fevereiro 8, 2026 19:56
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Desembargadoras denunciaram juíza que acumulou função com curso de medicina, revela TST

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Desembargadoras do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) denunciaram à Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho supostas irregularidades cometidas pela colega de Corte, a juíza Adriana de Jesus Pita Colella. As denúncias levaram a uma nova investigação contra a magistrada, acusada de acumular a magistratura com um curso integral de medicina.

A informação foi revelada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), o caso repercutiu nesta semana

Acúmulo de funções

Recém-promovida a juíza titular do TRT-2, a magistrada está se formando em medicina na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), no litoral de São Paulo, curso em que ingressou em 2020.

Em setembro deste ano, ainda enquanto juíza substituta, Adriana estava lotada na secretaria do tribunal e recebeu R$ 61.763,63 em salário líquido, de acordo com portal da transparência do Conselho Nacional de Justiça. A remuneração de outubro, paga após promoção, ainda não foi atualizada no portal.

Nos dois últimos anos, o 5º e o 6º da graduação, ela teria feito estágio em um internato da Santa Casa do município, estando ocupada de segunda a sexta, em horário comercial – no mesmo turno de expediente no tribunal.

TRT-2 negou irregularidade

Em nota, o Tribunal do Trabalho de Santos afirmou que não há irregularidade no acúmulo de funções desempenhado por Adriana. A Corte argumentou citando o artigo 95, parágrafo único, I, da Constituição Federal, que impede que o magistrado exerça outro cargo ou função, salvo uma de magistério.

Qual o papel das corregedorias dos órgãos de Justiça

  • Corregedoria do TRT-2: o colegiado é local e apura condutas e possíveis irregularidades de membros da Corte do Trabalho da 2ª região apenas. Está submetida à Corregedoria-Geral do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e à Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
  • Corregedoria-Geral do TST: o colegiado tem âmbito nacional e apura condutas e possíveis irregularidades de membros de todos os tribunais regionais do trabalho do país. Pode intervir em procedimentos do órgão do TRT-2.
  • Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ: órgão regulador externo, também de âmbito nacional, que apura condutas e possíveis irregularidades de membros de todos os tribunais do país, exceto do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não existe qualquer impedimento legal para a realização de atividades discentes em curso universitário”, afirmou a corregedoria da Corte.

O órgão afirmou ainda que acompanhou a produtividade e o trabalho da magistrada durante todo o curso de medicina, de acordo com determinação da Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ.

Também para sustentar o argumento de que não há irregularidades, a Corte citou a Lei Orgânica da Magistratura (LC nº 35/1979), que não fixa horário de trabalho aos magistrados brasileiros, que são obrigados a realizarem trabalho em todos os dias de expediente forense e, de acordo com decisão do CNJ, presencialmente, no mínimo, três dias da semana.

O órgão não falou sobre o choque de horários entre o trabalho na Corte e o estágio no internato da Santa Casa de Santos.

Corregedoria investiga juíza desde 2021

A juíza foi alvo de um pedido de providências do TRT-2 logo no início da graduação para apurar o acúmulo de funções. Em 2021, a maioria do pleno da Corte decidiu pelo arquivamento do procedimento e informou sobre a decisão à Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, que esclareceu o caso.

De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), os magistrados que analisaram a situação de Adriana naquele ano concluíram que não havia irregularidade “por ausência de vedação legal e por não haver prova de prejuízo à jurisdição”.

“Por não concordar com o arquivamento, o então Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho encaminhou o procedimento para a Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ para possível instauração de revisão disciplinar da decisão”, informou o TST.

Em julho de 2023, a Corregedoria Nacional decidiu que a apuração pelo colegiado local havia sido correta e o arquivamento, adequado. Ficou determinado, então, apenas o acompanhamento trimestral da produtividade da magistrada.

O rendimento e a produtividade de Adriana passaram a ser acompanhados regionalmente, com acompanhamento do órgão nacional do CNJ e regional do TRT.

