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MPAM dá 15 dias para Prefeitura de Barreirinha apresentar cronograma de asfalto em rua abandonada

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Barreirinha, vai fiscalizar a infraestrutura urbana e garantir a pavimentação de vias públicas no município. O documento foi publicado por meio do Diário Oficial do MPAM na última terça-feira, 23.

O procedimento foi iniciado a partir de uma representação apresentada por um morador que denunciou as más condições no Bairro Nova Conquista. A denúncia aponta que há mais de um ano a rua 6 encontra-se intransitável por conta de buracos e acúmulo de água das chuvas.

Em inspeção, o MPAM confirmou que a rua permanece sem pavimentação e nas mesmas condições apontadas na denúncia. A Prefeitura de Barreirinha afirmou que realizou serviços temporários de manutenção e regularização do leito viário.

Ela alegou que a recuperação definitiva está prevista no planejamento municipal, mas não apresentou um cronograma ou data de início e término das obras.

Por esse motivo, o MPAM determinou o prazo de 15 dias para que a prefeitura apresente o cronograma formal das obras de recapeamento e drenagem da Rua 6, além de apresentar os contratos administrativos, ordens de serviço, empenhos e liquidação.

Confira a determinação:

Da Redação

Roberto Cidade vai ampliar a capacidade de atendimento do Hospital Público Veterinário no segundo mandato

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O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Progressista), vai ampliar a capacidade de atendimento do Hospital Público Veterinário no segundo mandato. A informação foi confirmada, na noite dessa terça-feira, 22, durante encontro com apoiadores no bairro Novo Aleixo, zona Norte de Manaus.

O governador destacou a atenção da sua gestão com a causa animal, pontuando que cuidar da saúde dos animais é também uma forma de cuidar das famílias, já que os pets ocupam um espaço cada vez mais central nos lares amazonenses.

“Nós já estamos com a obra iniciada e vamos ampliar o Hospital Veterinário, que é um projeto muito exitoso e que está dando resultados. Cuidar da saúde dos nossos animais é também cuidar da nossa gente”, afirmou o governador, ao lado da deputada estadual e candidata a deputada federal Joana Darc e do vereador e candidato a deputado estadual Aldenor Lima.

A expansão da unidade vai permitir reunir, em uma única estrutura: atendimento à população; gestão administrativa; assistência veterinária; acolhimento de animais; suporte operacional às ações de proteção animal.

Enquanto era deputado, Cidade foi um dos responsáveis pela criação da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) e também pela implantação da unidade de saúde exclusiva para atendimento de animais.

Castramóvel Fluvial

Em julho, o governador entregou o primeiro Castramóvel Fluvial do mundo. A unidade leva atendimento veterinário e castrações gratuitas às comunidades ribeirinhas do Amazonas, enfrentando as dificuldades provocadas pelas grandes distâncias e pela logística fluvial. A primeira comunidade atendida foi o município de Careiro da Várzea.

A iniciativa representa um marco para a proteção animal no Amazonas, levando serviços públicos a localidades onde o atendimento veterinário ainda é limitado.

No segundo mandato, o atendimento via Castramóvel Fluvial também será ampliado. Ao longo do encontro com apoiadores, o chefe do Executivo estadual detalhou, ainda, as principais propostas do seu Plano de Governo, registrado no Tribunal Regional Eleitoral. A construção de cinco novos barcos-hospital, o Hospital da Mulher, o Hospital do Idoso, a oferta de novos concursos públicos e a ampliação do Auxílio Estadual (de R$ 150 para R$ 250) foram alguns dos projetos citados.

A coligação “União Pelo Amazonas” é formada pela Federação União Progressista, Podemos e PSB, partido do atual vice-governador e candidato à reeleição, Serafim Corrêa.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação

‘Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente’, diz candidato bolsonarista ao Senado 

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Áudios vazados de uma conversa entre o deputado federal José Medeiros (PL-MT) e o prefeito de Diamantino Francisco Mendes (União) viralizaram nas redes sociais ao mostrarem o bolsonarista ironizando os próprios eleitores. Nas redes sociais, Medeiros, que é candidato ao Senado no Mato Grosso, comentou o assunto e não desmentiu o conteúdo das gravações. 

“O meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente”, diz Medeiros na mensagem que teria sido encaminhada a Mendes, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. 

