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STF mantém proibição de aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que havia mantido a pena de aposentadoria compulsória a um juiz estadual do Rio de Janeiro. O colegiado confirmou, em sessão realizada na terça-feira, 26, decisão do relator, ministro Flávio Dino, na Ação Originária (AO) 2870, reconhecendo que o tipo de sanção aplicada ao magistrado foi extinta pela Emenda Constitucional (EC) 103/2019 (Reforma da Previdência) e que a tramitação do caso no Conselho violou o devido processo legal.

A decisão determina que o CNJ reanalise o processo disciplinar e, se entender que há comprovação de que o juiz cometeu infrações graves que devem ser punidas com a perda do cargo, envie o caso à Advocacia-Geral da União (AGU) para apresentação da ação judicial cabível perante o Supremo. Também foi determinado que sejam computados os votos dos membros que participaram do julgamento, mas deixaram de integrar o Conselho.

Desconstitucionalização

O colegiado analisou um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR), que sustentava que a supressão da aposentadoria compulsória da Constituição Federal pela EC 103/2019 não implica sua exclusão do ordenamento jurídico. Ao argumentar que houve mera desconstitucionalização do tema, a PGR assinalou que a “Constituição não contempla as sanções disciplinares previstas na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), mas, nem por isso, elas podem ser consideradas como incompatíveis ou revogadas.

Vícios

No voto, o ministro Flávio Dino observou que houve vícios procedimentais na tramitação do processo no CNJ que violaram o princípio do devido processo legal. Ele destacou sucessivos pedidos de vista, pedidos de destaque e a desconsideração de votos anteriores proferidos por conselheiros em sessões virtuais.

O ministro também ressaltou que a aposentadoria compulsória punitiva, além de não estar mais prevista na Constituição, transfere um ônus individual (a responsabilidade por um ato ilícito) para toda a sociedade. Esse tipo de sanção, segundo ele, não representa punição, porque o magistrado que cometeu um crime passa a ser sustentado pela coletividade. “Se o juiz vende uma decisão judicial ou mata alguém, ele tem que ser punido. Mas se a punição é a aposentadoria compulsória, a punição é pra quem? É para o contribuinte”, afirmou.

Outro pedido rejeitado foi o de que a ação fosse submetida ao Plenário, pois o STF tem entendimento consolidado de que ações contra atos do CNJ são de competência das Turmas.

Votos

O ministro Cristiano Zanin concorda com o relatorque a aposentadoria compulsória é incompatível com as regras inseridas pela EC 103/2019, mas registrou essa posição como complemento na fundamentação de seu voto. No caso concreto, ele se limitou a anular as decisões do CNJ e a determinar novo julgamento, com observância do devido processo legal e cômputo dos votos já proferidos. Zanin também não aderiu, neste momento, à proposta do relator quanto à legitimidade da AGU para o ajuizamento de ação visando à perda do cargo.

O ministro Alexandre de Moraes argumentou que a aposentadoria compulsória não é sanção, e a perda do cargo deve ser a consequência lógica de faltas graves ou crimes cometidos por juízes. Segundo ele, a mudança constitucional foi claramente pensada para eliminar essa possibilidade.

Já para a ministra Cármen Lúcia, a EC 103/2019 trouxe uma mudança de tratamento significativa em relação à previdência dos servidores, inclusive com a retirada específica da aposentadoria compulsória de magistrados, o que afasta a aplicação da norma da Loman.

Da Redação, com informações do STF
Foto: Antônio Augusto/STF

PF encontra dinheiro em mala em nova fase da operação contra fraude do INSS

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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta quarta-feira, 27, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, pelo ministro André Mendonça. As ações ocorrem nos estados de Pernambuco, de São Paulo e da Paraíba, além do Distrito Federal.

A ação de hoje apura novas entidades que ainda não tinham sido alvos da investigação. A PF investiga núcleos regionais do esquema de descontos associativos em São Paulo, Brasília e Pernambuco. Os dirigentes dessas entidades também aparecem como alvos da apuração.

Em um vídeo divulgado pelos agentes é possível ver malotes de dinheiro sendo descobertos dentro de uma mala. 

 

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A investigação mira Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, AASAP e ANDAPP. Na capital federal, a PF mira nos responsáveis pela Unibap e Abenprev. E em Pernambuco os alvos são servidores e ex-servidores do INSS

Nesta fase, segundo a PF, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial.