Não foi constatado, pelos dados informados, qualquer prejuízo na atuação da magistrada por conta dos estudos em medicina.

Em outubro de 2025, logo após Adriana ser promovida a juíza titular, o colegiado regional informou novos fatos ao órgão nacional indicando possíveis prejuízos à atuação dela como magistrada por conta do curso de graduação.

Haveria, por exemplo, “possível incongruência entre os dados estatísticos analisados e a atividade discente”, disse a Corregedoria-Geral à reportagem.

Diante das possíveis irregularidades, inclusive com a possibilidade de cometimento de eventual infração disciplinar logo após ser alvo de avaliação pela Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ, a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho determinou ao órgão fiscalizador do TRT-2 que promovesse a imediata apuração do caso.

O órgão nacional acompanha a apuração. “Até a presente data, nada foi informado a respeito pela Corregedoria Regional do TRT-2”, informou a Corregedoria-Geral nesta quinta-feira, 27. O caso repercutiu na imprensa nesta semana.

A magistrada ainda não se manifestou sobre o assunto.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

Prisão de Bolsonaro expõe desgaste e abre semana amarga para o ex-presidente

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A prisão preventiva de Jair Bolsonaro dominou a semana e expôs, mais uma vez, o desgaste político do ex-presidente. Detido no sábado, 22, após tentar burlar a tornozeleira eletrônica e diante do risco de fuga, Bolsonaro teve seu destino selado na segunda-feira, 24, quando a Primeira Turma do STF manteve a prisão por unanimidade — um recado claro do Judiciário.

A maré continuou virada. Bolsonaro perdeu o salário de mais de R$ 42 mil pago pelo PL e viu começar a contagem de sua pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista. Um acúmulo de derrotas que escancara o isolamento de quem já comandou o país.

Resta saber se a prisão será o ponto final de sua influência política ou combustível para a narrativa de vítima que Bolsonaro tenta sustentar. O Brasil já assistiu a um ex-presidente condenado voltar ao poder. Mas repetir essa história exige algo que Bolsonaro, cada vez mais, parece não ter: capital político para sobreviver ao próprio naufrágio.

 

Da Redação

AC: Partido é condenado por fraude à cota de gênero e vereadora perde mandato

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O partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi condenado por fraude à cota de gênero em Sena Madureira, no interior do Acre, e a vereadora Helissandra Matos perdeu o mandato por conta da fraude.

Conforme decisão em segunda instância do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), proferida na quarta-feira, 26, Helissandra havia apresentado recurso contra a decisão em julho deste ano, e alegou omissões e contradições na sentença inicial.

Após a rejeição do recurso, a vereadora divulgou um vídeo no qual alegou que testemunhas não foram ouvidas.

Segundo a ação, o MDB utilizou duas candidatas fictícias para cumprir o percentual de representação feminina. A cota eleitoral de gênero determina a garantia de no mínimo 30% e no máximo 70% de candidatos tanto do gênero masculino quanto feminino.

Devido à constatação das irregularidades, o partido teve os Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (DRAPs) cancelados, o que levou à anulação dos votos recebidos. Ou seja, a parlamentar não foi acusada de qualquer irregularidade, mas a legenda à qual ela pertence foi excluída do pleito.

Com isso, além da perda de mandato de Helissandra, todas as candidaturas do MDB em Sena Madureira em 2024 foram consideradas inválidas, totalizando 14 pessoas. Ainda conforme a decisão, a sentença deve ser cumprida imediatamente após o esgotamento dos recursos.

 

Com informações de G1 Acre

Mudança no comando: Delegada assume PF no Amazonas

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a troca de comando na Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas. A mudança foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira, 27.

Por meio das portarias nº 1.748/2025 e nº 1749/2025, o secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, dispensou o delegado João Paulo Garrido Pimentel da função de Superintendente Regional da PF no estado e designou a delegada amazonense Danielle de Meneses Oliveira Mady para assumir o cargo.

