fevereiro 11, 2026 03:22
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Proposta que acaba com escala 6×1 tem votação adiada

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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado começou a discutir, nesta quarta-feira, 8, a proposta de emenda à Constituição que põe fim à escala de trabalho 6×1 (quando se é trabalhado seis dias com o direito a um de descanso). Travada há dez anos na Casa, o texto ganhou fôlego após manifestações e um plebiscito que reuniu mais de 1,5 milhão de assinaturas a favor da mudança.

Na sessão desta quarta, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou seu parecer pela aprovação da PEC. O parlamentar destacou que a redução da jornada é uma resposta necessária ao novo mundo do trabalho, às transformações tecnológicas e à crescente sobrecarga física e mental enfrentada pelos trabalhadores brasileiros.

Além disso, ressaltou que a mudança na escala de trabalho não significa queda de produtividade, mas sim melhoria nas condições de vida, mais segurança e estímulo à economia. “Em poucos países do mundo se trabalha tanto como no Brasil. O brasileiro trabalha, por semana, mais do que os norte-americanos, os coreanos, os portugueses, os argentinos, espanhóis, italianos, franceses — e muito mais do que os alemães, que estão entre os trabalhadores mais produtivos do mundo. É hora de equilibrar essa conta”, afirmou Carvalho.

O parecer do relator altera o texto original de Paulo Paim (PT-RS) para estabelecer uma transição gradual até o fim da escala 6×1. Segundo o texto, com a redução de jornada, os trabalhadores não poderão ter diminuição salarial. Carvalho propõe que, no ano seguinte à eventual promulgação da PEC, a jornada máxima seja reduzida para 40 semanais. A partir do segundo ano de vigência, começa uma redução paulatina, com o corte de uma hora semanal por ano, até chegar a 36 horas semanais.

Após a leitura do relatório, a sessão da CCJ do Senado foi suspensa. O passo seguinte é a votação do documento, mas um acordo com a oposição adiará essa análise até a realização de audiências públicas sobre o tema. “Essa luta é de todos: dos mais velhos, que construíram o caminho, e dos jovens, que agora empunham essa bandeira. O Senado não pode se omitir diante de uma pauta que significa menos acidentes, menos doenças e mais vida”, frisou Paim na sessão de quarta.

Com grande apelo popular, a redução da jornada passou a ser uma das principais pautas do PT e de membros do governo Lula. O próprio presidente chegou a mencionar o tema em pronunciamento à nação no Dia do Trabalhador. “Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou o petista em maio.

Autora de proposta semelhante na Câmara, a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) acompanhou a sessão da CCJ do Senado e celebrou o relatório de Carvalho. A psolista preside uma subcomissão especial destinada a ouvir especialistas sobre uma nova de trabalho no Brasil. “Já que a Câmara se recusa a pautar a PEC pelo fim da escala 6×1, faremos a proposta avançar por outro lugar”, escreveu Érika nas redes sociais.

 

Da Redação, com informações do Carta Capital
Foto: Divulgação 

Após conversa com Trump, Lula diz que ‘começa outro momento’ nas negociações com os EUA

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Nesta quinta-feira, 9, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Donald Trump foi “gentil” durante o telefonema entre os dois nesta semana. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também ligou para o chanceler Mauro Vieira, sua contraparte no Brasil na quarta-feira.

Lula disse que pediu a retirada da sobretaxa de 40% imposta pelos EUA sobre a compra de produtos brasileiros. “Eu falei pra ele o que precisava falar, que era para retirar a taxação dos produtos brasileiros, que ele tinha sido mal informado. Então agora começa outro momento”, contou.

Rubio foi escalado por Trump para ser o interlocutor da Casa Branca na negociação comercial com o Brasil, que tenta retirar a taxa sobre produtos brasileiros.

