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Toffoli libera campanha de Renan Santos

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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli liberou a campanha digital de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada nessa terça-feira, 1º, após ter restringido a campanha digital do candidato neste final de semana.

O ministro liberou a realização de propaganda eleitoral da chapa presidencial do Missão por meio dos endereços eletrônicos de sítio, blog, rede social, sítio de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas que já estejam registrados no sistema do TSE.

Com isso, o candidato volta a poder usar os perfis que declarou fora do prazo e que tinham sido suspensos por Toffoli no domingo.

Além disso, liberou o direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação e de receber repasses do Fundo Eleitoral.

Na decisão, o ministro determinou ainda que as plataformas de redes sociais restabeleçam, no prazo duas horas, o funcionamento dos perfis do candidato.

Nesta terça, a Meta e o TikTok informaram ao TSE retiraram do ar os perfis de Renan Santos citados na decisão do ministro Dias Toffoli que restringiu parte da campanha digital do candidato do Missão à Presidência da República.

As restrições haviam sido impostas por Toffoli no domingo (30) depois que Renan informou 16 perfis nas redes sociais, com 12 dias de atraso.

Na decisão desta terça, Toffoli afirmou que as medidas adotadas inicialmente não configuravam sanções por propaganda irregular, mas cautelares destinadas a preservar informações e subsidiar a análise do registro de candidatura.

Segundo o ministro, o trabalho da área técnica do TSE resultou em mais de mil páginas de capturas de tela das redes sociais de Renan.

A decisão de Toffoli faz parte da análise do pedido de registro de candidatura de Renan Santos.

Ao pedir o registro de candidatura, Renan informou ter apenas um site e um perfil no X. O TSE afirmou que 16 perfis foram informados fora do prazo e, portanto, não poderiam continuar com as postagens.

Segundo o ministro, perfis irregulares estariam divulgando conteúdos favoráveis ao candidato. 

Instantes antes de sair a nova decisão de Dias Toffoli, Renan Santos voltou a criticar, em coletiva de imprensa, a suspensão de parte de sua campanha digital e relacionou as restrições às críticas que tem feito aos envolvidos no caso Banco Master.

Renan afirmou que vinha publicando reiteradamente conteúdos sobre o caso e disse não acreditar que a decisão contra sua campanha tenha ocorrido por “coincidência”.

Renan afirmou ainda que orientou seus advogados a não participar de uma reunião no gabinete de Toffoli para discutir as restrições à campanha. O encontro havia sido solicitado pela própria defesa.

“Nós não vamos nos reunir, nós não vamos ceder em nada do que nós falamos, em nada do que nós fizemos”, declarou.

A legislação eleitoral obriga os postulantes a apresentar, no momento do registro de candidatura, todas as contas nas redes que serão usadas para veicular propaganda eleitoral.

 

Da Redação com informações de G1

O que Vorcaro ofereceu a Moraes, segundo a PF

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A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master identificou contratos milionários de honorários advocatícios, uma proposta de transferência de cotas de um jato e de um helicóptero, além do pagamento de viagem internacional e experiências de luxo oferecidas por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e integrantes de sua família. Os episódios estão descritos em documento que integra a investigação.

Um dos principais pontos destacados pelos investigadores é a relação financeira entre empresas ligadas a Daniel Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Em um dos acordos, o Banco Master se comprometeu a pagar ao escritório 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos. Com a incidência dos tributos prevista no documento, o valor bruto de cada parcela chegava a R$ 3.646.529,77.

A investigação mostra que o nome de Alexandre de Moraes aparece nos metadados de duas versões da minuta do contrato assinado com o escritório de sua esposa, segundo a Polícia Federal.

Os metadados são um indício técnico de que um usuário com esse nome editou os arquivos, mas, isoladamente, não demonstram quem estava fisicamente operando o computador nem quais alterações foram feitas por esse usuário.

Em 11 de janeiro de 2024 Viviane enviou a Daniel Vorcaro uma primeira minuta. A PF verificou que o arquivo registrava sua última modificação feita pelo usuário “Ministro Alexandre de Moraes” naquele mesmo dia.

