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Caso Master: PF apreende valor em espécie com ex-diretor do Rioprevidência

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O presidente e diretores do Rioprevidência, o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro, foram alvo de buscas pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 23, na Operação Barco de Papel, dentro das investigações sobre o Banco Master.

O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações financeiras, supostamente irregulares, “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.

“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF.

O Master está em liquidação extrajudicial desde novembro, depois que o banco central apontou insolvência e suspeitas de fraude. A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.

Mandados

Agentes cumpriram 4 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal.

Um dos endereços foi a casa do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, em Botafogo. A equipe precisou pular o portão para entrar. Deivis não estava: ele embarcou no dia 15 para os Estados Unidos.

O advogado Paulo Klein, responsável pela defesa de Deivis, informou que ele “encontra-se oficialmente em período de férias, previamente programadas desde novembro de 2025, nos termos das normas internas vigentes.”

Na sua ausência, a presidência é exercida pelo diretor de administração e finanças, conforme previsto no Regimento Interno da autarquia.

Também foram alvos Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino. Na casa de Eucherio, a PF apreendeu R$ 3.760 em notas novas em uma mochila. À PF, Eucherio afirmou que o valor seria usado para pagar a um pedreiro por uma obra em casa.

Relembre o caso

Em novembro, o g1 mostrou que o Rioprevidência aplicou R$ 2,6 bilhões em fundos do grupo liderado pelo Banco Master. O investimento foi realizado ao longo de 2024 e 2025, aproveitando taxas consideradas “mais atrativas” que as oferecidas por concorrentes.

Em maio, o Tribunal de Contas do RJ (TCE-RJ) já havia alertado para “graves irregularidades” aos gestores do fundo. Em outubro, o TCE voltou a criticar os aportes e determinou uma tutela provisória com apensação sobre o Rioprevidência, impedindo-o de fazer novas transações com o Master.

Tutela provisória seguido de apensação é como, em uma situação de emergência, o Tribunal emitir um comando de parar imediatamente (tutela provisória) e, em seguida, dizer que o caso será transferido e anexado à investigação criminal completa (a auditoria) para que todas as punições e responsabilidades sejam definidas de uma vez.

“Chega de decisões sem transparência, chega de colocar em risco a aposentadoria daqueles que colaboraram com a construção deste estado”, declarou o conselheiro Jose Gomes Graciosa.

Na época da reportagem, o Rioprevidência afirmou que “o valor efetivamente aplicado pelo órgão foi de aproximadamente R$ 970 milhões, em Letras Financeiras emitidas pela instituição entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034”. O órgão destacou que estava em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

Como funcionava o aporte

De acordo com o TCE, o Rioprevidência utilizava o dinheiro arrecadado com descontos em folha para aplicar no mercado financeiro — o que deveria garantir a sustentabilidade do fundo.

O órgão determinou que o Rioprevidência não investisse mais em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos pelo conglomerado do Banco Master, nem em outras instituições que não atendessem aos princípios de segurança e prudência financeira.

Em maio, o Tribunal já havia pedido esclarecimentos sobre os investimentos. Desde então, concluiu que houve agravamento das irregularidades.

Até julho, R$ 2,6 bilhões — o equivalente a 25% dos recursos aplicados pelo Rioprevidência — estavam expostos a fundos administrados pelo Banco Master.

Um dos exemplos citados é o aporte de mais de R$ 1 bilhão no Arena Fundo de Investimento, administrado pela Master S/A Corretora. O fundo iniciou as operações em 18 de dezembro do ano passado, e no dia seguinte o Rioprevidência fez o primeiro aporte de R$ 50 milhões. Desde então, o fundo estadual fez sucessivos aportes, sendo o único cotista.

A rentabilidade média do fundo, de 4,05%, ficou abaixo da poupança (5,47%) e muito aquém do CDI (9,31%), o que, segundo o TCE, reforça a “ausência de vantajosidade”.

