fevereiro 12, 2026 02:18
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Câmara barra pedido da oposição para Eduardo Bolsonaro ser líder da minoria

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou nesta terça-feira, 23, a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde o início do ano, como líder da minoria na Casa.

Em uma manobra para tentar salvar o mandato de Eduardo, a oposição decidiu designá-lo como líder da minoria na Câmara na semana passada. A ideia era que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumisse o lugar da deputada Caroline de Toni (PL-SC).

A possibilidade de indicação havia sido adiantada pela analista da CNN Julliana Lopes. O movimento da oposição levou em conta a flexibilização da contagem de faltas para líderes do Congresso que estiverem em “missão autorizada” no exterior.

Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro, sob a justificativa de que está buscando sensibilizar o governo de Donald Trump para a aplicação de sanções contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

O parlamentar chegou a pedir licença do mandato, mas o período de afastamento já expirou e, desde então, Eduardo coleciona ausências, o que pode render a ele penalidades.

Conselho de Ética pauta processo contra Eduardo

O Conselho de Ética da Câmara pautou para esta terça-feira a abertura de processo contra Eduardo por quebra de decoro parlamentar.

O parlamentar tem quatro representações no colegiado que miram sua cassação. Para esta terça, apenas uma foi pautada. O pedido, apresentado pela bancada do PT, solicita a instauração do processo e a possível perda de mandato.

Na segunda-feira, 22, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Eduardo por coação no curso do processo, devido à atuação fora do país com ações voltadas a intervir nos processos judiciais para beneficiar Jair Bolsonaro (PL) e o jornalista Paulo Figueiredo

Na ação no Conselho, o PT questiona a permanência de Eduardo nos Estados Unidos e afirma que o congressista “tem se dedicado de forma reiterada a difamar instituições do Estado brasileiro, com especial virulência contra o Supremo Tribunal Federal e seus ministros”.

A ação também destaca que o deputado busca “influenciar autoridades do governo estadunidense a imporem sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, em represália às investigações que envolvem seu pai e correligionários”.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Com maioria formada, STF restringe à própria Corte autorização de buscas no Congresso

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para fixar que é competência exclusiva da Corte autorizar operações de busca e apreensão nas dependências do Congresso Nacional e em imóveis funcionais ocupados por parlamentares.

Os ministros começaram a julgar na sexta-feira, 19, uma ação da Mesa Diretora do Senado que busca restringir decisões judiciais nas dependências do Congresso.

Com o entendimento do STF, fica estabelecido que juízes de outras instâncias não têm competência para determinar medidas de investigação nas instalações do Legislativo, como já aconteceu anteriormente. No mesmo julgamento, os ministros rejeitaram a necessidade de autorização do presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado para o cumprimento de mandados dentro das Casas.

Até esta segunda-feira, 22, seis ministros haviam votado nesse sentido. O voto do relator, ministro Cristiano Zanin, foi seguido por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

A ação está em julgamento no plenário virtual do Supremo. Os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até sexta-feira, 26.

Momento crítico entre Congresso e STF

A análise ocorre em um momento de tensão entre Judiciário e Legislativo que, na última semana, avançou com propostas para proteger congressistas de processos judiciais, com a chamada PEC da Blindagem, e para anistiar condenados pelo 8 de Janeiro.

O avanço das propostas motivou manifestações contra a aprovação do texto em capitais brasileiras e no Distrito Federal, nesse domingo, 21.

O caso em julgamento, no entanto, chegou ao Supremo em 2016, quando a Mesa do Senado questionou a legalidade da Operação Métis – que apurava um suposto esquema para atrapalhar investigações da Lava Jato contra parlamentares.

À época, houve a suspeita de que policiais legislativos teriam realizado ações de contrainteligência nos gabinetes e residências de senadores. A operação, que foi autorizada pela Justiça Federal em Brasília, acabou arquivada pelo STF e sem apontar irregularidades.

