fevereiro 12, 2026 00:07
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Em votação unânime, CCJ do Senado rejeita e enterra PEC da Blindagem

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou nesta quarta-feira, 24, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a proteção de parlamentares na Justiça.

A decisão do colegiado, tomada de forma unânime, enterra regimentalmente a chamada PEC da Blindagem no Congresso. Pelas regras internas do Senado, um recurso para levar a proposta à discussão no plenário principal da Casa somente poderia ser apresentado se a votação da CCJ não fosse unânime.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que, apesar da regra, há um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que o texto vá ao plenário da Casa.

Procurada, a assessoria de Alcolumbre disse que a proposta não deve ser enviada ao plenário. Cabe a Alcolumbre, segundo assessores, apenas comunicar o arquivamento.

Texto foi aprovado na Câmara e alvo de protestos 

A PEC havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada. Ao longo dos últimos dias, o texto foi alvo de manifestações populares e de pressões internas no Senado contrárias ao avanço da proposta.

Diante da repercussão negativa, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), adotou um ritmo acelerado e decidiu colocar a PEC em votação apenas uma semana depois de receber o texto. Ele escolheu o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator, que também se manifestou contra a proposta.

A proposta aprovada pelos deputados estabelece que a abertura de qualquer processo criminal contra parlamentares terá de passar pelo aval do Congresso, em votação secreta.

O texto também amplia o foro privilegiado para que presidentes nacionais de partidos sejam julgados criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de definir que deve haver votação secreta para o aval de prisões em flagrante de parlamentares.

Em seu parecer, Alessandro Vieira avaliou que a proposta é um “golpe fatal” na legitimidade do Congresso. Para o senador, o texto “configura portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”.

Patrocinada pelo Centrão, a PEC tenta retomar, em partes, uma regra que existiu na Constituição entre 1988 e 2001, que estabelecia justamente que deputados e senadores somente poderiam ser processados criminalmente com autorização prévia.

Bancadas partidárias se manifestaram ao longo dos últimos dias e fecharam orientação contrária à PEC no Senado. A direção nacional do PT, por exemplo, aprovou uma resolução que determina voto contrário à proposta. O MDB e o PDT no Senado também se posicionaram contra o texto.

O senador Alessandro Vieira afirmou que o histórico de proteção do Congresso aos pares entre 1988 e 2001 demonstra o “ardil para perpetuar a impunidade de parlamentares, mediante recusas ou meros”.

“Sob aparência de constitucionalidade, o que efetivamente se pretende não é dar condições plenas aos parlamentares para exercerem sua atividade-fim, mas, sim, blindá-los das penas e demais consequências legais do cometimento de crimes das mais variadas espécies”, escreveu Vieira.

Debate

Ao longo desta manhã, senadores discutiram a proposta. Quase a totalidade dos parlamentares falaram contra a PEC.

Senadores da oposição, que haviam apresentado uma sugestão de mudança para limitar o alcance da blindagem, afirmaram que o debate sobre a proposta estava “contaminado” e saíram em defesa de mudanças para proteger parlamentares da Justiça.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a blindagem era necessária para proteger congressistas de uma “categoria que está acima da lei”, em referência aos ministros do STF.

“É uma blindagem para que nada aconteça”, afirmou o parlamentar.

O senador Magno Malta (PL-ES) defendeu a retomada do texto original da Constituição para, nas palavras dele, impedir pressões do Supremo Tribunal Federal contra parlamentares.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

Manaus é a cidade com mais importações no Brasil em 2025

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Manaus alcançou o primeiro lugar entre os municípios brasileiros em importações no acumulado de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), compilados do sistema Comexstat. De janeiro a agosto, a capital amazonense movimentou US$ 10,93 bilhões em produtos importados para abastecer o Polo Industrial de Manaus (PIM), superando Itajaí (SC), que registrou US$ 10,78 bilhões, e São Paulo (SP), com US$ 6,65 bilhões.

