fevereiro 12, 2026 08:42
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AC: Município tem repasses suspensos após STF apontar falta de transparência em recursos de R$ 46 milhões

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O município de Sena Madureira, no interior do Acre, foi proibido de receber repasses de R$ 46 milhões após uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que averiguou falta de transparência em recursos.

A decisão foi baseada em um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou falhas no cumprimento de requisitos de rastreabilidade e transparência de nove entre os 10 municípios que mais foram favorecidos pelas emendas PIX.

O documento aponta que a cidade acreana não apresentou documentos que comprovem a entrega dos produtos que seriam custeados pelos valores frutos da emenda. Perguntado sobre a decisão, o prefeito disse que as falhas apontadas pela CGU são referentes a todas as emendas recebidas neste formato, mas não precisou quantas emendas foram.

O documento aponta que o valor recebido por Sena Madureira foi de R$ 46.726.220,47 entre 2020 e 2024, deixando o município em oitavo lugar na lista. A decisão não foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU), ao ser proferida pelo ministro no âmbito de uma ação da qual ele é relator.

No total, as 10 cidades receberam R$ 724,8 milhões via “transferências especiais”, que ficaram conhecidas como “emendas PIX”, pela agilidade no repasse. Desses 10 municípios, somente São Paulo (SP) cumpriu os requisitos de rastreabilidade e transparência determinados pelo STF.

 

Com informações do G1 Acre

Crimes ambientais e propina: Justiça bloqueia R$ 1,5 bi de grupo que corrompia servidores

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A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União e o apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal, deflagrou nesta quarta-feira, 17, a Operação Rejeito visando desarticular uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro em Belo Horizonte (MG).

Estão sendo cumpridos 79 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de prisão preventiva, afastamento de servidores públicos, bloqueio/sequestro de ativos no valor de R$ 1,5 bilhão e suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, conforme determinação de Colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais constituído para processar e julgar os casos.

O grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.

Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.

A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas.

Calcula-se que as ações criminosas do grupo investigado renderam, ao menos, um lucro de R$ 1,5 bilhão. Ressalta-se, ainda, que a investigação identificou projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.

 

 

Da Redação, com informações da Polícia Federal
Foto: Divulgação 

Centrão se irrita com PT na votação da PEC da blindagem e MP da tarifa social de energia fica ameaçada

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Os partidos do Centrão se irritaram com a baixa adesão da base governista à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumenta a blindagem judicial para deputados e senadores.

Apesar da aprovação da proposta, líderes da Câmara avaliam que a oposição buscará uma resposta criando dificuldades para aprovar a medida provisória que amplia a tarifa social para a conta de luz.

A chamada PEC da Blindagem foi aprovada na terça-feira, 16, mas contou, segundo líderes do Centrão e da oposição, com menos votos do que o esperado da base governista.

Segundo deputados ouvidos pela TV Globo, a negociação da PEC se arrastou por demanda, sobretudo, do PT.

Após alterações no texto para contemplar o partido do presidente Lula, que envolveram até a troca do relator do texto, 12 dos 67 deputados petistas votaram a favor do texto, quantidade considerada baixa pelo Centrão.

“Foram idas e vindas no texto e depois não ajudaram na aprovação da proposta”, disse um líder do Centrão.

De acordo com oposicionistas, o PT ainda atuou para demover deputados do PCdoB que já tinham se manifestado a favor do novo texto apresentado pelo novo relator, Claudio Cajado (PP-BA).

Um segundo líder da oposição ouvido pela reportagem afirmou que os poucos votos entregues pelo PT na votação da PEC mostram que não há interesse do governo em dialogar com a Casa, mesmo em um projeto que buscaria a valorização do Legislativo de forma geral, o que faz com que a oposição também não queira dialogar com o governo.

Diante disso, líderes na Câmara acreditam que a oposição deve impor dificuldades para que a MP da tarifa social seja votada. A medida enviada pelo governo precisa ser analisada pela Câmara e Senado nesta quarta-feira, 17, último dia de vigência antes de perder validade.

O governo também avalia que a MP está em risco, mas está apostando em apontar para os deputados a alta impopularidade da retirada no benefício das contas de luz, o que acontecerá caso a MP não seja votada.

