fevereiro 28, 2024 20:13

Família herdeira do grupo Nassau pretende vender portos no Amazonas

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Uma das maiores empresas do Brasil, o Grupo Nassau, também conhecido por Grupo João Santos, caminha para um rigoroso enxugamento patrimonial. Nos últimos 12 meses, executivos contratados por cinco de seis troncos da família Santos para realizar a Recuperação Judicial (RJ), conseguiram levantar quase 100% do patrimônio. Grande parte deve ser colocada à venda.

O Grupo Nassau deve se desfazer de atividades como produção de celulose, de açúcar e álcool e de milhares de hectares de terras no Maranhão. Essas são as orientações que a nova gestão vem dando aos cinco ramos da família que decidiram se unir para organizar a empresa, após destituição do inventariante, Fernando Santos, que integra a sexta linhagem familiar e não vinha prestando contas do negócio. Em 2022, o grupo entrou com pedido de RJ.

O novo comando é divido entre dois presidentes, Guilherme Rocha e Nivaldo Brayer – este eleito para a copresidência em assembleia realizada no último dia 15 de janeiro, sob a validação da Justiça do Estado de Pernambuco. Para o trabalho de Recuperação Judicial foram contratados a PPKConsultoria o escritório Matos Advogados.

A TGI Consultoria também foi contratada para criar um Conselho Consultivo visando o nivelamento das expectativas entre herdeiros e a gestão. O ambiente foi pacificado, apesar do 5 a 1, como esclarece à coluna João Rogério, líder da PPK Consultoria.

Bens desconhecidos

Nos últimos meses, as consultorias identificaram bens que boa parte da família desconhecia, como os oito portos fluviais na região Norte do Brasil. Diante de patrimônio disperso e desconhecido, os cinco ramos de herdeiros concordaram com o seu enxugamento. Apenas o ramo de Fernando Santos, segue em desacordo.

Dívidas

O passivo do Grupo Nassau está dividido entre o que está sujeito e não sujeito a recuperação. O que pode ser recuperado se divide em quatro classes, sendo a primeira a que envolve o passivo trabalhista, totalizando R$ 400 milhões. Na classe dois não há credor inscrito. Na três estão os credores quirografados, cuja dívida chega a R$ 800 milhões (comerciantes ou bancos com garantia de aval) e na classe quatro, os micro e pequenos empresários, com passivo de R$ 150 milhões. Os passivos não sujeitos à recuperação (valor de R$ 800 milhões não consolidado) envolvem tributos (R$ 1,5 bilhão em transação já consolidada) e bancos com garantia por alienação fiduciária.

Amazonas

No Amazonas onde os bens do Grupo Nassau são incontáveis, tem um porto avaliado em R$ 35 milhões que está sob judice no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região – Amazonas e Roraima (TRT-11), que por unanimidade da primeira turma rejeitou o recurso da empresa Itautinga Agro Industrial S. A, fabricante do cimento Nassau e definiu o leilão do porto para pagamento de dívidas trabalhistas em 239 processos.

O pregão estava suspenso por decisão da justiça, mas com a decisão de 2º grau, está determinado a venda do porto localizado às margens do Rio Negro. A medida ainda cabe recurso ao TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Da Redação, com informações Folha de Pernambuco

Foto: Divulgação

 

 

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