 

Da Redação com informações de CBN Brasil 

Foto: Reprodução 

 

Sob comando de Alberto Neto, PL Manaus tem fundos suspensos pela Justiça Eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) suspendeu os repasses das quotas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) do Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) em Manaus. A Prestação de Contas Anual nº 0600005-87.2025.6.04.0062 foi publicada no Diário Oficial do órgão na última sexta-feira, 22.  

De acordo com o processo, o PL Manaus perdeu o prazo legal para a apresentação das documentações obrigatórias relativas ao exercício financeiro de 2024.  Ele tem como representante municipal o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Capitão Alberto Neto. 

Em seu despacho, o juiz Antônio Itamar de Sousa Gonzaga, da 002ª Zona Eleitoral, destacou que o partido foi devidamente intimado em 12 de dezembro de 2025, mas manteve-se inerte, ou seja, inerte. 

“Com o encerramento do prazo sem que a documentação ausente fosse apresentada, os autos foram submetidos diretamente à conclusão para aplicação do art. 35, § 4º, inciso I, da Resolução TSE nº 23.604/2019, que autoriza o julgamento imediato das contas como não prestadas, dispensando o prosseguimento do feito, as fases de instrução subsequentes e a própria abertura de vista ao Ministério Público Eleitoral, em razão da absoluta falta de elementos mínimos de auditoria”, explicou.

O magistrado ressaltou que a falta de transparência do partido inviabilizou completamente a fiscalização do uso de recursos públicos.  Entre os documentos obrigatórios que o PL Manaus deixou de entregar, estão os extratos bancários completos; registros detalhados do Fundo Partidário e do Fundo Partidário Mulher; documentos fiscais comprobatórios de despesas; comprovação de envio da Escrituração Contábil Digital (ECD) e Certidão de regularidade do contador responsável.

Diante das graves omissões, o juiz Antônio Itamar de Sousa Gonzaga julgou as contas de 2024 como não prestadas e determinou a suspensão do recebimento dos fundos públicos por tempo indeterminado, até que a situação jurídica seja regularizada.

Confira a decisão na íntegra:

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Reprodução

Prefeito de Itacoatiara deve ser investigado por falha na transparência 

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) admitiu representação contra o prefeito de Itacoatiara, Mário Abrahim, para averiguar possível falha de transparência pela não disponibilização das folhas de pagamento das competências.

A representação foi apresentada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex) e indica que houve indícios de irregularidades envolvendo possível descumprimento do piso nacional do magistério, em possível violação, havendo referência a atos normativos municipais que permitiram o confronto do valor do piso de 2026 com o vencimento inicial pago pela prefeitura e falhas de transparência ativa relativas à folha de pagamentos.

Segundo as diligências realizadas, não foram localizadas no Portal da Transparência municipal as folhas de pagamento ou dados equivalentes referentes às competências de janeiro e fevereiro de 2026, constatando a indisponibilidade das informações.

O Tribunal concedeu medida cautelar para que a Prefeitura de Itacoatiara publique e tenha disponíveis, em sítio eletrônico de amplo acesso, as folhas de pagamentos das competências citadas na representação.

O pedido de representação foi admitido e o prefeito deve ser notificado para que, no prazo de cinco dias úteis, tome ciência do caso apresentado.

Confira a representação apresentada no TCE-AM:

 

Da Redação

Contrato da Saúde entre Prefeitura de Humaitá e empresa administrada por filho de vereador é investigado pelo MPAM

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Ver. Riça Jr

A Prefeitura de Humaitá passou a ser alvo de mais uma investigação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), desta vez por suspeitas de irregularidades em um contrato firmado com a empresa Med Saúde. A investigação foi instaurada por meio de uma Notícia de Fato assinada pelo promotor de Justiça, Weslei Machado, e publicada no Diário Eletrônico do MPAM no último dia 25 de maio.

De acordo com o despacho, a empresa Med Saúde, inscrita no CNPJ nº 25.079.434/0001-50, é administrada por Wilkerson Joedy da Silva Riça, filho do vereador, Aldemir Riça Júnior, e sobrinho da secretária municipal de Saúde, Sara dos Santos Riça. Para o MPAM, os vínculos familiares levantam suspeitas de possível favorecimento na contratação, execução e pagamento de serviços custeados pelo município.

A denúncia também aponta que o empresário teria recebido valores expressivos dos cofres públicos para prestação de serviços na área da saúde.