Os técnicos também identificaram aportes de mais de R$ 300 milhões em letras financeiras sem qualquer informação disponível — aplicações que funcionam como empréstimos a instituições financeiras, em troca de juros.

Outro exemplo citado é o investimento de R$ 100 milhões em junho, que caiu para R$ 75 milhões em apenas um mês. Na avaliação do Tribunal de Contas, esses casos “evidenciam uma gestão possivelmente irresponsável dos recursos do regime previdenciário”.

Nota do Rioprevidência

“O Rioprevidência informa que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.

O Rioprevidência destaca ainda que está resguardado por decisão judicial, de dezembro de 2025, que determinou a retenção de cerca de R$ 970 milhões, acrescidos de juros e correção monetária, referentes aos valores investidos pela autarquia. A medida visa proteger o patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio.

Dessa forma, o investimento já está sendo quitado com a retenção de valores decorrentes dos empréstimos consignados, que seriam repassados ao Banco. Importante ressaltar que, com isso, os recursos estão à disposição do caixa previdenciário e o investimento será liquidado em cerca de dois anos.

A autarquia reforça também que está à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a defesa dos recursos previdenciários.

O Rioprevidência informa ainda aos segurados que a prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração.”

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

Nota de Fachin sobre caso Master decepciona ministros e racha STF

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O STF (Supremo Tribunal Federal) se dividiu em torno da primeira manifestação pública do presidente da Corte, Edson Fachin, sobre o desgaste causado por decisões polêmicas do ministro Dias Toffoli no âmbito do caso Master.

Fachin interrompeu as férias, antecipou seu retorno a Brasília e iniciou uma rodada de conversas com colegas para tentar debelar a crise.

O presidente do STF alegou a pessoas próximas que o “momento exige” sua presença em Brasília.

O posicionamento de Fachin em nome da Corte foi discutido previamente com alguns colegas do STF, entre eles o vice-presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes.

O magistrado integra a ala do tribunal que tem defendido a atuação de Toffoli no inquérito. O ministro Gilmar Mendes, o mais antigo em atividade no STF, também compõe esse grupo.

Outros ministros, no entanto, relataram à CNN que souberam da nota a partir do momento em que ela foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social do STF.

O posicionamento de Fachin dividiu integrantes do tribunal. Uma ala avalia que o presidente da Corte redigiu uma manifestação “boa e equilibrada” em que defende institucionalmente a atuação de Toffoli, responsável por conduzir a investigação.

Outra ala considera que a nota pública do presidente do STF “pouco esclarece” e, ao fazer acenos ao Banco Central, à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República, a Toffoli e aos ministros que criticam reservadamente sua atuação, “fica em cima do muro”.

A manifestação de Fachin ocorreu após ministros da Suprema Corte apontarem a necessidade de uma defesa institucional do Poder Judiciário devido às reportagens contra Toffoli.

Segundo relatos feitos à CNN, pressionado da direita à esquerda, Toffoli chegou a se queixar das críticas a integrantes da Suprema Corte nos últimos dias, o que levou a uma reação de Fachin.

A avaliação é de que, embora a postura do ministro não tenha agradado magistrados, o momento é de uma defesa da instituição para, no futuro, corrigir excessos e equívocos na postura dos ministros.

A nota de Fachin, contudo, decepcionou assessores e magistrados defensores do código de ética para os integrantes do STF.

Para eles, faltou autocrítica da Suprema Corte em um momento em que, na avaliação deles, valeria reconhecer a necessidade de mudança de hábitos para dar um exemplo à sociedade.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

 

Trump transforma geopolítica em balcão de negócios e mira Groenlândia

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu nos últimos dias o debate internacional ao repetir o interesse em que os EUA passem a ter controle sobre a Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. A declaração, que já havia causado espanto em seu primeiro mandato, voltou ao centro das discussões em meio ao novo cenário geopolítico global.

Na prática, a Groenlândia não é apenas “um pedaço de gelo”, como falou Trump no Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O território tem posição estratégica no Ártico, riqueza mineral, potencial energético e importância militar crescente, especialmente com o avanço das rotas marítimas provocado pelo derretimento das calotas polares.