Ao Supremo, a Mesa do Senado alegou que a ação para restringir ao STF o poder de liberar mandados no Congresso não se trata de uma tentativa de blindar parlamentares.

“O que se sustenta é que as medidas cautelares deferidas por juízo de primeira instância, quando dirigidas ao local de desempenho da função pública, necessariamente vão alcançar conteúdo relacionado a esse desempenho, ou seja, informações estratégicas ou protegidas por sigilo”, argumentou a Casa Legislativa.

“Nessa qualidade, [as informações] devem estar sob a supervisão do STF para a proteção do desempenho da função pública – e não das pessoas diretamente investigadas – e das consequências internacionais e nacionais de ordem política, social e econômica decorrentes da indevida exposição de autoridades com esse nível de responsabilidade”, completou.

Relator, o ministro Cristiano Zanin afirmou que a discussão central envolve a preservação da independência e autonomia no exercício dos mandatos parlamentares.

Segundo Zanin, “ainda que a investigação não tenha como alvo direto o parlamentar, a apreensão de documentos, ou aparelhos eletrônicos dentro do Congresso, ou em imóvel funcional de parlamentar repercute, mesmo que indiretamente, sobre o desempenho da atividade parlamentar”.

Mecanismos de controle

O ministro Alexandre de Moraes defendeu a harmonia entre os Poderes e mecanismos de controle, sem que ocorram abusos.

“Os poderes de Estado, em especial, no presente caso, os poderes Legislativo e Judiciário, devem atuar de maneira harmônica, privilegiando a cooperação e a lealdade institucional, evitando as práticas de guerrilhas institucionais, que acabam minando a coesão governamental e a confiança popular na condução dos negócios públicos pelos agentes políticos”, afirmou.

“E essa mesma independência dos Poderes consagra a possibilidade de o Poder Judiciário determinar medidas coercitivas em relação aos membros do Legislativo, inclusive busca e apreensão em gabinetes e residências parlamentares, desde que, em conformidade com os mecanismos de freios e contrapesos estabelecidos pelo texto constitucional, em especial o absoluto respeito às prerrogativas”, completou.

Para Moraes, garantir a competência do Supremo para buscas no Congresso tem o objetivo de respeitar o devido processo legal, uma vez que o conteúdo de bens, pertences, computadores, documentos institucionais ou pessoais existentes dentro das Casas Legislativas, se relaciona institucionalmente à própria independência do Poder Legislativo.

 

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação

Atos nas capitais do país pressionam veto da anistia e Senado fala em sepultar a PEC da Blindagem

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No domingo, 21, o país teve protestos em todas as capitais para manifestar o descontentamento com a aprovação da PEC da Blindagem e a proposta de anistia aos condenados pela tentativa de golpe.

Nas manifestações, houve a participação de parlamentares tanto da base do governo Lula como do Centrão, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. No Senado, o relator da PEC e o presidente do colegiado que analisará a proposta de blindagem afirmaram que o texto deve ser derrotado já na sessão desta quarta-feira, 24.

A PEC foi aprovada na semana passada; com os protestos, a preocupação entre aliados de Bolsonaro aumenta. Os senadores, em sua maioria, foram contra a blindagem que busca ampliar as travas de abertura de processos criminais contra parlamentares.

Essa repercussão negativa levou os deputados federais da esquerda e do centro a publicarem vídeos nas redes sociais pedindo desculpas por votarem a favor da proposta. Foram 344 votos favoráveis e 133 contrários.

A análise no Senado sobre a PEC iniciará com a leitura do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) na Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ). O presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que o texto será o primeiro item da pauta e que pretende ‘enterrar’ a proposta. Alencar diz que os atos foram importantes para mostrar que a PEC está “fora de sintonia” com o país.

 

Com informações de O Globo

Foto: Custódio Coimbra / O Globo

Disputa de terras em comunidade de Lábrea faz MPF intervir

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O Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar as medidas cíveis voltadas à resolução e pacificação de um conflito fundiário envolvendo a Comunidade Irmã Dorothy, localizada na região da Gleba Pública Novo Natal, no município de Lábrea. A Portaria nº 10/2025 foi assinada pelo procurador da República, Thiago Sacchetto, e publicada na sexta-feira, 19.