O relator da medida provisória, Fernando Coelho Filho (União-PE), também admite dificuldades.

“Acho que já atrapalhou hoje. Amanhã vamos ver como será”, disse. “Amanhã a oposição vem com pauta de anistia. Não dá pra dizer como será amanhã”, afirmou com pessimismo.

 

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação 

Fux aliviou, mas não salvou Bolsonaro de condenação por golpe

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Na última quinta-feira, 11, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi condenado por 4 votos a 1 no Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência, ameaça grave e deterioração de patrimônio tombado.

O voto de absolvição foi o do ministro Luiz Fux, que não só estreou divergência como discordou da competência do STF para o julgamento do caso. Em leitura do voto, Fux afirmou que “ninguém pode ser punido por convicções morais”. A contrariedade no voto também foi tema de debate entre juristas e jornalistas.

Como já era esperado, o restante dos ministros não seguiu o voto de Fux, sendo assim, Bolsonaro e outros réus foram condenados. O ex-presidente é o primeiro a ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

 

Da Redação

Municípios do AM receberão mais de R$ 40 milhões em recursos para Saúde

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O Ministério da Saúde vai destinar mais de R$ 40 milhões em recursos ao Amazonas para custeio temporário de serviços de Atenção Primária à Saúde. A Portaria nº 8.109/2025 foi publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira, 16.

A medida beneficia municípios em todo o país e contempla manutenção e melhoria de serviços básicos, como consultas, acompanhamento de pacientes, vacinação e programas de prevenção. Os recursos são provenientes de emendas parlamentares, aplicados como complemento temporário ao Piso da Atenção Primária à Saúde (PAB).

De acordo com a portaria, o repasse será realizado pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), em parcela única, diretamente para os Fundos Municipais de Saúde, após o cumprimento dos requisitos previstos para esse tipo de transferência. A prestação de contas deverá ser feita pelos gestores municipais por meio do Relatório Anual de Gestão (RAG), apreciado pelos respectivos Conselhos de Saúde, conforme determina a legislação.

Os municípios que receberão asmaiores parcelas são Coari – R$ 12,2 milhões; Manaus – R$ 6 milhões; e Nhamundá com R$ 5,086 milhões. Confira os valores distribuídos para cada um dos beneficiados.

Da Redação
Foto: Divulgação

Foro e mais: o que a PEC da Blindagem quer alterar 

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A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 16, a chamada PEC da Blindagem, proposta que muda a Constituição para estabelecer proteções aos parlamentares diante de investigações e processos penais.

O texto promove uma série de alterações em temas como medidas cautelares, foro privilegiado e no andamento de ações penais contra deputados e senadores.

A proposta é defendida por parlamentares de diferentes espectros na Casa, em especial os do Centrão.

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta “fortalece a atividade parlamentar e foi defendida pela maioria da representação do colégio de líderes”.

Veja abaixo como funcionam as regras atuais:

Medidas cautelares

As medidas cautelares são obrigações impostas pela Justiça a investigados e alvos de processos penais.

Na prática, elas restringem direitos enquanto os casos criminais tramitam, visando garantir que o processo penal siga seu curso de forma regular, sem interferências indevidas.

As medidas cautelares estão previstas no Código de Processo Penal. São aplicadas de forma isolada ou cumulativa pelo juiz, a requerimento do Ministério Público ou da polícia.

A aplicação das providências deve seguir:

  • necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação ou a instrução criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática de infrações penais;
  • adequação da medida à gravidade do crime, circunstâncias do fato e condições pessoais do indiciado ou acusado.

Em 2017, o Supremo decidiu que as restrições temporárias de direitos podem ser aplicadas a parlamentares pela Justiça.

Se a obrigação a ser cumprida dificultar ou impedir, direta ou indiretamente, o exercício do mandato, o caso vai para a Casa Legislativa, que delibera se mantém a medida.

Foro privilegiado

O foro privilegiado – chamado de foro especial por prerrogativa de função – é um mecanismo previsto na Constituição que faz com que algumas autoridades, por conta do cargo público que ocupam, têm o direito de serem julgadas por crimes comuns ou de responsabilidade em tribunais ou em Casas Legislativas.