Quando Trump falou pela primeira vez sobre a possibilidade de “comprar” a Groenlândia, em 2019, a proposta foi prontamente rejeitada pelo governo dinamarquês e por autoridades locais. Agora, o tema retorna como símbolo da visão expansionista e pragmática do ex-presidente, que trata territórios como ativos geopolíticos.

A reação internacional tem sido de estranhamento, mas também de alerta. Em um mundo marcado por disputas por recursos naturais, áreas estratégicas e influência global, a Groenlândia se tornou muito mais do que um território gelado: virou peça-chave no tabuleiro do poder mundial.

 

Da Redação

PF deflagra operação sobre investimento de previdência em ativos do Master

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A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta sexta-feira, 23, a operação Barco de Papel, no escopo das investigações do caso Banco Master. A mobilização mira suspeita de operações financeiras irregulares no Rioprevidência, fundo que gere o patrimônio de aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, segundo apuração da CNN Brasil.

Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Entre os alvos, estão Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da instituição; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimento interino, exonerado em dezembro

A CNN Brasil entrou em contato com a Rioprevidência, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

A investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Segundo a PF, são apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

O BC (Banco Central) determinou a liquidação do Banco Master em 19 de novembro, interrompendo as operações da instituição.

À época, o Rioprevidência afirmou o aporte de R$ 960 milhões no banco, mas garantiu que os pagamentos de aposentados e pensionistas não seriam afetados.

“O Rioprevidência ressalta ainda que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, não havendo qualquer risco para os segurados do Estado do Rio de Janeiro. Cabe destacar ainda que o valor investido junto à instituição é inferior ao da folha mensal paga pela autarquia aos aposentados e pensionistas, hoje em R$ 1,9 bilhão, custeada em grande parte pela receita de royalties e participações especiais”, destacou o órgão à época.

Segundo o fundo de pensão, os investimentos foram feitos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

O que são os RPPS

Os regimes de previdência são fundos de pensão para servidores públicos de um estado ou município, destinados a complementar a aposentadoria oficial e garantir o pagamento de benefícios previdenciários aos servidores efetivos ativos e inativos.

Segundo o regulamento do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), créditos vinculados a esses fundos não são cobertos pelo FGC.

Nesses casos, os investidores só conseguirão saber quanto será possível resgatar das aplicações durante o processo de liquidação dos ativos, procedimento que costuma se arrastar por anos.

O FGC não cobre o RPPS porque sua proteção se limita a depósitos e créditos do sistema financeiro privado, enquanto o RPPS é um regime público de previdência, com regras próprias e fiscalizado por órgãos como o Ministério da Previdência e tribunais de contas.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

 

Roberto Cidade celebra resultado preliminar do concurso da Aleam: ‘Passo histórico para o Parlamento’

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (UB), destacou a divulgação da relação preliminar dos aprovados no concurso público da Casa, nesta quinta-feira, 22, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), realizadora do certame, como um marco histórico para o Parlamento Estadual após mais de 14 anos sem a realização de uma seleção pública.

Para Roberto Cidade, o concurso representa o cumprimento de um compromisso institucional com a modernização da Assembleia e com o fortalecimento do órgão legislador. Ele ressaltou que todo o processo foi conduzido com transparência, respeito à legislação e observância rigorosa dos princípios que regem a administração pública.

“Tenho absoluta convicção de que este concurso foi realizado com total transparência, respeito às leis e aos princípios que regem a administração pública. Há mais de 14 anos a Assembleia não realizava um concurso público, e hoje damos um passo histórico para fortalecer esta Casa. A chegada dos novos servidores simboliza um avanço importante para a Aleam, que passa a contar com profissionais capacitados e preparados para servir à população do Amazonas”, pontuou.

O presidente do Parlamento Estadual afirmou ainda que o certame reforça o compromisso da atual gestão com a responsabilidade administrativa e com a valorização do serviço público.