Obtido pela imprensa local, o áudio viralizou nas redes e fez com que o deputado estadual Gilberto Cattani (MT) também se manifestasse, com outra ironia. “Ô Medeiros, agora não, meu irmão. Você passou de todos os limites (…) Como que você me fala que bebemos detergente? Você fala que bebemos detergente e não fala que é o Ypê? Você acha que vamos beber qualquer detergente?”

Medeiros respondeu Cattani com um comentário na publicação do Instagram. “Fui policial a vida toda, DETER GENTE foi o que mais fiz!”, escreveu o candidato ao Senado. Em um story, ele deixou outra mensagem em resposta ao vídeo: “Esse é o problema. O momento que eu falava a marca cortaram, assim como cortaram quando eu disse Havaianas não!”.

A menção a alienígenas é uma referência aos vídeos nos quais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apareciam apontando celulares para o céu nas manifestações posteriores à derrota nas urnas em 2022. Já a citação sobre “beber detergente” diz respeito aos vídeos nos quais bolsonaristas apareceram defendendo o uso dos produtos da marca Ypê, cuja produção foi suspensa por determinação da Anvisa em maio. A lembrança relativa às Havaianas, por sua vez, rememora um comercial no qual a atriz Fernanda Torres dizia aos espectadores desejar que eles não começassem o ano com o “pé direito”, mas “com os dois pés”. A peça de publicidade foi alvo de críticas de bolsonaristas.

Esse foi o segundo áudio vazado envolvendo Medeiros. Na segunda-feira, outra mensagem, também enviada a Francisco Mendes e obtida pelo site Metrópoles, citava o STF. Nela, o bolsonarista afirmava não atacar o tribunal e diz nunca ter mencionado o nome de Gilmar Mendes. Ele também assegura não atacar ministros da Corte — com exceção de Alexandre de Moraes.

“Eu não ataco o STF, viu, Chico? Meu marketing tinha feito um negócio… falei: ‘Quero que corte tudo’. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, diz Medeiros que, em outro trecho, acrescenta: “Se vocês pedirem para esculhambar Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço. Mas não me peça para falar de outros”.

Após esse primeiro vazamento, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu Medeiros nas redes sociais. Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Medeiros é “o único candidato conservador do MT”. “Sua atuação contra os abusos do STF é exemplar. Ele apenas disse o óbvio, criticar ministro não é ataque”, acrescentou.

 

Da Redação com informações de O Globo

Em Guajará, MPAM apura irregularidades graves no serviço de energia elétrica

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Após denúncia de um morador da Comunidade Lagoinha, no município de Guajará, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) formalizou a instauração de inquérito civil para apurar falhas no fornecimento de energia elétrica pela empresa Amazonas Energia.

O senhor Raimundo Azevedo foi quem relatou a situação e informou que a região enfrenta interrupções frequentes, com apagões que chegam a até sete dias consecutivos sem energia elétrica, além da instabilidade na rede.

Para não sofrerem ainda mais com a situação, os moradores realizam consertos improvisados nos cabos e equipamentos, podendo comprometer a integridade física por risco de acidentes. Os moradores fazem isso por não terem apoio da concessionária Amazonas Energia.

A falta de energia elétrica causou prejuízos, como a perda de comida, e, mesmo com as reclamações, nada foi feito. A população citou que, apesar disso, as faturas chegam todos os meses, mesmo sem usufruírem de um serviço adequado.

O MPAM determinou o prazo de 10 dias para que a Amazonas Energia preste esclarecimentos sobre as manutenções efetuadas nos últimos 12 meses, a razão para as interrupções e qual o plano de investimento para a comunidade.

Confira o inquérito civil:

Da Redação

Em visita à Digitron, Adjuto Afonso defende fortalecimento da indústria no Amazonas

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O deputado estadual e candidato à reeleição, Adjuto Afonso (União Brasil), cumpriu agenda de campanha nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 22, em visita à fábrica da Digitron da Amazônia, localizada no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

Acompanhado do diretor Ivancy Azevedo, o parlamentar percorreu as instalações da empresa, fundada pelo empresário sul-coreano Sung Un Song, e conversou com os trabalhadores sobre a importância de incentivar a geração de emprego e renda para fortalecer a economia do Amazonas.

“Nossos trabalhadores precisam de capacitação para suprir as demandas do Polo Industrial. Quando empregamos a nossa gente, fortalecemos a economia local, pois os recursos circulam aqui na região. Reafirmo meu compromisso de levar as demandas do setor produtivo às discussões na Assembleia Legislativa do Amazonas”, afirmou o deputado.