De acordo com o documento, há indícios de que a área em disputa pertença à União, o que reforça a necessidade de acompanhamento por parte do MPF.

O MPF ressaltou ainda que cabe ao órgão promover medidas necessárias para proteção do patrimônio público e social, da probidade administrativa, e defender interesses difusos e coletivos.

 

 

Da Redação
Foto: Divulgação

O que esperar do possível encontro de Lula e Trump na ONU

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A Assembleia Geral da ONU de 2025, que começa nesta semana em Nova York, será o primeiro grande palco internacional em que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump poderão estar frente a frente como presidentes, em meio à escalada da crise entre Brasil e Estados Unidos.

O possível encontro, ainda que sem reunião bilateral confirmada, ocorre no momento em que começaram a ser aplicadas as tarifas de 50% impostas por Washington sobre produtos brasileiros.

Historicamente, o Brasil é o país que abre os discursos na sessão plenária da assembleia.
Nos bastidores, fontes próximas à delegação brasileira afirmam que existe uma antessala para os presidentes antes e depois dos discursos, mas não há indicação de que eles necessariamente se cruzarão.

Em entrevista à BBC News Brasil, Lula afirmou não ter “problema pessoal com o presidente Donald Trump” e declarou que, caso cruze com o republicano nos corredores das Nações Unidas nos próximos dias, irá cumprimentá-lo. “Porque eu sou um cidadão civilizado. Eu converso com todo mundo, eu estendo a mão para todo mundo.”

Em agosto, Celso Amorim, assessor especial da Presidência, afirmou à CNN que um encontro formal não está nos planos, mas ressaltou que “nada é imutável” desde que hajam gestos que justifiquem uma reunião.

Havia expectativa de que Lula e Trump se encontrassem em junho, durante a cúpula do G7 no Canadá, mas os líderes não cruzaram caminhos. O presidente americano deixou o evento antes do encerramento, alegando a necessidade de se dedicar ao conflito no Irã, o que adiou qualquer possibilidade de gesto de aproximação.

A sequência de desentendimentos começou na primeira semana de julho, quando Trump classificou as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal como uma “caça às bruxas”. Poucos dias depois, em 9 de julho, anunciou a sobretaxa de 50% sobre importações brasileiras.

No dia seguinte, Lula reagiu chamando a medida de “chantagem inaceitável” e prometendo retaliar. Em 15 de julho, o governo brasileiro regulamentou a chamada Lei de Reciprocidade, estabelecendo mecanismos de resposta a sanções estrangeiras.

Na entrevista à BBC News Brasil, Lula disse que a melhor alternativa “para qualquer conflito” é “sentar em torno de uma mesa e negociar”. “Se é do ponto de vista comercial, tem negociação, se é do ponto de vista econômico, tem negociação, tanto do ponto de vista de tributação, tem negociação. O que não tem negociação é a questão da soberania nacional”, pontuou Lula.

Em 1º de agosto, as tarifas norte-americanas entraram em vigor, e em 11 de setembro veio a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo STF, decisão que reacendeu a disputa: Trump criticou o julgamento, anunciou restrições de vistos a ministros da Corte e Lula respondeu em um artigo defendendo a democracia brasileira.

No texto, publicado no jornal americano The New York Times, Lula se disse a favor de “um diálogo aberto e franco com o presidente dos Estados Unidos”, mas critica duramente as tarifas impostas por Washington.

“O aumento tarifário imposto ao Brasil neste verão não é apenas equivocado, mas ilógico. Os Estados Unidos não têm déficit comercial com o nosso país, nem enfrentam tarifas elevadas aqui. Pelo contrário: acumulam um superávit de mais de US$ 400 bilhões nos últimos 15 anos.”