A nomeação e a dispensa foram assinadas com base na competência prevista no art. 3º, inciso I, da Portaria nº 665, de 24 de junho de 2024.

Segunda mulher no comando da PF

Danielle estava exercendo o cargo de Delegada Regional Executiva em Brasília, a decisão de colocá-la na PF teria sido do diretor geral da PF, Andrei Rodrigues. A amazonense é a segunda mulher a comandar a Polícia Federal no estado, primeira foi a paraense Maria das Graças Malheiros, há duas décadas.

Investigação

A mudança acontece em meio ao Inquérito Civil do Ministério Público Federal (MPF) que investiga irregularidades administrativas e funcionais cometidas pela PF em processos de crimes de extração ilegal de minérios, usurpação de bens da União e delitos conexos na Amazônia Ocidental.

O MPF apontou falhas sistêmicas e reiteradas nos procedimentos policiais sob acompanhamento do órgão, indicando uma deficiência estrutural na gestão dos procedimentos investigativos da PF na Amazônia Ocidental, bem como uma possível resistência institucional que demanda apuração mais profunda.

Da Redação
Foto: Divulgação

Vice-prefeito de Maraã é denunciado por manter parentes como servidores fantasmas

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Com o objetivo de preservar o patrimônio público, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) ajuizou uma ação civil pública contra o vice-prefeito do município, Francisco Rodrigues Moraes, o Chico da Ceam, quatro servidores e o secretário de Saúde do município por improbidade administrativa. Os servidores investigados pela Promotoria de Justiça local estariam atuando como “funcionários fantasmas”, recebendo remuneração apesar de não exercerem funções no local.

De acordo com o promotor de Justiça que assina a medida, Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, a ação decorre de uma investigação que foi iniciada por denúncias anônimas acerca da existência de funcionários fantasmas ligados à Secretaria de Saúde.

“Depois da apuração de procedimento administrativo, o Ministério Público verificou a veracidade das informações, inclusive com funcionários que trabalhavam para o vice-prefeito em sua residência, também ligados à família do vice-prefeito, que estariam se enriquecendo ilicitamente, causando prejuízo ao erário do município de Maraã, e também com o aval do secretário de Saúde”, comentou o promotor

Durante as investigações, foram identificadas quatro pessoas que constavam nas folhas de pagamento da Secretaria de Saúde, mesmo não prestando serviços no hospital municipal ou em qualquer outra unidade de saúde, ocupando cargos de enfermeira, técnico de hemoterapia, técnico de enfermagem e motorista. Além do enriquecimento ilícito decorrente dessa prática, a apuração revelou que os investigados têm ligação familiar com o vice-prefeito, tratando-se de irmã, filho, sobrinho e cunhada. A prática configura nepotismo e fere os princípios da administração pública.

O vice-prefeito, apontado como orquestrador do esquema, utilizou de sua posição e influência política para lotar seus familiares na Secretaria Municipal de Saúde e ainda desviar uma servidora pública (sua cunhada), para a realização de serviços domésticos em sua residência particular. O secretário de Saúde era conivente com a situação, ocultando as irregularidades e permitindo a manutenção dos funcionários na folha de pagamento. Apesar das provas documentais, o secretário negou a existência de “servidores fantasmas” na secretaria.

Para impedir que mais dano seja causado ao erário, o Ministério Público solicitou tutela de urgência para que os funcionários e o secretário municipal de saúde sejam afastados de seus cargos e que seja realizada a suspensão imediata de qualquer pagamento a eles. O MP requer ainda que o município efetue o bloqueio da remuneração dos acusados e que proceda com a apuração de toda a quantia recebida indevidamente por um dos “funcionários fantasmas”, desde o início de sua residência no exterior.

A Promotoria de Justiça de Maraã pediu que os réus sejam condenados por atos de improbidade administrativa com ressarcimento integral do dano causado ao erário do município, isto é, a soma de todos os valores recebidos indevidamente desde suas contratações até o fim dos pagamentos, com acréscimo de juros e correção monetária. Solicitou-se que eles sejam condenados também à perda da função pública e tenham seus direitos políticos suspensos pelo prazo de oito anos.