“Ainda ontem o Marco Rubio ligou para o Mauro Vieira. Talvez comece a ter conversa a partir de agora. E vamos ver se a gente começa a se acertar, porque o Brasil não quer briga com os Estados Unidos”, disse Lula em entrevista à Rádio Piatã FM, da Bahia.

Após a conversa entre Rubio e Mauro Vieira, é esperado também que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, mantenha contato com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. Ambos já conversaram algumas vezes em um contexto diferente do atual. Alckmin também poderá conversar com Rubio e com o representante de Comércio da Casa Branca, Jamieson Greer.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentará se reunir com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Haddad estará em Washington na próxima semana, para reuniões do G20 (grupo formado pelas principais economias do mundo), do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Com informações de O Globo

‘MPF está equivocado’, diz vereador Jaildo sobre ofício que pede cassação do seu mandato

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O vereador Jaildo Oliveira (PV), mais conhecido como “Jaildo dos Rodoviários”, classificou como equivocada a ação do Ministério Público Federal (MPF) de pedir que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) cumpra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou a cassação de seu mandato.

Na última terça-feira, 7, o procurador da República, Edmilson da Costa Barreiros Júnior, enviou um ofício à CMM determinando que o presidente da Casa, David Reis (Avante), adote as providências cabíveis, entre elas, notificar o parlamentar e dar posse imediata ao suplente Sassá da Construção Civil (PT).

À imprensa o vereador explicou que a ação judicial relacionada ao caso é de responsabilidade do Ministério Público Estadual (MPAM), não do órgão federal.

“Eu acho que o Ministério Público Federal está equivocado, a ação é do Ministério Público Estadual. Eu não sei porque o Ministério Público Federal mandou esse ofício. O fato ocorreu em 2010, a ação é com todos os vereadores da época, os 37 vereadores da época, não foi só eu. O Ministério Público Estadual que entrou com ação, não foi o Ministério Público Federal que entrou. Causa estranheza, o Ministério Público Federal ter entrado e mandado o ofício pra cá”, declarou.

O vereador também contestou a forma como o caso tem sido divulgado, alegando que há informações falsas circulando nas redes sociais sobre o teor da decisão judicial.

“Sim, o STJ nem julgou o meu processo, disse que não caberia porque é lei local. Então o STJ nem julgou. [Se analisar] o processo, você vê o que o STJ disse. Como se equiparam a decisão de uma lei local, à época, que a Câmara Municipal fez a lei, não era de competência do STJ”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que não foi notificado e que essa responsabilidade não cabe ao MPF.

“A ação cabe ao Ministério Público Estadual, se ele mandou ofício, eu desconheço. Até porque eu não fui notificado. Quem tem que notificar, pelo nosso entendimento, é o juiz. Então o Ministério Público opina, só ele dá uma sugestão. O fato ocorreu em 2010 e o Ministério Público Estadual entrou em 2018. A ação é somente ressarcimento ao erário público. Não fala nada de improbidade, não fala nada de perda de mandato. Está existindo fake news tratando essas questões que não são verdadeiras”, completou.

Entenda o caso

A Câmara Municipal de Manaus foi oficialmente notificada pelo MPF para cumprir a decisão do STJ que cassou o mandato de Jaildo de Oliveira Silva, conhecido como Jaildo dos Rodoviários (PV).

A cassação foi confirmada no Agravo em Recurso Especial nº 1.758.201/AM, com decisão transitada em julgado em 24 de abril de 2025.

O processo envolve atos de improbidade administrativa e uso indevido de dinheiro público, resultando também na perda dos direitos políticos do vereador por oito anos.

Segundo a certidão expedida pela Procuradoria da República no Amazonas, datada de 1º de outubro de 2025, não cabe mais recurso. O documento indica que as irregularidades ocorreram quando Jaildo exercia função administrativa, configurando má utilização de recursos públicos e violação aos princípios da administração pública.

Com a cassação confirmada, Sassá da Construção Civil deve assumir o mandato nos próximos dias. O suplente já foi vereador em outras legislaturas, mas não se reelegeu na última.

