Patrimônio de Salazar vai de R$ 290 mil a R$ 2,2 milhões em cinco meses

Em apenas cinco meses, o patrimônio declarado pelo candidato a deputado federal, vereador Sargento Salazar (PL), passou de R$ 290 mil para R$ 2,2 milhões. A informação é do site Radar Amazônico.

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A diferença de R$ 1,916 milhão aparece na comparação entre os documentos entregues por ele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em agosto de 2024, e à Câmara Municipal de Manaus (CMM), em janeiro de 2025.

Durante a campanha eleitoral, Salazar informou possuir somente um apartamento financiado no bairro Flores, avaliado em R$ 290 mil.

Após ser eleito e assumir o mandato, a lista aumentou para uma casa de R$ 1,7 milhão, três veículos, o mesmo apartamento e participação em uma empresa. O total declarado chegou a R$ 2.206.000,00. Os veículos foram declarados pelo valor total de R$ 191 mil: um Volkswagen Nivus, avaliado em R$ 119 mil; um Volkswagen Gol, de R$ 42 mil; e um Chevrolet Celta, de R$ 30 mil.

Salazar também informou possuir 25% da empresa Escudeiro Serviços Terceirizados Ltda., participação avaliada em R$ 25 mil.

Em fevereiro de 2025, a Câmara republicou a declaração de bens do vereador informando que a versão anterior havia saído com “omissão de bens”. Entre os itens incluídos estava a participação de 25% na empresa Escudeiro. Documentos societários apontam que Salazar entrou formalmente na empresa em novembro de 2024, cerca de um mês depois de ser eleito.

Salto patrimonial

A trajetória chama atenção: em 2020, Salazar declarou não possuir nenhum bem. Em 2022, informou patrimônio de R$ 290 mil, valor repetido na eleição de 2024.
Poucos meses depois, já eleito vereador, apresentou uma relação patrimonial superior a R$ 2,2 milhões.

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O canal mantido por ele no YouTube reúne mais de 1 milhão de inscritos e centenas de milhões de visualizações, mas os documentos públicos analisados não mostram quanto o parlamentar recebe da plataforma nem se essa renda explica o crescimento registrado.

Os documentos analisados registram a mudança patrimonial, mas não informam a origem dos recursos nem as datas de aquisição de todos os bens.

 

Da Redação com informações de Radar Amazônico

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