Com a proximidade da votação, Adjuto destacou a relevância da mobilização dos eleitores nos últimos dias antes do pleito.

“Estamos a 12 dias do primeiro turno. Este é o momento de conversar com amigos e vizinhos indecisos para pedir um voto de confiança. Sei que posso fazer ainda mais pelo Amazonas”, completou.

O diretor da empresa, Ivancy Azevedo, agradeceu a presença do parlamentar e reforçou seu apoio à reeleição de Adjuto, destacando que o parlamentar é um representante digno das empresas instaladas no estado.

Atuação parlamentar

Adjuto Afonso tem forte atuação na defesa da Zona Franca de Manaus. Ele é autor da Lei Estadual nº 4.940/2019, que instituiu a Política Estadual de Incentivo ao Empreendedorismo e ao Desenvolvimento da Indústria 4.0. A legislação visa fomentar a inovação tecnológica, estimular a pesquisa nas empresas locais e aumentar a competitividade do parque industrial amazonense.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Fotos: Ney Xavier

 

Maria do Carmo foi exonerada por nepotismo de gabinete de desembargador punido pelo CNJ por negociar sentenças

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Maria do Carmo (PL), candidata ao Governo do Amazonas, disse no debate da TV Norte desta terça-feira, 22, que nunca foi exonerada do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Os registros oficiais do próprio Tribunal mostram outra coisa. Em 2008, ela foi exonerada duas vezes, de dois gabinetes diferentes. O tema surgiu quando o governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Progressista), cobrou explicações da adversária.

A Polícia Federal resolveu bater à porta de Coari justamente quando a família Pinheiro ocupa um espaço importante na engrenagem montada pelo senador e candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), para conquistar votos no interior do Amazonas.

“A senhora quer chegar ao Governo a qualquer preço. A senhora não explica porquê a senhora foi exonerada do Tribunal de Justiça anos atrás por corrupção de um desembargador que foi afastado pelo CNJ, a senhora não explica a fortuna que a sua família construiu”, questionou Cidade.

Em resposta, Maria do Carmo disse que não foi exonerada.

O que dizem os documentos

Pelo menos dois Atos do TJAM – nº 210/2008 e nº 2.124/2008 – mostram que as exonerações ocorreram. Em 2008, Maria do Carmo ocupava cargo comissionado de assessora jurídica no gabinete do então desembargador Jovaldo dos Santos Aguiar, que também exerceu a função de corregedor-geral de Justiça do Amazonas, e foi exonerada por nepotismo.

Maria do Carmo foi exonerada com base na Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), criada justamente para impedir situações de nepotismo, ou seja, nomeações de parentes de sangue ou por afinidade para os cargos na administração pública, no Legislativo e no Judiciário.

Na época, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) era o ex-deputado Belarmino Lins, irmão do marido de Maria do Carmo, Wellington Lins.

Maria do Carmo era peça chave no gabinete do desembargador Jovaldo dos Santos Aguiar que dois anos depois, em fevereiro de 2010, foi aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após um processo disciplinar apontar que ele negociava sentenças e era parcial em suas decisões no Judiciário.

A exoneração do gabinete de Jovaldo não foi o primeiro episódio envolvendo Maria do Carmo no TJAM, em 2008. Meses antes, em 9 de junho do mesmo ano, o então presidente do Tribunal, desembargador Hosannah Florêncio de Menezes, assinou o Ato nº 2.124/2008, exonerando Maria do Carmo do cargo comissionado de assistente jurídico do gabinete do desembargador João Bezerra de Souza, a pedido do próprio desembargador.

Os cargos nunca foram mencionados por Maria do Carmo ao longo da campanha eleitoral para a Prefeitura de Manaus, em 2024, ou ao Governo do Amazonas, neste ano.

Veja os documentos:

 

Da Redação com informações de Radar Amazônico 

MPAM cobra Prefeitura de Humaitá por esgoto a céu aberto e risco à saúde em bairro

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A 1.ª Promotoria de Justiça da Comarca de Humaitá converteu um procedimento administrativo em notícia de fato para acompanhamento de políticas públicas após uma denúncia de uma moradora do Bairro São Pedro.

Segundo a moradora, existe um esgoto e águas a céu aberto em frente à sua residência. Foi informado que a situação persiste há vários anos, provocando mau cheiro, risco à saúde da população e proliferação de insetos e roedores.

