A corrida pelo Governo do Amazonas entra na reta decisiva com os candidatos em ritmo acelerado nos últimos momentos de campanha. A dois dias da votação, postulantes ao Poder Executivo estadual intensificam a agenda de rua na capital e no interior com grandes comícios, caminhadas e motocarreatas para mobilizar militantes e atrair eleitores indecisos.
Com levantamentos recentes apontando cenário acirrado e disputado voto a voto, os últimos atos públicos concentram esforços para consolidar alianças políticas, garantir a presença das bases eleitorais nas urnas e reforçar a busca por apoios no interior do estado, apontado como fator determinante para o resultado.
A partir deste sábado (3), as agendas presenciais nas ruas dão lugar ao trabalho de bastidor e à fiscalização. A resposta definitiva sobre quem avança para a disputa do segundo turno será conhecida neste domingo, 4 de outubro.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Administrativo por meio da Promotoria da 51ª Zona Eleitoral de Presidente Figueiredo para fiscalizar e coibir transporte irregular de eleitores e captação ilícita de sufrágio.
Conforme o documento, a intenção é acompanhar e fiscalizar de forma preventiva as regularidades das Eleições Gerais de 2026 no município. Por esse motivo, a Polícia Civil atuará de maneira supletiva na função de polícia judiciária eleitoral, enquanto a Polícia Militar atua no policiamento ostensivo.
A determinação visa combater a corrupção eleitoral, a coação de eleitores, a violência política de gênero e irregularidades na propaganda eleitoral na véspera e no dia da votação. Foi recomendado que as forças de segurança atuem de forma conjunta com o Juízo da 51ª Zona Eleitoral.
As notícias de irregularidades recebidas durante o período eleitoral serão autuadas de forma autônoma como Notícia de Fato. A publicação foi feita por meio do Diário Oficial do MPAM, na última quinta-feira, 1, assinada pela Promotora Eleitoral, Violeta Núbia Melo Barbosa Oliveira.
Em sessão solene, na manhã de quinta-feira, 1º, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu posse ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva como corregedor-geral da Justiça Eleitoral. O magistrado foi eleito para a função na última terça-feira (29), durante sessão plenária do Tribunal. A cerimônia de posse foi aberta com a execução do Hino Nacional.
Em sua fala, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, lembrou que, embora o Tribunal celebre, hoje, o início de uma nova etapa da trajetória do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva no TSE, a presença do magistrado na Corte não é recente. Desde 2025, ele integra o TSE como membro efetivo, tendo contribuído para os debates e as decisões proferidas pela Corte. “A chegada à corregedoria-geral eleitoral, entretanto, densifica a atuação de Vossa Excelência”, recordou.
“A partir de hoje, todas as ações de investigação judicial eleitoral relacionadas ao pleito presidencial existentes e futuras estarão sob sua relatoria. Não menos importante, a sensível atividade correcional de toda a Justiça Eleitoral passará a ser da competência do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Esses desafios, contudo, serão enfrentados por um magistrado de trajetória brilhante, cuja carreira jurídica possui extraordinária solidez”, disse Kassio Nunes Marques.
Trajetória
O presidente do TSE também lembrou a formação do empossado. Villas Bôas Cueva é graduado pela faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), uma das mais prestigiadas instituições jurídicas do país. Ele prosseguiu a formação acadêmica no exterior, onde obteve o título de mestre em Direito pela Harvard Law School, nos Estados Unidos, e o de doutor em Direito pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha.
“Essa combinação entre a tradição jurídica brasileira e a experiência acadêmica internacional contribuiu para a formação de uma visão abrangente do direito, sensível às transformações pelas quais passam as instituições e a própria sociedade”, comentou.
O presidente do TSE recordou ainda que, em 2011, o novo corregedor-geral eleitoral chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde, desde então, tem prestado relevantes serviços à Justiça brasileira, contribuindo para a construção da jurisprudência nacional e para o fortalecimento da segurança jurídica.
“Em 2025, para nossa sorte, Vossa Excelência passou a integrar a Justiça Eleitoral como membro efetivo. Que sua passagem pela corregedoria-geral eleitoral, iniciada hoje, seja marcada pelo diálogo, pelo aprimoramento institucional e pela contribuição firme para o fortalecimento de uma Justiça Eleitoral cada vez mais eficiente, acessível e próxima da sociedade”, ressaltou o presidente do TSE.