Ele também rebate a ideia de que haja perseguição política no Brasil e enaltece o papel do Judiciário. “Tenho orgulho do Supremo Tribunal Federal brasileiro por sua decisão histórica, que protegeu nossas instituições e o Estado democrático de direito. Não se tratou de uma ‘caça às bruxas’, mas de um julgamento conduzido de acordo com a Constituição de 1988.”
Agora, com a ONU como pano de fundo, a presença dos dois líderes em Nova York deve ser acompanhada de perto por diplomatas e observadores internacionais. Mais do que um eventual — e, segundo especialistas, improvável — aperto de mãos, o que se mede é a disposição de Brasília e Washington para frear a escalada de atritos que, em menos de três meses, transformou divergências políticas em uma crise comercial aberta.

Diálogo é improvável, dizem especialistas

Para Paulo Velasco, professor de política internacional da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), as posições firmes de Brasília e Washington tornam improvável qualquer esforço real de diálogo na Assembleia Geral da ONU: “O Brasil está defendendo sua soberania e repelindo qualquer forma de ingerência externa indevida, enquanto o governo Trump acredita estar agindo corretamente, considerando que o Brasil faz uma ‘caça às bruxas’, para repetir o termo usado por ele.”

Velasco ressalta ainda que Lula não se colocará em situações que possam se tornar constrangedoras, como “alguns desafios que aconteceram com o Zelensky, por exemplo, em fevereiro na Casa Branca”.

Na ocasião, o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia, que tinha como objetivo a assinatura de um acordo sobre a exploração de recursos minerais, terminou em uma discussão menos amigável do que o esperado.

Trump acusou Zelensky de “jogar com a Terceira Guerra Mundial” e de “não ser muito grato” pelo apoio americano, enquanto o líder ucraniano tentava interromper o americano. A tensão levou ao cancelamento da coletiva de imprensa conjunta e Zelensky deixou a Casa Branca sem o acordo assinado.

“Então eu acho que o Lula não se permitirá passar — pela experiência internacional que ele tem — por uma cena constrangedora ao lado do Trump. Particularmente estou bastante cético, e não acho que a gente vai ver uma aproximação na semana que vem entre os dois, talvez sequer um aperto de mãos entre eles.”

Matias Spektor, professor de Relações Internacionais da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas), complementa que qualquer contato entre os líderes será meramente formal: “Eles estarão na sala de espera antes de subir ao pódio da Assembleia Geral e podem nem sequer se falar. Não haverá tempo nem equipes preparadas para negociações substantivas. O máximo que se poderá observar são sinais sutis, como a linguagem corporal ou um cumprimento rápido.”

Sobre os discursos, Spektor avalia que o foco será doméstico: “O púlpito da Assembleia Geral é usado para falar com os eleitores, não com outros países. Lula deve centrar o discurso na soberania, no livre comércio e nas instituições internacionais, com tom crítico ao que o Trump vem fazendo. Já Trump provavelmente falará sobre o radicalismo da esquerda e mirando sua base eleitoral nos EUA.”

Ele conclui lembrando o caráter político da Assembleia: “A Assembleia Geral não é um local para negociar acordos ou alianças, mas define o tom político global e indica para onde se movimenta o pensamento internacional.”

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Getty Images/BBC

TCE-AM julga ex-prefeito de Eirunepé, Raylan Alencar, por irregularidades em pregões

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) julgou o pedido de medida cautelar contra o ex-prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso de Alencar. Isso ocorreu por irregularidades na formulação da ata de preços nº 33/2023, no pregão presencial nº 42/2023 e no fornecimento de materiais gráficos e a suspensão dos efeitos do contrato nº 50/2024.

A interposição do recurso foi feita pelo Ministério Público de Contas (MPC) e, em parcial consonância com o MP, o Tribunal Pleno decidiu, com o voto do relator, conselheiro convocado Mário José de Moraes Costa Filho, por conhecer a representação em face do ex-prefeito, para apurar irregularidades de antieconomicidade e transparência.

