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STF vê poucas chances de revisão criminal de Bolsonaro

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Enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam manter viva a expectativa de uma reviravolta jurídica, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideram remotas as chances de a revisão criminal do ex-presidente ser acolhida pela Corte. A avaliação contrasta com o discurso adotado por dirigentes e parlamentares do PL, que voltaram a apostar publicamente, nesta semana, na possibilidade de uma mudança no cenário jurídico de Bolsonaro e aguardam uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques antes da convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 25. 

Segundo ministros ouvidos reservadamente pelo GLOBO, dificilmente a Corte admitiria rever uma condenação construída ao longo de meses de instrução, com produção de provas, interrogatórios, ampla participação da defesa e análise de todos os recursos apresentados pelos advogados de Bolsonaro. Na avaliação desses magistrados, acolher a revisão criminal significaria reconhecer um erro em um julgamento conduzido pelo próprio Supremo — hipótese considerada extremamente improvável diante da dimensão do processo. 

Mesmo na hipótese de uma decisão favorável de Kassio Nunes Marques, integrantes do STF afirmam que o alcance de uma eventual decisão individual seria limitado. Embora o relator conduza inicialmente o processo, o mérito da revisão criminal deverá ser analisado pelo plenário da Corte, já que esse tipo de ação é de competência do plenário, e não das turmas.

Foi nesse contexto que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, durante um evento em Brasília na última quarta-feira, que “muita coisa vai acontecer nos próximos 20 dias”. A declaração foi interpretada por aliados de Bolsonaro como um sinal de que a revisão criminal voltou ao centro da estratégia política do partido.

No entorno do ex-presidente, a avaliação é que a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada há cerca de três semanas, colocou o processo em sua reta final. A expectativa desse grupo é que Kassio decida o pedido antes da convenção nacional da legenda.

Independentemente de uma mudança imediata na situação jurídica do ex-presidente, a perspectiva de uma decisão ajuda a mantê-lo no centro da discussão política em um momento em que o partido tenta consolidar a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Questionado sobre o que embasava seu otimismo, Valdemar recorreu ao precedente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que voltou a disputar eleições após decisões do Supremo.

— Eu te respondo com uma pergunta. Quando o Lula estava preso 580 dias, você imaginava que ele fosse ser candidato à Presidência da República? Tudo pode acontecer. E quem deu esse direito para o Lula? O ministro Fachin, que é homem de bem, que é homem de respeito.

A comparação, porém, é rejeitada por ministros do Supremo. Segundo integrantes da Corte, os processos possuem naturezas distintas. Enquanto as condenações da Lava-Jato foram anuladas em razão de vícios processuais reconhecidos pelo próprio STF, como a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a suspeição do então juiz Sergio Moro, a ação penal contra Bolsonaro transcorreu, na avaliação desses magistrados, com observância do devido processo legal, ampla participação da defesa e apreciação de todos os recursos cabíveis.

O discurso foi rapidamente encampado por parlamentares bolsonaristas. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou esperar que Kassio acolha os argumentos da defesa e voltou a atacar a condenação de Bolsonaro. 

— Independentemente de quem seja o ministro, eu, como líder da oposição, tenho uma obrigação de defender a legislação. Nós esperamos que ele cumpra a Constituição, porque esse julgamento foi totalmente viciado, um julgamento sem pé nem cabeça, de um crime impossível.

O otimismo demonstrado publicamente, contudo, não é compartilhado de forma unânime no entorno do ex-presidente. Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro avaliam reservadamente que uma revisão criminal dificilmente seria concedida antes das eleições e tratam o tema mais como um elemento de mobilização política do que como uma estratégia jurídica com chances concretas de êxito.

Na avaliação desse grupo, manter o tema em circulação ajuda a impedir que a condenação definitiva seja encarada como um ponto final da trajetória política de Bolsonaro, preserva o ex-presidente como principal ativo eleitoral do PL e mantém mobilizada a base de apoiadores em torno da expectativa de uma reviravolta jurídica. Mesmo sem grandes perspectivas de sucesso, abandonar essa frente significaria retirar da militância uma das últimas possibilidades de mudança no cenário do ex-presidente.

O pedido de revisão criminal foi apresentado pelo advogado Marcelo Bessa, que também atua em processos envolvendo Valdemar. Bessa afirma, no entanto, que a iniciativa partiu do próprio Bolsonaro. Segundo relatos, a defesa buscou apresentar pessoalmente ao relator os argumentos do pedido, embora o gabinete de Kassio Nunes Marques informe que não houve audiência com os advogados dessa ação.