O Portal O Poder entrou em contato com a Câmara Municipal de Manaus sobre o recebimento da notificação e os próximos passos, mas até o momento não obteve retorno.

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação 

Macelly Veras garante mais de 110 atendimentos pediátricos e ortopédicos gratuitos em Maués

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A prefeita Macelly Veras deu mais um passo importante na reconstrução da rede municipal de saúde de Maués, retomando os atendimentos gratuitos de pediatria e ortopedia, especialidades que deveriam ser oferecidas de forma contínua, mas foram interrompidas pela gestão anterior.

Os atendimentos iniciaram nesta quarta-feira, 8/10, e seguem até sábado, 11/10, no Centro de Fisioterapia Carolino Dias, totalizando 115 consultas especializadas. A pediatra Beatriz Bentes atenderá 45 crianças e adolescentes durante o período, com foco no acompanhamento do desenvolvimento infantil e no tratamento de doenças da infância e adolescência. Já a ortopedista e traumatologista Laís Ribeiro realizará 70 atendimentos voltados ao tratamento de lesões musculares e ósseas.

O agendamento das consultas é realizado automaticamente via SISREG, após o encaminhamento médico feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), garantindo um processo organizado e acessível a todos os moradores. Esses atendimentos, que agora seguirão um cronograma mensal, foram interrompidos porque a gestão anterior não apresentou Maués como município habilitado para o Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), o que impediu a continuidade do serviço.

Além dos atendimentos pediátricos e ortopédicos, Maués recebe mensalmente dois neurologistas, que já somam mais de 400 consultas realizadas dentro do programa pioneiro da prefeita Macelly, o Maués pela Infância Atípica (MAPIA). A iniciativa permite que famílias atípicas sejam atendidas e acompanhadas na própria cidade, sem a necessidade de deslocamento até Manaus.

A gestão também prepara a chegada de atendimentos ginecológicos especializados, ampliando ainda mais a oferta de especialidades no município. Com planejamento, parcerias e responsabilidade, a gestão Macelly Veras transforma a saúde municipal em um serviço acessível e humano, devolvendo à população o que sempre deveria ter sido garantido: o direito de cuidar da saúde no próprio município.

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

 

INSS: PF cumpre mandados no Amazonas em operação contra descontos indevidos

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Na manhã desta quinta-feira, 9, a Polícia Federal realiza uma nova fase da operação ‘Sem Desconto’, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Estão sendo cumpridos 66 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal.

A ação de hoje tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a ação que também está sendo executada em Manaus, as equipes de agentes saíram logo nas primeiras horas do dia para cumprir ordens judiciais em endereços ligados a suspeitos e empresas investigadas.

Relembre o caso

Operação teve início em abril com afastamento do presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto. A ação tinha como objetivo apurar a cobrança irregular de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 — ação que começou e seguiu por toda a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seguiu até o governo atual, do presidente Lula (PT).

Operação Sem Desconto mira golpes contra aposentados e pensionistas. A ação que resultou no afastamento de Stefanutto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. Os agentes miram no combate ao esquema nacional de descontos não autorizados em benefícios concedidos pelo INSS.

 

Da Redação

Após repercussão, Silas Câmara nega afastamento do mandato

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O deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM) divulgou uma nota oficial nessa quarta-feira, 8, para informar que não se afastaria da Câmara dos Deputados e manteria sua posição parlamentar. Segundo o portal local que divulgou a notícia, o próprio político teria afirmado sobre o afastamento e logo o assunto tomou conta das redes sociais. 

Na nota publicada em seu Instagram, Silas diz que não há decisão formal até o presente momento e negou qualquer tipo de envolvimento com uma suposta campanha política do senador Omar Aziz (PSD-AM). 

“As decisões que envolvem o exercício do meu mandato serão tomadas no tempo certo e com a devida responsabilidade, sempre orientadas pela fé, pela coerência e pelo compromisso que tenho com o povo do Amazonas”, escreveu.