Nova função
Agora, o ministro Villas Bôas Cueva passa a fiscalizar a regularidade dos serviços eleitorais em todo o país. Ele também orienta procedimentos e rotinas a serem observados pelas corregedorias eleitorais dos estados e do Distrito Federal, bem como pelos cartórios eleitorais.
Ministro substituto
Também nessa quinta-feira, 1º, em cerimônia realizada no gabinete da Presidência do TSE, o ministro Cristiano Zanin tomou posse para um segundo mandato de dois anos como ministro substituto da Corte. A recondução ao cargo foi definida em eleição realizada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) em 3 de setembro.
Perfil
Cristiano Zanin nasceu em Piracicaba (SP) em 15 de novembro de 1975 e graduou-se, em 1999, pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É casado com a também advogada Valeska Teixeira Zanin Martins e é pai de três filhos. Tomou posse como ministro do STF no dia 3 de agosto de 2023. Em junho de 2024, foi eleito ministro substituto do TSE, em seguida foi designado pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, para ocupar o cargo de diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (EJE/TSE).
Composição do TSE
O TSE é formado por sete ministros. Três são do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo um deles o presidente da Corte, dois são provenientes do STJ e dois são juristas da classe dos advogados nomeados pelo presidente da República.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) apura falhas na Procuradoria Municipal de Envira após ausência de advocacia pública estruturada e profissionais concursados. O documento foi disponibilizado por meio do Diário Oficial do MPAM na última quarta-feira, 30.
Foi apontada falta de exames, pareceres jurídicos prévios sobre processos licitatórios, contratos, atos de pessoal e convênios, por conta da falta desses prestadores de serviços específicos.
A apuração do caso iniciou a partir de uma decisão do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que identificou que a falta de estrutura compromete a legalidade das despesas públicas e possui relação direta com as irregularidades que vêm sendo apresentadas desde 2018.
Existe um decreto que prevê a nomeação de um controlador interno desde 2017, mas a nomeação foi meramente formal. O órgão não possui estrutura, quadro próprio, competências definidas e não produz relatórios ou pareceres conclusivos de fiscalização.
O MPAM requisitou à prefeitura e à Câmara Municipal de Envira cópias das leis organizacionais, da relação de servidores, informações que envolvem contratos com escritórios de advocacia externos e de eventuais projetos que visam à reestruturação da Procuradoria Municipal no prazo de 10 dias.
A dois dias do primeiro turno das eleições, David Almeida (Avante) aparece com o maior índice numérico de rejeição entre os candidatos ao Governo do Amazonas na pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira, 2 de outubro. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que não votariam no candidato. Além da rejeição, David ocupa a quarta posição nas intenções de voto tanto na Big Data quanto na pesquisa DMP, também divulgada nesta sexta-feira.
Na consulta da Real Time Big Data, David Almeida registra 48% de rejeição, seguido por Cabo Daciolo (Mobiliza), com 46%, e Omar Aziz (PSD), com 45%. Maria do Carmo (PL) aparece com 35%, enquanto Roberto Cidade (União Brasil) tem 34%. Isael Munduruku (Rede) registra 18%.
A pesquisa permite respostas múltiplas na pergunta sobre rejeição. Isso significa que cada entrevistado pode indicar mais de um candidato em quem não votaria, razão pela qual os percentuais não devem ser somados como uma distribuição de votos. David apresenta o maior percentual observado, embora os índices de Cabo Daciolo e Omar Aziz estejam próximos, considerando a margem de erro informada de dois pontos percentuais.
O resultado coloca a rejeição entre os desafios da candidatura de David Almeida na reta final da disputa. Esse indicador mede a resistência declarada ao nome de um concorrente e deve ser analisado separadamente da intenção de voto. Não representa, por si só, uma previsão de derrota, mas ajuda a compreender as dificuldades que um candidato pode enfrentar para ampliar sua base eleitoral.
Na pesquisa estimulada da Big Data, calculada sobre o total de entrevistados, David Almeida aparece com 9%. Omar Aziz lidera com 36%, enquanto Roberto Cidade e Maria do Carmo registram 24% cada. Cabo Daciolo tem 2%, outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 2%, e os que não sabem ou não responderam também são 2%.