Para o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, o resultado destaca o bom momento da economia amazonense e a relevância do modelo Zona Franca, mostrando que o crescimento das importações reflete diretamente na cadeia produtiva do Polo Industrial de Manaus, contribuindo para significativa arrecadação de impostos e promovendo inovação e competitividade.

“Manaus é a primeira cidade brasileira em importações. Isso significa que componentes vindos do exterior são agregados a outros nacionais, resultando no maior faturamento de todos os tempos do Polo Industrial de Manaus. O PIM abastece o mercado brasileiro com qualidade, preço competitivo e em igualdade de condições com produtos importados. Estão de parabéns as indústrias, operadores de logística, trabalhadores e todo o serviço que apoia esse processo”, destacou o secretário.

O desempenho coloca Manaus no topo da lista nacional, à frente de tradicionais polos importadores do Sul e Sudeste, como Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Paulínia (SP) e Santos (SP).

Cadeia Produtiva

Os insumos são incorporados a peças nacionais e transformados em televisores, celulares, motocicletas e equipamentos de informática, que depois abastecem todo o mercado brasileiro. Esse ciclo garante empregos, movimenta a economia local e fortalece a arrecadação do Estado.

O principal item da pauta importadora de Manaus em 2025 foi o de circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos, com movimentação de US$ 1,83 bilhão. Esses componentes chegam do exterior para serem integrados com insumos nacionais e gerar produtos finais de alta tecnologia, abastecendo o Brasil com qualidade e preço competitivo.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação/Sedecti

 

Pesquisa aponta que maior preocupação dos brasileiros é com corrupção em relação à PEC da Blindagem

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O instituto Ipsos realizou uma pesquisa que mostrou uma elevação de cinco pontos percentuais em julho, o maior aumento mensal registrado pela rodada de pesquisa em relação à preocupação dos brasileiros com a corrupção.

Segundo o CEO da Ipsos, Marcos Calliari, a movimentação também decorre do debate social em torno do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) e das investigações de ações da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

O estudo aponta um avanço de 33% para 38% na preocupação do brasileiro com a corrupção. Este é o segundo tema com mais menções entre os temores da população, estando atrás apenas de crime e violência, tema que passou de 42% para 43% de agosto para setembro.

A pesquisa “What worries the world” foi realizada por meio de um painel on-line aplicado a 25.775 pessoas de 29 países, de 22 de agosto até 5 de setembro. No Brasil, foram cerca de mil participantes entre 16 e 74 anos.

Embora o levantamento tenha sido elaborado antes da votação da PEC da Blindagem na Câmara, ocorrida na semana passada, o projeto é discutido desde o início do ano. A proposta visa proteger parlamentares de ações nas esferas criminal e cível e dá ao Legislativo a prerrogativa de determinar se um congressista investigado será réu ou não.

O Ipsos pondera que, no país, a amostra não corresponde necessariamente a um retrato da população brasileira, mas, sim, a uma parcela mais “conectada”, concentrada em centros urbanos e com poder aquisitivo e nível educacional mais elevados do que a média nacional.

 

Com informações de O Globo

Brasil espera avanço em diálogo com Trump e bolsonarismo isolado

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Apesar da cautela, o Brasil espera que a conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, prevista para a próxima semana, possa trazer algum tipo de avanço nas negociações para dissipar a maior crise em mais de 200 anos de relações bilaterais.

O encontro, que pode ser virtual, é apenas o primeiro passo para um entendimento que deve ser difícil.

Até aqui, Trump tem demonstrado que pretende colocar sobre a mesa o que considera uma “caça às bruxas” do Judiciário brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a mais de 27 anos de prisão. Do outro lado, Lula repete que soberania e democracia são questões inegociáveis.

Apesar disso, integrantes da gestão petista avaliam que a reunião pode ser o início de um isolamento crescente do bolsonarismo, a depender do resultado da conversa.

Aliados também apostam na habilidade de Lula para negociar e sair com um resultado que seja minimamente positivo depois de explicar o cenário brasileiro.