Paralelamente, interlocutores de Bolsonaro afirmam ter feito contatos telefônicos com o ministro em uma tentativa de sensibilizá-lo. Valdemar, no entanto, nega ter participado dessas movimentações.

— Não, não, não, não. É assunto tão importante que não adianta fazer pressão, não adianta. Esquece.

A revisão criminal é um instrumento excepcional previsto na legislação para questionar condenações já definitivas. No caso de Bolsonaro, a defesa pretende rediscutir aspectos da condenação e reduzir seus efeitos jurídicos.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

TRE-AM ordena que Sargento Salazar remova vídeos por propaganda negativa

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) determinou, sob pena de multa, a retirada de vídeos das redes sociais do vereador de Manaus, Sargento Salazar (PL), produzidos com inteligência artificial e cenas de violência simulada.

Os alvos dos ataques foram o governador Roberto Cidade (União Brasil), o ex-governador Wilson Lima (UB) e o ex-prefeito de Manaus, David Almeida.

A federação União Progressista apontou propaganda eleitoral negativa e antecipada, visto que o início das convenções partidárias só começa no dia 20 de julho. Segundo o documento, o conteúdo associava os políticos ao uso de armas de fogo por meio de imagens geradas por IA.

A determinação foi assinada pela desembargadora Nélia Caminha Jorge, que afirmou que os documentos apresentados, contendo os vídeos, evidenciaram a tese de que havia risco de “elevada capacidade de disseminação das publicações veiculadas em redes sociais, cuja permanência ou replicação pode ampliar continuamente os efeitos do alegado ilícito, dificultando a efetividade da prestação jurisdicional”.

O vereador Salazar fica proibido de publicar ou compartilhar novamente o conteúdo, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil. O Facebook deverá deixar os vídeos citados na decisão indisponíveis em até 24 horas.

Confira a decisão do TRE-AM:

Da Redação

MP apura suposta promoção pessoal nas redes sociais com verba pública na Câmara de Tabatinga

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis atos de improbidade administrativa envolvendo a contratação de serviços de publicidade pela Câmara Municipal de Tabatinga. A portaria foi publicada no Diário Oficial do MPAM, de quarta-feira, 8.

O alvo da investigação é o vereador e atual presidente da Casa Legislativa, George Martins da Silva, mais conhecido como Luizão Martins, em razão da contratação da empresa Bomfim e Mejia Publicidade, no valor estimado de R$ 60 mil.

Segundo a portaria, assinada pela promotora de Justiça substituta, Taize Moraes Siqueira, o contrato tinha como objeto a divulgação das atividades legislativas. A Ouvidoria-Geral do MPAM recebeu uma denuncia anônima apontando possíveis fraudes à licitação, dano ao erário e utilização da estrutura de comunicação institucional para promoção pessoal.

Durante a análise preliminar, a Promotoria identificou que documentos essenciais da contratação, como o procedimento licitatório, edital ou eventual dispensa de licitação, não foram encontrados no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), situação que, em tese, pode contrariar as exigências da Lei nº 14.133/2021.

Outro ponto destacado na portaria refere-se aos pagamentos efetuados à empresa. Conforme o MP, embora o contrato previsse desembolsos mensais de R$ 5 mil, foi identificado um pagamento único de R$ 15 mil no mês de maio, sem que houvesse, até o momento, comprovação imediata da execução proporcional dos serviços.

Promoção pessoal

A Promotoria também aponta indícios de que recursos públicos destinados à comunicação institucional teriam sido utilizados para impulsionar o perfil pessoal do presidente da Câmara nas redes sociais.

Segundo o documento, publicações compartilhadas por meio da ferramenta “Collab” do Instagram teriam promovido simultaneamente conteúdos institucionais e o perfil pessoal do parlamentar (@vereadorluizao), misturando divulgação das atividades legislativas com marketing político e promoção pessoal.

 

Como medidas do Inquérito Civil, o MP determinou o envio de recomendação para que gestores públicos de Tabatinga se abstenham de utilizar publicidade institucional para promoção pessoal.

A Promotoria também encaminhará cópia integral dos autos ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), solicitando a apuração da regularidade financeira da contratação.

Além disso, a Câmara Municipal de Tabatinga deverá apresentar, no prazo de 30 dias úteis, toda a documentação referente ao contrato, incluindo processo licitatório ou de contratação direta, contrato, aditivos, notas de empenho, liquidações, ordens de pagamento, notas fiscais, materiais publicitários e relatórios de execução.

