fevereiro 23, 2026 03:11

Juíza barra entrada de advogados em forúm e declara ’que se dane a OAB‘; veja

Durante o julgamento de um policial civil acusado de matar um policial militar, realizado no Tribunal do Júri, a juíza de Direito Mônica Perri, da 1ª vara Criminal de Cuiabá/MT, afirmou “que se dane a OAB” após uma reclamação apresentada pela defesa. O episódio levou à suspensão da sessão, ocorrida na segunda-feira, 15.

Entenda o caso

O incidente teve início quando o advogado de defesa do réu manifestou insatisfação com a condução dos trabalhos, alegando que a juíza não teria permitido a conclusão de seu raciocínio durante a sustentação.

Na sequência, o defensor informou que havia acionado a Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB/MT. Em resposta, a magistrada declarou:

“Que se dane, vocês estão aí só levantando a OAB. Mantenha o respeito. Isso é um absurdo que está acontecendo aqui. Pode retirar os três.”

Diante da situação, o advogado solicitou que a juíza reconsiderasse a decisão, a fim de evitar um conflito institucional.

A magistrada, então, reagiu:

“Pode chamar o presidente da OAB, chama.”

Com a intensificação do impasse e a reação dos advogados, a sessão do Tribunal do Júri precisou ser interrompida, ficando sua continuidade marcada para a manhã de terça-feira, 16. 

Veja o momento:


Reação

A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, afirmou que irá acionar a corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Mônica Perri.

“OAB Mato Grosso vai buscar todas as medidas necessárias para que se restabeleça, principalmente o respeito às prerrogativas à nossa instituição. Que, acima de tudo, é uma das instituições mais importantes do nosso país. Uma instituição que traz, não apenas a garantia de prerrogativas, mas traz como voz na sociedade civil organizada e merece ser respeitada e isso nós exigiremos”, declarou a advogada.

Gisela entrou em contato com o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, para que, de forma conjunta, sejam tomadas as providências cabíveis junto ao CNJ, a fim de evitar que situações semelhantes se repitam.


Da Redação, com informações do site Migalhas e Gazeta Digital
Foto: Divulgação 

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