O promotor responsável pelo caso, Weslei Machado, converteu a notícia de fato para acompanhar a execução das políticas públicas pelo município. Foi estipulado o prazo de 10 dias úteis para que a prefeitura confirme o compromisso administrativo e dê previsão orçamentária para a região.

A publicação do inquérito foi realizada por meio do Diário Oficial do Ministério Público do Amazonas (MPAM) na última segunda-feira, 21.

Da Redação

TRE-AM julga irregular propaganda de Maria do Carmo e aplica multa de R$ 5 mil

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) julgou irregular uma propaganda eleitoral da candidata ao Governo do estado, veiculada no período da noite do dia 14 de setembro, na qual não menciona o vice-governador da chapa, o Coronel Aníbal.

Por se tratar de um cargo majoritário, a propaganda deve conter o nome do candidato e vice de forma explícita, legível e em tamanho não inferior a 30% do nome do candidato titular. A defesa da candidata alegou que havia um único elemento gráfico com a mensagem “Vote M22” e que o nome de Maria do Carmo foi mencionado apenas por áudio, não abrindo precedente para comparar tamanho de fontes exigidas por lei.

O relator do caso, juiz auxiliar Diogo Oliveira Nogueira Franco, rejeitou as alegações da defesa após comprovar que o nome da candidata aparecia na tela por meio de legendas, como “Eu sou Maria do Carmo, 22” e “Presidente e professora Maria do Carmo, 22”.

O juiz apontou que, independentemente da representação gráfica utilizada, seja por meio de legenda, cartela ou outro recurso, é obrigatória a presença do nome do vice sempre que o titular for graficamente exibido.

Por esse motivo, a peça publicitária foi julgada como irregular por descumprir normas eleitorais previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ficou proibida a reapresentação da peça sem a inclusão do nome do vice.

A candidata e a Coligação Mudar é Urgente foram condenadas a pagar uma multa de R$ 5 mil, de forma solidária. A decisão foi publicada por meio do Mural do TRE-AM desta terça-feira, 22.

Confira a decisão do TRE-AM:

Da Redação

Ptolomeu IV: Ex-governador do Acre Gladson Camelí é alvo de operação da PF

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O ex-governador do Acre e candidato ao Senado pelo Progressistas, Gladson Cameli, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 22, em Rio Branco. O celular dele e três veículos foram apreendidos pelos agentes no condomínio Recanto Verde, onde Cameli mora. 

A ação faz parte da Operação Ptolomeu IV, nova etapa das investigações que apuram suspeitas de desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e outras irregularidades envolvendo contratos no Acre. A operação foi deflagrada pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). 

Em nota, a defesa do político disse que colabora com os procedimentos adotados. Contudo, considera que as medidas são abusivas às vésperas das eleições. 

“Mais uma vez, tanto o candidato quanto sua assessoria jurídica se colocaram a disposição da Justiça, no intuito de colaborar com os esclarecimentos pela certeza de inocência”, destacou a nota, assinada pelo advogado Erick Venâncio.

Além de Cameli, outros alvos tiveram mandados cumpridos. Ao todo, são 28 ordens de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, além das cidades de Maringá (PR) e Navegantes (SC). As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

O g1 e a Rede Amazônica Acre teve acesso à lista dos investigados, sendo que um deles é o vereador de Rio Branco Moacir Júnior, que informou em nota que o mandado de busca não diz o conteúdo da investigação. )

A Ptolomeu IV tem como uma das frentes a investigação sobre a construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). O governo informou, por meio de nota, que colabora ‘com as autoridades responsáveis, prestando informações e disponibilizando documentos que lhe são formalmente solicitados’.

“No que se refere à documentação relacionada à construção da nova sede da autarquia, o Imac informa que os documentos requisitados já haviam sido encaminhados aos órgãos competentes e que, durante a diligência realizada nesta data, foram novamente disponibilizados e todas as informações solicitadas repassadas à autoridade policial”, diz parte do comunicado.

Investigações

Segundo a PF, uma auditoria da CGU identificou indícios de que cerca de R$ 1,2 milhão em serviços foram pagos, mas não teriam sido executados integralmente. A suspeita é de superfaturamento por serviços não realizados.

A investigação também aponta indícios de que dinheiro proveniente de contratos públicos teria sido usado para despesas particulares e para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Outra parte da investigação envolve a empresa que foi contratada posteriormente para concluir a obra.