O deputado ainda ressaltou que segue exercendo plenamente o mandato recebido nas urnas e classificou como “especulações” as informações publicadas recentemente sobre sua atuação política. 

Veja:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

 

TCE-AM suspende pregão após denúncias de irregularidades em Presidente Figueiredo

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A Prefeitura de Presidente Figueiredo teve uma licitação suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) por possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico Srp nº 031/2025 por violação aos princípios da legalidade, isonomia, motivação, restringindo a competitividade no certame.

O pedido de representação foi interposto pela empresa Mix Premium Ltda, em desfavor da prefeitura do município, que apontou a desclassificação de outras empresas com a justificativa de que não possuíam a apólice de seguro válido da Susep e descumprindo o item do edital que exige declaração contábil registrada na JUCEA.

Por meio do Diário Oficial do TCE-AM, o conselheiro-relator do caso, Érico Xavier Desterro e Silva, aprovou o pedido de suspensão do processo licitatório. Ficou determinado que o pregão deve ser paralisado e tudo relacionado à tramitação, julgamento, homologação, adjudicação, contratação e assinatura deve ser suspenso até que sejam sanadas as irregularidades em até 10 dias úteis.

Confira a decisão na íntegra:

TCE-Presidente Figueiredo..

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto:Divulgação

Vice do TJ-SP que defendeu penduricalhos recebeu R$ 1,5 milhão em um ano

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O desembargador Artur Cesar Berretta, vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), afirmou na segunda-feira, 7, que o pagamento dos penduricalhos a magistrados não tem “nada ilegal”. Somando os benefícios ao salário, ele ganhou R$ 1,5 milhão líquidos em um ano, sendo R$ 1,3 milhão só em vantagens pessoais e eventuais, indenizações e gratificações.

Em evento no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Berretta afirmou que a palavra penduricalhos é usada pela imprensa e “incomoda”. Presente no local estava o ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com os penduricalhos, Beretta recebeu R$ 1,5 milhão líquidos entre setembro de 2024 e agosto deste ano, segundo portal de transparência do tribunal. A remuneração bruta do desembargador no período foi de R$ 2 milhões.

Quase 90% do valor (R$ 1,3 milhão) são penduricalhos. Dentre eles, o pagamento de vantagens eventuais chegou a R$ 1 milhão nesses 12 meses. O maior valor, de R$ 148 mil, foi em dezembro de 2024.

Vantagens pessoais pagas ao desembargador foram de R$ 262,1 mil. O maior pagamento também foi em dezembro do ano passado, com R$ 27,1 mil. Com os penduricalhos turbinados, Beretta recebeu mais de R$ 200 mil no mês.

O desembargador ganhou mais de R$ 100 mil em todos os últimos 12 meses, exceto um. Veja:

2024

Setembro: R$ 96.202,95
Outubro: R$ 101.267,95
Novembro: R$ 100.747,95
Dezembro: R$ 200.013,56

2025

Janeiro: R$ 145.668,77
Fevereiro: R$ 132.546,82
Março: R$ 142.481,82
Abril: R$ 142.779,55
Maio: R$ 175.962,64
Junho: R$ 123.039,81
Julho: R$ 123.279,81
Agosto: R$ 123.199,81

Sem penduricalhos, ganhos de desembargador seriam de R$ 491,5 mil em um ano, considerando apenas a remuneração base, sem calcular os descontos. O salário base do desembargador era de R$ 39,7 mil em 2024 e passou para R$ 41,8 mil este ano.

Entre agosto de 2023 e julho de 2024, Beretta não ganhou mais de R$ 100 mil líquidos em nenhum dos meses. O mais próximo do valor foi em dezembro de 2023, quando chegou a R$ 95,4 mil, e maio de 2024, com R$ 97,8 mil.

