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Débora Menezes lista nomes do PL que apoia e deixa Maria do Carmo de fora

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A deputada estadual e candidata à reeleição Débora Menezes (PL) participou, nas redes sociais, de uma “trend” que associa candidatos e apoiadores nas Eleições Gerais de 2026. Na publicação, porém, um nome do próprio partido ficou de fora: o de Maria do Carmo, candidata do PL ao Governo do Amazonas.

A dinâmica da trend consiste em estabelecer uma conexão entre nomes que integram o mesmo grupo político. Débora publicou uma imagem com a sequência “quem apoia Jair Bolsonaro, apoia Flávio Bolsonaro”, candidato à Presidência. Em seguida, a publicação associa quem apoia Alberto Neto, candidato ao Senado pelo PL, à candidatura de Débora à Assembleia Legislativa do Amazonas.

Maria do Carmo, também candidata pelo PL e integrante da mesma disputa eleitoral, não aparece na imagem publicada pela deputada.

O movimento chama atenção porque a publicação foi feita em meio à campanha eleitoral, iniciada oficialmente em 16 de agosto, conforme o calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Desde então, segundo o levantamento apresentado nesta reportagem, Débora não tem publicado de forma permanente, fora dos stories, conteúdos relacionados à candidatura de Maria do Carmo ao Governo do Amazonas.

A ausência, por si só, não permite afirmar que exista rompimento ou divergência entre as duas. O que é possível registrar é que, na publicação analisada, Débora escolheu associar sua candidatura aos nomes de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Alberto Neto, mas não incluiu Maria do Carmo.

Aproximação com o grupo de Roberto Cidade

O posicionamento público de Débora ocorre em um cenário no qual a deputada também manteve, durante o mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), proximidade política com o grupo de Roberto Cidade, atual governador e candidato à reeleição. Cidade é adversário político de Maria do Carmo na disputa pelo Governo do Amazonas.

Débora votou pela reeleição de Roberto Cidade à presidência da Aleam. Na ocasião, o deputado Daniel Almeida (Avante) foi o único voto contrário. A deputada Dra. Mayara (Republicanos) não registrou voto e também não esteve presente na sessão.

A deputada também esteve presente em reunião realizada com o então governador Wilson Lima após sua renúncia ao cargo para disputar o Senado. O encontro contou com a presença de Roberto Cidade, que assumiu interinamente o Governo, e do ex-vice-governador Tadeu de Souza (PP).

Na ocasião, também estiveram presentes os deputados Adjuto Afonso, Alessandra Campelo, Cabo Maciel, Carlinhos Bessa, Cristiano D’Angelo, Débora Menezes, Delegado Péricles, Dr. Gomes, Felipe Souza, George Lins, João Luiz, Joana Darc, Mário César Filho, Roberto Cidade, Thiago Abrahim e Wanderley Monteiro.

Dos três deputados do Partido Liberal na Casa Legislativa, todos estavam presentes na reunião.

Em outra votação, nas eleições indiretas para definir a permanência de Roberto Cidade no cargo de governador-tampão, Débora Menezes também votou a favor da candidatura dele.

Apoios dentro do governo

A relação política também aparece em manifestações públicas de integrantes da estrutura do governo.

O ex-vereador de Itacoatiara e secretário executivo da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC), Arnoud Lucas, nomeado por Roberto Cidade em junho, manifesta apoio público à candidatura de Débora Menezes nas redes sociais.

Na foto de perfil utilizada por Arnoud Lucas, aparecem, em uma edição, as imagens de Débora Menezes, candidata à reeleição para deputada estadual; Roberto Cidade, candidato à reeleição ao Governo; Wilson Lima, candidato ao Senado; e Joana Darc, candidata à Câmara Federal.

O registro reforça outro elemento do cenário em que a publicação de Débora foi feita: enquanto a deputada associa sua candidatura a nomes como Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Alberto Neto, Maria do Carmo, candidata do próprio PL ao Governo, não recebe o mesmo destaque de Débora Menezes.

Diante desse conjunto de movimentos públicos, fica uma questão em aberto: o que explica a ausência de Maria do Carmo das associações feitas por Débora Menezes em plena campanha eleitoral? Seria apenas uma escolha de comunicação para a publicação ou existe alguma outra razão política para que a candidata do próprio partido ao Governo não esteja entre os nomes destacados pela deputada? A resposta, por enquanto, não está explícita nas manifestações públicas analisadas.

