fevereiro 23, 2026 00:21

DNIT destina mais recursos para ‘coleta de dados’ do que à recuperação de pontes

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai desembolsar mais de R$ 139 milhões para aprimorar serviços de monitoramento e coleta de dados de veículos pesados nos estados do Acre, Amazonas, Amapá e Roraima. A publicação da Portaria está disponível no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 13.

Conforme consta na Concorrência Nº 90175/2024, a empresa contemplada é a Faixa Sinalização Viária LTDA, que vai receber o total de R$ R$ 139.152.237,11 em recursos. O contrato visa a construção, manutenção, conservação e execução de obras e serviços relativos à coleta de dados de veículos pesados e monitoramento de operações por meio de Postos de Pesagem Mistos (PPMs) e Unidades Móveis Operacionais (UMOs).

EXTRATO DE CONTRATO Nº 7882024 - UASG 393003 - EXTRATO DE CONTRATO Nº 7882024

Capital milionário

Contratada para fazer monitoramento, a Faixa Sinalização Viária LTDA, registrada sob o CNPJ 74.315.607/0001-05, tem como atividade principal a pintura de sinalização em pistas rodoviárias e aeroportos. Com sede em Guarulhos (SP), a empresa está em operação desde 2005 e possui um capital social de R$ 18.411.340,00.

O sócio-administrador é Abel Vivo Chaneton, enquanto os demais sócios, Adolfo Marcos Vaeza Baque e Roberto Abel Vivo Chaneton, residem no Uruguai, conforme informações disponíveis no site da Receita Federal.

Monitoramento mais caro que ponte 

O valor do contrato firmado com a Faixa Sinalização Viária Ltda chama atenção por superar o custo de obras consideradas mais caras, como a recuperação de pontes. Um exemplo disso é o contrato, também sem licitação, firmado com a empresa Etam, no valor de R$ 27.356.724,87, para a execução de obras remanescentes entre o Posto da Polícia Rodoviária Federal em Manaus e a divisa entre Amazonas e Rondônia.

Travessia econômica

Além do custo das pontes, as operações de travessia sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, situados nos quilômetros 23 e 24 da BR-319, no Careiro da Várzea, tiveram um custo total de R$ 8,4 milhões. A empresa responsável, Amazônia Navegações LTDA, ainda teve atribuição de realizar serviços de manutenção dos acessos à rodovia na região, inclusos no valor ofertado.

Monitoramento após restrição

No início de janeiro, o DNIT implementou novas regras de restrição ao tráfego pesado na BR-319, justificando que as condições da rodovia durante o período chuvoso não suportam veículos de grande porte. Além disso, as pontes de madeira instaladas na região tambem limitam a travessia de veículos grandes.

O que chama a atenção é que, logo após a imposição das restrições, o DNIT apresentou uma proposta milionária para o monitoramento da estrada, quando esses recursos poderiam ser destinados à melhoria estrutural da BR-319.

 

 

Da Redação

Foto: Divulgação 

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