Na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Trump surpreendeu e disse que teve uma rápida conversa com Lula nos bastidores, suficiente para afirmar que havia uma “excelente química.”

Trump assiste discurso de Lula

“Nós não tivemos muito tempo para falar aqui, foram tipo, 20 segundos. Nós conversamos, tivemos uma boa conversa e combinamos de nos encontrar na semana que vem, se for do seu interesse. Ele parecia um homem muito legal, na verdade, ele gostava de mim, eu gostava dele. E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto”, afirmou Trump.

O Palácio do Planalto, em nota, afirmou que a conversa proposta por Trump foi imediatamente aceita por Lula.

Agora, assessores dos dois presidentes devem tomar as providências necessárias, mas ainda não está certo se a futura conversa será presencial ou por telefone.

As declarações de Trump causaram surpresa por terem sido feitas em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Desde julho, o governo americano vem em uma ofensiva comercial contra o Brasil, taxando a importação de produtos brasileiros, aplicando sanções contra autoridades brasileiras e tentando interferir em decisões do Poder Judiciário brasileiro.

O que dizem os bolsonaristas?

O entorno de Bolsonaro minimizou as declarações do presidente americano e diz que a fala de Trump é apenas uma estratégia para forçar Lula a ir à mesa de negociação.

Para bolsonaristas, que veem nas sanções americanas aplicadas ao Brasil uma saída para livrar Bolsonaro da condenação, Trump força Lula a negociar.

À CNN, sob reserva, aliados de Bolsonaro dizem que Trump criou um problema para Lula e ainda ironizou afirmando que o Brasil não tem como ir longe sem os EUA.

“Lamento muito dizer que o Brasil está indo mal e continuará indo mal. Eles só conseguirão se sair bem quando trabalharem conosco; sem nós, eles fracassarão, assim como outros fracassaram”, alertaram.

Aliados do ex-presidente também disseram que o fato de Trump não ter mencionado Bolsonaro em sua fala faz parte de uma estratégia para forçar o encontro com Lula e depois cobrar a anistia.

Desde o anúncio das sanções em julho, com a sobretaxa de 50% a produtos brasileiros e medidas contra autoridades brasileiras, Lula tem reafirmado que não negocia a soberania. Ele voltou a repetir a fala nesta terça-feira em Nova York.

“Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”, disse Lula ao citar o julgamento de Bolsonaro pela trama do golpe de Estado.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

TRE-AM condena candidata à Prefeitura de Nhamundá por propaganda eleitoral antecipada

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) condenou a candidata ao cargo de prefeita de Nhamundá, Ana Cássia Brito de Andrade, por propaganda eleitoral antecipada por uso de “palavras mágicas”, que expressam pedido de voto explícito.

A candidata teria utilizado as redes sociais e eventos partidários para promover a sua candidatura e extrapolou os limites legais ao empregar frases que se assemelham ao pedido de voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhece a utilização dos termos “vamos juntos”, “conto com vocês” e similares possui valor semântico de solicitação de voto.

No documento foi apontado que a frase utilizada pela candidata teria sido “Juntos somos mais fortes, Nhamundá. Vamos seguir lutando”, a expressão foi considerada evidente convite ao eleitor para participar do projeto eleitoral por meio do voto, destacando melhorias da cidade.

A conduta é especialmente grave, ao ser realizada em convenção partidária e publicada antes do dia 16 de agosto de 2024.

Em dissonância com o parecer ministerial, a Corte votou pelo conhecimento e provimento do recurso eleitoral para reformar a sentença em primeiro grau. Ana Cássia deverá pagar multa no valor de R$ 5 mil, sendo o mínimo legal, por propaganda eleitoral antecipada.

Confira a decisão do TRE-AM:

TRE-Nhamundá

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação

Câmara congela pautas do Planalto e foca em blindagem e anistia

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Nos últimos meses, de 42 projetos que eram prioridades do governo, apenas 18 foram aprovadas pelos deputados. Isso se deu por conta da PEC da Blindagem e na tentativa de acelerar a proposta de anistia para os envolvidos no 8 de janeiro.

