Bagagens suspeitas em voo de Hugo Motta e Ciro Nogueira viram alvo de investigação da PF

A Polícia Federal (PF) investiga a entrada no Brasil sem fiscalização de sete bagagens trazidas em um voo que teve como passageiros o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

A situação ocorreu no retorno de uma viagem à ilha caribenha de São Martinho, no dia 20 de abril deste ano, em um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG. O empresário foi alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga bets.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a PF identificar a presença de parlamentares com foro na Corte na lista de passageiros, e, portanto só podem ser investigados com aval do STF.

No voo estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira, e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O documento foi despachado para o ministro Alexandre de Moraes, que pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a investigação.

Por meio de fotos, foi identificado que sete bagagens passaram pela área de fiscalização, com o piloto José Jorge de Oliveira Júnior, por fora da máquina de raio-x. Segundo a PF, o auditor fiscal Marco Antônio Canella teria permitido a passagem.

A polícia apura os crimes de prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho ao permitir que as bagagens entrassem no Brasil sem fiscalização. Segundo a investigação, o piloto José Jorge de Oliveira Junior passou pelo ponto de fiscalização duas vezes. Na primeira, o piloto submete duas bagagens pela máquina de raio-x.

Minutos depois, ele retorna ao ponto de fiscalização com cinco volumes a mais, além das bagagens que já estavam carregando anteriormente, e nenhuma delas passa por fiscalização.

Ainda segundo a PF, após a passagem dos volumes, a operadora do raio-x questiona o auditor fiscal responsável. As imagens indicam que ele responde com gestos que, de acordo com o relatório, expressam “banalidade e irrelevância”. Os políticos e o auditor envolvidos no caso não se pronunciaram a respeito.

 

Com informações de G1 

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