Em 17 de janeiro, Viviane encaminhou a Vorcaro a versão final da minuta. Segundo a análise dos metadados feita pela PF, esse arquivo também tinha como última modificação o usuário “Ministro Alexandre de Moraes”, do dia 15 de janeiro.

O contrato foi assinado em 23 de janeiro de 2024 por Daniel Vorcaro e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva.

Comprovantes somam R$ 13,6 milhões

Entre fevereiro de 2024 e outubro de 2025, a investigação encontrou registro de quatro comprovantes de transferências feitas para o escritório de Viviane. As parcelas de R$ 3.422.268,14, pagas após descontos específicos, somaram R$ 13,6 milhões.

As mensagens encontradas indicam a prioridade atribuída por Vorcaro aos repasses para o escritório. Em uma das conversas, em março de 2024, o banqueiro afirmou que aquele era “o pagamento mais importante” e que não poderia “atrasar um dia”.

Outro contrato de R$ 50 milhões

A PF identificou também um segundo contrato de honorários envolvendo o escritório da esposa de Moraes, com “limite máximo remuneratório” no valor de R$ 50 milhões “a título de pró-labore” durante os 36 meses de contrato.

O pagamento de até R$ 50 milhões líquidos (descontados os impostos) deveria ser realizado em 36 meses por meio de transferência bancária da Viking Participações, empresa quem tem Vorcaro como sócio, para o escritório de advocacia ou “mediante dação em pagamento – de bens imóveis, móveis ou serviços”. Ou seja, era possível que o escritório de Viviane recebesse bens como pagamento.

Em um dos diálogos com Vorcaro, de 16 de maio de 2025, o advogado Leonardo Palhares envia duas propostas para quitação do contrato. Pela minuta apresentada, R$ 40 milhões seriam pagos mediante dação (entrega) de cotas de duas aeronaves, um jatinho e um helicóptero, e os R$ 10 milhões restantes por meio de reembolso das despesas causadas pelo uso das aeronaves.

“Os ativos mencionados seriam dois bens vinculados às empresas F24 (FRACTION 024 ADMINISTRACAO DE BEM PROPRIO S.A.) e F53 (PT-PCT ADMINISTRACAO DE BEM PROPRIO). A F24 é possuidora da aeronave modelo Legacy 650, prefixo PP-NLR, enquanto a F53 estava em fase de aquisição do Helicóptero EC 155 B1, fabricado pela Airbus Helicopters”, escreveu a PF.

Em uma conversa reproduzida pela PF, Marcos da Mata, sócio de Vorcaro, perguntou a Viviane de Moraes: “Estão gostando da utilização das cotas de vocês”? Viviane respondeu: “Sim, estamos gostando muito”.

Após a divulgação do relatório, o escritório Barci de Moraes declarou em nota que não assinou um segundo contrato com empresas de Daniel Vorcaro e que não aceitou os termos do acordo. E que, por isso, não recebeu cotas de aeronaves ou outros ativos previstos na negociação.

Experiência de luxo em Campos do Jordão

Em dezembro de 2026, Vorcaro ofereceu um serviço de luxo a Moraes. Segundo a PF, o banqueiro promoveu uma recepção no Six Senses Botanique, hotel localizado na região de Campos do Jordão, em São Paulo, para uma comitiva relacionada nas mensagens a “Alex”. 

De acordo com o relatório, a programação incluía almoço, contratação de um chef particular identificado como Zé Maria, passeios a cavalo e assistência de funcionários ligados a Vorcaro. O planejamento previa atendimento a nove convidados e quatro seguranças.

Em uma mensagem entre Vorcaro e um contato salvo como Thatiane Prime, ele avisa que dará um almoço no dia 30. “Tem que ser experiência completa. Convidados ultra vips”.

Viagem a Londres

A investigação também trata da participação de Moraes no I Fórum Jurídico Londres Brasil de Ideias-, realizado entre 24 e 27 de abril de 2024. Segundo o material reunido pela PF, despesas relacionadas à viagem seriam todas custeadas. 