No quadro de votos válidos apresentado pelo instituto, que exclui brancos, nulos e indecisos, Omar chega a 38%. Roberto Cidade e Maria do Carmo aparecem com 25% cada, enquanto David permanece com 9%, conforme os percentuais arredondados divulgados no relatório. Nesse cenário, o candidato do Avante fica 16 pontos percentuais abaixo dos dois concorrentes que dividem a segunda posição.
A pesquisa DMP também coloca David Almeida em quarto lugar, embora apresente percentuais diferentes. No levantamento contratado pela Rede Tiradentes de Rádio e Televisão, David registra 13,1% dos votos válidos. Omar Aziz aparece com 35%, Roberto Cidade com 24,7% e Maria do Carmo com 23,8%.
Nesse estudo, a distância entre David e Roberto Cidade é de 11,6 pontos percentuais. Em relação a Maria do Carmo, a diferença é de 10,7 pontos. Os dois levantamentos, portanto, coincidem ao posicionar David atrás dos três primeiros colocados, ainda que tenham metodologias e resultados próprios. O relatório da DMP consultado não apresenta índices de rejeição.
Os recortes territoriais da DMP mostram que o desempenho de David é maior em Manaus do que no interior. Na capital, ele registra 15,7% dos votos válidos; nos municípios do interior, marca 10%. Em ambos os recortes, aparece atrás de Omar Aziz, Roberto Cidade e Maria do Carmo.
A Big Data também identifica diferenças regionais na candidatura. Na pesquisa estimulada sobre o total de entrevistados, David registra 12% em Manaus e 11% na Região Metropolitana. No Médio Amazonas, aparece com 7%; no Solimões e Alto Solimões, com 5%; no Madeira e Sul do Amazonas, com 3%; e no Purus e Juruá, com 4%.
Nas simulações de segundo turno da Real Time Big Data, David Almeida fica atrás dos três adversários testados. Sobre o total de entrevistados, Roberto Cidade registra 50%, contra 31% de David. Omar Aziz aparece com 46%, contra 35%, enquanto Maria do Carmo tem 49%, diante de 32% do candidato do Avante.
A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro de 2026. O levantamento informa margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AM-07297/2026.
Já a DMP ouviu 1.500 eleitores em 41 municípios do Amazonas, entre 28 e 30 de setembro. A pesquisa informa margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número AM-06642/2026.
Da Redação com informações da assessoria de imprensa
Após o último debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado pela Rede Amazônica na última terça-feira, 29, os pleiteantes à vaga fizeram um trabalho intenso em suas campanhas.
Com as agendas cheias, os candidatos realizaram comícios até ontem, dia 1º de outubro, data em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitiu comícios, veiculação de propaganda gratuita no rádio e na TV e promoção de debates.
Roberto Cidade (União Brasil) foi para o interior e, na quinta-feira, realizou comício em Manaus; David Almeida (Avante) fez o evento também no mesmo dia, na Zona Norte.
Maria do Carmo (PL) fez reunião com apoiadores na Zona Norte, seguida de um comício no dia 1º, e deve encerrar a campanha com duas motocarreatas no sábado, 3; Omar Aziz (PSD) fez um comício na quarta-feira, 30, e outro na quinta-feira, 1º, ambos em Manaus; não foram divulgados os atos de campanha referentes ao candidato Isael Munduruku (Rede).
Ações como distribuição de material gráfico e realização de caminhada, carreata ou passeata, acompanhados ou não por carro de som e minitrio, serão permitidas até as 22h de sábado, 3.
Esse é o último momento para que os concorrentes ao Governo do Amazonas convertam votos e consigam atrair aqueles que ainda não decidiram em quem votar. O primeiro turno das eleições ocorre neste domingo, 4 de outubro, para definir os cargos de presidente, governador, senadores e deputados estaduais e federais.
A Polícia Federal prendeu 23 pessoas em flagrante pelo crime de corrupção eleitoral em duas ações distintas realizadas em Boa Vista, por meio da operação de fiscalização das Eleições 2026.
Na primeira ocorrência, um homem foi abordado na posse de uma lista contendo nomes de eleitores e da quantia de R$ 33.720,00. Os elementos colhidos indicam, em tese, que os valores seriam utilizados para a prática de compra de votos.