 

Com informações do UOL

Belém será capital do Brasil durante COP 30

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O projeto de lei que transfere simbolicamente a capital do Brasil para Belém durante a realização da COP 30, entre 11 e 21 de novembro, foi aprovado pelo Senado, na última terça-feira, 7. O projeto (PL 358/2025), que contou com o parecer favorável do Jader Barbalho (MDB-PA), segue para a sanção do presidente da República.

A COP 30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Belém. O evento reúne líderes de vários países para discutir a crise climática global, tratando de temas como a redução das emissões dos gases do efeitos estufa e a proteção da Amazônia. Será a primeira vez que o Brasil sediará a conferência.

De acordo com o projeto, da deputada federal Duda Salabert (PDT-MG), a capital do Brasil — papel que cabe a Brasília desde 1960 — será transferida, simbolicamente, para a cidade de Belém durante a COP 30.

O texto prevê que, nesse período, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão se instalar nessa cidade. Também prevê que os atos e despachos do presidente da República e dos ministros de Estado, assinados no período, terão o registro da cidade de Belém.

O Poder Executivo terá de regulamentar as medidas administrativas, operacionais e logísticas necessárias à transferência temporária da sede do governo federal.

Para Jader Barbalho, o projeto “homenageia não apenas o grande evento internacional sediado no Brasil, como a Amazônia e a cidade de Belém, bem como permite que o Congresso Nacional destaque a importância dos temas que lá serão debatidos”.

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) manifestou apoio ao projeto, que considera um chamado à responsabilidade diante dos “desafios históricos e estruturais” da Amazônia.

“Que esse gesto não se limite ao campo do simbolismo. Que essa mudança momentânea da sede dos três Poderes represente, de fato, uma guinada no olhar do Brasil para a região Norte, para o Pará, para as populações amazônicas”, declarou.

Por sua vez, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) propôs a criação da Comissão da Amazônia no Senado.

Apesar de destacar o simbolismo da iniciativa, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) votou contra o projeto. Ele criticou o custo da mudança temporária e previu que o Legislativo será esvaziado ao participar de um “palco de eventos”.

“ A proposta não tem efeito prático. Serve apenas para uma encenação política (…) sem retorno efetivo para a população” disse.

Outro parlamentar que se declarou contrário à proposta foi o senador Cleitinho (Republicanos-MG).

 

Da Redação 
Com informações da assessoria 

Vereador de Itacoatiara é condenado por fraudes em financiamento rural

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O vereador do município de Itacoatiara, Jucinei Freire da Silva, conhecido como Ney Nobre, foi condenado a 10 anos e 4 meses no regime fechado por fraudes em financiamento rural do Banco da Amazônia (BASA), por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Segundo a Justiça Federal do Amazonas, Ney era mentor e principal beneficiário de um esquema que utilizava nomes laranjas para simular o cultivo de abacaxi em propriedades inexistentes no município.

O BASA liberou o equivalente a R$ 374 mil em oito contratos fraudados. O dinheiro foi desviado pelo vereador por meio de saques em espécie e transferências bancárias. Segundo testemunhas, o parlamentar as orientava a comparecer ao banco, no qual assinavam documentos sem saber do conteúdo e repassavam quase todo o valor obtido para Ney.

O juiz destacou que os financiamentos causaram “severo prejuízo à instituição bancária” e classificou a conduta do réu como de “alta reprovabilidade”, por ter se aproveitado da confiança de trabalhadores rurais para executar as fraudes.

Além da pena de prisão, Ney Nobre foi condenado ao pagamento de 153 dias-multa e à restituição integral de R$ 374.289,60 ao BASA. A sentença também determina que, após o trânsito em julgado, o caso seja comunicado ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o que pode levar à suspensão dos direitos políticos do vereador.

A decisão foi assinada no dia 2 de outubro de 2025 pelo juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso, da 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Amazonas. Apesar da condenação, o parlamentar poderá recorrer em liberdade.

 

Com informações de G1 AM

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