 

Da Redação com informações de Amazonas1

A 9 dias da eleição, Pontual Pesquisas aponta Omar Aziz e Roberto Cidade à frente na disputa pelo Governo do Amazonas

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O Instituto Pontual Pesquisas divulga nesta sexta-feira, 25, um estudo sobre a corrida pelo Governo do Amazonas. O levantamento foi realizado nas seis zonas geográficas de Manaus e em 13 municípios do interior do estado.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AM-08742/2026, em conformidade com a legislação eleitoral vigente e as resoluções específicas aplicáveis às pesquisas eleitorais.

A amostra foi composta por 3.000 entrevistas presenciais, com margem de erro informada de ±1,79 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Governo do Amazonas

No cenário estimulado, o senador Omar Aziz (PSD) aparece com 27,9% das intenções de voto no Amazonas, sendo 22,9% em Manaus e 33,5% no interior.

Em seguida, o governador Roberto Cidade (União Brasil) registra 27,1% das intenções de voto, sendo 24,1% na capital e 30,4% no interior.

A diferença entre os dois candidatos é de 0,8 ponto percentual, dentro da margem de erro informada pela pesquisa.

A candidata Professora Maria do Carmo (PL) aparece com 17,1% das intenções de voto, sendo 21,3% em Manaus e 12,5% no interior. O ex-prefeito David Almeida (Avante) registra 16% da preferência do eleitorado, sendo 17,3% na capital e 14,6% no interior do Amazonas.

Cabo Daciolo (Mobiliza) possui 2,2% das intenções de voto; Isael Munduruku (Rede) registra 0,7%; e Gilberto Vasconcelos (PSTU) aparece com 0,4%.

Os votos brancos e nulos somam 3,7%, sendo 3,2% na capital e 4,1% no interior.

Os eleitores indecisos representam 4,9% no Amazonas, sendo 6,7% em Manaus e 3% nos municípios do interior.

Evolução das intenções de voto

Na análise comparativa entre a pesquisa divulgada pelo Instituto Pontual em 14 de setembro e o levantamento desta sexta-feira, 25, os dados mostram as variações nas intenções de voto dos candidatos ao Governo do Amazonas.

Roberto Cidade registrou crescimento de 1,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao levantamento divulgado 11 dias antes.

O senador Omar Aziz apresentou aumento de 1,3 p.p., enquanto David Almeida registrou crescimento de 1,1 p.p.

A candidata Professora Maria do Carmo apresentou recuo de 1,3 p.p. em relação ao estudo de 14 de setembro.

Rejeição

Conforme o levantamento, David Almeida registra o maior percentual de rejeição entre os candidatos avaliados, com 31,4% no estado, sendo 38% em Manaus e 24,1% no interior.

Em seguida, Omar Aziz aparece com 17,3% de rejeição no Amazonas, sendo 17,9% na capital e 16,7% no interior.

Roberto Cidade registra 14,1% de rejeição no estado, sendo 15,6% em Manaus e 12,4% no interior.

A candidata Professora Maria do Carmo possui 11,3% de rejeição no estado, sendo 11,9% na capital e 10,7% no interior.

Isael Munduruku registra 5,7% no Amazonas, sendo 3,4% em Manaus e 8,3% no interior. Cabo Daciolo possui 5% no estado, sendo 3% na capital e 7,3% no interior.

Gilberto Vasconcelos apresenta o menor percentual de rejeição entre os candidatos avaliados, com 4,4% no estado, sendo 2,6% na capital e 6,4% no interior.

Os entrevistados que não souberam responder somam 10,8% no estado, sendo 7,6% em Manaus e 14,1% no interior.

Cenários para o segundo turno

O Instituto Pontual testou cinco possíveis cenários de segundo turno entre os candidatos ao Governo do Amazonas.

Cenário 1 — Roberto Cidade e Omar Aziz

No confronto entre Roberto Cidade e Omar Aziz, a pesquisa registra 43,9% das intenções de voto para Cidade e 42,2% para Aziz.

A diferença entre os candidatos é de 1,7 ponto percentual, dentro da margem de erro informada pelo levantamento.

Em Manaus, Roberto Cidade possui 41,8% das intenções de voto, enquanto Omar Aziz registra 40,7%.

No interior, Cidade aparece com 46,2%, enquanto Aziz possui 43,9%.

Neste cenário, os votos brancos e nulos somam 12,4% no estado, sendo 15,5% na capital e 8,9% no interior.

Os entrevistados que não souberam responder representam 1,5% no Amazonas, sendo 2% em Manaus e 1% no interior.

Cenário 2 — Roberto Cidade e Professora Maria do Carmo

No confronto entre Roberto Cidade e Professora Maria do Carmo, o levantamento registra 50,1% das intenções de voto para o atual governador e 30,4% para a candidata do PL.

Em Manaus, Roberto Cidade possui 45,4% das intenções de voto, enquanto Maria do Carmo registra 35,8%.