Já a segunda ação culminou na prisão em flagrante de 22 pessoas. As diligências permitiram identificar um suposto esquema de corrupção eleitoral no qual eleitores estariam recebendo valores em dinheiro em troca de votos.
Além dos responsáveis pela distribuição dos recursos, também foram autuados os eleitores que admitiram ter recebido os valores. As apurações apontam que cada eleitor teria recebido a quantia de R$ 400.
Todos os envolvidos foram conduzidos à Superintendência Regional da Polícia Federal em Roraima, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária cabíveis.
A Polícia Federal reforça a importância da participação da sociedade no enfrentamento aos crimes eleitorais e informa que denúncias podem ser encaminhadas por meio de canais de denúncia.
Na última quinta-feira, 1º, a Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas após saques em espécie que totalizaram R$ 1,64 milhão em uma agência bancária no Centro de Manaus.
As informações envolvendo o saque foram recebidas pela Central de Denúncias Eleitorais, que apontavam valores com possível destinação a práticas ilícitas relacionadas ao período eleitoral.
Essas informações foram cruciais para que equipes da PF realizassem as diligências que resultaram na abordagem e na prisão dos suspeitos.
Os envolvidos no caso podem responder pelos crimes que foram identificados no decorrer das apurações, incluindo eventuais ilícitos eleitorais.
Nessa quinta-feira, 1º, uma balsa carregada com centenas de cestas básicas, motores do tipo rabeta, fornos, implementos e material de campanha do candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) foi apreendida durante uma ação policial na região da divisa entre Maués e Boa Vista do Ramos, no interior do estado.
As informações divulgadas até o momento apontam que a carga teria como destino comunidades de Boa Vista do Ramos. A ocorrência levantou suspeitas sobre uma possível utilização dos produtos durante o período eleitoral, mas a apreensão, por si só, não comprova a prática de compra de votos. A origem dos materiais, a documentação, os responsáveis pelo transporte e a finalidade da carga deverão ser esclarecidos pelas autoridades.
Carga tinha alimentos, equipamentos e material eleitoral
Segundo as informações preliminares divulgadas sobre a ocorrência, foram encontrados aproximadamente 500 cestas básicas, além de motores rabeta, fornos para produção de farinha e outros equipamentos.
Também havia material de campanha de Omar Aziz na embarcação. A presença dos itens eleitorais junto à carga chamou atenção das autoridades em razão do período de campanha e da proximidade do primeiro turno.
Os números divulgados sobre alguns equipamentos variam entre os relatos disponíveis. Uma das versões aponta cerca de 200 motores e 60 fornos, enquanto outra menciona 400 motores e 150 fornos. Por isso, a quantidade definitiva deverá ser confirmada pela autoridade responsável pela apreensão.
Destino seria Boa Vista do Ramos
A carga teria como destino Boa Vista do Ramos, município administrado pelo prefeito Jarlem CB (PSD), que integra o mesmo partido de Omar Aziz.
A relação política entre o prefeito e o candidato ao Governo do Amazonas também aparece em registros públicos de agendas conjuntas. O contexto passou a ser considerado na apuração sobre a origem e a destinação dos produtos apreendidos.
Possível crime eleitoral será investigado
A apreensão ocorre durante a reta final das eleições e levantou suspeitas sobre uma eventual utilização dos produtos para obtenção de apoio eleitoral.
Entretanto, não há, até o momento, informação de condenação ou decisão da Justiça Eleitoral responsabilizando Omar Aziz pela carga. Também não foi esclarecido publicamente quem contratou o transporte, quem seria o responsável pelos produtos ou se os bens tinham alguma finalidade regular previamente estabelecida.
A investigação deverá verificar documentos, origem dos materiais, proprietários, destino e eventual vínculo entre a distribuição dos produtos e candidaturas.
Material de campanha aparece entre os itens apreendidos
O caso ganhou repercussão principalmente pela presença de material eleitoral de Omar Aziz junto a uma carga que incluía alimentos e equipamentos destinados, segundo as informações preliminares, a moradores da região. A legislação eleitoral estabelece restrições para a distribuição gratuita de bens e benefícios durante o período eleitoral. Para caracterizar eventual ilícito, porém, é necessário apurar as circunstâncias concretas da distribuição e a existência ou não de finalidade eleitoral.