Projetos como isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês, MP do gás do povo, deixaram de ser prioridade, prejudicando a base governista. A Câmara focou em propostas de amplo consenso da direita e esquerda.

A tentativa da base é reduzir os encargos sobre a renda de boa parte da população; a isenção do IR depende de uma conversa com representantes dos partidos. Hugo Motta indicou que poderia levar a iniciativa da pauta na próxima semana.

Enquanto o Planalto tenta costurar apoio ao IR, há líderes que defendem manter a pauta travada para conter o avanço da anistia. Após as manifestações contra a PEC e o PL da Anistia e o apoio à isenção do IR, há expectativas dos governistas de que as demandas ganhem impulso na Câmara.

 

Com informações de O Globo

‘Trump se vinga da esposa do juiz’: sanções contra mulher de Alexandre de Moraes repercutem no exterior

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A imprensa internacional repercutiu na segunda-feira, 22, a decisão dos Estados Unidos de punir Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com a Lei Magnitsky. As reportagens apontaram riscos diplomáticos e questionaram o uso político da legislação.

A punição inclui o congelamento de bens da empresária em território norte-americano e a proibição de qualquer transação comercial com cidadãos ou empresas dos EUA.

A justificativa oficial do governo americano é que Viviane estaria ligada a uma empresa familiar que teria se beneficiado das ações atribuídas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enquadradas como violações de direitos humanos pela administração de Donald Trump.

A crise teve início meses antes, quando o STF iniciou o julgamento de Bolsonaro, acusado de conspirar para se manter no poder após sua derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva. O processo, conduzido por Alexandre de Moraes, culminou em uma condenação histórica: 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A decisão do STF provocou forte reação do governo norte-americano, que passou a acusar o magistrado de perseguição política contra Bolsonaro, aliado ideológico do presidente Trump.

Agora, a punição do governo americano contra a mulher de Moraes repercutiu amplamente na imprensa internacional, com diferentes veículos destacando o caráter inédito e controverso da ação.

O jornal francês Le Monde publicou que “a administração norte-americana exerce pressão crescente contra autoridades judiciais brasileiras”, e detalhou que as sanções contra Viviane e uma empresa familiar incluem congelamento de bens e proibição de transações com cidadãos norte-americanos. O periódico também contextualizou a decisão como parte de “uma crise diplomática em curso entre os dois países”.

A edição suíça do jornal 20 Minutes adotou tom mais incisivo, afirmando que “Trump se vinga da esposa do juiz”, e que Viviane “perde toda oportunidade de negócios nos EUA” por causa das decisões judiciais do marido. A versão francesa do mesmo veículo destacou que “os Estados Unidos se voltam contra a esposa do juiz brasileiro que condenou Bolsonaro”, e que Washington acusa Moraes de “violar direitos humanos e censurar opositores”.

No Canadá, o site TVA Nouvelles noticiou que “as sanções aumentam a crise entre os dois países”, e que Moraes é acusado de “orquestrar uma caça às bruxas contra Bolsonaro”. A publicação também ressaltou que a inclusão da esposa nas sanções representa uma escalada diplomática sem precedentes entre duas democracias consolidadas.

A repercussão internacional revela ainda a preocupação com o uso político da Lei Magnitsky.

Juristas e analistas alertam para o risco de instrumentalização da legislação como ferramenta de pressão ideológica, especialmente quando aplicada a magistrados e familiares em países com instituições democráticas sólidas.

No Brasil, a reação oficial ainda é cautelosa, mas parlamentares e juristas já se manifestaram contra o que consideram uma ingerência externa inaceitável.

A inclusão de Viviane nas sanções foi vista por autoridades e especialistas como tentativa de intimidação do Judiciário brasileiro, e pode comprometer a cooperação bilateral em áreas sensíveis como segurança, comércio e direitos humanos.

Punição

Em julho, Moraes já havia sido alvo de sanções econômicas por parte dos EUA, sob alegação de “orquestrar uma caça às bruxas” contra opositores.