A empresa Bomfim e Mejia Publicidade também foi notificada para comprovar a execução dos serviços contratados e justificar o recebimento de R$ 15 mil em um único pagamento realizado no mês de maio.

Da Redação
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Após crise com Michelle, Flávio escala esposa para atrair mulheres

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A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu ampliar a participação da mulher dele, a dentista Fernanda Bolsonaro, na estratégia eleitoral.

A ideia da equipe é usar a imagem de Fernanda para aproximar Flávio do eleitorado feminino. O intuito, porém, vai além disso. A aproximação da mulher de Flávio na campanha busca minimizar os efeitos negativos do desentendimento que rolou entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

A cúpula do PL avalia que a presença de Fernanda em agendas públicas do presidenciável e na formulação de propostas pode ajudar a construir nova ponte com o eleitorado feminino. Agora, ela deve acompanhar Flávio em mais compromissos de campanha e participar da elaboração do plano de governo.

A atuação dela como dentista deve ser explorada principalmente em propostas ligadas à saúde, com destaque para temas como saúde da mulher e atendimento na rede pública.

A mulher do senador iniciou os primeiros passos e já aparece em mais vídeos publicados nas redes sociais de Flávio. Nos bastidores, a orientação é aumentar a exposição dela e consolidar sua imagem como representante feminina dentro da campanha.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do pré-candidato ao Planalto, também passou a reforçar a presença de Fernanda nas redes sociais. O plano, aparentemente, é ampliar a identificação dela com o eleitorado bolsonarista após Michelle sinalizar que não pretende participar da campanha do enteado.

Estratégia para dialogar com mulheres

Antes do conflito familiar, a expectativa da campanha era que Michelle exercesse o papel de principal interlocutora com o eleitorado feminino.

Porém, com o afastamento entre os dois, uma nova figura feminina teve de ser escalada para ocupar essa função.

O uso da imagem de Fernanda já estava nos planos da equipe, mas ganhou prioridade diante da crise mais recente.

Além da maior participação da esposa, o senador avalia lançar uma mulher como candidata a vice-presidente para ampliar o diálogo com as eleitoras.

A pré-campanha prepara o lançamento do programa “Brasil Por Elas”, previsto para o próximo dia 15, em São Paulo. A iniciativa deve reunir propostas voltadas ao público feminino.

Movimento nas redes sociais

Após Flávio ser escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como pré-candidato à Presidência, Fernanda criou perfis no Instagram e no X e passou a participar mais ativamente da comunicação política.

Ela publicou vídeos reforçando a imagem do marido como um político mais moderado, preparado e ligado à família. Após Michelle afirmar que Flávio a teria maltratado, Fernanda também publicou uma mensagem em defesa do marido.

Na quarta-feira da semana passada, 1, Flávio levou Fernanda para reunião de trabalho com um grupo de mulheres em Brasília (DF). Durante o encontro, ele citou a companheira ao criticar a declaração do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo de que mulheres votam mal.

A campanha também tem explorado a imagem de Flávio como “pai de menina”, em contraste com a declaração de Jair de que, depois de quatro filhos homens, passou a ter uma filha mulher porque cometeu “uma fraquejada”.

Fernanda e Flávio estão juntos desde 2010 e têm duas filhas. Segundo seu perfil nas redes sociais, Fernanda é especialista em ortodontia e ortopedia facial adulta e infantil

Disputa pela Vice-Presidência

A indicação de uma mulher para a Vice-Presidência já era considerada pela equipe de Flávio antes da crise com Michelle. O nome da escolhida, porém, ainda não foi definido.

Entre as cotadas, estão as deputadas federais Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF). A ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos), que tem auxiliado Flávio, também é citada por aliados como uma possibilidade.

Citação no caso da rachadinha

Fernanda Bolsonaro também foi mencionada no caso conhecido como “rachadinha”, investigação que envolveu suspeitas sobre o gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro.

As apurações foram encerradas após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anularem, em 2021, provas utilizadas no processo.

Durante as investigações, a quebra de sigilo bancário de Fernanda apontou depósitos em dinheiro vivo feitos por Fabrício Queiroz, então motorista e assessor de Flávio na Alerj.

