fevereiro 9, 2026 17:35
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Wilson Lima lança Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas durante a COP30

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O governador Wilson Lima lançou, nesta terça-feira, 11, durante a COP30, em Belém (PA), o Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas e a Política Estadual de Transição Energética (PETEN), dois marcos estratégicos que consolidam o novo ciclo de desenvolvimento sustentável do Amazonas. As entregas foram acompanhadas da apresentação de portfólios da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que reúnem resultados de pesquisa e investimentos em inovação voltados à sustentabilidade e à adaptação às mudanças climáticas.

As ações foram apresentadas nos espaços oficiais da conferência, na Green Zone do Pavilhão da Amazônia, com a presença de secretários de Estado, pesquisadores, representantes de comunidades tradicionais e autoridades internacionais. Juntas, as iniciativas reforçam o protagonismo do Amazonas na agenda global da transição ecológica e demonstram como a ciência, a energia limpa e a bioeconomia estão integradas à estratégia de desenvolvimento regional.

De acordo com o governador Wilson Lima, o Plano de Bioeconomia representa um guia para orientar as ações do Estado nas próximas décadas, resultado de um processo de escuta e construção coletiva com todos os municípios.

“Nós fizemos consultas em todos os municípios, nas principais comunidades, para que a gente pudesse fazer um plano integrado. Esse é o plano que vai nortear as ações do Estado a partir de agora para gerações futuras. É um guia daquilo que a gente vê como desenvolvimento sustentável e alinhado com os objetivos da ONU e das políticas mais modernas”, afirmou o governador.

O Plano Estadual de Bioeconomia foi construído pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) em um processo participativo que envolveu representantes dos 62 municípios do Amazonas, pesquisadores, empreendedores e comunidades tradicionais. O documento define metas e estratégias para uma economia de baixo carbono, inclusiva e baseada na sociobiodiversidade, promovendo o uso sustentável dos recursos da floresta e a valorização do conhecimento tradicional.

Estruturado em cinco eixos estratégicos, o plano articula o modelo industrial da Zona Franca de Manaus com a bioeconomia florestal, fomentando inovação tecnológica, diversificação produtiva e certificação de produtos da sociobiodiversidade.

Já a Política Estadual de Transição Energética (PETEN), elaborada pela Secretaria de Energia, Mineração e Gás (Semig), estabelece as bases legais para transformar a matriz energética do estado, reduzindo em até 50% o consumo de diesel nos sistemas isolados até 2030 e ampliando o uso de fontes limpas e renováveis. O documento também define metas para eliminar a pobreza energética, fortalecer a geração distribuída e garantir a inclusão social no acesso à energia.

A medida foi construída a partir de audiências públicas realizadas na capital e no interior, reunindo contribuições da sociedade civil, universidades, comunidades e representantes do setor produtivo. O plano orienta a criação de incentivos fiscais e creditícios para fontes renováveis e prevê a implementação do Programa Estadual de Transição Energética em até 180 dias, com revisão anual e transparência pública dos resultados.

Complementando essas ações, também foi apresentado, durante a COP30, o Inventário Preliminar de Emissões Atmosféricas do Estado, que integra a Política Estadual de Emissões e Mudanças Climáticas. O documento traz um diagnóstico das emissões de gases como CO₂, CH₄ e N₂O, com base em fontes como desmatamento, agropecuária, resíduos, transporte e geração de energia. O documento vai subsidiar políticas mais assertivas de controle e prevenção da poluição do ar, fortalecendo o planejamento ambiental e a qualidade de vida no estado.

Ciência e inovação

Durante a COP30, o Governo do Estado também lançou os portfólios da Fapeam, que reúnem resultados de mais de R$ 900 milhões em investimentos realizados entre 2019 e 2025, com 20 mil projetos de pesquisa em áreas como mudanças climáticas, biodiversidade, bioeconomia e inovação social. Os materiais apresentados incluem dois catálogos de resultados de pesquisa, o Catálogo CTC/AM 2025 e o Inventário de ações e pesquisas sobre estiagem e eventos extremos, que mapeia as respostas do Estado a secas e impactos climáticos recentes.

As publicações destacam o papel estratégico da ciência na formulação de políticas públicas sustentáveis e na construção de soluções locais para a Amazônia. A Fapeam reforça, assim, a integração entre pesquisa, inovação e gestão pública, consolidando o Amazonas como um dos estados que mais investem em ciência aplicada à transição ecológica.

Entregas

O conjunto de entregas integra o Programa Amazonas 2030, que articula políticas de bioeconomia, energia, ciência e REDD+ para alcançar a neutralidade de carbono e o desmatamento líquido zero até 2030.

Ontem, 10, o governador também assinou o primeiro contrato de REDD+ em Unidade de Conservação Estadual no Parque Estadual do Sucunduri e formalizou a contratação da banca para o primeiro concurso da história da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), reforçando o compromisso do Estado com a governança ambiental e o fortalecimento institucional.

 

Da Redação com informações da assessoria 

Fotos: Diego Peres/Secom

Empresa envolvida com propina recebeu aporte de R$ 4,4 milhões com verbas da COP

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A empresa Ômega Construtora e Incorporadora, recebeu, em meados de setembro, um aporte no valor de R$ 4,4 milhões. O montante é oriundo de uma linha de crédito especial para a Conferência do Clima (COP30) criada pelo ministro do Turismo, Celso Sabino.

Esses empréstimos usam recursos do Novo Fungetur (Fundo Geral do Turismo), política de financiamento a juros baixos, da pasta para o setor turístico. A empresa assinou um contrato com a Caixa Econômica Federal, banco credenciado pelo ministério, para acessar a verba.

Celso Sabino criou regras excepcionais para financiar empresas do Pará, seu berço político. Duplicou o limite máximo de empréstimo e determinou, por exemplo, que os bancos só poderiam aprovar propostas com “anuência” do ministério.

Deixou a responsabilidade de fiscalizar a aplicação da verba, porém, com os agentes financeiros credenciados. Definiu que caberia a eles “a comprovação da destinação dos financiamentos para apoio à realização da COP”.

Dono da Ômega, o empresário Igor de Sousa Jacob e o pai são investigados pela PF por saques de dinheiro vivo, em série, desde o fim do ano passado. Todos foram alvo de busca e apreensão em uma operação há menos de um mês.

Em uma troca de mensagem entre o pai e filho, Igor pergunta ao pai como deveria escrever um Pix que havia mandado ele fazer, na alegação de que precisaria do comprovante para “controle”, a resposta chegou 20 minutos depois com a seguinte pergunta: ‘corrup?’. A Polícia Federal logo averiguou que se tratava de um caso de corrupção. 

O inquérito apontou que a Ômega é uma empresa de fachada, usada para “escoar valores ilícitos” de um esquema sofisticado que desviou verba de contratos de saneamento da prefeitura de Belém. O ministro da pasta afirmou que faz a análise de crédito é a pasta “não tem qualquer ingerência” e disse não ter conhecimento sobre o motivo da empresa estar sendo investigada.

Empresa investigada

Pai e filho chegaram juntos a uma agência da Caixa Econômica Federal, em Belém, pouco antes da hora do almoço. Era o fim da manhã de uma quinta-feira, em meados de novembro do ano passado.

Dirigiram-se à área dos caixas, cada um portando uma mochila preta. Não sabiam, mas estavam sendo monitorados pela Polícia Federal, alertada pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de que ambos sacariam R$ 600 mil em espécie naquele dia.

Na saída do banco, a PF abordou os dois. Dias depois, prestaram depoimento, afirmaram que o dinheiro seria usado para pagar funcionários e fornecedores, e foram liberados. O dinheiro, contudo, ficou apreendido.

A investigação continuou ao longo deste ano. A polícia apontou, em relatório obtido pelo UOL, que Igor Jacob “atuava como operador financeiro” de um esquema de desvio de recursos públicos.

O empresário, segundo a investigação, organizava saques em espécie e intermediava “suborno a servidores e terceiros indicados”. A Ômega recebeu ao menos R$ 9,6 milhões em “transferências expressivas de recursos desviados”, “sem lastro em atividades reais.

 

Com informações de Tab Uol

PL Antifacção: alterações de Derrite geram reação no governo e na PF; compare versões do projeto

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O relator do projeto antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), propôs alterações significativas no texto enviado pelo governo ao Congresso Nacional. Isso provocou reação na base governista, que critica as mudanças.

Segundo essas avaliações, o substitutivo do relator pode abrir brechas para intervenções estrangeiras no Brasil.

Havia também um dispositivo que limitava a atuação da Polícia Federal (PF) em investigações, trecho que foi amenizado em nova versão apresentada pelo relator. Apesar disso, a corporação ainda vê perda de autonomia (leia mais abaixo).

A lei antifacção é a principal aposta do governo para tentar sufocar o crime organizado. A proposta surgiu a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública a um grupo de trabalho, depois enxugado pelo ministro Ricardo Lewandowski e enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tramitação foi acelerada depois da operação da polícia do Rio de Janeiro nas comunidades da Penha e do Alemão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que afirma não querer “polarizar” a discussão, escolheu Derrite para a relatoria.

Derrite está licenciado, desde a última semana, do cargo de secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, potencial adversário de Lula em 2026, para relatar o PL.

O deputado manteve parte do texto enviado pelo Executivo, mas fez alterações estruturais, indo além de pontos como aumento de penas, infiltração de delatores e criação de um banco nacional de organizações criminosas.

Entenda a seguir o que muda:

Facção criminosa x Lei Antiterrorismo

A proposta enviada pelo Executivo modifica a Lei das Organizações Criminosas, elevando as penas de 3 a 8 anos para 5 a 10 anos.

O texto também cria a figura da “organização criminosa qualificada” — ou “facção criminosa” — com pena máxima de 15 anos quando houver domínio territorial baseado em violência, coação ou ameaça.

Derrite seguiu outro caminho. O relator incluiu na Lei Antiterrorismo condutas atribuídas a organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares, sujeitando esses crimes às mesmas penas aplicadas a atos terroristas.

Para o governo, essa mudança é uma das mais problemáticas: ao enquadrar ações de facções na legislação antiterror, Derrite abre espaço para intervenções estrangeiras sob a justificativa de combate ao terrorismo.

Para analistas do governo, a ideia de equiparar facções criminosas — como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — a grupos terroristas pode trazer danos econômicos e diplomáticos para o Brasil, sem a garantia de que essa medida seja realmente eficiente contra o crime organizado.

Agravantes

Enquanto o governo endurece a Lei de Organizações Criminosas, o relator inclui na Lei Antiterrorismo 11 condutas de organizações criminosas e milícias, como:

  • coagir a população ou agentes públicos com violência para dominar áreas;
  • usar ou ameaçar usar explosivos, gases tóxicos, agentes biológicos ou armas;
  • promover ataques contra instituições prisionais;
  • incendiar, depredar, saquear ou explodir meios de transporte.

O substitutivo cria 8 agravantes, aumentando pena de metade a dois terços quando o crime for praticado pelo chefe da organização, mesmo que ele não execute o ato.

O governo também previa agravantes semelhantes, mas com aumento maior: de dois terços ao dobro.

Derrite ainda torna esses crimes insuscetíveis de anistia, graça, indulto, fiança e livramento condicional, e veda o pagamento de auxílio-reclusão para dependentes — ponto que não estava na proposta do Executivo.

Competência da Polícia Federal

Esse é outro eixo de divergência entre governo e relator.

Em parecer publicado na semana passada, Derrite estabelecia que caberia às polícias civis estaduais investigar organizações criminosas envolvidas nos atos definidos como terroristas.

A PF atuaria apenas quando:

  • houvesse repercussão interestadual ou transnacional;
  • houvesse risco à segurança nacional ou à ordem pública internacional;
  • o Ministério da Justiça determinasse atuação conjunta mediante provocação do governador.

Assim, a PF teria de ser demandada pelos estados para investigar facções em seus territórios. O governo viu relação entre essa regra e a Operação Carbono Oculto, deflagrada pela PF contra o PCC em outubro.

Em nova versão protocolada na noite desta segunda-feira, 10, Derrite amenizou o trecho e agora permite a participação da PF por iniciativa própria, desde que os fatos investigados envolvam matérias de sua competência constitucional ou legal.

Na nova versão, o parlamentar continua mantendo a competência das polícias civis para investigar os atos, com controle externo dos ministérios públicos estaduais, mas permite a participação da PF por iniciativa própria, sem provocação do governador.

Apesar disso, a proposta destaca que a atuação da PF não desloca automaticamente a competência para julgar os processos para a Justiça Federal.

Conforme a nova versão da proposta, a PF poderá participar das investigações em “caráter integrativo com a polícia estadual respectiva, sempre que algum dos fatos investigados envolver matérias de sua competência constitucional ou legal”.

O projeto estabelece que a participação da PF ocorrerá:

  • por meio de solicitação fundamentada do delegado de polícia estadual ou do Ministério Público estadual competente;
  • por iniciativa própria, através de comunicação às autoridades estaduais competentes.

“A atuação integrada das forças de segurança federais e estaduais ocorrerá, preferencialmente, por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), ou de outras estruturas formais de cooperação no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), observados os princípios da coordenação, subsidiariedade e cooperação federativa”, diz a proposta.

Segundo o Blog da Ana Flor, integrantes da cúpula da PF entendem que mesmo com as alterações o texto continua retirando autonomia da corporação para iniciar investigações contra facções criminosas.

A nova formulação também foi criticada. Em nota publicada após o telefonema, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que “não há e não haverá acordo que implique em supressão das atribuições e autonomia da Polícia Federal”.

Infiltração de delatores

Tanto o governo quanto Derrite ampliam a possibilidade de infiltração: hoje, a lei permite apenas infiltração de policiais. Agora, ambos os textos permitem a infiltração de colaboradores.

O acordo de colaboração poderá prever infiltração ou permanência encoberta. Órgãos de registro deverão emitir identidades fictícias.

Banco Nacional de Organizações Criminosas

Os dois textos criam o banco nacional. A diferença: Derrite fixa prazo de 180 dias para que o Executivo publique o ato que instituirá o sistema. O governo não previa prazo, somente que ele será regulamentado por decreto.

No novo texto protocolado, Derrite também estabelece a criação dos Bancos Estaduais de Organizações Criminosas, paramilitares ou milícias privadas.

Aumento de penas

Derrite endurece ainda mais o texto original. Entre os pontos:

  • Homicídio no contexto de atos equiparados ao terrorismo passa a ter pena de 20 a 40 anos.

O governo previa apenas incluir o homicídio a mando de facção como qualificadora (12 a 30 anos).

Crime hediondo

  • Derrite: inclui crimes equiparados a terrorismo como hediondos.
  • Governo: inclui participação em facção e milícia no rol de hediondos.

Crime hediondo é definido como de extrema gravidade. Pela Constituição, esses crimes são inafiançáveis e não podem receber graça ou anistia, responsabilizando também quem os ordena ou se omite diante deles.

Lei de Execução Penal

Os dois textos permitem monitoramento por vídeo e áudio de encontros dos presos com visitantes — exceto com advogados, salvo em casos de fundadas suspeitas de conluio.

Progressão de pena

Outro ponto em que Derrite endurece além do governo:

  • Crimes hediondos: progressão só após 70% da pena (hoje é 40%).
  • Hediondo com morte ou chefia de facção/milícia: sobe de 50% para 75%.
  • Derrite inclui o feminicídio como agravante para cálculo da progressão.
  • Reincidentes em hediondos: de 60% para 80%.
  • Hediondo com morte para reincidentes: de 70% para 85%.

Punições adicionais

Derrite exige que chefes de organizações cumpram pena em Regime Disciplinar Diferenciado em unidades de segurança máxima — medida que não constava no texto do Executivo.

Ambos os textos autorizam o juiz a:

  • decretar intervenção judicial e afastamento de sócios em empresas usadas por facções;
  • determinar perdimento total de bens oriundos de atividade ilícita.

A diferença está na destinação dos bens:

  • Derrite: bens ficam a cargo do governo estadual onde ocorreu o crime;
  • Governo: bens são alienados pelo gestor de ativos do Ministério da Justiça.

As duas versões mantêm o prazo das investigações: 30 dias para réus presos e 90 dias para soltos, prorrogáveis.

Derrite ainda incluiu no texto a previsão expressa de que os membros inscritos nos bancos nacional ou estaduais de organizações criminosas se tornam inelegíveis.

 

Da Redação com informações de G1 

Foto: Divulgação

 

STF começa a julgar grupo acusado de tramar morte de Lula, Alckmin e Moraes

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A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira, 11,  os réus do núcleo 3 no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O grupo é formado por 10 integrantes, sendo a maioria militares de forças especiais, os chamados “kids pretos”.

Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), os réus são responsáveis pelo planejamento operacional do golpe, incluindo o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), e o “Operação Luneta”, no qual o alvo era o ministro Alexandre de Moraes.

Este é o terceiro núcleo da trama golpista a ser julgado no STF. Nos últimos meses, a Primeira Turma condenou 15 pessoas por envolvimento na trama, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que pegou 27 anos e 3 meses de prisão. 

Pela primeira vez, porém, a condenação do grupo pode ser unânime. A única voz dissonante nos julgamentos anteriores, a do ministro Luiz Fux, não participa do julgamento. Em outubro, ele pediu para trocar de turma.

Com isso, os réus serão julgados por apenas quatro ministros: Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.  

A sessão desta terça-feira começará às 9h com a leitura do relatório por Moraes, que é o relator do processo. O documento detalha toda a acusação, as provas produzidas e as alegações das defesas.

Em seguida, fala o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, por até duas horas. Ele deve repetir o que disse nas alegações finais, argumentando pela condenação de 9 réus e poupando Ronald Ferreira de Araújo Junior.  

Sem provas suficientes do envolvimento de Ronald na trama, Gonet defendeu que ele seja condenado apenas por incitação ao crime.

Em relação aos demais, o procurador-geral aponta que ficou comprovado que os réus formaram o núcleo de ações táticas e coercitivas da organização criminosa, “responsáveis pelas ações mais severas e violentas do grupo, que somente não ultimaram a ruptura institucional pela forte resistência dos Comandos do Exército e da Aeronáutica”. 

Depois, iniciam-se as sustentações orais dos advogados. Cada defesa apresentará, em até uma hora, os argumentos a favor da absolvição de seus clientes.  

A sessão desta terça está programada para ir até às 19h, com intervalo para almoço. Ela deverá ser retomada novamente da quarta-feira, 12, às 9h. 

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Metas de emissão abrem conflito entre países no início da COP30

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Baixas ambições dos países com suas metas de redução de gases do efeito estufa, aliada a falta de apresentação dessas metas por parte, até agora, de 84 dos 195 países integrantes do Acordo de Paris, abriram o primeiro conflito entre as delegações logo no primeiro dia da conferência em Belém.

Segundo fontes envolvidas nas negociações, um grupo de países se insurgiu para que esses dois temas entrem oficialmente na pauta de debates da COP, mas a inclusão é contestada por outro grupo que entende que esta agenda só poderia entrar por consenso.

Isso porque, pela Convenção do Clima, as chamadas NDCs — metas nacionalmente determinadas de redução de emissões — são definidas por cada país de forma soberana, sem espaço para avaliação direta por outros membros.

Esses países defendem que a distância entre os compromissos anunciados e o limite de 1,5°C de aquecimento global exige uma resposta política mais contundente, ainda que fora das negociações formais. Hoje, as estimativas indicam aquecimento próximo de 2,4°C até o fim da década.

O embate levou o Brasil a comandar uma reunião, na noite desta segunda-feira, 10, primeiro dia da COP30, com países insatisfeitos com o baixo nível de ambição nas metas de descarbonização apresentadas por outras nações.

A presidência brasileira da COP atua para mediar o impasse e buscar consenso sobre como a conferência pode avançar nesse debate, sem romper o formato atual das negociações.

As novas NDCs, que começam a ser atualizadas por diversos países para cumprir o Acordo de Paris, estão mais abrangentes e detalhadas do que nos ciclos anteriores, com metas setoriais e estimativas de investimento em transição energética. No entanto, especialistas apontam que, no caso de algumas potências mais poluidoras, as metas são insuficientes.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

 

Deputado indicado por Motta para relatar PL Antifacção causa racha na Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mal indicou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o Projeto de Lei (PL) Antifacção, e a escolha já causa divisão entre parlamentares. A definição foi elogiada por integrantes da oposição e criticada por governistas.

Horas depois de ter sido anunciado como relator, na sexta-feira, 7, Derrite, que deixou a secretaria de Segurança de São Paulo para reassumir o cargo na Câmara e relatar o projeto, divulgou o primeiro parecer sobre a proposta.

No relatório, o aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) optou por não incluir o ponto de maior debate do projeto, defendido pela direita, que desejava a fusão do texto do governo a outro projeto que equipara facções criminosas a organizações terroristas.

Ainda assim, ele propôs que ações armadas e de controle territorial promovidas por facções recebam as mesmas punições aplicadas a casos de terrorismo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão.

Entenda o cenário

  • A escolha de Guilherme Derrite (PL-SP) para relatar o PL Antifacção provocou reações: apoio da oposição e críticas de governistas;
  • Horas após ser indicado, Derrite apresentou o primeiro parecer e descartou a fusão do texto do governo com outro projeto que equipara facções a grupos terroristas;
  • O relator propôs penas de 20 a 40 anos para ações armadas e de controle territorial promovidas por facções;
  • Gleisi Hoffmann deve liderar a articulação para preservar o texto original do Executivo, enquanto a votação deve atrasar por causa da COP30.

Reações

A indicação de Derrite para relatar o PL Antifacção gerou reações imediatas nas redes sociais. Enquanto o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por exemplo, manifestou desejo de sucesso ao parlamentar, dizendo que a proposta “está em boas mãos”, lideranças do PT demonstraram total aversão.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que a escolha de Hugo Motta foi “um desrespeito com o presidente Lula”.

“O projeto de lei antifacção é uma prioridade do governo Lula e colocar nas mãos do secretário de segurança do governador Tarcísio beira uma provocação. Parece um interesse deliberado de não aprovar e de atrapalhar a tramitação da pauta prioritária do governo na área de segurança pública”, escreveu o deputado no X, antigo Twitter.

Discussão começa nesta terça

Motta pautou o início das discussões do texto no plenário para esta terça-feira, 11. O texto não deve ser votado ainda, pois a Câmara deve estar esvaziada em virtude da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começa nesta segunda, 10, em Belém (PA).

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve liderar a articulação para manter o texto original do Executivo, mas o desafio promete ser longo. No parecer já apresentado, Derrite apontou “fragilidades” no texto enviado pelo governo.

Da Redação, com informações do Metrópoles
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PIM registra maior faturamento da história

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O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou em setembro o maior faturamento mensal de 2025 e da história dos Indicadores, alcançando R$ 20,07 bilhões. O resultado, que superou a marca anterior de R$ 19,4 bilhões (registrada em maio), ajudou a impulsionar o faturamento acumulado do PIM, que totalizou R$ 167,94 bilhões nos nove primeiros meses de 2025 – o que indica crescimento de 10,45% em relação a igual período de 2024 (R$ 152,05 bilhões).

A média mensal de empregos do PIM em 2025 (janeiro a setembro) é de 131.304, número 7,57% superior à média registrada em igual período de 2024 (122.063), entre trabalhadores empregados, efetivos, temporários e terceirizados.

Segmentos e produtos

Os principais subsetores do PIM em participação no faturamento, até setembro, foram Bens de Informática (20,9% de participação), Duas Rodas (20,08%), Eletroeletrônico (16,85%), Químico (10,11%), Mecânico (9,02%), Termoplástico (8,79%) e Metalúrgico (7,96%). Já em termos de crescimento do faturamento na comparação entre janeiro e setembro de 2025 com igual período do ano passado, pode-se destacar, principalmente, o desempenho do Polo de Duas Rodas, com crescimento de 23,16%; Madeireiro, com 38,77%; e Vestuário e Calçados, com 38,37%.

Algumas linhas de produção que se destacaram no período de janeiro a setembro deste ano incluíram as motocicletas, motonetas e ciclomotos, com 1.613.527 unidades produzidas e aumento de 16,58%; aparelhos de barbear, com 1.499.015 unidades e aumento de 10,7%; condicionadores de ar do tipo split system, com 4.698.309 unidades e aumento de 10,09%; monitores com tela de LCD, para uso em informática, com 2.626.853 unidades e aumento de 9,63%; tablets, com 1.303.703 unidades e aumento de 4,44%; e bicicletas, inclusive, elétricas, com 306.378 unidades e aumento de 3,28%.

Avaliação


Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, os indicadores demonstram a maturidade do PIM, que consegue sustentar um crescimento robusto com elevados resultados de faturamento e geração de empregos. “O mais importante é observar o quadro geral: crescemos o faturamento em mais de 10% no acumulado do ano e, fundamentalmente, sustentamos uma média de empregos 7,57% superior à do ano passado, firmemente acima dos 131 mil trabalhadores”, destacou. Segundo o superintendente, o recorde de R$ 20 bilhões em setembro coroa esse desempenho. “Isso é resultado da confiança do setor produtivo no modelo e da segurança jurídica proporcionada pelo Governo Federal. Estamos no caminho certo para fechar 2025 de forma muito positiva”, reforçou.

 

Da Redação com informações da Suframa

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Lei da Mordomia: a conta do privilégio a ex-prefeitos paga pela população

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Em Nova Olinda do Norte, o conceito de “serviço público” ganhou um novo significado com a Lei nº 105/202, a Lei da Mordomia, sancionada pela prefeita, Araci Cunha (MDB). O decreto “apenas” garante a ex-prefeitos o direito a uma pequena comitiva pessoal: quatro assessores e dois seguranças. E, se faltar segurança, não tem problema, pode pegar da Guarda Municipal, aquela mesma que deveria estar protegendo escolas, postos de saúde, prédios públicos, praças, bens comuns. Por que, aparentemente o patrimônio público mais vulnerável é o ego político no município.

O privilégio é concedido pelo mesmo tempo que o ex-prefeito ficou no poder. Se governou quatro anos, ganha mordomia por quatro. Se voltar ao cargo de novo, pausa-se o benefício e depois segue de onde parou. É como assinatura premium de plataforma: interrompe, retoma e nunca expira.

Coincidência?

O  “suporte institucional temporário”, como a lei tenta suavizar, chega justamente no momento em que um dos beneficiados, o ex-prefeito Adenilson Reis, sonha em ser candidato à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Como coincidência nunca é pouca, ele agora conta com uma equipe pública paga pelo contribuinte para reorganizar sua vida política e tentar voltar ao jogo eleitoral.

Enquanto isso, o cidadão que depende de atendimento no posto de saúde, vê escola sem estrutura ou espera solução para problema básico na cidade, é informado sem ser consultado que será o responsável pela fatura desse privilégio.

Recursos públicos não são cofres

O Ministério Público abriu um procedimento apontando desvio de função, possível inconstitucionalidade, violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade, e ainda lembrou o óbvio: recursos públicos não são cofres pessoais de ex-prefeito e o Estado não pode tornar-se uma extensão da carreira pessoal de quem já deixou o cargo

Mas, até que isso seja decidido formalmente, a mensagem transmitida pela lei é muito clara: “A gente governa, o aliado agradece, e quem paga é você. Sem reclamar.”

A conta não chega na prefeitura. Não chega na Câmara. Não chega no gabinete do ex-prefeito beneficiado.

Por que, em Nova Olinda do Norte, quando um privilégio é sancionado, ele vem com recibo.
E o recibo tem nome completo: a população nova-olindense.

Da Redação

Bosco Saraiva faz gestão exemplar como superintendente da Suframa

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A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) cresceu sob o comando de Bosco Saraiva, que assumiu o cargo em abril de 2023. Com o pensamento voltado para aumentar a produtividade e os empregos, o superintendente faz uma gestão exemplar.

Só nesse ano, entre janeiro e agosto, o Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou o montante de R$ 147,69 bilhões, representando um aumento de 10,4% em relação ao ano anterior, de R$ 133,73 bilhões. Em dólar, esse faturamento foi de R$ 26,11 bilhões.

Esses indicadores aquecem não só a economia do Amazonas, como fortalecem o compromisso pessoal de Bosco em promover resultados em empregos para a população e oportunidade de novos negócios aos empresários.

Na última quinta-feira, 13, o superintendente esteve presente na Jornada de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento, em que foram debatidos temas estratégicos para a região Norte do país.

O destaque ficou para a atuação da Suframa e no cuidado ao esclarecer sobre os incentivos fiscais, administrados pela Suframa, como funciona o cadastro e as importações incentivadas. A programação incluiu apresentações sobre o Banco da Amazônia, que abordaram as opções de crédito disponíveis para a região.

Gestão presente

Segundo Saraiva, essas iniciativas são uma forma de “estar mais próximo dos empreendedores e instituições locais, apresentando as oportunidades que os incentivos da Suframa podem gerar para o Acre e para toda a Amazônia”, destacando a importância de realizar uma gestão presente na rotina dos empresários.

A Suframa atingiu 220 visitas a empresas e instituições do PIM, reforçando a política de aproximação com o setor produtivo da região, fortalecendo a indústria. O foco é o desenvolvimento da competitividade da Zona Franca por meio da presença, do diálogo e mostrando resultados.

 

Da Redação

Saullo reassume mandato na Câmara após destinar recursos a Beruri e projeta novas emendas para interior do AM

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Recebidos por uma multidão no Porto de Beruri, o deputado federal Saullo Viana (União-AM) e os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM) foram ao município, no fim de semana, conferir obras da administração municipal. Na ocasião, o parlamentar destacou o seu trabalho em prol do município.

“Estamos investindo, aqui em Beruri, R$ 5 milhões em emendas que estão sendo aplicadas na pavimentação dos ramais, o que agiliza o escoamento da produção das comunidades e ajuda no abastecimento da cidade e no transporte escolar”, disse Vianna.

Saullo Vianna também renovou seu compromisso de seguir apoiando Beruri com mais recursos de seu mandato de deputado federal em 2026, com destaque para investimentos na saúde do município. “Beruri deve contar sempre com a mão amiga do meu mandato”, acrescentou.

Prioridades

Após o desembarque no Porto de Beruri, Saullo, o prefeito Emerson Mello e demais autoridades seguiram para uma visita às obras da Rampa em Concreto, que fica paralela ao Porto. A comitiva também esteve nas frentes de trabalho da reforma e ampliação das UBSs Belarmino de Amorim e São Pedro.

Em uma grande reunião na Quadra do Getúlio Vargas, foram apresentadas ações voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade social. No ato, organizado pelo prefeito Emerson Mello, cuja gestão é considerada positiva pelos parlamentares do Amazonas, Saullo, Omar e Braga conversaram com lideranças e com a população sobre as prioridades de Beruri para 2026.

Retorno ao mandato na Câmara

Saullo reassumiu seu mandato na Câmara dos Deputados e deixou a função de secretário da Mulher, Assistência Social e Cidadania de Manaus (Semasc). A mudança foi oficializada no último fim de semana.

O retorno tem como objetivo permitir que o parlamentar realize pessoalmente a indicação das emendas destinadas aos municípios do Amazonas no orçamento federal de 2026, conforme as regras internas da Câmara dos Deputados. É um procedimento previsto em lei e considerado comum entre deputados que ocupam cargos no Executivo, mas precisam retomar ao mandato para formalizar o envio das emendas.

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação

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