PA: OAB, procuradores e entidades civis querem que Aras acione STF por lei que beneficia apenas religiões cristãs

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), procuradores da República no Pará e entidades civis querem que o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, peça a inconstitucionalidade de uma lei do Pará que criou o “mês bíblico” em escolas da rede pública estadual de ensino. A lei obriga o Estado a ceder escolas para igrejas cristãs realizarem atividades entre janeiro e julho de cada ano.

Sancionada em novembro do ano passado pelo governador Helder Barbalho (MDB), a lei exclui crenças religiosas e descumpre o princípio laico do Estado ao ponto de vista dos que fizeram o pedido a Aras. Além disso, eles dizem que a nova norma viola o princípio da isonomia, excluindo credos e com um “desequiparação irrazoável, injustificada e ilegítima.”

O Portal O Poder solicitou explicações da Secretaria de Educação do Pará (Seduc) e da Secretaria de Comunicação do Estado do Pará (Secom) sobre a lei e se ela já está sendo cumprida, além de procurar saber também como o governo irá se posicionar diante do pedido feito a PGR, mas, até a publicação da reportagem, não houve respostas das pastas.

 

 

Hector M S Silva, Portal O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro

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