Foram identificados créditos de R$ 25 mil e R$ 20 mil em períodos próximos ao pagamento da entrada e de uma parcela de um imóvel adquirido pelo casal no Rio de Janeiro.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução/Redes Sociais

RR: Denarium passa por cima de correligionários do União Brasil para candidatar sua cunhada ao Senado

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O ex-governador de Roraima, Antonio Denarium, pretende se manter na política através de sua cunhada, Tânia Soares. Ele não possui mandato, pois está inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em caso de compra de votos e não é filiado ao União Brasil, partido de Tânia.

E, para isso, ele tem ignorado o presidente do partido, seu ex-fiel escudeiro Edilson Damião e negociado a candidatura diretamente na cúpula nacional. Damião ainda não definiu a que cargo ele pretende concorrer na eleição de outubro. Por outro lado, já havia um acordo para que Pastor Isamar fosse o candidato ao Senado pelo partido. 

A atitude de Denarium pode desencadear um novo desentendimento dentro do União Brasil em Roraima, assim como aconteceu nas eleições de 2024 em Boa Vista, quando Catarina Guerra e Nicoletti travaram uma briga para serem os candidatos pelo partido. A confusão foi parar na Justiça e na Executiva Nacional. 

No caso de Catarina Guerra, era Denarium quem estava por trás, pois queria tomar a Prefeitura de Boa Vista de Arthur Henrique. E agora novamente Denarium tenta interferir nas decisões de um partido que não é filiado.

 

Com informações de Roraima em Tempo

Tribunais pagaram R$ 722 milhões em ‘penduricalhos’ após restrições do STF

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Tribunais de Justiça estaduais pagaram ao menos R$ 722,8 milhões em verbas extras a juízes e desembargadores entre maio e junho deste ano. Os dois meses são os primeiros em que passaram a valer os parâmetros estabelecidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para limitar os chamados “penduricalhos” na magistratura. A decisão teve vigência a partir do mês-base de abril, com efeitos sobre as remunerações pagas em maio.

Levantamento feito pela CNN com base em dados do Portal de Remuneração da Magistratura, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mostra que as rubricas de direitos pessoais, indenizações e direitos eventuais somaram R$ 722.865.865,40 nos dois meses.

Em maio, primeiro mês analisado, 23 tribunais informaram ao CNJ um gasto de R$ 479,9 milhões com penduricalhos. Em junho, com informações disponíveis de 15 tribunais, o valor foi de R$ 242,9 milhões.

Entre os tribunais com dados disponíveis, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) teve o maior gasto mensal com penduricalhos, com R$ 184,4 milhões desembolsados só em maio. A corte não havia informado ao CNJ os pagamentos referentes a junho até a conclusão do levantamento. 

Na sequência, aparece o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que pagou R$ 74,9 milhões em verbas extras em maio e R$ 35,6 milhões em junho. Somados, os pagamentos do tribunal fluminense chegaram a R$ 110,6 milhões no período.

Ranking dos dois meses

Como nem todos os tribunais enviaram ao CNJ os dados referentes a junho, o total de R$ 722,8 milhões considera todas as informações disponíveis. O ranking abaixo reúne apenas as cortes que disponibilizaram dados de maio e junho.

Veja quanto cada tribunal pagou em penduricalhos nos dois primeiros meses de vigência das novas regras do STF:

  • TJRJ: R$ 110.648.647,19
  • TJPR: R$ 62.394.617,76
  • TJRS: R$ 61.530.330,64
  • TJBA: R$ 40.623.395,38
  • TJPE: R$ 40.439.736,61
  • TJGO: R$ 30.627.414,44
  • TJMA: R$ 29.304.640,95
  • TJPA: R$ 25.711.561,62
  • TJDFT: R$ 24.432.315,20
  • TJPI: R$ 17.066.421,13
  • TJRN: R$ 15.858.757,93
  • TJRO: R$ 15.660.626,47
  • TJAP: R$ 7.219.554,94
  • TJAC: R$ 7.130.853,80
  • TJRR: R$ 3.123.782,37

O que dizem o CNJ e os tribunais

Questionado pela CNN, o CNJ afirmou que os dados do Painel de Remuneração da Magistratura são oficiais e fornecidos diretamente pelos tribunais, que também são responsáveis pela validação das informações. O conselho acrescentou que a Corregedoria Nacional de Justiça acompanha o sistema remuneratório e “está atenta a eventuais descumprimentos” das regras fixadas pelo STF.

Em março, o STF fixou parâmetros para limitar o pagamento dos chamados “penduricalhos” e reforçar o cumprimento do teto constitucional, hoje em R$ 46,3 mil. Essas verbas são pagas além do subsídio mensal de juízes e desembargadores, como direitos pessoais, indenizações, auxílios, plantões, férias e licenças não usufruídas.