Conforme consta no documento de representação, Raylan teria gasto o valor de R$ 735.920,58 no fornecimento de materiais gráficos, sem prover nenhuma justificativa para a realização do pregão presencialmente. Também foi apontado que não houve pesquisa de preços de mercado de forma prévia.

Ficou decidido que a prefeitura municipal deve realizar pregões eletrônicos nas licitações de bens e serviços comuns e, caso altere a modalidade, deve prestar esclarecimento formalmente, garantindo a efetiva publicidade e transparência dos atos de licitação e contratos administrativos.

O ex-prefeito deve tomar ciência da decisão, sob pena de aplicação de sanção por reincidência relativa ao processo apresentado.

 

Confira a decisão no íntegra;

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro/O Poder

Empresa ligada à família do governador do Acre assume mais uma obra na BR-319

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmou mais um contrato milionário com a Construtora ETAM Ltd para reforço estrutural na ponte sobre o rio Atii, localizada na BR-319. A publicação consta no Diário Oficial da União (DOU),

O acordo foi celebrado com a empresa no valor de R$ 2.257.165,24, com vigência entre 15 de setembro de 2025 e 21 de julho de 2026.

Em agosto, o DNIT restringiu o tráfego de veículos e cargas de até 24 toneladas sobre a ponte, com exceção de ônibus de transporte de passageiros. De acordo com órgão, a medida foi necessária para execução de serviços de monitoramento técnico na estrutura da ponte.

Histórico

A Construtora ETAM pertence a Eládio Messias Cameli, pai do atual governador do Acre, Gladson Cameli (PP). Tanto a empresa como a família Cameli já foram alvos da Operação Ptolomeu.

A construtora já mantém outros dois contratos milionários voltados para obras na BR-319: um deles contempla o trecho localizado em Careiro da Várzea, enquanto o outro abrange a extensão entre o posto da Polícia Rodoviária Federal e a divisa do Amazonas com Rondônia

 

Da Redação
Foto: Divulgação

Suframa conhece a Braxcom Serviços Aduaneiros

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A Suframa realizou mais uma visita técnica e também conheceu, nesta sexta-feira, 19, a Braxcom Serviços Aduaneiros, localizada no bairro Japiim, zona Sul de Manaus. Com mais de duas décadas em trabalho de serviços aduaneiros na capital amazonense, a empresa se mostra como referência em soluções rápidas, precisas e inteligentes em Comércio Exterior e Logística.

De acordo com o sócio-administrador, Celiomar Gomes, a estrutura é para atender a clientes de todos os portes, desde iniciantes até as grandes corporações. Fora os investimos que realiza na qualificação técnica da equipe, com treinamentos e materiais atualizados, que garantem domínio sobre as frequentes mudanças na Legislação Aduaneira.

“Contamos com uma matriz moderna, equipada com sistemas operacionais integrados e totalmente informatizados. Isso nos permite coordenar e acompanhar cada etapa dos processos com eficiência e clareza, oferecendo aos nossos clientes total visibilidade e controle”, explicou o empresário, que conta com o apoio de 55 funcionários em turno único do horário comercial.

A comitiva chefiada pelo superintendente Bosco Saraiva foi recebida pelo próprio Celiomar e contou ainda com o superintendente-adjunto Exewcutivo, Luiz Frederico Aguiar; o superintendente-adjunto de Projetos, Leopoldo Montenegro; o coordenador-geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Arthur de Freitas Lisboa; e o gerente de Projetos da Superintendência-Adjunta Executiva (SAE), Ozenas Maciel.

“Ficamos satisfeitos com o que vimos, ouvimos, e desejamos sucesso às operações, aos projetos e ao corpo de colaboradores da Braxcom”, disse o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação

Evento ‘Advocacia em Foco’ acontece neste sábado com entrada gratuita em Manaus

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Manaus recebe neste sábado, 20, às 10h, o evento “Advocacia em Foco”, um encontro aberto ao público e com entrada gratuita que vai debater os desafios, oportunidades e nuances da advocacia contemporânea, aproximando profissionais da sociedade. A iniciativa será realizada no Escritório de Advocacia Carla Tavares, localizado no bairro Parque 10 de Novembro.

