompanhando as ações terroristas que acontecem em Brasília e que ameaçam acontecer em outros estados como o Amazonas”, alertou.

O deputado Atila Lins (PSD) por meio das redes sociais disse que o ato de se protestar pacificamente reforça o regime democrático e não os atos de vandalismo. “Manifesto o meu repúdio aos vândalos e criminosos que confundiram hoje a liberdade de expressão com atos e atitudes radicais, depredando o patrimônio público, causando um clima de intranquilidade em nosso país. A democracia tem que ser respeitada. Os insurgentes têm que ser punidos exemplarmente”, disse.

O líder da bancada evangélica na Câmara, Silas Câmara (Republicanos) lamentou os agos ocorrido no domingo em Brasília. “Nós, da bancada Republicana, não compactuamos e repudiamos qualquer manifestação que ultrapasse os limites democráticos e façam uso de violência, seja ela de direita ou da esquerda. Devemos usar a nossa liberdade de expressão com ordem e decência sempre”, destacou.

“Armadilha”

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) citou a invasão do Capitólio nos Estados Unidos para dizer que devemos aprender com os erros dos outros e que uma parte da direita brasileira caiu em uma armadilha.

“Sabedoria é aprender com os erros dos outros. A invasão do Capitólio, além de causar a morte de cinco pessoas, enfraqueceu os republicanos/conservadores. Uma parte da direita brasileira caiu nessa armadilha, fortalecendo a narrativa da esquerda e dando a justificativa para a intervenção federal. Precisamos   agir com inteligência! Entendo a indignação e a angustia da população com a atual situação do nosso país. Entretanto as manifestações devem ser pacificas e é preciso intensificar as cobranças, principalmente ao Senado Federal, para trazer a harmonia dos poderes que foi quebrada por alguns ministros do STF.  Vou fazer a minha parte na Câmara dos Deputados. Contem comigo!”, afirmou em suas redes sociais.

O deputado delegado Pablo (União Brasil) disse em suas redes sociais que as manifestações pacificas estão amparadas pela Constituição e a expressão de ideias e convicções. “Todo o Poder emana do povo. Por anos, critiquei as depredações feitas por manifestantes que destruíram patrimônio público e privado. Isso nunca será certo!”, lamentou.

Deputados eleitos

Os deputados federais eleitos pelo Amazonas na eleição deste ano e que vão assumir o mandato em Brasília em fevereiro, Amom Mandel (Cidadania), Adail Filho(Republicanos)  e Saullo Viana (União Brasil), também criticaram as manifestações de vandalismo ocorridas em Brasília.

“Eu sou contra todo e qualquer ato de vandalismo, violência ou terrorismo e espero que as autoridades competentes punam os responsáveis pela mobilização criminosa que ocorreu no dia de ontem”, afirmou Amom Mandel.

Já Adail Filho (Republicanos) disse que as cenas tristes e antidemocráticas que vimos em Brasília são absurdas. “Invasão e depredação de patrimônio público ultrapassam o limite democrático de manifestar. Desejo que os responsáveis sejam devidamente punidos pelos seus atos”, afirmou.

Saullo Vianna (União Brasil) avaliou os atos com um desrespeito ao Congresso Nacional e a democracia do Brasil. “Isso que está acontecendo em Brasília, não podemos confundir o direito de manifestação pacífica com vandalismos e atos antidemocráticos. Os invasores que praticaram vandalismo, que atentam contra a democracia e, principalmente, quem financia  essa bagunça devem urgentemente serem responsabilizados. Senão houve conivência, ao menos houve leniência da PM de Brasília uma vez que essas manifestação não começou hoje e tudo que está acontecendo já era mais do que anunciado” criticou.

Augusto Costa, para O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro

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