No caso dos crimes comuns, a maior parte deles definidos no Código Penal, para algumas autoridades, a ação penal vai começar diretamente nos tribunais, fixados pela Constituição de acordo com cada cargo.

Ou seja, se uma autoridade comete um crime, um processo contra ela não começa na primeira instância da Justiça, como acontece com os cidadãos comuns.

Por exemplo, o presidente da República é julgado, no caso de crimes comuns, pelo Supremo Tribunal Federal (STF); já os governadores têm seu caso analisado diretamente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Têm direito ao foro privilegiado autoridades como:

  • juízes,
  • desembargadores,
  • ministros de tribunais superiores,
  • integrantes do Ministério Público,
  • prefeitos,
  • governadores,
  • deputados estaduais, federais e distritais,
  • senadores,
  • ministros do Supremo Tribunal Federal,
  • o procurador-geral da República,
  • o presidente da República, entre outros.

Recentemente, o STF mudou seu entendimento sobre o foro, fixando que devem continuar a ser conduzidas pelo tribunal as investigações de autoridades mesmo depois que elas deixarem as funções em que teriam cometido o crime.

Autorização para processos penais

Antes de 2001, a Constituição estabelecia que era preciso uma licença prévia da Casa Legislativa para a abertura de processo criminal contra deputados e senadores. A PEC quer voltar a esse cenário.

Uma emenda constitucional em 2001 derrubou essa exigência, o que permitiu a abertura de ações penais no Supremo ao longo dos últimos anos contra parlamentares acusados de envolvimento em irregularidades.

Atualmente, ainda vigora essa regra: o tribunal analisa denúncias do Ministério Público contra deputados e senadores sem precisar do aval do Poder Legislativo.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Gilmar Nascimento defende análise técnica da Reforma da Previdência na CMM

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O vereador Gilmar Nascimento(Avante) destacou a necessidade de um debate técnico sobre a Reforma da Previdência durante audiência pública realizada nesta terça-feira, 16, na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ele ressaltou que a medida é uma exigência legal para garantir o equilíbrio atuarial e manter o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), essencial para que Manaus continue tendo acesso a recursos federais.

“Essa reforma não foi enviada por vontade do prefeito, mas porque é uma exigência legal. Se não houver adequação, Manaus pode perder sua relação com o governo federal e prejudicar políticas públicas”, afirmou.

Gilmar frisou que os vereadores devem buscar uma solução que reduza os impactos aos servidores sem comprometer as contas públicas.

“Meu perfil sempre foi técnico. Temos respeito pelos sindicatos e servidores, mas a responsabilidade desta Casa é discutir com seriedade, encontrando o melhor caminho para Manaus”, reforçou.

Ele também criticou a postura de alguns parlamentares que defendem aprovações sem critérios.

“Tem colega que quer que aprove tudo porque ele quer apresentar tudo. Para passar tudo, tem que dar certo. Se está errado, vai para o devido ajuste”, concluiu.

 

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação 

Motta diz não ter ‘clima’ para votação de anistia, mas pode pautar proposta nesta semana

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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro aumentaram a mobilização pela votação de uma anistia, mas há divergências para conceder o “perdão amplo”. Pessoas ligadas ao presidente da Câmara, Hugo Motta, dizem que a proposta da oposição se tornou tema impopular e mal visto pela sociedade.

Em almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Motta reforçou sua posição para que a Câmara não vote o projeto de anistia. O deputado também tem manifestado a intenção de evitar um confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), que vê o perdão total como inconstitucional.

Já David Alcolumbre debate texto que altera o Código Penal, com isso, diminui as penas dos envolvidos do 8 de janeiro. O projeto foca nos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito.

Para dirigentes do PL, ficou evidente que Motta resiste a uma anistia ampla, que englobaria o caso de Bolsonaro. O deputado já antecipou que “não há clima” na Casa, mas há indícios de que o presidente da Câmara possa incluir urgência para a pauta.

Mesmo com a resistência por parte de Motta para uma votação, caso entre em pauta, a oposição prevê mais de 300 votos em favor do requerimento de urgência para anistia moderada aos condenados. Governistas sustentam haver condições de uma derrubada do pedido.