Sob coordenação das advogadas Elaine Benayon e Carla Tavares, o “Advocacia em Foco” terá momentos de troca de conhecimento, dinâmicas e reflexões sobre a carreira.

“O evento é uma oportunidade para falar de forma clara e acessível sobre a profissão, quebrando barreiras e aproximando o público do dia a dia do Direito”, destaca a advogada Carla Tavares, uma das idealizadoras do Advocacia em Foco.

Carla Tavares é graduada em Administração e Direito, pós-graduada em Direito do Consumidor pela Universidade Cândido Mendes e mestranda em Ciência Jurídica pela Univale. Também é sócia e CEO da empresa CAC Comércio de Derivados de Petróleo Ltda e coautora do livro “Estado e Direito em Trânsito – Sustentabilidade e Transnacionalidade como Vetores na Nova Ordem Social”.

Já Elaine Bezerra de Queiroz Benayon é advogada há mais de 25 anos, com atuação de destaque em Direito de Família e Sucessões. Mestre em Direito pela Universidade La Salle e especialista em Direito Civil e Processual Civil pela Universidade Cândido Mendes, é professora universitária e autora do livro “Legitimação da Homoparentalidade e Adoção: análise do Juizado da Infância e da Juventude Cível de Manaus/AM”. Também possui diversos artigos publicados em periódicos acadêmicos e em associações jurídicas nacionais e regionais.

Elaine Benayon marcou seu nome na história da advocacia amazonense ao integrar, em 2023, a lista dos 34 advogados que disputaram uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo a única mulher da Amazônia e da região Norte a compor a relação. Ela também irá concorrer à lista sêxtupla paritária para a escolha do novo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), pelo critério do Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM).

O encontro deste sábado é gratuito e voltado para estudantes, profissionais da área e demais interessados em compreender melhor a atuação da advocacia. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (92) 98802-4432.

Serviço:

 Evento: Coffee Break Especial “Advocacia em Foco”

 Data: Sábado, 20 de setembro, às 10h

 Local: Escritório de Advocacia Carla Tavares – Manaus

 Endereço: Avenida Tancredo Neves, nº 01, bairro Parque 10 de Novembro

 Entrada: Gratuita

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

Eleições 2026: Antecipação eleitoral ajuda ou prejudica candidatos?

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Os bastidores da política amazonense vêm sendo amplamente debatidos ao longo dos últimos meses, tendo em vista que a movimentação política para as eleições de 2026 iniciou-se no final do ano passado, coincidindo com o término das eleições municipais.

Com muitas especulações e polêmicas, o próximo pleito aos cargos de governador, senador, deputado federal, deputado estadual e presidência promete ser acirrado.

Ao longo de 14 meses, que deveriam ser dedicados à maturação dos pré-candidatos, ocorreu uma antecipação do processo eleitoral, resultando em uma série de efeitos no meio político. Falas, apoios públicos, possíveis candidatos e vices sendo apresentados com uma antecedência surpreendente.

Alguns políticos, na tentativa de angariar votos, utilizam a estratégia de antecipar a campanha, principalmente ao cargo de governo do estado. Por conta dessas especulações, já foram definidos alguns nomes, como Maria Do Carmo Seffair (PL) e o senador Omar Aziz (PSD). Esses são os nomes que provavelmente estarão no palanque ano que vem na disputa ao cargo de governador.

Perguntado sobre a estratégia de apressar em um ano a campanha e se há benefícios, o cientista político Helso Ribeiro afirmou que essa ação encarece o processo eleitoral, por ser de conhecimento geral que esse início deveria ser somente especulativo, mas que acaba movimentando não só os bastidores, como também o bolso dos possíveis candidatos.