 

Da Redação, com informações do MPAM
Foto: Divulgação

MPF investiga falhas da Polícia Federal em inquéritos sobre mineração ilegal na Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou o Inquérito Civil nº 84/2025 para apurar possíveis irregularidades administrativas e funcionais cometidas pela Polícia Federal (PF) na condução de inquéritos que investigam crimes de extração ilegal de minérios, usurpação de bens da União e delitos conexos na Amazônia Ocidental. A portaria foi assinada pelo Procurador da República, André Luiz Porreca Ferreira Cunha, e publicada no Diário Eletrônico do órgão desta quinta-feira, 27.

De acordo com o MPF, foram identificadas falhas sistêmicas e reiteradas nos procedimentos policiais sob acompanhamento do órgão. Essas falhas, registradas em sistemas internos, incluem remessas de inquéritos sem especificar diligências pendentes e diversos pedidos de prorrogação de prazo sem justificativa.

Falhas comprometem combate ao garimpo

A portaria destaca ainda que esses problemas prejudicam diretamente o enfrentamento à mineração ilegal, atividade responsável por graves impactos ambientais e sociais na região.

O promotor reforça ainda que a morosidade e desorganização favorece a prescrição penal, o que configura violação violação à eficiência administrativa, e desta forma, colabora com ausência de responsabilização em crimes graves.

Controle externo 

O MPF ressalta que, por lei, a instituição é responsável por exercer o controle externo da atividade policial, fiscalizando não apenas aspectos formais, mas também a eficiência e a racionalidade das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A portaria menciona ainda que a Instrução Normativa nº 255/2023-DG/PF, atualizada pela IN nº 279/2024, determina que os pedidos de prorrogação de inquérito contenham expressa indicação das diligências pendentes, o que não vinha sendo observado.

Deficiência estrutural na PF 

Para o MPF, a recorrência das irregularidades pode indicar uma deficiência estrutural na gestão dos procedimentos investigativos da PF na Amazônia Ocidental, “bem como uma possível resistência institucional que demanda apuração mais profunda”.

O Inquérito Civil vai apurar “eventuais irregularidades administrativas e funcionais no cumprimento, pela Polícia Federal dos deveres de motivação, gestão e controle de prazos de inquéritos policiais instaurados para investigar crimes de usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais e delitos conexos, sob a atribuição do 19° Oficio da Procuradoria da República no Amazonas (2° Oficio da Amazônia Ocidental), em especial nos casos de pedidos de dilação de prazo desprovidos de justificativa, omissão de manifestação da autoridade policial e remessa automatizada de inquéritos ao MPF sem despacho fundamentado”, conforme a portaria.

Confira na íntegra:

Da Redação
Foto: Divulgação

Congresso Nacional derruba vetos de Lula ao licenciamento ambiental

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Na quinta-feira, 27, o Congresso Nacional derrubou vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa de refinanciamento das dívidas dos estados (Propag) e o novo marco de licenciamento ambiental.

A decisão aprofunda a crise entre o Palácio do Planalto e o Legislativo, deflagrada nos últimos dias com insatisfações recíprocas do governo com o Congresso.

O Profag oferece uma alternativa para os estados retomarem o pagamento de dívidas com a União. Já o marco de licenciamento ambiental prevê a flexibilização do processo de obtenção de licenças para algumas entidades e empreendimentos.

Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o Planalto teve de costurar acordo com partidos da oposição. As mudanças beneficiam principalmente os estados mais endividados, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Já no licenciamento ambiental, o governo conseguiu retirar apenas um ponto da votação — o artigo que cria uma licença ambiental especial (LAE) para projetos estratégicos, que será analisado na semana que vem em outro projeto.

Parlamentares favoráveis à derrubada afirmaram que as mudanças vão destravar obras e estimular o desenvolvimento econômico. “É uma lei equilibrada, que concilia preservação com desenvolvimento”, disse o senador Marcos Rogério (PL-RO).