A Corte não proibiu todas as rubricas, mas determinou o corte imediato de auxílios criados por normas locais e estabeleceu que outras verbas só podem ser pagas em situações específicas, com limites e comprovação.

Entre os parâmetros definidos está o limite de 35% do subsídio para verbas indenizatórias autorizadas, como férias, plantões e licenças não usufruídos por necessidade de serviço.

A CNN procurou todos os tribunais estaduais citados no levantamento.

Em nota, o TJGO (Tribunal de Justiça de Goiás) afirmou que as folhas de pagamento de maio e junho foram previamente submetidas ao CNJ, no âmbito de auditoria conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça, e que os pagamentos foram autorizados antes de serem efetivados. O tribunal disse ainda que a folha de julho não foi finalizada e que prestará, no prazo estabelecido, todos os esclarecimentos solicitados ao STF.

O TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso) informou que cumpre integralmente as determinações do STF e dos órgãos de controle do Poder Judiciário. A corte também afirmou que as informações sobre remuneração de magistrados e servidores são públicas, estão disponíveis no Portal da Transparência e seguem os critérios definidos pelo CNJ e pela legislação vigente.

Já o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) afirmou que “os esclarecimentos foram prestados às autoridades competentes”.

Novo cerco aos “penduricalhos”

Na última segunda-feira, 6, o STF determinou que presidentes de sete tribunais prestem esclarecimentos sobre pagamentos feitos a magistrados acima dos limites definidos pela Corte para os “penduricalhos”.

Foram intimados os presidentes dos tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia.

Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes deram prazo de 48 horas para que os tribunais enviem informações detalhadas sobre os valores pagos a magistrados da ativa, aposentados e pensionistas entre abril e julho deste ano.

Também deverão ser encaminhadas cópias das folhas de pagamento do período, com a discriminação individualizada das verbas remuneratórias e indenizatórias.

Nas decisões, os ministros advertiram que a configuração de qualquer descumprimento às determinações do STF sobre os limites de pagamento poderá levar ao afastamento do cargo, além de responsabilização penal, civil e disciplinar.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

PF mira empresa de Manaus em investigação sobre esquema de fraude em licitações em Rondônia

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 9, a Operação Reduto, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), para apurar a suposta prática dos crimes de fraude a licitações, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa.

São cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo 9 em Ariquemes (RO), 8 em Porto Velho (RO) e 2 em Manaus (AM), além de 2 mandados de prisão preventiva, ambos em Ariquemes/RO, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.

Logo nas primeiras horas, em Manaus, equipes estiveram em uma oficina localizada no bairro Adrianópolis, zona centro-sul, onde estavam diversas ambulâncias e ônibus estacionados. Paralelamente, outras equipes se deslocaram até um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra, zona oeste da capital, para cumprir mandados. Em Rondônia, um empresário de nome Ivair teria sido preso.

A decisão judicial também determinou o afastamento de 11 servidores públicos e o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos até o limite de R$ 9 milhões.

As apurações tiveram início em 2024, a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) encaminhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que apontaram movimentações financeiras suspeitas envolvendo uma empresa sediada em Manaus que mantinha contratos públicos em Rondônia.

Com o aprofundamento das diligências, delineou-se a possível existência de uma associação criminosa estruturada em duas frentes: uma voltada à fraude em licitações e ao direcionamento de contratos públicos no município de Ariquemes (RO); e outra dedicada ao desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, em prática popularmente conhecida como “rachadinha”.

Segundo as investigações, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 9 milhões incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados. As medidas cumpridas nesta fase têm por objetivo reunir novos elementos para o aprofundamento das apurações.

 

Da Redação com informações da PF

Foto: DIvulgação/PF

TCE-AM publica decisão que obriga ex-prefeito de Autazes a devolver R$ 5,4 milhões

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) publicou na última terça-feira, 7, a decisão da reprovação das contas referente ao ano de 2023 da gestão de Andreson Cavalcante, ex-prefeito de Autazes, devido a diversas irregularidades não sanadas.

Conforme publicado no dia 16 de junho pelo Portal O Poder, as falhas incluem atrasos sistemáticos no envio de dados obrigatórios no sistema e-Contas, falhas no planejamento orçamentário e no Portal da Transparência, atrasos no pagamento de precatórios, uso indevido de recursos do Fundeb.

