O primeiro turno das eleições se aproxima e os partidos fazem cálculos para especular quantos votos cada sigla deve receber, e quanto mais votos, mais possibilidades de vagas na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
Para presidente, governador e senador vence aquele que obtiver mais da metade dos votos válidos, sendo excluídos os brancos e nulos; já os cargos proporcionais utilizam o cálculo chamado de Quociente Eleitoral (QE).
Os cargos destinados aos deputados federais e estaduais utilizam o sistema proporcional, no qual o voto útil é válido tanto para o candidato quanto para o partido. Primeiro é calculado quantas vagas os partidos ou coligações têm direito; dentro de cada partido são eleitos os candidatos mais votados.
Por isso, o Quociente Eleitoral se torna indispensável; é ele que indica quantos votos são necessários para garantir uma vaga. No Amazonas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) averiguou um aumento de 300 mil eleitores, saindo de 2.647 milhões para 2.802 milhões de eleitores.
O cálculo do quociente é simples: utiliza o número de votos válidos dividido pelas vagas estabelecidas na Câmara e na Assembleia Legislativa. Com o aumento de eleitores, a quantidade saiu de 2.071 milhões para 2.101 milhões de votos válidos.
Ou seja, quem se candidatou para uma vaga de deputado estadual precisava de 258.290 mil votos. Com o aumento de eleitores, o candidato só se elege com 262.696 mil votos, visto que na Câmara Federal o Amazonas possui 8 cadeiras.
Na Aleam, são 24 vagas, que, divididas pela quantidade de votos válidos, resultam em 87.656 mil votos necessários para serem eleitos. Anteriormente, esse número estava em 86.290 mil. Por esse motivo, os partidos devem intensificar os atos de campanha nessa reta final, visando o bom desempenho nas urnas.
Ludmila Dias, para o Portal O Poder