Governo e ambientalistas, por outro lado, criticaram a derrubada dos vetos e alertaram para risco ambiental elevado. A avaliação do grupo é de que a medida representa um retrocesso na proteção do meio ambiente.

 

Com informações de G1

PL suspende salário e atividades partidárias de Bolsonaro

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O PL comunicou, nesta quinta-feira, 27, que suspendeu o salário e as atividades partidárias de Jair Bolsonaro. Conforme o partido, a decisão se deu pela suspensão dos direitos políticos do ex-presidente.

O político ocupava o posto de “presidente de honra” da sigla e recebia uma remuneração de aproximadamente R$ 42 mil. Ele seguirá recebendo aposentadoria de R$ 46 mil da Câmara dos Deputados e cerca de R$ 11 mil do Exército.

“Infelizmente, por decorrência da lei (Lei 9096/95 – REspEl n° 060026764; AGR-RO 060023248) e em razão da suspensão dos direitos políticos do nosso presidente de honra, Jair Bolsonaro, as respectivas atividades partidárias de nosso líder estarão igualmente suspensas, inclusive a sua remuneração, enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório na AP 2668”, afirmou o partido em nota.

Bolsonaro se filiou ao Partido Liberal em 2021, quando se encontrou sem partido pela extinção do PSL (hoje União Brasil em fusão com o Democratas). O ex-mandatário, condenado a 27 anos e 3 meses pela trama golpista, agora cumpre pena desde terça-feira, 25.

 

Da Redação com informações de Terra

Foto: Divulgação

RR: PF deflagra operação contra desvio de verbas na Câmara Municipal de Boa Vista

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A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público de Roraima, deflagrou na manhã desta sexta-feira, 28 ,a Operação Teatro das Sombras. O objetivo é desarticular um esquema de desvio de verbas indenizatórias na Câmara Municipal de Boa Vista. 

Foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens dos investigados.

A investigação apura fraudes ocorridas entre 2022 e 2023, que causaram prejuízo superior a R$ 1,3 milhão. Segundo a apuração, foram utilizadas notas fiscais canceladas e contratos simulados para justificar despesas inexistentes. 

Também foi identificado que valores destinados ao aluguel de escritórios parlamentares eram desviados para empreendimentos privados, com a simulação do funcionamento dos gabinetes.

Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.

 

Da Redação com informações da Polícia Federal 

Foto: Divulgação

 

RR: Ex-prefeito de Bonfim é preso pela PF por desvio de R$ 40 milhões 

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Na tarde da quinta-feira, 27, o ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas, foi preso pela Polícia Federal em Boa Vista. Joner estava sob investigação por suspeita de integrar um esquema de fraudes em licitações e desvio de mais de R$ 40 milhões destinados à manutenção de estradas e vicinais no interior.

Joner Chagas é suspeito de controlar um esquema de desvio de dinheiro em contratos de obras públicas em Bonfim. A suspeita é de que ele usava uma empresária como “testa de ferro” para esconder a ligação com os recursos.

Em nota, a PF informou que a “prisão ocorreu após análise de elementos que indicariam possível participação no esquema investigado” e em continuidade à operação Déjà Vu.

Com a prisão de Joner, a PF mantém a investigação sobre indícios de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro ligados a contratos milionários de manutenção de estradas vicinais no interior do estado.

A investigação começou em setembro de 2025, quando uma empresária, o marido e a filha dela foram presos após sacar mais de R$ 510 mil na capital. Segundo a PF, o dinheiro seria de origem ilícita e levou os investigadores a identificar possíveis irregularidades em contratos públicos para recuperação de estradas.

As investigações apontaram que a empresa responsável pelas obras recebeu contratos superiores a R$ 40 milhões, mas não possuía qualquer estrutura física ou operacional compatível com os serviços para os quais havia sido contratada.

 

Com informações de G1 Roraima

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