Em 28 de março de 2024, uma mensagem que teria sido enviada por Alexandre de Moraes ao ministro do STF Gilmar Mendes convidava o colega para o evento em Londres. “A estadia poderá ser até 28/4. É organizado pelo CONJUR, Correio Braziliense e Banco Master. Topa?”.

Esse e outros diálogos indicam ainda que Moraes participava das discussões sobre convidados, vetos e programação.

A organização da viagem incluía ainda uma estrutura específica de transporte terrestre para algumas das autoridades presentes no fórum. Segundo a investigação, foram disponibilizados veículos Mercedes-Benz S-Class com motoristas para um grupo restrito de participantes considerados VIPs. Entre eles foram citados Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli.

Já na segunda edição do evento em 2025, que não chegou a acontecer, a funcionária de marketing Ana Matos envia mensagem a Vorcaro em abril, informando que o assessor do ministro Alexandre havia ligado, para tatar “sobre emissão do aéreo dele”. O banqueiro, então, responde: “Pode fazer”.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação

DNIT reconhece dívida de R$ 5 milhões com empresa de instalações portuárias

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por meio do Ministério dos Transportes, publicou um extrato de reconhecimento de dívida com a empresa Antonelly Construções e Serviços Ltda., no valor de R$ 5.066.008,11.

A prestadora de serviços é especializada em serviços de operação, manutenção e regularização das instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4).

Essas instalações portuárias estão instaladas nos municípios de Autazes, Barcelos, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Itacoatiara (Novo Terminal), Novo Airão, Santa Isabel do Rio Negro e São Raimundo, em Manaus, e no município de Caracaraí, em Roraima.

O extrato de cobrança do contrato n.º 32/2021 foi publicado nesta terça-feira, 1, por meio do Diário Oficial da União (DOU).

Da Redação

MPAM define lista tríplice para escolha do novo PGJ

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Ao final de oito horas ininterruptas de votação virtual, 190 procuradores e promotores de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) definiram, na tarde desta terça-feira, 1º, os três nomes da lista tríplice para escolha do procurador-geral de Justiça que comandará a instituição no biênio 2026/2028. Foram eleitos Leda Mara Nascimento Albuquerque, André Virgílio Belota Seffair e Carlos Fábio Braga Monteiro.

Mobilizando 190 dos 193 membros aptos a votar (98,45%), a votação foi realizada das 8h às 16h, por meio do sistema eletrônico Votus, de forma facultativa, secreta e plurinominal. Cada eleitor pôde escolher até três candidatos.

Na apuração, Leda Mara Albuquerque recebeu 169 votos, seguida de André Seffair, com 145, e Fábio Monteiro, com 127.

Além dos três nomes que compõem a lista tríplice, também disputaram a eleição Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior (49 votos) e José Felipe da Cunha Fish (32). As cinco candidaturas foram homologadas pelo Colégio de Procuradores de Justiça em 17 de agosto, após o período de inscrições, realizado de 3 a 7 de agosto.

Comissão eleitoral

O processo foi conduzido pela Comissão Especial de Eleição, presidida pela procuradora de Justiça Anabel Vitória Pereira Mendonça de Souza. Também integraram a comissão a procuradora de Justiça Marlene Franco da Silva, representante do Colégio de Procuradores de Justiça, e o procurador de Justiça Marco Aurélio Lisciotto, como suplente.

Representando a Associação Amazonense do Ministério Público (AAMP), participou a promotora de Justiça Laís Rejane de Carvalho Freitas. A Procuradoria-Geral de Justiça foi representada pelos promotores de Justiça Edna Lima de Souza e Ítalo Klinger Rodrigues do Nascimento. As promotoras de Justiça Rogeanne Oliveira Gomes da Silva e Maria Eunice Lopes de Lucena Bittencourt atuaram como suplentes.

Parciais ao longo do dia

Durante todo o período de votação, a Comissão Especial de Eleição acompanhou o andamento do pleito e divulgou as sete parciais da votação com divulgação na área Eleições Internas 2026 — https://mpam.mp.br/servicos/eleicoes-internas —, no portal do MPAM, reforçando a transparência do processo eleitoral.