Os defensores da anistia precisam de 257 votos para aprovar a urgência e de maioria simples para o mérito. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, tem 262 signatários de pedido de urgência e argumenta que há mais votos para aprovar o requerimento e o projeto.

Já a oposição, afirma que o placar de urgência deve ficar entre 320 a 330 votos, isso se a proposta não incluir Bolsonaro. O PL segue tentando apoio com os partidos de centro, para a votação de anistia que beneficie o ex-presidente.

 

 

Com informações de Terra e O Globo

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Juízes e promotores brigam em post: ‘Talvez o senhor não saiba ler’

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A publicação de uma nota de esclarecimento nas redes sociais envolvendo o esquartejamento de uma mulher foi suficiente para causar confusão entre juízes e promotores do Rio Grande do Sul. Em meio à discussão jurídica, houve troca de farpas e uma juíza chegou a indicar que um promotor não sabia ler.

Na postagem, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), esclarece o motivo de o suspeito do crime ter sido colocado em liberdade um ano antes de cometer o feminicídio da namorada. Conforme narrado, a inexistência de vagas no regime fechado teria permitido a progressão do homem, preso anteriormente por outro homicídio.

Na nota, a Ajuris diz que a responsabilidade pelo segundo crime não pode ser imputada a juízes, pois “não é papel do Judiciário a fiscalização, fornecimento de equipamentos ou cumprimento de prisões”. A associação também informou que o Ministério Público (MP) não provocou o Executivo para abertura de mais vagas no regime fechado.

Nos comentários, promotores criticaram o posicionamento. “Nota classista! Quem decide é o Juiz, e não apenas com base em laudos. Há várias responsabilidades. Cada um que assuma a sua!”, disse o promotor Eugenio Paes Amorim.

O perfil da juíza Anna Alice Schuh comentou em seguida que o MP não recorreu da progressão de regime. “Não houve recurso da progressão. Faltam vagas no semiaberto. O MP pode processar o Executivo para exigir mais vagas, mas não o faz”, declarou.

Amorim, então, rebateu: “Mentira. Muito fácil fazer as coisas erradas e colocar a culpa no MP. O MP não só deu o parecer contrário como recorreu da decisão. O conteúdo da nota não corresponde à verdade”.

Em outro comentário, a juíza escreveu que o promotor “sabe” que a própria afirmativa não é verdadeira. “Estou com o recurso do MP na minha mão. Talvez o senhor não saiba ler”, provocou a juíza, fazendo referência ao fato de supostamente não haver pedido contrário à progressão no recurso.

Um terceiro perfil, o do juiz Sidinei José Brzuska, também entrou na discussão. O magistrado criticou o termo “nota classista” utilizado pelo promotor e aproveitou para alfinetar o colega.

“Mas essa é uma associação de classe, da qual, ainda bem, você não pertence. Queria o quê? Fotos de família?”, indagou.

Sidinei também respondeu ao comentário da promotora Lúcia Helena Callegari, que chamou a nota de equivocada. Ela afirmou que o Ministério Público teria recorrido da progressão em 20 de janeiro de 2024.

“Não houve recurso contra a progressão de regime. Não houve recurso contra a antecipação da progressão em dois meses. Também não houve manifestação contra a falta de vagas no semiaberto. Falta de tornozeleira e descumprimento do mandado de prisão”, pontuou o juiz.

Outros juízes e promotores também comentaram abertamente a publicação na rede social.

Procurada, a juíza Anna Alice Schuh não quis comentar o caso. Por meio de mensagem, o juiz Sidinei José Brzuska disse que “realizou apenas dois comentários breves na publicação da Ajuris e que não pretende ampliá-los”.

Confira a publicação:

O caso

Em 5 de setembro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu preventivamente Ricardo Jardim acusado de matar e esquartejar a namorada, cujo corpo foi localizado em partes espalhadas pela capital gaúcha.

O suspeito, de 65 anos, é publicitário, pós-graduado e já havia recebido homenagens públicas por sua atuação profissional.

Para a polícia, ele agiu de forma fria e calculada, deixando pistas de propósito para desafiar as autoridades.