No interior, Cidade aparece com 55,3%, enquanto Maria do Carmo possui 24,4%.

Os votos brancos e nulos somam 17,5% no estado, sendo 16,8% na capital e 18,2% no interior.

Os entrevistados que não souberam responder representam 2% no Amazonas, sendo 2% em Manaus e 2,1% no interior.

Cenário 3 — Roberto Cidade e David Almeida

No confronto entre Roberto Cidade e David Almeida, o estudo registra 51,6% das intenções de voto para Cidade e 25,4% para Almeida.

Em Manaus, Roberto Cidade possui 47,9% das intenções de voto, enquanto David Almeida registra 27,1%.

No interior, Cidade aparece com 55,6%, enquanto Almeida possui 23,6%.

A diferença entre os candidatos é de 20,8 pontos percentuais na capital e 32 pontos percentuais no interior.

Os votos brancos e nulos somam 20,8% no estado, sendo 22,4% na capital e 19% no interior.

Os entrevistados que não souberam responder representam 2,2% no Amazonas, sendo 2,6% em Manaus e 1,8% no interior.

Cenário 4 — Omar Aziz e Professora Maria do Carmo

No confronto entre Omar Aziz e Professora Maria do Carmo, a pesquisa registra 49,3% das intenções de voto para Aziz e 35,8% para Maria do Carmo.

Na capital, Omar Aziz possui 43,5% das intenções de voto, enquanto Professora Maria do Carmo registra 40,7%.

A diferença entre os candidatos é de 2,8 pontos percentuais em Manaus.

No interior, o senador aparece com 55,8% das intenções de voto, enquanto a candidata do PL possui 30,3%.

Os votos brancos e nulos somam 13,2% no estado, sendo 14,1% na capital e 12,1% no interior.

Os entrevistados que não souberam responder representam 1,7% no Amazonas, sendo 1,7% em Manaus e 1,8% no interior.

Cenário 5 — Omar Aziz e David Almeida

No confronto entre Omar Aziz e David Almeida, o levantamento registra 51,3% das intenções de voto para Aziz e 25,2% para Almeida.

Na capital, Omar Aziz possui 47,3% das intenções de voto, enquanto David Almeida registra 27,1%.

No interior, o senador aparece com 55,8%, enquanto o ex-prefeito possui 23,1%.

Os votos brancos e nulos somam 21,3% no estado, sendo 23,2% na capital e 19,2% no interior.

Os entrevistados que não souberam responder representam 2,2% no Amazonas, sendo 2,4% em Manaus e 1,9% no interior.

Dados da pesquisa

A Pontual Pesquisas realizou entrevistas presenciais por meio de questionários estruturados, aplicados por uma equipe de pesquisadores treinados. O levantamento abordou a disputa pelo Governo do Amazonas.

A coleta de dados foi realizada com 3.000 entrevistados, distribuídos proporcionalmente entre Manaus, que representa 52,5% do eleitorado considerado no plano amostral, e os municípios do interior, que representam 47,5%.

Na capital, a amostra foi distribuída proporcionalmente entre as zonas geográficas e os respectivos bairros previstos no plano amostral.

A pesquisa abrangeu as seguintes zonas e bairros de Manaus:

ZONA CENTRO-OESTE: Alvorada (57); Dom Pedro (27); Da Paz (14); Planalto (16); Redenção (27).

ZONA CENTRO-SUL: Adrianópolis (10); Aleixo (19); Chapada (7); Colônia Japonesa (6); Flores (25); Nossa Senhora das Graças (13); Parque 10 de Novembro (43); São Geraldo (7).

ZONA LESTE: Armando Mendes (25); Colônia Antônio Aleixo (16); Coroado (45); Distrito II (2); Gilberto Mestrinho (32); Jorge Teixeira (92); Mauazinho (18); Puraquequara (8); São José Operário (70); Tancredo Neves (42); Zumbi dos Palmares (32).

ZONA NORTE: Cidade de Deus (44); Cidade Nova (122); Colônia Santo Antônio (2); Colônia Terra Nova (32); Lago Azul (11); Monte das Oliveiras (27); Nova Cidade (63); Novo Aleixo (78); Novo Israel (21); Santa Etelvina (40).

ZONA OESTE: Compensa (64); Glória (10); Lírio do Vale (19); Nova Esperança (14); Ponta Negra (2); Santo Agostinho (16); Santo Antônio (17); São Jorge (23); São Raimundo (10); Tarumã (36); Tarumã Açu (10); Vila da Prata (10).

ZONA SUL: Betânia (11); Cachoeirinha (17); Centro (32); Colônia Oliveira Machado (7); Crespo (10); Distrito I (1); Educandos (16); Japiim (47); Morro da Liberdade (10); Nossa Senhora Aparecida (6); Petrópolis (40); Praça 14 de Janeiro (10); Presidente Vargas (4); Raiz (10); Santa Luzia (6); São Francisco (16); São Lázaro (10); Vila Buriti (1).