“A Assembleia é a Casa do Povo amazonense, e fortalecer seu quadro técnico é essencial para garantir um atendimento cada vez mais eficiente à sociedade”, finalizou Cidade.

A lista preliminar dos aprovados pode ser conferida por este link: https://conhecimento.fgv.br/concursos/aleam25.

Concurso

O concurso, cujas provas objetivas foram realizadas no dia 14 de dezembro, ofereceu 100 vagas para provimento imediato, sendo 60 destinadas a cargos de nível superior e 40 para nível médio, além de 263 vagas para formação de cadastro de reserva.

O concurso público da Aleam 2025 as áreas de: Analista de Controle; Assessor Jurídico; Procurador; Administrador; Analista de Redes e Comunicação de Dados; Analista de Sistemas; Assistente Social; Bibliotecário; Cientista Político; Contador; Designer Gráfico; Economista; Educador Físico; Engenheiro Civil; Engenheiro Eletricista; Enfermeiro; Fisioterapeuta; Historiador; Intérprete de Libras e Sinais; Jornalista; Médico (Ginecologista, Cardiologista, Urologista, Endocrinologista e Clínico Geral); Odontólogo; Pedagogo; Psicólogo; Programador; Redator; Assistente Técnico Administrativo; Cinegrafista; Produtor de Imagem; Editor; Fotógrafo; Técnico de Apoio ao Usuário de Computadores; Técnico em Produção Audiovisual; Técnico de Manutenção de Computadores; e Técnico de Rede.

Cronograma do concurso

8/12/2025 – Divulgação dos locais de prova

14/12/2025 – Prova objetiva e redação (cargos específicos)

16/12/2025 – Divulgação do gabarito preliminar

17 a 18/12/2025 – Recursos contra o gabarito preliminar

22/1/2026 – Gabarito definitivo e resultado preliminar da prova objetiva

23 a 26/1/2026 – Recursos contra o resultado preliminar

5/2/2026 – Resultado definitivo da prova objetiva e convocação para provas práticas e discursivas

1/3/2026 – Prova discursiva (cargos específicos)

 

Da Redação com informações da assessoria

Foto: Divulgação

STF arquiva inquérito contra delegados da PF por blitze nas eleições

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou as investigações contra dois delegados da Polícia Federal (PF) que eram suspeitos de realizar blitze para prejudicar a circulação de eleitores no segundo turno da corrida presidencial de 2022. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 22, pelo STF.

Moraes seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou falta de provas mínimas de que Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira tenham praticado qualquer tipo de crime. 

Os dois haviam sido indiciados pela Polícia Federal (PF) e eram investigados pelos crimes de prevaricação e violência política. 

“Na presente hipótese, não se verifica nos autos indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal em relação aos investigados ALFREDO DE SOUZA LIMA COELHO CARRIJO e LEO GARRIDO DE SALLES MEIRA, não existindo, portanto, na presente petição, nenhum indício real de fato típico [crime] praticado pelos requeridos”, escreveu Moraes. 

O episódio está ligado às investigações sobre a trama golpista que tentou manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota eleitoral em 2022. 

O caso serviu, por exemplo, como um dos fundamentos para a Primeira Turma do Supremo condenar o ministro da Justiça e o diretor-geral da PRF à época, Anderson Torres e Silvinei Vasques, respectivamente, por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.

Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, também foi condenada com base na obstrução da circulação de eleitores.

Segundo dados da PRF, mais de 2,1 mil ônibus foram fiscalizados somente na Região Nordeste no fim de semana do segundo turno de votação, em 2022. 

A corporação nega viés político, mas a Primeira Turma do Supremo viu nas blitze uma tentativa de favorecer a reeleição de Bolsonaro de modo a mantê-lo no poder de modo ilegal, uma vez que as operações se concentraram em regiões com prevalência de eleitoras do então candidato adversário, Luiz Inácio Lula da Silva. 

