A Polícia Federal encaminhou relatórios ao Supremo Tribunal Federal (STF) que citam mais de dez ocasiões em que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria encontrado o ministro Dias Toffoli, ex-relator da investigação sobre o banco.
Os encontros aconteceram entre os anos de 2023 e 2024, e indicam uma relação de amizade além do que mostra a conversa entre os dois por meio do WhatsApp, na qual o ministro chama Vorcaro para sua festa de aniversário.
Na semana passada, Toffoli deixou a relatoria dos casos do Banco Master após a PF entregar a Edson Fachin, presidente do STF, um relatório sobre a relação de Toffoli com Vorcaro, réu no processo.
O ministro negou ter amizade com Vorcaro e defendeu que não havia margem para alegar sua suspeição. Na reunião entre ministros do STF após a entrega do relatório, segundo reportagem do Poder 360, o ministro Luiz Fux comentou que Vorcaro e Toffoli tinham “seis minutos de conversa” entre si.
A PF se embasou nas dez ocasiões em que o ministro, segundo a investigação, se encontrou com o banqueiro, a maioria delas, em eventos em Brasília, pelo que indicam as mensagens.
O relatório da PF cita também repasses de R$ 35 milhões do fundo Arleen, ligado ao banqueiro, a uma empresa em que Toffoli é sócio com seus familiares, a Maridt. Chamou a atenção da PF o fato de os repasses ocorreram muito depois da venda da fatia do resort pela Maridt ao fundo Arleen, controlado por Zettel. A venda é de 27 de setembro de 2021.
Os inquéritos do Master no STF foram redistribuídos por sorteio para o ministro André Mendonça na última sexta-feira.
Com informações de Uol Notícias