No total, 1.578 eleitores foram entrevistados em Manaus.

Nos municípios do interior, considerando a ausência de delimitação territorial padronizada e a dinâmica urbana local, a coleta foi identificada por áreas geográficas, comunidades, ruas centrais, bairros reconhecidos localmente ou setores censitários do IBGE, conforme o plano amostral da pesquisa e a regulamentação eleitoral aplicável.

Os dados foram coletados nos seguintes municípios:

1. Manacapuru (186);
2. Itacoatiara (175);
3. Parintins (168);
4. Coari (119);
5. Tefé (116);
6. Iranduba (106);
7. Tabatinga (92);
8. Maués (88);
9. Humaitá (79);
10. Manicoré (78);
11. São Gabriel da Cachoeira (75);
12. Autazes (74);
13. Presidente Figueiredo (66).

No total, 1.422 eleitores foram entrevistados nos municípios do interior do Amazonas.

Para fins de validação, o Instituto Pontual informa possuir registro no Conselho Regional de Estatística da 7ª Região (Conre-7), sob o nº 8260, com estatístico devidamente registrado sob o nº 9079.

As pesquisas realizadas pela Pontual são supervisionadas pelo professor mestre Eric Barbosa, especialista em pesquisas de opinião pública e diretor do Instituto Pontual Pesquisas, empresa especializada em pesquisas de opinião pública, de mercado e eleitorais, com atuação desde 2016 nos estados da Região Norte do país.

Pesquisa para Senado e Presidência

A Pontual Pesquisas divulgará neste sábado, 26, o estudo completo sobre as disputas para o Senado Federal e a Presidência da República no Amazonas.

Confira o estudo completo:

 

Para baixar o PDF completo da pesquisa, clique aqui.

 

Da Redação

Ilustrações: Neto Ribeiro/Portal O Poder

MPAM investiga omissão da prefeitura após deslizamento de encosta em Manacapuru

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento preparatório para apurar a gravidade dos riscos e omissão da prefeitura de Manacapuru após deslizamento de encosta no bairro Manacá.

Os moradores da comunidade afirmaram que o deslizamento comprometeu a estrutura de imóveis, resultando na interdição, perdas patrimoniais e riscos de desabamento. No documento foi apontada omissão da prefeitura, que não executou nenhuma obra de contenção, nem medidas para eliminar ou diminuir o risco.

Foi determinado o prazo de 90 dias para a conclusão das apurações; em até 10 dias, a Defesa Civil Municipal e a Secretaria de Obras e Assistência Social devem prestar esclarecimentos sobre as ações adotadas nos imóveis afetados.

O documento foi publicado por meio do Diário Oficial do MPAM da última quarta-feira, 23, e assinado pelo promotor de justiça João Ribeiro Guimarães Netto.

Da Redação

Candidata do PSD aponta dificuldades de acesso à saúde para profissionais da Educação no interior

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Para profissionais da Educação que vivem no interior do Amazonas, cuidar da própria saúde pode significar deixar o município onde moram e trabalham para viajar até Manaus. A dificuldade foi identificada por Cléia Branches durante visitas a trabalhadores da categoria em 43 municípios do Estado. 

Na prática, o acesso ao atendimento pode envolver não apenas a dificuldade de encontrar uma vaga com o especialista, mas também despesas com transporte, alimentação e, em alguns casos, hospedagem. 

“Temos um plano de saúde, mas, infelizmente, ele concentra o atendimento em Manaus. Na prática, isso significa que muitos servidores que vivem e trabalham no interior precisam se deslocar até a capital para conseguir consultas, realizar exames, buscar atendimento com psicólogos, psiquiatras e outros profissionais especializados”, afirma Cléia.

Segundo a candidata, os relatos dos trabalhadores também apontam dificuldades relacionadas à saúde mental. Ansiedade, estresse e esgotamento emocional aparecem entre as preocupações dos profissionais, que encontram ainda mais obstáculos quando precisam de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico fora de seus municípios.

Em alguns casos, a dificuldade pode fazer com que o servidor adie ou até desista de buscar ajuda.

“É uma realidade que precisa ser enfrentada. Quem trabalha na Educação precisa ter acesso à saúde onde vive e trabalha, e não ser obrigado a viajar centenas de quilômetros para conseguir um atendimento básico ou um tratamento especializado”, destaca Cléia.