Segundo o delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios, o crime ocorreu em 9 de agosto. Os primeiros restos mortais da vítima, braços e pernas, foram encontrados no dia 13, dentro de sacolas de lixo, em uma rua erma do bairro Santo Antônio, zona leste da cidade.

Sete dias depois, o acusado retornou à cena pública: levou o torso da mulher até a rodoviária de Porto Alegre e deixou o material em uma mala no guarda-volumes, em um dos locais mais movimentados do estado.

Imagens de câmeras de segurança confirmaram a movimentação do suspeito. Ele utilizava boné, óculos, luvas e máscara para dificultar o reconhecimento, mas em seguida foi registrado por outro equipamento em um comércio da zona norte, onde chegou a abaixar a máscara e permitir a identificação.

Durante coletiva de imprensa, o delegado Mario Souza destacou a frieza do acusado. “É um homem educado, frio e aparentemente muito inteligente. O crime foi cometido com a intenção de afrontar a sociedade e o estado. Ele quis mostrar que estava um passo à frente da polícia”, afirmou.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

Após ‘Careca do INSS’ faltar à CPMI, familiares e sócios entram na mira

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A CPMI do INSS deve ouvir na próxima quinta-feira, 18, seis testemunhas ligadas a Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e ao empresário Maurício Camisotti, ambos presos em operação por fraudes em descontos em benefícios previdenciários. A proposta surge após Carlos informar, de última hora, que decidiu não depor na CPMI, que teve a reunião cancelada ontem, 15.

De acordo com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os requerimentos relacionados às testemunhas serão votados em reunião extraordinária nesta terça-feira, 16.

“É uma resposta que a CPMI quer dar claramente à falta de seriedade do advogado da defesa de Carlos Camilo em relação ao acordo que foi feito conosco. (…) Da mesma forma, Maurício Camisotti que também já nos enviou ofício por meio da defesa de que não vai comparecer na próxima quinta-feira” explicou o senador, que citou o cancelamento da reunião desta segunda-feira.

A intenção é ouvir todos na mesma reunião, na quinta-feira. Os convocados para depor serão:

  • Esposa e sócia em empresas do “Careca do INSS” Tânia Carvalho dos Santos;
  • Filho e sócio em empresas do “Careca do INSS” Romeu Carvalho Antunes;
  • Sócio do “Careca do INSS” Rubens Oliveira Costa;
  • Sócio “Careca do INSS” Milton Salvador de Almeida Júnior;
  • Esposa de Camisotti e sócia de uma das empresas que trabalharam na modernização dos sistemas de Previdência Cecilia Montalvão;
  • E o advogado que tem transações bancárias suspeitas com Camisotti Nelson Willians.

Exposição

De acordo com o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o acordo foi para que todos sejam convocados na condição de testemunhas, o que pode mudar após os depoimentos.

“Todos estão na condição de testemunha. Em que pese terem sido arrolados hoje para a pauta de amanhã, isso se deve exclusivamente à escolha feita pelo senhor Camisotti e pelo senhor Antônio Carlos Camilo de não poupar os familiares no próprio sistema criminoso. Foram eles que expuseram os familiares”, disse o relator.

As perguntas, segundo Gaspar, se dividem em dois blocos: saber quem são os responsáveis pelas fraudes e quem deu sustentação política para que isso acontecesse.

Para o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr (PSB-PI), a postura do presidente da comissão foi firme diante do não comparecimento dos dois investigados. Ele lembrou que, ainda que o Supremo Tribunal Federal conceda habeas corpus para que os convocados não sejam obrigados a falar, a presença deles é obrigatória na comissão.

“Ninguém é obrigado a constituir prova contra si, é um princípio constitucional. Mas a CPMI os convocou para que venham como testemunhas, para prestar esclarecimento. E o que a Constituição Federal de 88 e o Supremo garantem a essas pessoas é o direito de ficar calado, não o direito de escolher se vêm ou não. A CPMI está exercendo o seu papel, que está previsto na Constituição, e é por isso que esses sujeitos sendo neste momento convocados”, finalizou.

 

Da Redação, com informações da Agência Senado
Foto: Divulgação

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