A inclusão da esposa dele no pacote de medidas representa uma ampliação da ofensiva, amparada pela Lei Magnitsky Global, que permite punir não apenas os autores diretos de abusos, mas também familiares e entidades que se beneficiem dessas ações.

Segundo o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, as sanções visam “responsabilizar Moraes por abuso de autoridade, censura e perseguição política”.

Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo continuará “mirando quem oferece apoio material às violações atribuídas ao juiz”.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

CPMI prende ex-diretor de empresas do ‘Careca do INSS’

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Após mais de sete horas de reunião nesta segunda-feira, 22, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decretou a prisão em flagrante, por falso testemunho, do economista Rubens Oliveira Costa. A Polícia Legislativa executou a prisão de Costa, suspeito de envolvimento nas fraudes contra aposentados e pensionistas.

Mais cedo, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), também havia pedido a prisão. Ele mostrou as atividades de Costa em diversas empresas ligadas às irregularidades e controladas por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

— Esta CPMI não vai ser o local para a impunidade, se ele é laranja pouco me importa. Derrubando uma laranja podre, a gente termina alcançando o bicho que está apodrecendo as laranjas. Este cidadão participou de crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas, continua na impunidade, continua praticando crimes e se encontrando com outros investigados (…) para evitar a fuga e a prática de novos crimes e pelo flagrante do crime de ocultação documental diante de uma investigação em curso, peço a decretação da prisão preventiva — disse o relator.

O depoente foi questionado por cerca de 30 parlamentares, mas, munido de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acabou não respondendo à maioria das perguntas.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse estranhar que o depoente tenha trabalhado em empresas que movimentaram milhões de reais em 2023 e 2024 sem desconfiar de nada. Na mesma linha, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que “parece absolutamente inverossímil” que Costa não tivesse conhecimento das irregularidades promovidas por Camilo Antunes.

Em resposta ao deputado Zé Trovão (PL-SC), Costa reconheceu que chegou a entregar R$ 949 mil em espécie a Camilo Antunes e disse não ter conhecimento de parlamentares que tenham recebido dinheiro do esquema.

O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), também pediu ao presidente da comissão a prisão em flagrante de Costa por crime de falso testemunho. O deputado avaliou que o depoente teve “participação inequívoca” no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.

— Requeiro a configuração do crime de falso testemunho para que o Rubens, que ajudou a roubar aposentados por todo o Brasil, saia daqui preso. E a gente possa mostrar que aqui neste país tem lei e a lei precisa ser cumprida. Nós não podemos aceitar que brinque com a cara dos aposentados, que roube os pensionistas, que prejudique milhares de pessoas inocentes e ainda venha aqui mentir com a maior cara lavada — disse Duarte Jr.

Para o senador Sergio Moro (União-AL), o depoimento de Costa mostrou que ele trabalhou para empresas de fachada que promoveram lavagem de dinheiro. Ele apoiou o pedido de prisão contra o depoente.

— Há uma lavagem de dinheiro, uma simulação de prestação de serviço para praticar um estelionato contra os aposentados e pensionistas deste país com fraudes documentais praticadas em série. Então, há um risco igualmente não só à ordem pública, mas à investigação e instrução do processo — afirmou Moro.

Alguns deputados comentaram as denúncias contra ex-assessores de senadores que supostamente teriam ligações com pessoas envolvidas nas fraudes contra aposentados e pensionistas. O deputado Kim Kataguiri (União-SP) apresentou requerimento para convocação de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton (PDT-MA); enquanto o deputado Zé Trovão apresentou requerimento para que seja convocado Paulo Augusto de Araújo Boudens, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

À senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), Costa disse que foi alvo de mandado de busca e apreensão efetivado pela Polícia Federal e que teve bloqueada pela Justiça uma poupança de cerca de R$ 300 mil. À senadora Leila Barros (PDT-DF), o depoente não respondeu se tinha ligações com ex-ministros, ex-dirigentes do INSS ou parlamentares e ex-parlamentares.