Ao final da votação, os candidatos compareceram ao plenário para acompanhar a apuração e ouvir a proclamação do resultado feita pela Comissão Especial de Eleição.

Próxima etapa

Com a conclusão da votação, os nomes de Leda Mara Albuquerque, André Seffair e Carlos Fábio Monteiro serão oficialmente encaminhados ao governador do Amazonas, Roberto Cidade, nesta quarta-feira (02), a quem caberá escolher, em até 15 dias, um dos integrantes da lista tríplice para chefiar o MPAM no biênio 2026/2028.

Votação por candidato:

* Leda Mara Nascimento Albuquerque – 169
* André Virgílio Belota Seffair – 145
* Carlos Fábio Braga Monteiro – 127
* Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior – 49
* José Felipe da Cunha Fish – 32

 

Da Redação com informações do MPAM

Omissão de publicidade no Portal da Transparência é investigada pelo MPAM em São Paulo de Olivença

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Em São Paulo de Olivença, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) converteu uma notícia de fato em inquérito civil para apurar omissão na publicidade dos atos oficiais e inobservância da legislação de transparência pela Câmara Municipal do município.

A investigação foi apresentada pela Ouvidoria-Geral do MP, na qual foi apontada inobservância estrutural de normas de transparência, caracterizada pela ausência total de dados do período de 2013 a 2024, e pela escassez de documentos dos exercícios de 2025 e 2026.

Essas irregularidades foram encontradas após uma vistoria técnica realizada no Portal da Transparência da Câmara. Foi estabelecido o prazo de 15 dias úteis para que o presidente da casa insira no portal os dados relativos aos anos de 2025 e 2026.

O presidente da Câmara também deverá comparecer a uma audiência extrajudicial para discutir um cronograma de regularização e propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) referente ao passivo de dados de 2013 e 2024.

A portaria destaca que a não publicidade implica diretamente nos princípios constitucionais da Administração Pública, referentes à legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; na Lei de Acesso à Informação e na Lei de Responsabilidade Fiscal.

O documento foi publicado na última segunda-feira, 31, e assinado pelo promotor de Justiça João Ricardo Fonseca e Lima Tisse Garcia.

Confira o documento do MPAM:

Da Redação

Briga em grupo de WhatsApp termina em agressão, facada e prisão em Fonte Boa

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Uma discussão iniciada em um grupo de mensagens do WhatsApp virou caso de polícia e terminou em agressões corporais, lesão corporal por arma branca e prisão em Fonte Boa (a 678 km de Manaus). O caso envolve disputa de convivência e denúncias sobre o comércio irregular de medicamentos de uso controlado no município.

Conforme relatos e documentos enviados ao Portal O Poder, moradores da cidade participam de um grupo de debates políticos chamado “Amigos da Onça”. A controvérsia teve início após a moradora Jéssica Felipe Araújo denunciar às autoridades a venda de tirzepatida — substância injetável regulada pela Anvisa —, comercializada por outra integrante do grupo, identificada como Vânia Cajaca.

A partir do alerta publicado no grupo, Vânia passou a proferir ofensas, ameaças de morte e ataques verbais diretos contra Jéssica por meio de áudios e mensagens no aplicativo.

Invasão de domicílio e agressões

O conflito escalou na última segunda-feira, 31, quando Vânia e a filha foram até a residência de Jéssica e invadiram o imóvel, onde também estavam três crianças menores de idade. De acordo com o depoimento prestado pela moradora, a dupla iniciou agressões físicas no local. Para repelir o ataque, Jéssica reagiu atingindo mãe e filha com golpes de terçado.

As duas agressoras ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento médico no hospital da cidade.

Em entrevista ao Portal O Poder, Jéssica relatou o histórico de perseguição e o momento da invasão:

“O motivo da raiva dela foi a denúncia. Postei no grupo a foto avisando que o remédio que ela vendia estava proibido e começou a perseguição. Ela disse que meus filhos estavam passando fome e, mexer com filho da gente, é inaceitável. Ela perguntou onde eu estava e eu disse que estava em casa. A campainha tocou, abri a porta sem esperar que fosse ela e ela já veio me atacando”, explicou a moradora.

