fevereiro 20, 2026 21:24

Mesmo com suspensão, Amazonas Energia pretende instalar 100 mil medidores

Mesmo após decisão judicial de suspender a instalação de medidores de energia do Sistema de Medição Centralizada (SMC), a Amazonas Energia pretende continuar instalando os equipamentos. A informação foi levada ao plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), pelo presidente da CPI da Amazonas Energia, deputado Sinésio Campos (PT), nesta terça-feira, 15.

O parlamentar afirmou que, na última sexta-feira, 11, quando voltou a participar de oitiva na CPI, o diretor técnico da capital, Rodrigo Moreira, relatou que a meta da Amazonas Energia é instalar 100 mil medidores em Manaus, prejudicando mais de 950 mil consumidores. “A Justiça da 1ª e 2ª instância acolheu o apelo da sociedade e suspendeu a instalação de novos medidores. O que me causou estranheza é que o senhor Rodrigo Moreira, diretor técnico da capital da Amazonas Energia, falou que11 mil medidores aéreos foram instalados e que a Justiça mandou parar. Ele afirmou na CPI que querem chegar em 100 mil medidores. A Justiça mandou parar, mas a empresa quer ampliar a instalação de mais 89 mil medidores”, alfinetou.

O presidente da CPI da Amazonas Energia explicou que cada medidor instalado pela concessionária custa R$ 1 mil mais as despesas de R$ 500 para instalação mão de obra, fios e cabos. “Isso vai chegar na ordem de R$ 150 milhões. Somos contra e vamos continuar dizendo que 950 mil clientes estão sendo prejudicados por uma compra duvidosa que chegará a R$ 1,5 bilhão a compra somente de novos medidores. A empresa quer continuar instalando novos medidores e eu requisitei todo o processo licitatório dessa empresa que vai continuar respondendo as denúncias que chegam da capital e interior”, ressaltou.

Sinésio Campos terminou o seu pronunciamento anunciando que nesta quarta-feira, 16, a CPI da Amazonas Energia vai realizar sessão itinerante em Tefé (a 521 quilômetros de Manaus), quando vai ouvir as denuncias da população contra a concessionária. De acordo com os prefeitos, a empresa é omissa e não repassa para as prefeituras o recurso da taxa de iluminação pública, cometendo crime de apropriação indevida.

 

 

Augusto Costa para O Poder

Foto: Acervo O Poder

Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins

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