Até o momento, a apreensão representa um fato sob investigação, e não uma confirmação de compra de votos.
Da Redação com informações de Conexão Maués e AM Post
A pesquisa DMP divulgada por Ronaldo Tiradentes aponta Omar Aziz (PSD) e Roberto Cidade (União Brasil) nas duas primeiras posições da corrida pelo Governo do Amazonas. No levantamento, registrado sob o número AM-06642/2026, Omar apresenta 35% dos votos válidos, seguido por Cidade, com 24,7%.
Maria do Carmo (PL) aparece em terceiro, com 23,8%, enquanto David Almeida (Avante) registra 13,1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) tem 2,2%, Isael Munduruku (Rede) soma 0,7%, e Gilberto Vasconcelos aparece com 0,5%.
O resultado coloca Omar e Cidade nas posições que, se confirmadas nas urnas e sem vitória de um candidato no primeiro turno, levariam os dois à segunda etapa da eleição. Entretanto, a diferença de apenas 0,9 ponto percentual entre Cidade e Maria do Carmo mantém a disputa pela segunda colocação aberta. O relatório informa margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os percentuais apresentados são calculados sobre os votos válidos, excluindo respostas de branco, nulo e não sabe. Dessa forma, representam a distribuição das preferências entre os candidatos dentro dessa base.
O desempenho no interior é um dos principais destaques de Omar e Cidade. Nos municípios pesquisados fora da capital, Omar alcança 42% dos votos válidos, enquanto Cidade registra 28,6%. Maria do Carmo aparece com 17,5%, e David Almeida tem 10%.
Nesse recorte, Cidade apresenta vantagem numérica de 11,1 pontos percentuais sobre Maria do Carmo. Os resultados mostram que tanto ele quanto Omar têm desempenho superior no interior em comparação com seus respectivos percentuais na capital.
Em Manaus, o cenário é diferente. Omar registra 29,2%, praticamente o mesmo percentual de Maria do Carmo, que aparece com 29%. Cidade tem 21,6%, seguido por David Almeida, com 15,7%. Cabo Daciolo registra 3,3%, Isael Munduruku tem 0,8%, e Gilberto Vasconcelos aparece com 0,5%.
A comparação entre os recortes evidencia o peso das diferenças regionais na disputa estadual. Enquanto Omar e Cidade apresentam seus melhores resultados no interior, Maria do Carmo e David Almeida têm percentuais mais elevados na capital.
O relatório também detalha as intenções de voto por faixa etária. Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, Omar e Cidade registram 28,7% cada. Maria do Carmo aparece com 20,2%, enquanto David Almeida tem 18,3%.
Entre os eleitores com 60 anos ou mais, Omar alcança 47%, seu maior percentual entre as faixas etárias apresentadas. Cidade registra 22,9%, Maria do Carmo tem 18,7%, e David aparece com 8,1%.
No recorte por sexo, Cidade tem 26,8% entre as mulheres e 22,6% entre os homens. Omar registra 33,9% no eleitorado feminino e 36,1% no masculino. Maria do Carmo apresenta 21,7% entre as mulheres e 26% entre os homens.
Esses recortes ajudam a descrever onde cada candidatura encontra maior apoio dentro da amostra. Os percentuais por segmento, porém, devem ser interpretados considerando suas bases específicas, sem aplicar automaticamente a margem de erro geral a cada grupo.
A pesquisa foi contratada pela Rede Tiradentes de Rádio e Televisão pelo valor informado de R$ 40 mil, com recursos da própria contratante. O trabalho de campo ocorreu entre 28 e 30 de setembro de 2026, e o relatório indica divulgação em 2 de outubro.
Segundo a metodologia, foram realizadas 1.500 entrevistas telefônicas com eleitores de 41 municípios do Amazonas. A seleção utilizou discagem aleatória de números, e os dados passaram por ponderação para ajustar a distribuição da amostra às variáveis de referência.
O levantamento informa nível de confiança de 95%. No perfil territorial apresentado, Manaus corresponde a 52,5% da amostra, enquanto o interior representa 47,5%.
O retrato estadual mostra Omar na liderança e Cidade numericamente em segundo lugar. A proximidade entre Cidade e Maria do Carmo, contudo, impede tratar a composição do segundo turno como definida.
Da Redação com informações da assessoria de imprensa