Faltando três assinaturas para poder ser instalada, a CPI da Saúde voltou a ser tema de debate nesta terça-feira, 5, durante sessão virtual da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Oposição ao governo, Wilker Barreto (Podemos) cobrou uma postura dos deputados em relação a crise na saúde e as denúncias na imprensa de superfaturamento de respiradores, pois, na sua avaliação, houve materialidade.
Wilker pediu que a sociedade e os deputados assistam reportagem da CNN divulgada no sábado sobre o Amazonas. Ele disse que constatou que, ao final de todas as denúncias, não teve nenhum político falando.
“Porque a onda agora se algum político falar é politicagem, pode estar falando a verdade, mas é politicagem. Ao final de toda a entrevista o governador (Wilson Lima) desmente a falta de EPIs, os salários atrasados ou seja isso me deixa indignado”, afirmou.
Durante o pequeno expediente, Wilkerafirmou aos colegas que engana-se aquele deputado que acha que a sociedade não está acompanhando a Assembleia Legislativa virtual. Ele citou ainda a denúncia da página do UOL diz que o Amazonas dispensou a economia de R$ 472 mil pelos respiradores em loja de vinho.
“A empresa que ofertou o orçamento confirmou e tem materialidade. Eu quero saber e vou ficar assistindo aqui da minha poltrona se essa casa não vai fazer a CPI da Saúde? Porque aqui é o seguinte, só se sair algemado que essa casa trabalha? Essa casa não é órgão de controle e não tem o papel de fiscalizar e recebe do contribuinte para fiscalizar o Executivo? Essa materialidade comprovada de super faturamento na saúde do Amazonas é o que?. Tinham uma proposta de quase R$ 500 mil mais barato”, cobrou o oposicionista.
O autor da proposta da CPI da Saúde, deputado Delegado Péricles (PSL) apelou aos deputados que assinem o pedido da CPI. Até o momento, somente os deputados: Del. Péricles, Serafim Corrêa (PSB), Wilker Barreto, Fausto Júnior (PV) e Dermilson Chagas (sem partido), assinaram. Para que comissão seja instalada são necessárias oito assinaturas.
“Depois de tantas irregularidades apresentadas a nível nacional e no mundo, eu propus na semana passada a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para se fiscalizar e identificar possíveis irregularidades que estão bem claras no meu entendimento. Há necessidade de se apurar sim e todos os dias nos deparamos com algum fato novo que precisa ser fiscalizado. É o mínimo que a nossa casa pode fazer é instaura a Comissão Parlamentar de Inquérito”, cobrou Péricles.
Para conseguir mais adesão, o deputado disse, agora no final da manhã, que o raio de investigação da CPI será entre os anos de 2015 a 2020, ou seja, vai englobar os governos de José Melo (Pros), Amazonino Mendes (Podemos) e Wilson Lima (PSC).
Augusto Costa, para O Poder
Foto: Aleam

