janeiro 21, 2026 15:19

Toffoli marca para 26 e 27 de janeiro depoimentos do caso banco Master

O ministro Dias Toffoli, do STF, marcou para nesta sexta-feira, 26, e neste sábado, 27, a realização dos depoimentos no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na mesma decisão, o relator autorizou o acesso das defesas aos autos da investigação, que tramita sob sigilo.

As oitivas ocorrerão na sede do STF, em Brasília/DF, com parte dos depoimentos prestados por videoconferência e outros de forma presencial. Toffoli determinou que os interrogatórios fossem concentrados em apenas dois dias, rejeitando o pedido da PF para que fossem distribuídos ao longo de seis datas. Segundo o ministro, há limitações de pessoal e indisponibilidade de salas no tribunal para ampliar o cronograma.

O inquérito investiga possíveis crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa relacionados à venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Banco Master ao BRB – Banco de Brasília.

Depoimentos marcados para 26 de janeiro

Serão ouvidos por videoconferência Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.

Depoimentos marcados para 27 de janeiro

Nesta data, Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, e Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master, prestarão depoimento de forma presencial. Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, falará por videoconferência, enquanto Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco, será ouvido presencialmente.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não será ouvido neste momento. Ele já prestou depoimento à PF em 30 de dezembro e participou de acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que também não deverá ser ouvido novamente nesta fase.

Andamento da investigação

As oitivas estavam inicialmente previstas para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro, mas o cronograma foi revisto após determinação de Toffoli. O ministro solicitou à PF um calendário concentrado e determinou à Secretaria Judiciária do STF a reserva de salas e servidores para viabilizar os depoimentos.

O inquérito chegou ao STF no fim de 2025 e ganhou novo impulso após decisões de Toffoli que reorganizaram a perícia do material apreendido na Operação Compliance Zero. As provas passarão por nova análise, com acompanhamento da PGR e acesso da PF.

A investigação permanece sob sigilo, e todas as diligências seguem condicionadas à autorização direta do relator.

 

Da Redação com informações de Migalhas

Foto: Divulgação

 

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