Segundo o promotor de Justiça, embora os vínculos familiares, por si só, não configurem ilegalidade, é necessária a apuração para verificar a regularidade da contratação, a existência de processo licitatório, a efetiva prestação dos serviços, a compatibilidade dos valores pagos e a eventual influência de agentes públicos ou favorecimento indevido.

Diante da possibilidade de improbidade administrativa e violação aos princípios da administração pública, o MPAM encaminhou o caso à 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Humaitá, que ficará responsável pela análise da denúncia e adoção das medidas cabíveis.

Da Redação
Foto: Divulgação 

Governador Roberto Cidade recepciona presidente Lula em visita ao Amazonas

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O governador Roberto Cidade recepcionou, nesta terça-feira, 26, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. Roberto Cidade acompanha o presidente durante a agenda oficial no Amazonas, que inclui sobrevoo e visita à rodovia BR-319 ainda nesta terça-feira. A programação presidencial na capital amazonense segue até quarta-feira, 27.

Roberto Cidade destacou que, acima de qualquer divergência ideológica ou partidária, seu compromisso é com o povo amazonense e com os interesses do Estado.

“Eu fui eleito para defender o Amazonas. E, quando o assunto é o nosso Estado, não existe espaço para disputas políticas pequenas. Existe responsabilidade institucional. Como governador, tenho o dever de receber o presidente da República, dar as boas-vindas e tratar dos assuntos importantes para o nosso povo”, afirmou.

O governador ressaltou, ainda, que o Amazonas não pode ser prejudicado por diferenças políticas e que sua postura será sempre pautada pelo diálogo, respeito institucional e busca de soluções para os grandes desafios do Estado.

“Quem governa precisa ter maturidade. O Amazonas precisa de união, parceria e diálogo para avançar. O meu foco é trabalhar pelo nosso povo, independentemente de ideologia ou partido”, disse Roberto Cidade.

Durante a visita, um dos principais pontos da agenda será o sobrevoo na BR-319, rodovia considerada estratégica para integrar o Amazonas ao restante do país e reduzir o isolamento logístico da região.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação 

PF investiga desembargador após soltura de chefe do PCC

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A PF (Polícia Federal) concluiu a investigação que mira a fuga do traficante Gerson Palermo com suposta ligação ao desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul, e relatou o caso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O magistrado é citado em suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A defesa dele ainda não foi localizada pela CNN Brasil.

Gerson Palermo

Maran deferiu um pedido para soltura do traficante Gerson Palermo, em 2020, do presídio federal de Campo Grande (MS). No mesmo dia, após receber o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira, ele quebrou o equipamento e fugiu. Seis anos depois, ele foi preso nesta terça-feira, 26, pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia na região de Santa Cruz de La Sierra. 

Palermo foi condenado a quase 126 anos de prisão e é apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em agosto de 2000, ele participou do sequestro do Boeing 727 da antiga Vasp. O avião saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi sequestrado cerca de 20 minutos após a decolagem.

O avião foi forçado a pousar em Porecatu (PR), quando o grupo roubou malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.

Já em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In contra um esquema de tráfico internacional de drogas e Palermo foi apontado como um dos chefes do grupo.

Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados,seguindo a rota do tráfico. Por tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos.

 

Suspeita sobre o desembargador

Mesmo com as condenações, o traficante foi solto pelo plantão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. E mensagens encontradas nos celulares de assessores do gabinete incrementam o inquérito da PF que a sentença foi vendida. O habeas corpus, com 208 páginas, foi decidido em 40 minutos.

A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia de Covid-19. Na época, o desembargador autorizou que o preso cumprisse pena em casa, sob a justificativa de problemas de saúde. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), porém, não havia laudo médico que comprovasse a condição alegada.

“Vai entrar esse HC, chefe pediu para prover”, diz uma mensagem encontrada pela PF. Em outra, uma assessora diz: “foi determinação do desembargador”.

O caso foi analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e o desembargador recebeu a punição de aposentadoria compulsória do CNJ em março deste ano. O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta semana o fim da aposentadoria compulsória de magistrados. Será nesta terça-feira, 26, analisado pela Primeira Turma da Corte.

Em março, Dino decidiu que não existe mais a aposentadoria compulsória como “punição” a magistrados e que infrações graves desses servidores públicos devem ser punidas com perda do cargo.