Para enfrentar o problema, a candidata defende uma política de atenção integral à saúde dos profissionais da Educação, contemplando tanto a saúde física quanto a mental. Entre as propostas estão a ampliação do atendimento psicológico e psiquiátrico nos municípios, o fortalecimento de ações de prevenção e acompanhamento e a criação de alternativas para reduzir a necessidade de deslocamento até Manaus.

Cléia também propõe uma estrutura de atendimento regionalizado, utilizando a rede existente e, quando necessário, ferramentas como a telemedicina e a telepsicologia de forma complementar. A medida, segundo ela, pode aproximar os serviços dos profissionais que vivem no interior e diminuir o impacto provocado pela distância da capital.

“Cuidar de quem faz a Educação também é uma responsabilidade do poder público. O profissional precisa ser valorizado não apenas no salário, mas também tendo condições de cuidar da própria saúde”, afirma.

Candidata a deputada estadual pelo PSD, Cléia Branches tem 44 anos, é formada em Gestão Pública e atua na Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc).

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Defesa de Bolsonaro desiste de pedido para suspensão da pena

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que deseja desistir do pedido de suspensão da pena formulado mais cedo nesta quinta-feira, 24. 

A desistência se deu duas horas após protocolarem o pedido. Os advogados não apresentaram justificativa.

“Jair Messias Bolsonaro, já qualificado nos autos em epígrafe, por seus advogados constituídos, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, DESISTIR do pedido de medida cautelar protocolado nesta data, requerendo sua homologação, que se restringe à tutela incidental, devendo a presente Revisão Criminal prosseguir regularmente em seus ulteriores termos, com a integral reiteração das razões e dos pedidos formulados na petição inicia”, afirmou a defesa.

Os advogados do ex-presidente pediram nesta quinta-feira (24)  a suspensão imediata da execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta no caso da trama golpista. O pedido, feito em caráter liminar, foi direcionado ao ministro Nunes Marques, relator de uma revisão criminal protocolada em maio deste ano. Os advogados querem que a execução da pena fique suspensa até o julgamento definitivo da ação.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF por crimes relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022.

A principal tese apresentada no pedido é a de que haveria dúvida sobre a competência da Primeira Turma para julgar Bolsonaro. Segundo os advogados, o Regimento Interno do STF estabelece que cabe ao plenário processar e julgar, nos crimes comuns, o presidente da República.

A defesa reconhece que o regimento não estabelece expressamente qual órgão deve julgar um ex-presidente por fatos que teriam sido praticados durante o exercício do cargo. A partir disso, argumenta que, diante dessa lacuna, a questão deveria ser submetida ao plenário, e não a uma das turmas.

A defesa também retoma a alegação de cerceamento de defesa pelo acesso tardio e incompleto às provas reunidas durante a investigação e citaram, como exemplo, a recente crise do STF relacionada a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

A crise teve início após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Um julgamento foi maracado para que o plenário decidice sobre a necessidade de investigação contra o ministro.

A partir daí, a ala aliada a Moraes passou a defender a retirada completa do sigilo do Caso Master sob a alegação de que não caberia ao Mendonça definir quais provas poderiam ser usadas para que Moraes se defendesse.

Na revisão criminal, a defesa de Bolsonaro afirma que o episódio ilustra uma situação que também ocorreu no julgamento do ex-presidente. Segundo os advogados, houve uma espécie de seleção prévia das provas disponibilizadas à defesa durante a tramitação do caso.

De acordo com o documento, em fevereiro de 2025, Moraes autorizou o acesso da defesa de Bolsonaro às provas “utilizadas na denúncia”, deixando de disponibilizar, naquele momento, todo o material apreendido durante a investigação. 

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Defensoria do Amazonas define lista tríplice para Corregedoria Geral

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Ricardo Paiva foi o defensor público mais votado pelo Conselho Superior da Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) na eleição para a lista tríplice da Corregedoria Geral da instituição, realizada nesta quarta-feira (23/09). Com 10 votos, ele lidera a lista ao lado de Péricles Duarte, que teve nove votos, e de Manuela Catanhede, com sete.

A votação seguiu as regras estabelecidas pela Resolução nº 36/2026-CSDPEAM, que permitiu a cada membro do Conselho Superior votar em até três candidatos regularmente habilitados. Também foram votados os defensores públicos Maria Fátima Loureiro, com 2 votos, e José Ivan Benaion Cardoso, com 1 voto.

A partir de agora, a lista tríplice será encaminhada ao defensor público geral, Rafael Barbosa, que escolherá o(a) novo(a) corregedor(a) geral da Defensoria Pública do Amazonas. O eleito ou a eleita exercerá mandato de dois anos à frente do órgão responsável pelo acompanhamento e pela fiscalização das atividades funcionais dos integrantes da instituição, além de atuar no aprimoramento dos serviços prestados por ela.

