Castro estuda renúncia ao Governo do RJ para driblar cassação no TSE

O governador Cláudio Castro (PL) do Rio de Janeiro tem a intenção de renunciar ao cargo antes da retomada do julgamento contra ele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na próxima semana. A ação pode evitar a cassação mas não impede de ser declarado inelegível pela Corte.

O governador informou a aliados que pretende deixar o cargo até a próxima segunda-feira, 23. A estratégia busca antecipar a desincompatibilização para disputar o Senado Federal pelo Rio e driblar eventual cassação no julgamento que será retomado no dia seguinte.

A antecipação da saída do governo em duas semanas indica que Castro e sua equipe apostam em uma condenação pelo TSE depois de uma absolvição no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), em 2024. Há dois votos pela condenação do governador no TSE.

Ao renunciar ao governo para não ser cassado, Castro evita apenas ser destituído do cargo à força pelo TSE. A medida não impede a continuidade do julgamento, que tende a ser concluído com a declaração da inelegibilidade de Castro – que estaria impedido de disputar as eleições de outubro.

A defesa do governador não havia sido informada sobre a decisão de Castro de deixar o governo antes da retomada do julgamento. Os advogados apostam na manutenção da decisão do TRE-RJ e na consequente absolvição do governador.

O TSE analisa recursos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral contra decisão do TRE-RJ, que havia rejeitado os pedidos para cassar Castro, o então vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e Rodrigo Bacellar.

As ações apontam a existência de um suposto esquema de contratações irregulares de cerca de 27 mil servidores temporários pela Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro).

 

Com informações CNN Brasil

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