Trancamento

Na decisão divulgada nesta quinta-feira, Moraes determinou ainda o trancamento da ação em relação a Marília Alencar, Anderson Torres e Silvinei Vasques, afirmando que já foram condenados pelos fatos investigados no âmbito da trama golpista. Pela legislação brasileira, ninguém pode ser processado mais de uma vez pelos mesmos fatos, o chamado bis in idem. 

Já Fernando de Souza Oliveira, ex-diretor de Operações da MJ, foi absolvido durante o julgamento do núcleo 2 da trama golpista, incluindo das acusações que o envolviam com as blitze da PRF. Por esse motivo, ele também teve trancada a investigação contra ele. 

O ministro ressalvou, contudo, que o inquérito pode ser reaberto em relação ao quatro “na hipótese de surgimento de novos elementos”. 

 

Da Redação com informações de Agência Brasil

Foto: Divulgação

 

TCE-AM suspende homologação de concurso da Prefeitura de Codajás por irregularidades

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) concedeu medida cautelar e determinou que a Prefeitura de Codajás não homologue o resultado definitivo do Concurso Público regido pelo Edital nº 001/2025. A decisão consta na Decisão Monocrática nº 072/2026, assinada pelo conselheiro Ari Jorge Moutinho da Costa Júnior, e publicada na edição de terça-feira, 20, no Diário Oficial Eletrônico da Corte.

O certame prevê o provimento de 1.001 vagas imediatas, incluindo cadastro de reserva, para cargos de níveis médio e superior no quadro efetivo do município.

Segundo o TCE-AM, a medida foi adotada após análise de laudos técnicos e pareceres da Diretoria de Controle Externo de Admissão de Pessoal (DICAPE) e do Ministério Público de Contas, que apontaram impropriedades não sanadas no processo. Entre os principais problemas identificados estão a divergência entre o número de vagas criadas em lei e o quantitativo ofertado no edital para os cargos de agente de limpeza educacional, manipulador de alimentos, pedagogo e professor; a ausência de exigência de qualificação técnica para os cargos de oficial de manutenção nas especialidades Elétrica, Hidráulica e Pedreiro, mesmo tratando-se de funções que envolvem risco operacional; além da falta de documentos essenciais para análise das autorizações de contratações temporárias anteriores no município e pendências relacionadas à comprovação da legalidade e da base normativa dos cargos ofertados.

Na decisão, o TCE-AM afirma que a homologação do resultado poderia gerar efeitos de difícil reversão, como nomeação, posse e exercício, o que aumentaria o risco de nulidades futuras e prejuízo ao interesse público, aos candidatos e ao erário. Por isso, foi concedida a medida cautelar incidental para impedir a homologação do resultado definitivo, sem suspender as demais etapas do concurso.

A Prefeitura de Codajás tem 15 dias para manifestação e o prosseguimento da instrução do processo pela DICAPE e, posteriormente, pelo Ministério Público de Contas. O processo seguirá agora para continuidade da análise técnica e emissão de novo parecer.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

MBL pede que MP investigue cassino do resort ligado a Toffoli

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Militantes do MBL pediram ao Ministério Público do Paraná que investigue o funcionamento do cassino informal do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Como mostrou a coluna, o resort, que foi erguido pela família do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, oferece aos hóspedes um espaço com jogos de cartas e máquinas caça-níquel — no Paraná, essas máquinas foram legalizadas sob o nome de “videoloterias”.

A notícia-crime é assinada por dirigentes do MBL no Paraná, ligados à Missão: Pedro D’eyrot, Luiz França e Willian Pedroso da Rocha. Os três pedem a apuração de possíveis crimes de contravenção penal, além de eventual violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo a representação, o funcionamento de jogos de azar em estabelecimentos privados, ainda que restritos a hóspedes, pode configurar atividade ilícita se não houver autorização legal.

Na opinião da Missão, as “videoloterias” só são permitidas no Paraná quando vinculadas a convênios formais com o poder público estadual, o que, segundo eles, não estaria claramente demonstrado no caso do resort.

A representação pede que o MP paranaense apure se há licença válida para a exploração das máquinas e se a operação respeita os limites impostos pela legislação local.