“Eu penso que isso está encarecendo o processo eleitoral”, disse Helso, referindo-se à contratação de pessoal de marketing, de assessoria, grupo de advogados e de pessoas ligadas ao processo eleitoral, considerando que esses profissionais são primordiais na construção de uma campanha sólida.

Cansaço eleitoral

Como esse processo pré-eleitoral iniciou com evidente antecedência, é possível ocorrer um desgaste em relação aos possíveis candidatos, sabendo que não houve definição de quem serão os vices e quais partidos estarão junto dos candidatos na composição das chapas. Esse desgaste na própria imagem pode se tornar prejudicial ao longo do tempo. Vale ressaltar que alguns nomes já estão sendo cotados para a vaga de vice dos pré-candidatos ao governo do estado.

“Observa que ninguém fala qual vai ser o vice, qual o partido que vem acompanhando o candidato. Então houve essa antecipação de nomes (para o governo do estado), talvez isso gere um cansaço, porque já são vários meses que essa antecipação ocorreu”, destaca Helso sobre essa indefinição de vices e a possibilidade de uma exaustão política, ou seja, o eleitor acaba se esgotando dos assuntos voltados às eleições.

Prazos a serem observados

O cientista político destaca haver prazos no processo eleitoral que devem ser acompanhados, como, por exemplo, o período entre o final de março e o início de abril de 2026, em que será estabelecido quem deve abdicar do cargo para enfrentar as eleições. Com base nisso, ficará evidente quem concorrerá ao governo e ao Senado e quais alianças serão formadas.

Outro prazo decisivo é no final de julho e início de agosto do próximo ano, com as convenções partidárias, que se tornarão de fato um divisor de águas, definindo quem entra ou não para a disputa e de que lado cada um ficará nesse tabuleiro político.

Enfraquecimento político 

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de os eleitores se cansarem antes mesmo do início do período eleitoral, Helso destaca que nem sempre a aceleração gera ‘gordura’, no sentido de possibilitar aos candidatos uma certa bagagem positiva para a candidatura.

Helso citou também que a democracia brasileira se aproxima muito de uma plutocracia, que indica o exercício de poder ou governo por grupos, ou pessoas que possuem mais recursos financeiros.

“A nossa democracia, no meu entendimento, se aproxima muito de uma plutocracia, ou seja, acaba ganhando as eleições, governando, legislando aquele que tem o maior poder aquisitivo. Então eu não sei se os candidatos que estão querendo se lançar vão ter essa gordura até outubro do ano que vem”, destaca o cientista.

Perfil dos eleitores é plural

Assim como há candidatos para todos os tipos, há também eleitores para todos os candidatos. Perguntado sobre a possibilidade de os eleitores se cansarem desse adiantamento eleitoral antes mesmo que cheguem as eleições de 2026, Helso destacou ser “um grupo extremamente heterogêneo, com múltiplas facetas. Tem uns (eleitores) que não estão nem aí, ainda não se tocaram. Outros estão ouvindo e são vários grupos, são vários estilos dentro desse grupo eleitor”.

Demonstrando que os candidatos terão que reconhecer o grupo em que desejam atingir e delimitar o estilo de abordagem, para não ser cansativo aos que não são tão ativos politicamente e que também contemple os assíduos nas campanhas eleitorais.

Tendo em vista o fator econômico como peça-chave nas campanhas, Helso destaca que parte do eleitorado demanda muitos favores pessoais. Enquanto uns vão se cansar das falas e da preparação pré-eleição, outra parte do eleitorado estará aproveitando o momento para o famoso “toma lá dá cá”, em que só há apoio político se houver um benefício evidente para quem ajuda.

Enquanto nomes seguem surgindo para a disputa do próximo ano, o eleitor pode se preparar para uma guerra de narrativas, que, ao longo do ano, pode se tornar extremamente cansativa. Já os candidatos, além do discurso, devem munir-se de recursos financeiros, visto que será necessário até outubro do próximo ano.

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Reprodução

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