O espaço segue aberto para manifestações da defesa do desembargador.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Afastado pelo STF e pré-candidato ao governo, ex-prefeito é alvo de operação por suspeita de usar milícia digital

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 26, a operação Palanque Digital contra uma milícia digital que, segundo as investigações, desviou mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos.

Entre os alvos dos mais de 30 mandados de busca e apreensão estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios, em Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS).

De acordo com a PF, a milícia digital atua há quatro anos e é financiada com recursos da Prefeitura de Macapá, com o objetivo de promover o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), a esposa dele e atacar adversários. Furlan é um dos alvos da operação.

Segunda fase da Operação Paroxismo da Polícia Federal no Amapá — Foto: Polícia Federal/divulgação

Durante o cumprimento dos mandados, um outro investigado foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, o nome dele não foi divulgado pela PF.

Furlan foi afastado cargo na operação da PF do dia 4 de março que investiga suspeita de fraude em licitação e desvio de recursos na obra de cerca de R$ 70 milhões do hospital municipal. No dia seguinte à operação, ele renunciou ao cargo de prefeito e se lançou como pré-candidato ao governo do Estado

A investigação identificou, até agora, mais de R$ 25 milhões em contratos de publicidade institucional da Prefeitura que foram usados para autopromoção e ataques a opositores. Além dos contratos, há indícios de que pessoas ligadas à milícia digital também eram nomeadas em cargos de várias secretarias municipais como forma de pagamento pelas divulgações.

Ainda de acordo com a investigação, entre os alvos da milícia estavam até senadores e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Inteligência artificial

Os investigadores descobriram o de uso de inteligência artificial para criar imagens, vídeos, áudios manipulados e deepfakes. Também foram identificados conteúdos de cunho homofóbico usados nos ataques.

O ex-prefeito ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação/PF

 

STF julga nesta terça recurso contra decisão que acabou com aposentadoria compulsória como maior punição a magistrados

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Nesta terça-feira, 26, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), deve julgar o recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra decisão do Ministro Flávio Dino que determinou o fim da aposentadoria compulsória remunerada como penalidade máxima imposta a juízes.

Em março deste ano, Dino determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar a perda do cargo de magistrado, e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares. 

Ou seja, a aposentadoria compulsória deixa de ser a principal sanção para casos mais graves. A medida era duramente criticada porque afastava o juiz da função, mas mantinha a remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço.

A medida vale para juízes e ministros de todos os tribunais, menos o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Dino, a pena de aposentadoria compulsória não cabe “no ordenamento jurídico vigente”. 

Por isso, magistrados que cometem crimes não poderão ser sancionados com a medida.

No entendimento do ministro, a reforma da Previdência de 2019 extinguiu a aposentadoria compulsória como punição.

Recurso

No recurso, a PGR defendeu que o caso fosse levado a julgamento no plenário do Supremo e não da Primeira Turma. A Procuradoria afirma que a decisão se baseou em “intenções louváveis”, mas que pode representar risco ao Judiciário e ao Ministério Público, ficando vulneráveis a pressões políticas.

Caso o recurso não seja acolhido na Primeira Turma, a PGR pode tentar levar a discussão para o plenário do STF.

Desde a decisão de Flávio Dino, o Conselho Nacional de Justiça vem discutindo se e como vai aplicar a medida aos casos disciplinares. O Conselho tem uma resolução sobre a questão para ser analisada pelo plenário, mas a tendência é que espere a análise pela Primeira Turma do Supremo.

 

Com informações de G1

Cláudio Castro é alvo de operação no Rio contra aportes no Master

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O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta terça-feira, 26, da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.

A PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A equipe ficou cerca de 3 horas na residência e deixou o edifício às 9h10, com 2 celulares apreendidos.

O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.

É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.

Barco de Papel

A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado. Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul.

A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”.

A PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, que foi liquidado. O dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, está preso em Brasília.

CPI na Alerj

No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada.

De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu R$ 970 milhões diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.

Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco.

O total das transferências só do Rioprevidência, segundo os cálculos do TCE, seria de aproximadamente R$ 1,6 bilhão.

De acordo com Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões.

Diferença nos números

A PF afirmou nesta terça, porém, ter descoberto novas aplicações do Rioprevidência de R$ 2,01 bilhões, mais que o R$ 1,6 bilhão apontado pelo TCE.

O g1 apurou que a PF não considerou na conta os investimentos da Cedae.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação