fevereiro 9, 2026 19:11
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PA: COP30 inicia nesta segunda e promete debater temas sobre transição energética e adaptação climática

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A 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30) inicia nesta segunda-feira, 10, em Belém, no Pará. Serão duas semanas de decisão para ações globais contra as mudanças climáticas. É estimado que 50 mil pessoas participem do encontro.

O tom político das negociações acompanhou três pilares: o aceleramento da transição energética, a ampliação do financiamento climático e a proteção das florestas tropicais. As atenções se voltam para as mesas de negociação, onde esses compromissos deverão sair do discurso e passar a planos concretos.

Dos temas abordados, a transição energética é um dos principais, visto que o Brasil pretende liderar o chamado “mapa do caminho”, uma expressão usada para definir o roteiro político e técnico que estabelece etapas, prazos e responsabilidades de cada país na substituição do petróleo, gás e carvão por fontes renováveis, promovendo a eficiência energética.

Outro tema importante é o Objetivo Global de Adaptação (GGA), um instrumento que medirá o quanto os países estão preparados para impactos do clima. A proposta faz parte do Marco UAE–Belém para Resiliência Climática Global e é vista como essencial para avaliar quem está conseguindo se adaptar e quem continua ficando para trás. O desafio, no entanto, é garantir recursos estáveis e previsíveis para que o sistema não se torne somente um ritual simbólico.

No campo das finanças, os países em desenvolvimento chegam a Belém com uma reivindicação clara: a crise climática não pode continuar sendo tratada como algo separado da economia global.

O desafio da conferência será dar conteúdo ao Roteiro de Baku a Belém, plano que busca mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, com juros baixos, mais doações e menos endividamento. Esse ponto será decisivo para definir o sucesso da COP, já que, sem financiamento em escala, metas de descarbonização e adaptação se tornam inviáveis.

A COP é um evento que reúne desde governos, diplomatas e cientistas do mundo todo, buscando soluções para mitigar os efeitos da crise climática causados pela ação do homem.

 

Com informações de G1 

RR: Nunes Marques pode repetir movimento de André Mendonça em julgamento de Denarium no TSE

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O julgamento do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e de seu vice, Edilson Damião (Republicanos) será retomado nesta terça-feira, 11, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob grande expectativa. Ambos respondem a acusações de compra de votos nas eleições de 2022 e já foram cassados quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

Nos bastidores, a avaliação é de que Denarium pode ser novamente cassado, desta vez pela instância maior. A relatora do processo, ministra Isabel Gallotti, já apresentou voto favorável à cassação, e há expectativa de que outros ministros sigam o mesmo entendimento. 

Nunes Marques pode ‘salvar’ Denarium 

Por outro lado, Denarium pode ser beneficiado mais uma vez com o adiamento do julgamento. Circula nos bastidores que o ministro Kássio Nunes Marques pode pedir vistas do processo, o que suspenderia o julgamento. Caso se confirme, será o segundo pedido de vistas no caso. O primeiro partiu do ministro André Mendonça, que manteve Denarium no cargo por mais de 60 dias com o movimento. 

De acordo com o Regimento Interno do TSE, o pedido de vistas tem prazo de 30 dias, prorrogável por mais 30. Na prática, porém, movimentações internas e a agenda da Corte costumam alongar ainda mais esse prazo.

Denarium também já havia sido beneficiado anteriormente pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, quando o processo foi retirado de pauta por mais de um ano: foram 378 dias ao todo. 

Compra de votos

As quatro cassações do TRE-RR do governador de Roraima e de seu vice se deram por acusações de compra de votos. De acordo com os processos, Denarium usou programas sociais criados somente em véspera de ano eleitoral para obter vantagens, o que causou desequilíbrio nas eleições de 2022.

O governador distribuiu cestas básicas, cartões com R$ 200 mensais em crédito, reformou casas e enviou R$ 70 milhões para os municípios onde os prefeitos declararam apoio, sob a justificativa de chuvas no interior.

Tanto os programas sociais como o envio de dinheiro para os municípios apresentaram graves falhas. Como por exemplo, o Cesta da Família e o Morar Melhor foram criados fora do prazo legal para que não caracterizasse abuso de poder. É que o governador criou os programas no ano das eleições. No entanto, a criação deveria ocorrer pelo menos até um ano antes.

Já o envio de R$ 70 milhões ocorreu em junho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições. Com a aprovação da lei pelos deputados, o governador mandou o dinheiro somente para os municípios afetados pelas chuvas em que os prefeitos declararam apoio a sua reeleição.

As irregularidades resultaram em quatro cassações. Sendo que a última, que aconteceu em novembro de 2024, a Justiça Eleitoral aplicou a penalidade de inelegibilidade ao governador e ao vice.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Montagem

Porto de Tabatinga enfrenta denúncias de esgoto irregular, transporte internacional e falhas sanitárias

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar ações voltadas à regularização da área portuária conhecida como Porto da Feira, em Tabatinga. A Portaria nº 36/2025 foi assinada pelo Procurador da República, Guilherme Diego Rodrigues Leal.

A medida é baseada em uma notícia de fato que aponta possíveis irregularidades no local. Entre os problemas relatados estão a presença de embarcações sem autorização de operação, transporte fluvial de travessia internacional sem autorização, falta de estrutura portuária, despejo de esgoto no rio sem tratamento, circulação de crianças sem controle, falta de fiscalização de produtos vegetais e animais oriundos de outros países, além da ausência de órgãos responsáveis pela organização e monitoramento do espaço.

O Procedimento Administrativo também vai acompanhar o Procedimento de Fiscalização Operacional nº 50300.019028/2025-71, já instaurado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

A portaria determina que o procedimento seja vinculado à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF e publicado oficialmente. O prazo para conclusão é de um ano,  além disso deverão ser cumpridas as diligências definidas no processo.

Da Redação
Foto: Agência Brasil

Com acordo de 5 anos, Dnit contrata empresa de consultoria por R$ 16,8 milhões

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) contratou a empresa Laghi Engenharia Ltda para executar os serviços de consultoria para o levantamento hidrográfico, a supervisão da execução do plano de dragagem e do plano de sinalização náutica, no valor de R$ 16,8 milhões.

A empresa também foi contratada para realizar o monitoramento ambiental do rio Solimões (hn-132), entre as cidades de Tabatinga e Benjamin Constant, no Amazonas. O extrato de contrato nº 691/2025, foi publicado na última quarta-feira, 5.

O documento foi assinado no dia 3 de novembro. A vigência do contrato iniciou dia 5 de novembro e vai até o dia 5 de maio de 2031. Ou seja, a empresa terá 5 anos acordo com o Dnit.

A empresa possui um capital social de R$ 15 milhões e tem por sócios administradores os senhores, José Luis Vidal Laghi e Gilberto Fernando Costa de Oliveira. A Laghi tem por atividade a construção de edifícios.

Confira o extrato do Dnit:

EXTRATO DE CONTRATO Nº 6912025 - UASG 393003 - EXTRATO DE CONTRATO Nº 6912025

 

Da Redação

Onyx admite ter recebido doação de campanha de investigado pela CPMI

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O ex-ministro da Previdência, Onyx Lorenzoni, admitiu ter recebido R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes como doação a sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Gomes é ex-presidente da Amar Clube de Benefícios, uma das entidades investigadas por desvio de dinheiro de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Onyx Lorenzoni prestou depoimento na quinta-feira, 6, à CPMI do INSS. O ex-ministro, que chefiou a pasta em 2021 e 2022, foi questionado sobre a doação de campanha pelo relator da comissão parlamentar mista de inquérito, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Felipe Macedo Gomes foi convocado para depoimento à CPMI em outubro, mas se recusou a responder às perguntas dos parlamentares.

O relator perguntou qual a relação do depoente com Gomes.

“A Amar Brasil é uma instituição bandida. Arrecadou milhões de reais, e um dos responsáveis pela Amar Brasil é Felipe Macedo Gomes. Onde o senhor entra aqui, ministro? Esse rapaz, que deveria estar preso, depositou R$ 60 mil na sua conta de campanha para governador do Rio Grande do Sul. Não posso deixar de perguntar: esses R$ 60 mil foram vantagem indevida pelo exercício do cargo de ministro da Previdência?”

Onyx admitiu ter recebido a doação do empresário, mas disse que as contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul.

“Essa relação maliciosa de causa e efeito inexiste. Candidato a governador e a presidente da República não se envolve no processo de arrecadação de campanha. O meu contador tinha uma orientação: em qualquer contribuição referente à minha campanha, verificar em fontes abertas se há qualquer coisa em desabono ao doador. Se houver, devolvemos. Nunca vi esse cidadão (Felipe Macedo Gomes), não sei quem é. Nunca pedi dinheiro para bandido”, afirmou.

O deputado Alfredo Gaspar questionou Onyx Lorenzoni sobre a atuação do filho dele, o advogado Pietro Lorenzoni, junto à União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap). A entidade também é investigada no esquema que fraudou o INSS.

“Ele virou advogado porque o senhor era o então ministro da Previdência? Houve tráfico de influência através dessa proximidade do senhor com o advogado da Unibap?”, indagou o relator.

Onyx negou.

“Claro que não. Ele (Pietro) tinha sociedade com um escritório em Porto Alegre e outra aqui. Na época em que essas coisas aconteceram, ele não tinha a menor ideia. Não sei quem são as empresas em que ele atua, não sei quem são os contratantes dele e não me cabe isso”, afirmou.

Em resposta a Gaspar, o depoente admitiu ter indicado José Carlos Oliveira (conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira) para sucedê-lo no Ministério do Trabalho e Previdência Social, em 2022. Quando era diretor do INSS, Oliveira assinou acordos de cooperação técnica com entidades investigadas pela Polícia Federal. Onyx disse, no entanto, que a decisão pela nomeação coube ao então presidente da República Jair Bolsonaro.

“Eu tinha mais de um nome. Sugeri esses nomes. E dentre esse nomes, ele (Jair Bolsonaro) achou que o melhor nome era José Carlos Oliveira por todo o histórico: funcionário de carreira, que tinha feito um bom trabalho no INSS. Foi uma escolha técnica. Não teve nenhuma interferência política”, disse.

Durante o depoimento, Onyx criticou alterações feitas pelo Congresso Nacional em duas medidas provisórias. As mudanças flexibilizaram as exigências para a revalidação anual dos descontos associativos de aposentados e pensionistas.

O ex-ministro disse não conhecer dois dos principais investigados pelo esquema de desvio de recursos: o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, apontado como articulador do esquema.

Assédio aos aposentados

As senadoras Leila Barros (PDT-DF) e Eliziane Gama (PSD-MA) cobraram explicações de Onyx Lorenzoni sobre medidas adotadas durante o governo Bolsonaro que, segundo elas, facilitaram irregularidades em acordos e ampliaram o assédio comercial contra aposentados. 

Leila Barros questionou o ex-ministro sobre dispositivo vetado na MP 871/2019, que proibia o uso de dados de beneficiários para fins de marketing e crédito consignado, e sobre o Decreto 10.537, de 2020, que ampliou o número de entidades autorizadas a realizar descontos associativos. 

“Depois de tudo que sabemos hoje, o senhor recomendaria esse veto, diante do tamanho do roubo e da exposição de dados dos aposentados?”, perguntou a senadora. 

Onyx Lorenzoni respondeu que a decisão foi “técnica”, baseada na Lei Geral de Proteção de Dados.

“Não houve erro, porque a matéria já estava contida na legislação vigente”, afirmou o ex-ministro.

Acordos com entidades

Já Eliziane Gama o questionou sobre o papel do Ministério do Trabalho e Previdência nos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com entidades suspeitas, como a Amar Brasil e a Unibap, investigadas pela Polícia Federal. 

“O senhor pode nos assegurar que a responsabilidade seria apenas do INSS?”, perguntou a senadora, lembrando que o Ministério Público Federal havia recomendado a suspensão de algumas dessas entidades. 

Onyx negou qualquer responsabilidade, como ministro, nesses acordos.

“Não há nenhum artigo, nenhum parágrafo, nada que remeta ao Ministério da Previdência. É tudo remetido ao INSS. […] Cabe ao INSS apenas reconhecer se ela está dentro dos critérios que a lei estabelece e que as instruções normativas em vigor do INSS. Se ela cumpre aquelas normas. Se ela cumprir, o INSS é obrigado a dar. Ele não pode escolher não dar”, declarou, dizendo que sua gestão adotou medidas para combater fraudes, mencionando a própria MP 871, o Decreto 10.410, de 2020 e outras instruções normativas.

Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), o INSS foi “tomado por um esquema criminoso” que desviou bilhões de reais de aposentados. Ele defendeu uma investigação rigorosa e punição exemplar para todos os envolvidos, independentemente de posição partidária.

“Fica muito claro que o INSS foi invadido por pessoas que faziam parte desse esquema criminoso que roubou bilhões dos nossos aposentados. E reafirmo aqui que precisamos chegar aos culpados e colocar atrás das grades todos eles”, pontuou o senador.

 

Da Redação, com informações da Agência Senado
Foto: Divulgação 

Contratação de barco de Manaus para hospedar Lula na COP é questionada no TCU e na PGR

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O vice-líder da oposição, deputado Sanderson (PL-RS), acionou a PGR e o TCU para que apurem possíveis irregularidades no aluguel do barco que hospeda Lula, Janja e uma comitiva em Belém, para agendas associadas à COP30.

A embarcação Iana III é de propriedade da empresa Icotur Transporte e Turismo, sediada em Manaus, registrada sob o CNPJ 04.769.766/0001-96. De acordo com dados da Receita Federal, a empresa possui capital social de R$ 50 mil e tem como sócios-administradores Iomar Cavalcante de Oliveira, Francisca Matos, Maria Ilnah Oliveira da Cunha e Yeda Maria Bezerra de Oliveira. Também figuram no quadro societário as sócias Iolanda Oliveira Braga e Iana Cavalcante de Oliveira — esta última, que dá nome à embarcação.

O contrato é mantido sob sigilo pelo governo, mas a embarcação tem diárias de R$ 2,6 mil por pessoa.

As representações apontam supostos atos de improbidade administrativa e uso indevido de recursos públicos. O barco foi escolhido por proporcionar maior conforto à delegação em detrimento de um navio da Marinha, segundo a Folha de S. Paulo.

Para o parlamentar, a contratação desrespeita os princípios de economicidade, eficiência e publicidade, diante da falta de transparência em relação ao contrato.

Diz o documento:

“O descarte dessa alternativa em favor de uma embarcação privada de luxo, por razões declaradamente ligadas a conforto pessoal, pode configurar uso inapropriado de recursos públicos e gestão antieconômica do erário”.

O deputado pede que o TCU suspenda pagamentos pendentes relativos à locação do barco e responsabilize os agentes públicos envolvidos, se constatar irregularidades. A representação será relatada pelo ministro Walton Alencar.

O pedido à PGR é para que sejam adotadas todas as medidas cabíveis para proteger o interesse público e o erário, além da publicidade integral do contrato, seus valores e justificativas.

Da Redação, com informações do colunista Lauro Jardim
Foto: Divulgação

RR: Com suspeitas de extração e venda ilegal de ouro em Terra Yanomami, Polícia Federal realiza operação

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Na manhã desta quinta-feira, 7, a Polícia Federal deflagrou a nova fase da Operação Disco de Ouro contra suspeito ligado à extração e venda ilegal de ouro e cassiterita com origem de garimpos ilegais em Terra Indígena Yanomami.

A Polícia investiga um grupo suspeito de extrair minérios clandestinamente e regularizar, por meio de licenças emitidas em outros estados, o minério. Esse modus operandi burla a legislação vigente.

As equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão. Além disso, a Justiça autorizou o sequestro de uma fazenda vinculada ao suspeito.

 

Com informações de Roraima em Tempo

STF começa a julgar recurso de Bolsonaro contra condenação por golpe

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A Primeira Turma do STF começa hoje a análise do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a condenação na trama golpista.

O que aconteceu

O julgamento terá início às 11h e vai até o dia 14 de novembro, no plenário virtual do Supremo. O relator, Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar. A turma também é composta por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

O STF confirmou que Fux não participará do julgamento. O ministro, o único a votar contra a condenação de Bolsonaro, pediu transferência para a Segunda Turma em outubro, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Ele se colocou à disposição para continuar nos julgamentos da trama golpista. A avaliação interna no tribunal, no entanto, é de que isso não poderia acontecer depois da mudança. Fux só poderia voltar a atuar na Primeira Turma em casos relatados por ele.

Os recursos analisados são chamados de embargos de declaração. Eles são utilizados para pedir esclarecimentos sobre eventuais contradições, erros ou omissões no acórdão (decisão final) do julgamento, mas não têm potencial para reverter a condenação.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de pena. O STF concluiu que ele cometeu os crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente só começa a cumprir pena após a análise do recurso. A defesa espera conseguir prisão domiciliar devido aos problemas de saúde e a idade. Na segunda, o Governo do DF enviou um ofício ao gabinete de Moraes solicitando que Bolsonaro seja submetido a uma avaliação médica antes da prisão, segundo a Folha de S.Paulo, para verificar se ele tem condições de ficar em um presídio.

O que diz o recurso

A defesa de Bolsonaro alega que a condenação é injusta. Os advogados insistiram na tese de falta de tempo hábil para analisar toda a documentação do processo, de cerceamento de defesa e voltaram a apontar supostos vícios na delação de Mauro Cid. Todos esses argumentos já foram rejeitados pela Primeira Turma no julgamento.

Os advogados citam “desistência voluntária” do golpe. Afirmam que, após as reuniões com as Forças Armadas, Bolsonaro “não apenas se absteve de praticar qualquer ato formal, como também adotou postura pública de desestímulo e recuo”.

A ligação de Bolsonaro com o 8 de Janeiro não foi comprovada, diz a defesa. No recurso, os advogados também argumentam que o ex-presidente buscou desmobilizar as manifestações e bloqueios dos caminhoneiros e “ocupou-se de forma ativa em providenciar a transição de governo”.

Também diz que não foi comprovado que Bolsonaro sabia do plano para matar autoridades. “É inegável que a apreensão de um documento como o “Punhal Verde Amarelo” é fato que impressiona. Que a narrativa sobre a Operação Copa 2022 causa espécie. Mas não é isso, contudo, o que sustenta uma condenação, que depende de provas concretas e não o mero anúncio não cumprido de que a prova estaria em depoimentos que, no fim, nem sequer tratam do tema.”

A Primeira Turma também começa a analisar hoje os recursos de outros réus do núcleo 1. São eles: o deputado federal Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

 

Da Redação com informações de UOL 

Foto: Divulgação

 

Segundo dia da Cúpula do Clima terá debates sobre transição energética

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A Cúpula do Clima, em Belém, entra nesta sexta-feira, 7, no seu segundo e último dia com a retomada dos discursos dos líderes e representantes dos países participantes da COP30 e sessões temáticas sobre transição energética, o Acordo de Paris, Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.

Chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países estão em Belém para participar da Cúpula do Clima nos próximos dois dias. Considerando embaixadores e pessoal diplomático, a lista ultrapassa uma centena de governos estrangeiros representados na capital paraense.

A Cúpula do Clima antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, também em Belém. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

Na prática, a Cúpula do Clima busca dar peso político às negociações que se seguirão pelas próximas duas semanas de COP30.

Programação

A programação desta sexta-feira tem início com a chegada dos líderes à Zona Azul, logo pela manhã.  Neste local, é autorizada a entrada de delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada. 

Na sequência, haverá uma nova sessão de foto de família, com os líderes participantes do evento. Depois, haverá a retomada dos discursos dos líderes sobre o clima.

Também haverá uma sessão temática sobre a transição energética. O Brasil tem defendido que é urgente acelerar a transição, com justiça climática, para proteger as florestas e também para combater as desigualdades, com um desenvolvimento sustentável e justo para as sociedades. 

Além do debate sobre transição energética, haverá uma sessão final, com a participação dos líderes, sobre os 10 anos do Acordo de Paris, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.

Agenda

Lula retoma nesta sexta-feira a agenda de reuniões bilaterais com chefes de Estado e de governo. Entre eles, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unidos, Keir Starmer. 

Lula tem alertado para o fato de que a crise do clima, por sua natureza global e interdependente, só pode ser enfrentada de forma efetiva por meio da cooperação internacional e do fortalecimento do multilateralismo.

Primeiro dia 

Ontem. 6, na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um chamado para que os países tomem ações concretas dos países para conter a elevação da temperatura global. O Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2025, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra que está cada vez mais difícil alcançar a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C, exigindo medidas mais contundentes para reverter o cenário catastrófico.

“A COP30 será a COP da verdade. É o momento de levar a sério os alertas da ciência. É hora de encarar a realidade e decidir se teremos ou não a coragem e a determinação necessárias para transformá-la”, disse Lula durante a abertura da Cúpula do Clima.

Depois abrir a plenária, o presidente recebeu as lideranças mundiais em um almoço oficial para o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em inglês).

Em entrevista coletiva, com a participação dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara foi anunciado que o fundo já conta com US$ 5,5 bilhões.

A cada ano, um país recebe o encontro, que tem como principal missão buscar formas de implementar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Esse documento foi adotado por diversos países em 1992, justamente em uma conferência no Brasil, a Eco92. Desde então, a meta geral passou a ser a de estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

 

Da Redação com informações da Agência Brasil

Foto: Divulgação

TCE-AM admite representação contra Prefeitura de Manacapuru por irregularidades em pregão

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) admitiu pedido de representação contra a Prefeitura de Manacapuru para apurar possíveis irregularidades em pregão eletrônico de nº 020/2025 na contratação de empresa especializada em serviços laboratoriais.

A representação foi interposta pelo Laboratório de Análises Clínicas Arnaldo Oliveira S/A, que julgou como fracassado o pregão. Conforme consta no documento de despacho, o laboratório foi indevidamente inabilitado sob justificativa de ausência de documento não exigível para sociedades anônimas.

O relator do caso, Júlio Assis Corrêa Pinheiro, apontou a legitimidade da representação, visto que é utilizada como um instrumento de fiscalização e exercício do controle externo utilizado para investigar a máquina pública.

A solicitação de representação foi admitida pela Corte e assinada pela conselheira e presidente da casa Yara Amazônia Lins Rodrigues.

Confira:

TCE- Manacapuru

 

Da Redação

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