“Os indícios reunidos indicam possível sucessão empresarial e continuidade das práticas ilícitas investigadas, inclusive com vínculos entre pessoas relacionadas à nova contratada e empresas anteriormente investigadas no âmbito da Operação Ptolomeu”, complementou.

Operação Umbra

Além da Ptolomeu IV, a PF deflagrou nesta terça a Operação Umbra, também baseada em informações obtidas durante as investigações anteriores.

Segundo a Polícia Federal, foi identificada uma estrutura que teria como objetivo obter informações sobre operações policiais, incluindo movimentação de equipes e viaturas. A suspeita é de que os dados fossem usados para antecipar ações da PF e dificultar o cumprimento de medidas judiciais.

A investigação também apura o possível envolvimento de um ex-servidor terceirizado e de um agente da própria Polícia Federal no repasse de informações sobre operações.

“Foram apreendidos valores em espécie com alguns dos investigados, estimados, até o momento, em cerca de R$ 1 milhão. Além disso, três dos suspeitos acabaram presos em flagrante delito por posse ilegal de armas de fogo”, disse a PF. 

A Justiça determinou ainda o confisco de bens e valores dos investigados e impôs medidas cautelares, como afastamento de funções públicas, proibição de contato entre alguns investigados e restrições para deixar a comarca e o país.

“Os suspeitos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação de infração penal envolvendo organização criminosa, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das apurações”, finalizou.

 Veja a lista dos investigados no âmbito das operações Ptolomeu IV e Umbra:

  • Gladson Cameli (ex-governador do Acre; emitiu nota)
  • Moacir Pereira dos Santos Júnior (vereador de Rio Branco; emitiu nota dizendo que a PF esteve na casa dele pela manhã, onde recolherem os dispositivos eletrônicos e olharam a casa dele)
  • Taiane Belarmino dos Santos (candidata e irmã de Moacir)
  • Tamires de Almeida Costa (esposa do Moacir)
  • João Victor Casas Lopes (envolvido no acidente que matou três pessoas em Tarauacá; ele já está preso devido ao acidente)

Leia na íntegra a nota do ex-governador Gladson Camelí

Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação na qual alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista e pejorativa com o claro interesse de atingir e prejudicar a imagem da candidatura de Gladson Camelí, sem que ele ou seus advogados sequer tivessem acesso às razões da diligência.

Mais uma vez, tanto o candidato quanto sua assessoria jurídica se colocaram a disposição da Justiça, no intuito de colaborar com os esclarecimentos pela certeza de inocência. É fundamental destacar que, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a alta corte do país, as provas do processo que acusa Gladson Camelí foram comprovadamente produzidas de forma ilegal.

Ainda assim, continuam as medidas que consideramos abusivas e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral. Prova disso é o descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal da ADPF 1017 que proíbe nos 15 dias que antecedem a eleição esse tipo de medida cautelar contra candidatos a cargos majoritários. A lei deveria servir para todos com a missão de proteger, não para perseguir e intimidar.

Confiamos na Justiça. Mas acima de tudo, confiamos em Deus e na sabedoria do eleitor acreano que está atento ao uso eleitoreiro das nossas instituições para perseguir e tentar influenciar o resultado das eleições.

Erick Venâncio
Assessoria Jurídica

Leia na íntegra a nota do vereador Moacir Júnior

No mandado de busca, não diz o conteúdo da investigação. Meu advogado também não teve acesso ainda sobre as possíveis causas.

Reitero que não tenho ligações de contrato, negócios e nunca fui servidor do estado. Nunca fui lotado em nenhuma secretaria e nem fui ordenador de nenhuma despesa. Ainda desconheço as causas que possam me ligar a uma operação voltada a supostos desvios de verba pública no âmbito estadual.

Mas acredito que tudo vai ser esclarecido o mais breve possível. Acredito na Justiça.

Leia na íntegra a nota do Imac

O governo do Estado, por meio do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), em relação às diligências realizadas pela Polícia Federal nesta terça-feira, 22, esclarece que vem colaborando com as autoridades responsáveis, prestando informações e disponibilizando documentos que lhe são formalmente solicitados.

No que se refere à documentação relacionada à construção da nova sede da autarquia, o Imac informa que os documentos requisitados já haviam sido encaminhados aos órgãos competentes e que, durante a diligência realizada nesta data, foram novamente disponibilizados e todas as informações solicitadas repassadas à autoridade policial.

O Instituto ressalta que as investigações encontram-se sob responsabilidade das autoridades competentes e que continuará prestando toda a colaboração necessária para o regular esclarecimento dos fatos, respeitados os limites legais e eventual sigilo das apurações.

O Imac reafirma seu compromisso institucional com a legalidade, a transparência e a colaboração com os órgãos de controle e de investigação.

André Hassem
Presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre

 

Da Redação com informações do G1

Propostas para o interior e histórico de gestão dominam debate entre candidatos ao Governo do Amazonas

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Durante debate promovido pelo Grupo Norte de Comunicação na manhã desta terça-feira, 22, os candidatos ao governo estadual travaram embates centrados em saúde, infraestrutura no interior e desenvolvimento econômico. O confronto serviu como palco para a comparação direta entre os históricos de quem já passou pelo Executivo e as propostas dos postulantes ao cargo.

Estiveram no estúdio o governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União), o senador Omar Aziz (PSD), o ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante), a empresária Profª Maria do Carmo (PL) e o líder indígena Isael Munduruku (REDE).

Com um formato dinâmico de cinco rodadas, divididas em duelos livres, temas sorteados e perguntas sobre desafios regionais , o debate exigiu rapidez dos candidatos no confronto de ideias e na defesa de suas trajetórias políticas.

Confrontos sobre o interior: infraestrutura e saúde em pauta

A realidade dos municípios do interior deu o tom de boa parte do debate. Ao ser questionado sobre o isolamento de localidades como Tapauá, Isael Munduruku defendeu a criação de novas rotas hidroviárias. Em resposta, Roberto Cidade ressaltou as linhas de crédito voltadas à pavimentação viária no interior e pontuou sua atuação e articulação política durante os três mandatos na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para viabilizar recursos aos municípios.

Ainda na temática do interior, o racionamento de energia em Nova Olinda do Norte e os impactos na economia local foram levantados. Omar Aziz enfatizou a necessidade de articulação com grandes projetos nacionais de infraestrutura para solucionar o gargalo.

Na saúde, a descentralização dos serviços da Central de Medicamentos voltaram a dividir opiniões. Enquanto Omar resgatou ações de sua gestão anterior no governo, Cidade defendeu a ampliação do modelo de barcos-hospitais como alternativa viável para levar atendimento médico e insumos direto às calhas dos rios, além de citar as reformas em unidades de saúde do estado.

Economia, emprego, peso do Polo Industrial e educação

O bloco dedicado ao desenvolvimento econômico gerou discussões sobre o papel do Estado na atração de empregos. David Almeida citou sua experiência na Prefeitura de Manaus, com ações no Sine e a realização de concursos públicos, prometendo expandir o modelo para o âmbito estadual, além de destacar o apoio ao pequeno produtor.

Por sua vez, Roberto Cidade defendeu o fortalecimento do setor primário por meio dos programas da Sepror e destacou a necessidade de consolidar novas matrizes econômicas. O governador apontou que, além da defesa contínua do Polo Industrial de Manaus (PIM), o estado deve avançar no apoio à exploração responsável de gás natural, potássio e terras raras como geradores de receita e trabalho.

O debate sobre educação foi realizado por Isael Munduruku, David Almeida, Omar Aziz e Maria do Carmo que falaram sobre seus projetos (ou a continuidade deles).

Em alguns momentos do debate, os ânimos esquentaram. Profª Maria do Carmo e Roberto Cidade trocaram críticas sobre a gestão de contratos governamentais e a condução da segurança pública. A candidata do PL manteve a estratégia de se posicionar contra nomes tradicionais da política local.

Considerações finais

Nas considerações finais, cada candidato aproveitou para marcar sua posição:

  • Roberto Cidade (União): Manteve o foco na prestação de contas do mandato e na continuidade de projetos, citando o avanço das unidades fluviais de saúde para o interior.
  • Profª Maria do Carmo (PL): Criticou os adversários com passagem pelo poder e pediu o voto de quem busca renovação.
  • Omar Aziz (PSD): Apelou à memória do eleitorado sobre as entregas de sua gestão quando esteve no comando do Executivo estadual.
  • Isael Munduruku (REDE): Enfatizou sua origem e o fato de não possuir amarras com grupos políticos tradicionais.
  • David Almeida (Avante): Revisitou os projetos realizados durante sua passagem pela Prefeitura de Manaus como credencial para o estado.

 

Priscila Rosas para Portal O Poder 

Foto: Reprodução/Youtube