fevereiro 22, 2026 16:28

PA: Saúde pública de Belém em caos com atraso de salários e falta de medicamentos

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) tem sofrido com uma crise orçamentária que afeta a garantia de insumos e pagamentos regulares dos servidores. A pasta teve, por meio do Fundo Municipal de Saúde, um orçamento de R$ 1,6 bilhão, o equivalente a 30,6% da arrecadação da prefeitura, que foi de R$ 5,2 bilhões.

A situação tem provocado protestos e suspensão de serviços em diferentes unidades de Saúde, resultando em demora nos atendimentos e filas. Além disso, entre os insumos que não constam nos hospitais estão soro fisiológico, glicose e soro glicosado, antibióticos como clindamicina, ceftriaxona, cefepime, cefalexina, vancomicina e ampicilina, e outras categorias de fármacos e materiais, inclusive simplórios, como luvas.

Trocas

No início deste ano, houve troca no cargo de titular da Sesma. O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol), tirou do posto o médico Maurício Bezerra e colocou o economista Pedro Ribeiro Anaisse no lugar. O novo secretário tem experiência em gestão hospitalar.

Com o nome definido, o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), que tem recebido denúncias sobre a falta de itens básicos e indispensáveis, solicitou uma reunião com a nova direção da pasta. O objetivo era cobrar do novo gestor uma solução sobre o caos que vive o sistema público de Saúde municipal.

Pressão da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa

Na última sexta-feira, 3, o vereador Matheus Cavalcante (Cidadania) publicou um vídeo em que informa ter uma denúncia sobre demissões em massa de médicos – entre eles uma gestante -, que trabalhavam em empresas terceirizadas para atender a rede pública municipal de saúde. O motivo seria reclamação de de salários atrasados há quatro meses.

Ainda conforme o parlamentar, a Prefeitura de Belém deixou de apresentar cinco prestações de contas àquela casa sobre a Saúde, ou seja, desde o início de 2021 não há transparência na pasta.

Quem também está pressionando investigações sobre a má aplicação do dinheiro público na Saúde em Belém é o deputado estadual Rogério Barra (PL), que está requerendo na Assembleia Legislativa a abertura de uma CPI no âmbito estadual para investigar as causas do caos. O parlamentar iniciou a coleta de assinaturas dos deputados no último dia 15. É necessário que, no mínimo, 1/3 do parlamento apoie. Ou seja, 14 deputados precisam assinar a favor da CPI.

 

Da Redação O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro

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