A Polícia Militar efetuou a prisão de Jéssica no local sob a acusação de tentativa de homicídio. A moradora afirma que buscou abrigo em um dos cômodos da casa com as crianças para acionar o socorro policial, quando teve portas e janelas arrombadas pelos agentes.

A denunciante ressaltou que não ofereceu resistência à prisão, mas alegou ter sofrido truculência durante a abordagem ao ser colocada na viatura. Ela relatou também que os policiais se recusaram a conversar com sua assessoria jurídica no momento da condução.

Duas advogadas que atuam no interior acompanham o caso no Distrito Policial de Fonte Boa. A ocorrência segue sob investigação. Veja:

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Da Redação

Alfredo, Salazar e Kidson concentram 71,8% do Fundo Eleitoral destinado às candidaturas proporcionais do PL no Amazonas

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Levantamento do Blog do Botelho a partir dos dados disponíveis no DivulgaCandContas, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que o Partido Liberal já destinou R$ 9,75 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) aos candidatos a deputado federal e estadual cujos repasses já foram contabilizados.

Desse total, R$ 7 milhões ficaram concentrados em apenas três nomes: Alfredo Nascimento, Sargento Salazar e Kidson Maia.

O valor representa 71,8% de todos os recursos do Fundo Eleitoral já contabilizados para as candidaturas proporcionais do PL no Amazonas.

Alfredo, presidente estadual da legenda e candidato a deputado federal, recebeu R$ 3 milhões. Sargento Salazar, vereador de Manaus e candidato à Câmara dos Deputados, também recebeu R$ 3 milhões, e Kidson Maia, candidato a deputado estadual, recebeu R$ 1 milhão.

Os demais candidatos com recursos já contabilizados dividem, somados, R$ 2,75 milhões.

Diferença milionária

Na disputa pela Câmara dos Deputados, a diferença é especialmente expressiva. Enquanto Alfredo e Salazar receberam R$ 3 milhões cada, Coronel Rosses, Delegado Pablo, Dra. Patrícia Sichhar, Jean Batista e Micka Sevalho aparecem com R$ 200 mil cada.

Individualmente, Alfredo e Salazar receberam 15 vezes o valor destinado a cada um desses candidatos.

Na chapa estadual, Kidson também aparece muito à frente dos demais. Ele recebeu R$ 1 milhão, enquanto oito candidatos receberam R$ 200 mil cada, dois aparecem com R$ 100 mil e outros três com R$ 50 mil.

A concentração não representa, por si só, qualquer irregularidade. Partidos estabelecem estratégias eleitorais e podem priorizar determinadas candidaturas na distribuição dos recursos, desde que observadas as exigências da legislação. Politicamente, porém, os números ajudam a revelar qual é a aposta feita pelo comando do PL no Amazonas.

O projeto de Alfredo

No centro da estratégia está Alfredo Nascimento. Presidente estadual do PL, ele tenta retornar à Câmara dos Deputados e enxerga em Sargento Salazar uma peça fundamental para tornar esse projeto eleitoralmente viável.

Salazar chega à eleição carregando um ativo que poucos candidatos possuem: uma enorme capacidade de mobilização nas redes sociais. Vereador de Manaus, construiu uma audiência de milhões de seguidores e transformou sua presença digital em uma das principais vitrines eleitorais do PL no Amazonas.

A aposta dentro do partido é que essa popularidade seja convertida em uma votação expressiva para deputado federal. E é justamente aí que os projetos de Salazar e Alfredo se encontram.

Nas eleições proporcionais, os votos dados aos candidatos também alimentam a votação total do partido ou federação. Uma votação muito alta de Salazar, portanto, não serve apenas para elegê-lo. Ajuda o PL a alcançar o quociente partidário necessário para conquistar outras cadeiras.