Outro ponto levantado pelo MBL é a possibilidade de circulação de menores de idade nas áreas comuns do resort, inclusive próximas ao espaço destinado aos jogos.

Para o grupo, a simples presença de equipamentos de apostas em um ambiente frequentado por crianças e adolescentes pode caracterizar afronta ao ECA, ainda que não haja acesso direto aos jogos.

“O Paraná não pode ser a Las Vegas dos amigos do Rei. Dias de sorte para alguns, e de azar para todos nós, aqui não vai colar”, disse D’eyrot à coluna.

Em reportagens anteriores da coluna, a administração do resort afirmou que suas atividades estão em conformidade com a legislação vigente.

 

Da Redação com informações de Metrópoles

Foto: Divulgação/Metrópoles

 

UEA inscreve para as últimas vagas do pré-vestibular presencial AprovENS 2026

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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está com inscrições e matrículas abertas, até o dia 26 de janeiro de 2026, para os níveis SIS 1, SIS 2, SIS 3 Plus e Macro do curso pré-vestibular presencial AprovENS 2026. As aulas terão início em 31 de janeiro de 2026 e acontecerão sempre aos sábados, no horário das 8h às 17h. O AprovENS destaca-se por ser realizado nas próprias dependências da UEA, contando com um corpo docente altamente qualificado, material didático impresso exclusivo e coordenação pedagógica da Escola Normal Superior (ENS). 

Os participantes terão acesso a um laboratório de redação com devolutivas individualizadas, além da realização de simulados presenciais na ENS/UEA, obedecendo, rigorosamente, às normas do SIS e do Vestibular. O curso também oferece orientação psicoeducacional com profissionais da universidade, garantindo apoio acadêmico e emocional aos alunos, bem como acesso à biblioteca setorial, ao Restaurante Universitário (RU), estacionamento gratuito e emissão de carteirinha de identificação.

As vagas do AprovENS 2026 estão distribuídas entre os níveis SIS 1, SIS 2, SIS 3 Plus e Macro. Conforme o Edital n.º 23/2025 – Proex/UEA, 20% das vagas são reservadas para Pessoas com Deficiência (PcD) e 10% para candidatos indígenas. Caso não sejam preenchidas, essas vagas serão, automaticamente, destinadas ao público geral. As aulas ocorrerão aos sábados, a partir de 31 de janeiro de 2026, nas instalações da Escola Normal Superior da UEA, localizada na avenida Djalma Batista, n.º 2.470, bairro Chapada, em Manaus.

Em seu terceiro ano de funcionamento, o AprovENS consolida-se como uma importante opção de preparação para quem busca ingressar no ensino superior, mantendo o padrão de qualidade e compromisso característicos da UEA. O curso é autofinanciado e possui mensalidade acessível no valor de R$ 239,00. As inscrições e matrículas devem ser feitas, exclusivamente, pelo site da Fundação de Apoio e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Amazonas (Fadect), no endereço: https://aprovens.fadect-am.org.

O edital completo pode ser acessado por meio do link: https://selecao1.uea.edu.br/?dest=info&selecao=14344.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação

Trump formaliza Conselho da Paz e diz que ‘pode se unir com Nações Unidas’

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 22, que o “Conselho de Paz pode se unir com a Organização das Nações Unidas”, durante seu discurso no lançamento da iniciativa, em Davos, na Suíça.

Trump afirmou que formalizaria a Carta Constitutiva do Conselho e faria a primeira reunião do grupo também nesta quinta-feira.

O grupo foi anunciado em 2025, quando o líder dos EUA revelou planos para acabar com a guerra na Faixa de Gaza.

Porém, mais tarde, ele deixou claro que a atuação do conselho seria expandida para além do território palestino, abrangendo outros conflitos ao redor do mundo.

Trump chegou a sugerir que o grupo “poderia” substituir a ONU, o que agravou preocupações de especialistas.

 

Da Redação com informações da CNN Brasil 

Foto: Divulgação