Entre as irregularidades apontadas pelo TCE, foi solicitado que o ex-prefeito realize a devolução de R$ 5,4 milhões de forma solidária envolvendo danos em contratos e pregões específicos com as empresas WSK Empreendimento e Serviços, no valor de R$ 200 mil, Cintra Comércio de Materiais, no valor de R$ 1,6 milhão, a empresa JP de Matos Elétrica, no valor de R$ 360 mil e dano em contrato com a fiscal de obra Ana Paula de Lima Pereira, no valor de R$ 170 mil.

Ao todo, três multas foram aplicadas, por conta do atraso no envio dos balancetes mensais de janeiro a dezembro de 2023, atraso no envio dos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária (RREO) de todos os bimestres de 2023 e pelas falhas na gestão e irregularidades apontadas em relatórios conclusivos, totalizando o valor de R$ 101 mil em multas.

A devolução e as multas devem ser pagas em até 30 dias, conforme estipulado pela Corte de Contas.

O parecer será encaminhado à Câmara Municipal de Autazes, recomendando à Câmara Municipal de Autazes a desaprovação das contas da prefeitura no ano de 2023, sob a gestão de Andreson. Os vereadores terão o prazo de 60 dias para realizar o julgamento definitivo das contas.    

Confira a decisão do TCE-AM:

Da Redação

Em meio à busca por mais R$ 7 bi, Correios adiam fechamento de agências

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Apresentado no ano passado como contrapartida ao aval do Tesouro para um empréstimo de R$ 12 bilhões, o plano de reestruturação em curso nos Correios foi parcialmente interrompido neste mês. A estatal suspendeu o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 para funcionários que exerçam atendimento ao público, além da adoção de um sistema para mapear os recursos necessários para realizar as entregas. A decisão foi tomada diante da ameaça de servidores de entrarem em greve.

A suspensão das medidas previstas no plano ocorre no momento em que a direção da empresa, comandada por Emmanoel Rondon, busca um novo empréstimo, agora de R$ 7 bilhões, como parte da estratégia para reverter os resultados negativos dos últimos anos. A estatal fechou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, e o rombo deve ser ainda maior neste ano. No primeiro trimestre de 2026, o déficit foi de R$ 3,1 bilhões.

Em nota, os Correios afirmaram que a suspensão é temporária e servirá para que entidades representativas dos trabalhadores possam apontar possíveis distorções na aplicação das medidas. “A suspensão das medidas citadas é temporária e restrita aos temas em discussão, permitindo que as demais iniciativas previstas no plano de reestruturação tenham continuidade”, disse a empresa. Estão mantidas, por exemplo, as ações de venda de imóveis e outras medidas de contenção de despesas.

Um total de 256 agências já fechou as portas

A suspensão temporária foi proposta em carta a sindicalistas, em resposta ao movimento grevista. Insatisfeitos com as medidas do plano de reestruturação, os representantes dos trabalhadores haviam indicado que começariam uma paralisação na terça-feira passada. Depois do aceno da direção dos Correios, recuaram e só mantiveram o estado de greve, que permite à categoria cruzar os braços a qualquer momento, caso haja descumprimento dos termos da negociação pela empresa.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

Processo Seletivo da Prefeitura de Presidente Figueiredo é alvo de investigação do MPF

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Inquérito Civil para investigar a regularidade da Chamada Pública nº 002/2025, promovida pela Prefeitura de Presidente Figueiredo. A Portaria nº 06, de 7 de julho de 2026 foi assinada pelo procurador da República em substituição, José Ricardo Custódio de Melo Junior.

O procedimento tem como objetivo apurar possíveis irregularidades no Processo Seletivo Simplificado (PSS) da Secretaria Municipal de Administração (SEMAD) realizado para a contratação temporária de profissionais destinados a atender demandas emergenciais da rede municipal de saúde. Dentre os questionamentos feitos sobre o PSS, estão as etapas de julgamento, classificação e critérios de desempate entre os participantes.

A investigação do MPF teve origem em uma manifestação registrada na Sala de Atendimento ao Cidadão pela internet, que deu origem ao Procedimento Preparatório nº 1.13.000.000945/2025-84. Com o avanço das apurações, o Ministério Público decidiu converter o procedimento em Inquérito Civil.

Além da conversão do procedimento, o procurador determinou o encaminhamento da portaria para registro e publicação, bem como o cumprimento das diligências previstas em despacho já expedido no âmbito da investigação.

 

 

Da Redação
Foto: Divulgação