Uma aposta de alto risco

A estratégia pode funcionar. Se Salazar confirmar nas urnas a força que demonstra nas redes sociais, Alfredo conseguir uma votação competitiva e Kidson transformar a estrutura recebida em votos, o PL poderá sair da eleição com três importantes vitórias.

Mas existe o outro lado dessa equação. Dinheiro de campanha é um recurso finito. Concentrar quase três quartos dos valores já contabilizados em três candidatos significa, necessariamente, deixar menos recursos disponíveis para fortalecer o restante das nominatas.

E eleições proporcionais não são disputadas apenas pelos puxadores de votos. O desempenho coletivo da chapa importa. Candidatos que talvez não tenham condições individuais de conquistar uma cadeira ainda contribuem com milhares de votos para o resultado final da legenda. Enfraquecer financeiramente esses nomes pode reduzir justamente a votação coletiva necessária para ampliar a bancada.

É aí que a estratégia de Alfredo se transforma em uma aposta de risco.

Da Redação com informações de Blog do Botelho

Foto: Reprodução

MPAM vai acompanhar funcionamento da Guarda Municipal de Manicoré

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a regularidade da criação, estruturação e funcionamento da Guarda Municipal em Manicoré.

A instauração foi assinada pelo promotor de justiça Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, na última sexta-feira, 28, para fiscalizar a legislação aplicável, composição, forma de ingresso, estrutura funcional, entre outros pontos, que envolvem as condições operacionais da guarda.

De forma imediata, ficou determinada pelo promotor, a requisição ao presidente da Câmara Municipal de Manicoré para atuar na secretaria administrativa do feito, e para que a Casa, em 15 dias, encaminhe a cópia da lei de criação da guarda e de seu regulamento.

No prazo de 15 dias, também devem ser encaminhados ofícios ao Comandante da Guarda Civil do município, exigindo o preenchimento de um questionário detalhado de avaliação, acompanhado de documentos comprobatórios. Caso os prazos não sejam cumpridos, haverá apenas uma reiteração de cobrança por 10 dias, podendo ser responsabilizado pelo crime de desobediência.

Confira o procedimento na íntegra:

Da Redação

Ancine diz à PF que Dark Horse ainda tem que cumprir etapas para ser lançado no Brasil

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Em resposta encaminhada à Polícia Federal no último sábado, 29, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) informou que “Dark Horse”, o polêmico longa-metragem sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda não concluiu todas as etapas burocráticas exigidas para ser lançado no Brasil. De acordo com a agência, o registro de obra estrangeira foi aceito, mas ainda faltam alguns outros passos até que ela possa ser exibida. A Ancine também esclareceu que o filme não recebeu recursos públicos federais geridos pela agência, o que o livra de prestar contas perante o órgão sobre despesas com a produção. 

A Ancine ainda comunicou aos investigadores que a Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, é alvo de um processo administrativo para apurar irregularidades na filmagem, que ocorreu no Brasil sem o conhecimento prévio da agência. Até o final deste mês de setembro a Ancine deve concluir a análise do caso e decidir o valor da multa a ser aplicada contra a Go Up, que pode chegar a R$ 100 mil.

A Ancine é responsável pela regulação e fiscalização do mercado audiovisual brasileiro e, por isso mesmo, desempenha um papel-chave ao analisar o registro da produção e dar aval para o lançamento comercial nos cinemas. A estreia de “Dark Horse” está prevista para depois das eleições, a partir de novembro, conforme antecipou o blog.

Na mira do Supremo Tribunal Federal (STF), “Dark Horse” abriu uma crise na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República após virem à tona mensagens do senador cobrando dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente para o financiamento da produção.

Após prometer entregar uma prestação de contas sobre os gastos do filme, Flávio tem afirmado que o assunto é “página virada” e tentado se desvencilhar do caso.

“Quem tem que prestar contas não sou eu, é o Lula que tem que prestar contas. Ele que tem que prestar contas porque está fazendo uma reunião escondidinha com Augusto Lima e Vorcaro, prometendo que ia facilitar a vida dele e do Banco Master”, desconversou o senador no último dia 24, ao participar de evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 

Estranhamento

No ofício encaminhado à PF, a Ancine informa que aceitou o registro de obra estrangeira de “Dark Horse” no último dia 7. Este é o primeiro passo para o lançamento do filme, equivalente a uma espécie de cadastro no banco de dados da agência. Mas “Dark Horse” ainda precisa cumprir outras etapas para ser exibido nos cinemas, como obter aval da Ancine para exploração comercial e ainda ganhar uma classificação indicativa do Ministério da Justiça.

Segundo a Ancine, a distribuidora de “Dark Horse”, a Europa Filmes, ainda não foi atrás do Certificado de Registro de Título (CRT), documento emitido pela própria agência que dá aval à comercialização de uma obra audiovisual no Brasil. 

Nessa etapa, a distribuidora é obrigada a apresentar o contrato de distribuição, com o plano de lançamento e exploração da obra, além de informações sobre a divisão de receita e lucro do filme no território brasileiro – o que em tese poderia esclarecer se Vorcaro ficaria com alguma parte da renda do filme nas bilheterias nacionais.

A postura da Europa Filmes de não dar prosseguimento imediato à essa segunda etapa para viabilizar a estreia do filme tem provocado estranhamento no mercado.

“Não é normal pedir um registro e não solicitar imediatamente o CRT, porque a dinâmica é pedir junto para viabilizar logo a estreia do filme. Não teria por que separar uma coisa da outra”, afirmou uma fonte que acompanha de perto os desdobramentos do caso. “Isso passa a impressão de que eles querem dizer que a obra existe, mas postergar a entrega de documentos sobre o filme em plena campanha eleitoral.”

Representantes legais

Um dos pontos que a PF pretende elucidar é quais são as pessoas físicas e jurídicas vinculadas ao filme, além de produtores, coprodutores, distribuidoras, representantes legais e demais participantes do projeto. Segundo a Ancine, os representantes legais do filme no Brasil são a distribuidora Europa Filmes e a produtora Go Up Entertainment, presidida pela jornalista Karina Gama e por Michael Brian Davis.

A PF também pediu à Ancine esclarecimentos se o filme recebeu incentivos fiscais, recursos públicos federais ou “quaisquer benefícios vinculados às políticas públicas de financiamento do setor”. Na resposta, a Ancine informou que “Dark Horse” não recebeu recursos públicos federais nem incentivos fiscais geridos pela Ancine, como a Lei do Audiovisual (uma espécie de Lei Rouanet específica para o cinema).

Isso, na prática, livra “Dark Horse” de ter de prestar contas à Ancine, o que foi ressaltado pela agência aos investigadores.

Gastos estratosféricos em pré-produção

Uma das linhas de investigação da Polícia Federal é saber se os milhões de reais despejados por Vorcaro foram usados para bancar as despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante o autoexílio nos Estados Unidos.

A perícia privada contratada pela produtora Go Up Entertainment, responsável por “Dark Horse”, revelou que 72% dos gastos com o filme ocorreram nos Estados Unidos. 

Conforme informou o blog, os gastos elevadíssimos com as etapas iniciais do projeto, bem acima do padrão em produções desse porte, chamaram a atenção de cinco produtores ouvidos pela equipe do blog que trabalham no mercado audiovisual brasileiro.

De acordo com a perícia encomendada pela Go Up, foram gastos na “soft produção” (uma fase embrionária de definição de questões conceituais do filme) US$ 2,68 milhões, ou 20% do orçamento total de US$ 13,39 milhões, o equivalente a R$ 75,18 milhões no cálculo da perícia encomendada pela Go Up.

Em média, um filme reserva entre 3% a 5% do seu orçamento para essa etapa. Além disso, as filmagens no Brasil custaram menos que o somatório da “soft” e da pré-produção (estágio anterior à gravação, com ensaios de elenco e viagens da equipe para as locações escolhidas).

Todos os cinco produtores ouvidos pela equipe da coluna foram taxativos ao apontar que os gastos com a chamada “soft produção” são estratosféricos para um projeto desse tamanho.