Da Redação, com informações da  Agência Senado
Foto: Divulgação

Governo Federal envia mais de R$ 50 milhões fortalecer serviços públicos no Amazonas

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O Ministério da Saúde publicou três portarias destinando mais de R$ 50 milhões em recursos para ampliação e reforço de serviços no Amazonas. As publicações constam no Diário Oficial da União (DOU) dessa segunda-feira, 22.

Habilitação de Centro Especializado em Reabilitação (CER II)

Por meio da Portaria GM/MS nº 8.162/2025, foi habilitado como Centro Especializado em Reabilitação (CER II) um estabelecimento de saúde no Amazonas, que passa a integrar a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD). A medida garante o repasse anual de R$ 2,26 milhões, incorporados ao limite financeiro da Média e Alta Complexidade (MAC) do estado.

Os recursos, transferidos de forma regular e automática ao Fundo Estadual de Saúde, têm como objetivo assegurar o custeio de serviços e a manutenção da unidade, voltada para o atendimento integral de pessoas que necessitam de reabilitação física, auditiva, visual ou intelectual.

Atendimento para pessoas com TEA

Já a Portaria GM/MS nº 8.129 estabeleceu um incentivo financeiro específico para o CER II Professor Rolls Gracie, em Manaus. O centro receberá R$ 453,6 mil por ano, sendo um adicional de 20% para ampliar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo a publicação, o impacto financeiro em 2025 será de R$ 151,2 mil, repassados em parcelas mensais de R$ 37,8 mil. O recurso será incorporado ao MAC do município e destinado ao custeio de serviços especializados.

Atenção Ambulatorial

Outra medida importante foi a aprovação da reprogramação físico-financeira do Plano de Ação Regional do Estado e dos municípios do Amazonas, no âmbito do Programa Nacional de Expansão e Qualificação da Atenção Ambulatorial Especializada (Programa Agora tem Especialistas).

A portaria autoriza a realização de 265 mil Ofertas de Cuidados Integrados (OCI) distribuídas entre os 62 municípios amazonenses, beneficiando uma população estimada em 4,26 milhões de habitantes.

O montante destinado será de R$ 50,08 milhões, a serem repassados por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC). Os recursos financiam consultas, exames e procedimentos ambulatoriais especializados, com repasse condicionado à produção comprovada de serviços registrada no Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS).

Veja quanto vai receber cada município:

Portaria GMMS Nº 8.072, DE 8 DE setembro DE 2025 - Portaria GMMS Nº 8.072, DE

 

Da Redação
Foto: Divulgação

 

Blindagem, anistia e Ficha Limpa: Retrocessos no Congresso

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As recentes movimentações no Congresso Nacional expuseram a distância entre a atuação dos parlamentares e as demandas da sociedade. Em sequência acelerada, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Blindagem que condiciona investigações contra deputados e senadores à autorização das respectivas Casas Legislativas, além de ampliar o foro privilegiado e restringir medidas cautelares contra os parlamentares. Em seguida, a Câmara também aprovou a urgência do projeto de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o que pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As medidas se somam à recente aprovação, no Senado, da mudança na Lei da Ficha Limpa, que reduz o tempo de inelegibilidade de políticos cassados e condenados. A alma da lei é que quem foi punido fique, pelo menos, duas eleições fora da disputa, mas com a alteração isso cai por terra.

A “porta blindada”, a lei “quase rasgada” e o “balde de sabão” – destinado a limpar o histórico de quem atentou contra a democracia – provocaram reação popular em todo o país. Manifestações ocorreram em todas as capitais, criticando o pacote aprovado pelo Congresso, enquanto as alterações na Lei da Ficha Limpa seguem praticamente despercebidas pela opinião pública.

No cenário atual, enquanto a sociedade se mobiliza contra retrocessos na responsabilização política, o Congresso insiste em legislar em benefício próprio, alimentando a percepção de que a política segue distante de seu propósito maior: servir ao interesse público.

 

Da Redação

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