Lista tríplice

Nome mais votado pelo Conselho Superior, Ricardo Paiva construiu toda a sua carreira dentro da própria Defensoria. Ingressou na instituição em 2002, como estagiário, e trabalhou como assessor jurídico em cargo de provimento em comissão antes de ser empossado defensor público, em 2005, após aprovação em concurso. Ao longo da trajetória, assumiu por duas vezes o cargo de defensor público geral (2020-2024), reforçando o peso institucional de sua indicação à lista tríplice.

Para Paiva, o resultado da votação representa mais um marco na história construída dentro da Defensoria.

“É um sentimento de gratidão. Fico muito feliz em ter recebido o voto de todos os conselheiros aptos a votar e isso mostra que são pessoas que acreditam no meu trabalho e acreditam que eu possa fazer algo bom para a instituição, caso seja eleito corregedor geral. Agora, precisamos olhar para a frente e aguardar os próximos passos”, destacou.

O sentimento é o mesmo do defensor público Péricles Duarte, segundo mais votado e que já atuou como subcorregedor. Com mais de 20 anos de carreira, Péricles tomou posse em 2005, após ingressar por meio de concurso público, e ajudou a estruturar e expandir a Defensoria Pública no interior e na capital. Para ele, a votação é um reconhecimento pelo trabalho prestado ao longo dos anos.

“Muito feliz pelo reconhecimento e, especialmente, confiança em ser um dos nomes indicados à lista tríplice. Independentemente do resultado final, mostra a Defensoria Pública elevada maturidade e, sobretudo, um compromisso institucional com nossos assistidos, razão de ser de nossa missão constitucional”, pontuou.

Fechando a lista tríplice, a defensora pública Manuela Catanhede também tem sólida atuação construída há mais de 20 anos na Defensoria do Amazonas, já tendo atuado como subdefensora pública geral e subcorregedora geral. Segundo ela, integrar a lista tríplice para o cargo de corregedora é significativo.

“Foi um reconhecimento muito especial, principalmente por ter vindo dos meus colegas, com quem compartilho tantos anos de trabalho na Defensoria. Acho que participar desse processo também é uma forma de contribuir com a instituição e de colocar nossas ideias e nossa experiência à disposição”, concluiu.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Plínio Valério é multado por propaganda eleitoral irregular na internet

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) multou o senador e candidato à reeleição Plínio Valério (PSDB) por propaganda eleitoral irregular na internet. O documento foi publicado por meio do Diário Oficial do TRE desta quinta-feira, 24.

A representação foi realizada pela Coligação Majoritária “Mudar é urgente” do Partido Liberal e do Novo. Segundo o documento, a campanha de Plínio Valério utilizou um perfil na plataforma Twibbonize para divulgar conteúdo eleitoral sem comunicar previamente o endereço eletrônico à Justiça Eleitoral.

O TRE julgou como procedente a representação e aplicou multa no valor de R$ 5 mil. A decisão foi julgada no dia 20 de setembro.

A desembargadora e presidente do TRE-AM, Carla Maria Santos dos Reis, determinou a intimação do executado para realizar o pagamento voluntário da multa no prazo de 15 dias, com adição de multa de 10% e honorários advocatícios caso o valor não seja pago no período estipulado.

Da Redação

Defesa de Bolsonaro pede a Kassio suspensão de pena por trama golpista

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quinta-feira, 24, ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão imediata da execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta no caso da trama golpista. 

O pedido, feito em caráter liminar, foi direcionado ao ministro Nunes Marques, relator de uma revisão criminal protocolada em maio deste ano. Os advogados querem que a execução da pena fique suspensa até o julgamento definitivo da ação.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF por crimes relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022.

A principal tese apresentada no pedido é a de que haveria dúvida sobre a competência da Primeira Turma para julgar Bolsonaro. Segundo os advogados, o Regimento Interno do STF estabelece que cabe ao plenário processar e julgar, nos crimes comuns, o presidente da República.

A defesa reconhece que o regimento não estabelece expressamente qual órgão deve julgar um ex-presidente por fatos que teriam sido praticados durante o exercício do cargo. A partir disso, argumenta que, diante dessa lacuna, a questão deveria ser submetida ao plenário, e não a uma das turmas.

“Havendo dúvida séria entre órgão fracionário e órgão plenário no âmbito do próprio Supremo Tribunal Federal, em ação penal originária envolvendo ex-Presidente da República por fatos imputados como praticados no cargo e em razão das funções, a solução que melhor preserva o juiz natural e evita nulidades é a submissão da matéria ao órgão de maior densidade institucional da Corte: o Plenário”, afirma a defesa. 

A defesa também retoma a alegação de cerceamento de defesa pelo acesso tardio e incompleto às provas reunidas durante a investigação e citaram, como exemplo, a recente crise do STF relacionada a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

A crise teve início após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Um julgamento foi maracado para que o plenário decidice sobre a necessidade de investigação contra o ministro.

A partir daí, a ala aliada a Moraes passou a defender a retirada completa do sigilo do Caso Master sob a alegação de que não caberia ao Mendonça definir quais provas poderiam ser usadas para que Moraes se defendesse.

Na revisão criminal, a defesa de Bolsonaro afirma que o episódio ilustra uma situação que também ocorreu no julgamento do ex-presidente. Segundo os advogados, houve uma espécie de seleção prévia das provas disponibilizadas à defesa durante a tramitação do caso.

De acordo com o documento, em fevereiro de 2025, Moraes autorizou o acesso da defesa de Bolsonaro às provas “utilizadas na denúncia”, deixando de disponibilizar, naquele momento, todo o material apreendido durante a investigação.

A defesa afirma que os primeiros links com documentos e mídias foram enviados apenas em 14 e 15 de maio, quando já se aproximava o início da fase de instrução. De acordo com os advogados, o material disponibilizado inicialmente somava cerca de 40 terabytes e continuou a ser acrescentado nos dias seguintes.

Para os advogados, a disponibilização progressiva do material impediu uma análise adequada das provas antes da instrução e violou o devido processo legal e o direito de defesa.

Para a defesa, aquilo que Moraes passou a exigir no caso envolvendo o Master (acesso integral e em tempo viável às provas) foi justamente o que a defesa de Bolsonaro teria solicitado durante a tramitação da ação penal e não foi atendida.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Roberto Cidade intensifica agenda eleitoral com três reuniões na zona Leste de Manaus

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O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (Federação União Progressistas), cumpriu, nesta quarta-feira, 23, uma agenda de mobilizações na zona Leste de Manaus, com três grandes reuniões ao lado de apoiadores, lideranças comunitárias e candidatos da coligação “União Pelo Amazonas”. Os encontros, sendo um no bairro Colônia Antônio Aleixo e dois no bairro São José, fortaleceram a presença da campanha nas comunidades e o diálogo direto com a população.

Nos atos, Roberto Cidade apresentou propostas que integram seu Plano de Governo para os próximos quatro anos e reforçou o pedido de mobilização da militância para esse período eleitoral decisivo. Saúde, segurança, assistência social, educação, geração de emprego e renda e infraestrutura estiveram entre os principais temas apresentados ao público.

“Estamos ouvindo a nossa gente e apresentando propostas para o Amazonas avançar ainda mais. Agora é hora de, juntos, virar a chave por um Estado mais inclusivo, com mais saúde, segurança, educação, emprego e oportunidades”, declarou Roberto Cidade.

Proteção para as mulheres

Entre as propostas apresentadas nos encontros, ganhou destaque o Mulher Segura Amazonas, programa que prevê o fortalecimento e a integração da rede de proteção às mulheres, com ampliação das Delegacias Especializadas de Crimes contra a Mulher, patrulhas, Ronda Maria da Penha fluvial e terrestre, casas de acolhimento, monitoramento de agressores e atendimento jurídico e psicológico.

Ao defender a proposta, Roberto Cidade destacou que a política de proteção deve unir prevenção, acolhimento e resposta rápida às situações de violência, ampliando a presença do Estado e articulando estruturas de atendimento já existentes.

“O nosso compromisso é garantir proteção, atendimento humanizado e resposta rápida. Toda mulher tem direito de viver com liberdade, respeito e segurança”, afirmou.

Mais proteção social e saúde

Na área social, Roberto Cidade falou sobre a proposta de ampliar o Auxílio Estadual Permanente para R$ 500 para mães e pais atípicos. Para a saúde, o candidato defendeu a construção dos hospitais da Mulher, do Idoso e da UEA, a implantação de novos CAICs TEA e do Centro TEA Amazonas, além da construção de cinco barcos-hospitais para ampliar o atendimento às comunidades ribeirinhas.

Na segurança pública, as propostas incluem a expansão da Muralha Digital para os municípios, o fortalecimento do combate ao tráfico de drogas e o apoio às prefeituras para capacitação e estruturação das Guardas Municipais. Cidade destacou, ainda, para a área da educação, a realização de concurso público, a criação da Escola do Futuro e do Cetam 5.0, com investimentos voltados à qualificação profissional e à preparação dos jovens para as novas oportunidades do mercado de trabalho.

Apoio às propostas

Durante as mobilizações, moradores das regiões também destacaram a importância de o candidato ouvir a população e de apresentar propostas que dialoguem com as necessidades vivenciadas no dia a dia.

Para a dona de casa Edilza Azevedo, 44 anos, ampliar a proteção e a qualidade de vida das famílias é fundamental.

“Para mim, quem tem as melhores propostas é o 44. Ele eleito, em nome de Jesus, nós vamos ver o nosso Estado seguir por um caminho mais próspero. Tenho esperança de viver num Amazonas mais seguro para mim e para as minhas filhas”, disse Edilza, moradora do bairro Colônia Antônio Aleixo.

O Auxílio Estadual Permanente também foi destacado pelos moradores dos bairros, que apontaram a importância de políticas voltadas à proteção social e ao apoio às famílias em situação de vulnerabilidade. Para a moradora do bairro São José, Maria da Costa, de 52 anos, o auxílio é apoio para ela e muitas famílias que realmente precisam.

“Esse auxílio faz diferença de verdade para quem precisa organizar as contas de casa. É um apoio que ajuda a garantir o básico, principalmente quando o dinheiro está apertado. Eu apoio porque sei que, assim como eu, muitas pessoas contam com esse recurso para seguir em frente com mais tranquilidade”, disse.

Mobilização pelo 44

Ao final dos encontros, o candidato reforçou que a mobilização da população será fundamental para levar as propostas da campanha a todas as regiões do Amazonas.

“A nossa campanha é feita com diálogo, com presença e com participação. Quero pedir a cada apoiador que converse com seus familiares, com seus amigos, com seus vizinhos. Vamos continuar apresentando nossas propostas, defendendo aquilo em que acreditamos para construirmos, juntos, um Amazonas ainda mais forte, mais protegido e com mais oportunidades para todos”, reforçou Roberto Cidade.

A coligação “União Pelo Amazonas” é formada pela Federação União Progressista, Podemos e PSB, partido do atual vice-governador e candidato à reeleição, Serafim Corrêa.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Candidato do Avante defende ampliação de investimentos em infraestrutura e atenção às áreas rurais do AM

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O candidato a deputado estadual  Eduardo Alfaia afirma que a infraestrutura será uma das prioridades de seu mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas. Vereador em Manaus, ele aponta sua atuação em obras de pavimentação de mais de 20 ramais e vicinais da capital como uma experiência que pretende levar para o debate sobre infraestrutura em todo o Estado.

A proposta, segundo o candidato, é ampliar a atenção às áreas rurais e aos municípios do interior, com a destinação de emendas parlamentares para apoiar obras de infraestrutura, além da atuação na formulação e discussão de políticas públicas voltadas às diferentes necessidades de cada região.

A pauta representa um desafio de grandes proporções no Amazonas. São 62 municípios distribuídos em mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados de território. Em um estado de dimensões continentais, as distâncias e as características geográficas interferem diretamente no acesso da população a serviços e na execução de obras de infraestrutura.

No Amazonas, a realidade logística também é diferente de grande parte do país. Os rios são importantes vias de deslocamento entre municípios e comunidades, e, dependendo da região, uma viagem pode levar horas ou até dias. Nas áreas terrestres, moradores também enfrentam longas distâncias e limitações relacionadas às condições de estradas, ramais, vicinais e rodovias.

Os números mostram que ainda existem desafios a serem enfrentados. No Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o Amazonas aparece na 27ª posição entre as 27 unidades da Federação no pilar de Infraestrutura. O indicador considera diferentes aspectos, entre eles rodovias, energia, telecomunicações, saneamento e transporte aéreo.

A situação das vias terrestres é uma das questões que compõem esse cenário. Em 2025, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou investimentos superiores a R$ 613 milhões na infraestrutura rodoviária federal do Amazonas, incluindo serviços de manutenção e outras intervenções.

Desafios vão além das rodovias e asfaltamento

Apesar dos investimentos, as pesquisas apontam para uma regressão, assim o dinheiro entra, mas o progresso parece não vir junto. Além disso, as necessidades de infraestrutura vão além das rodovias federais. Ramais e vicinais são utilizados diariamente por moradores de áreas rurais e também têm importância para o deslocamento da população e o transporte da produção.

Para Eduardo Alfaia, as particularidades do Amazonas exigem que o planejamento de infraestrutura considere as diferentes realidades encontradas dentro do próprio Estado. Na avaliação do candidato, o Legislativo estadual pode contribuir tanto na discussão de políticas públicas quanto na destinação de recursos e na fiscalização das ações realizadas nos municípios.

O candidato também defende que a discussão não seja limitada ao asfaltamento. Para ele, as soluções precisam considerar as características de cada localidade, incluindo estradas, ramais, pontes, acessos e estruturas que contribuam para melhorar o deslocamento da população e o escoamento da produção.

 

Da Redação