Na “soft pré”, como é chamada no mercado, são realizadas reuniões preparatórias apenas com o núcleo duro da produção, nas quais começam a ser definidas as principais diretrizes criativas e técnicas do filme, como a escolha de atores e locações, definição sobre fotografia (como os tipos de câmeras que vão ser usadas para as filmagens), além de conceitos de figurinos, por exemplo. 

Já a pré-produção de “Dark Horse” custou US$ 2,66 milhões, ligeiramente menos que a soft, de acordo com o documento elaborado pelo perito Castelo Branco. Isso também provocou estranhamento, já que essa segunda etapa envolve a mobilização das diversas equipes de cada área, com a elaboração de figurinos, viagens de preparação técnica para as filmagens e ensaios com o elenco escolhido.

Estreia

Conforme informou o blog, a Europa Filmes planeja um lançamento de grande porte para o filme sobre o atentado à faca contra Bolsonaro em 2018. A ideia é que “Dark Horse” seja exibido em pelo menos 650 salas – no patamar do fenômeno de bilheteria “Tropa de Elite 2” – e com cópias dubladas espalhadas por todo o país.

Em meio à polarização política que pode invadir os cinemas, o diretor-geral da Europa Filmes, Wilson Feitosa, trabalha com três cenários para a performance comercial de “Dark Horse”. Na pessimista, o filme sobre Bolsonaro repete o fraco desempenho de “Lula, o Filho do Brasil”, lançado em 2010, e atrai 800 mil espectadores. Na realista, faz entre 1,5 milhão e 2 milhões de espectadores.

Na otimista, supera os 2 milhões – um patamar alcançado por poucos filmes nacionais lançados no pós-pandemia, especialmente os voltados para o público adulto.

Para efeito de comparação, “O agente secreto” atraiu 2,4 milhões de espectadores ao longo de quatro meses em cartaz, turbinado pelo mar de premiações e as quatro indicações ao Oscar – algo que “Dark Horse” não deve ter a seu favor, como admite o próprio Feitosa.

 

Da Redação com informações de O Globo

Roberto Cidade defende construção de dois complexos prisionais para reforçar segurança no Amazonas

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O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Progressista), tem, entre as suas propostas, a construção de dois complexos prisionais em áreas estratégicas do interior do Amazonas. O projeto foi destacado durante encontro com apoiadores na noite desta segunda-feira, 31, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus.

Roberto Cidade afirma que a iniciativa fortalece a segurança também dentro das unidades prisionais.

“Nós vamos ampliar o sistema prisional com mais dois presídios equipados, estruturados e modernos para que a gente possa manter esses presos encarcerados e trazer mais segurança para a população. O nosso objetivo é fortalecer a segurança pública e proteger o homem e a mulher de bem”, disse o governador, acompanhado do vice-governador Serafim Corrêa.

A medida, que está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), será acompanhada da modernização das cadeias públicas e da adoção de tecnologias para a gestão e o monitoramento do sistema prisional, além da ampliação da capacidade do sistema por meio da descentralização do cumprimento de penas.

Os complexos serão construídos com recursos do Tesouro Estadual, operações de crédito destinadas à infraestrutura pública, convênios com o Governo Federal, por meio do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), além de parcerias institucionais para a modernização do sistema prisional.

“Eu acho tudo de bom essa proposta de mais presídios. Os bandidos precisam estar atrás das grades, eu concordo. Eu tô com 44, com Cidade”, afirmou a técnica de enfermagem Daniele Alencar, 45, moradora do bairro Morro da Liberdade.

A medida de regionalizar as unidades visa elevar a eficiência da segurança pública, eliminando gastos operacionais desnecessários com o transporte de presos, escoltas e a manutenção de instalações provisórias.

A coligação “União Pelo Amazonas” é formada pela Federação União Progressista, Podemos e PSB, partido do atual vice-governador e candidato à reeleição, Serafim Corrêa. O ex-governador Wilson Lima é o candidato da coligação ao Senado.

Da Redação com informações da assessoria de imprensa