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Flávio confirma visita a Vorcaro em casa quando ex-banqueiro estava em prisão domiciliar

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Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter visitado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no fim do ano passado. A visita ocorreu na casa do executivo, em São Paulo, quando ele estava em regime de prisão domiciliar após ser detido pela primeira vez. A informação havia sido antecipada pelo site Metrópoles antes da confirmação do parlamentar.

— Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele — disse Flávio. — Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco.

Em pronunciamento à imprensa, o senador afirmou que na época tratava com Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do parlamentar. O encontro ocorreu após Flávio cobrar pagamentos que estavam atrasados por meio de mensagens.

O senador afirmou que o único assunto tratado com Vorcaro, tanto por telefone quanto pessoalmente, foi o financiamento do filme do pai.

— Qualquer contato meu com esta pessoa foi única e exclusivamente para tratar do filme do meu pai que está ali faltando os últimos detalhes para ser concluído — afirmou o senador.

 

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Vorcaro foi preso preventivamente em 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para Dubai em um jatinho particular. Ele foi autorizado a ficar em regime domiciliar em 29 de novembro, após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Na ocasião, ele passou a usar tornozeleira eletrônica e foi proibido de ter contato com outros investigado, mas as demais visitas estavam liberadas.

Em 4 de março, porém, o banqueiro foi novamente preso, por ordem do ministro André Mendonça, do STF, após as investigações apontarem tentativa de obstrução de Justiça por parte de um grupo ligado a Vorcaro.

A declaração de Flávio ocorreu após ele se reunir nesta terça-feira com integrantes do PL em Brasília. O encontro foi marcado como mais uma tentativa do partido de reorganizar a pré-campanha presidencial de Flávio depois da crise provocada pela divulgação de mensagens e áudios em que o senador cobra recursos de Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Depois de passar os últimos dias em reuniões reservadas com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho, Flávio reuniu cerca de 70 deputados e senadores do partido em Brasília num momento em que aliados ainda demonstram incômodo com a condução política do caso e com a forma como o senador reagiu publicamente às revelações.

Estiveram presentes Rogério Marinho, Valdemar, além dos líderes do partido no Congresso, Sostenes Cavalcante e Carlos Portinho, o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes e o senador Efraim Filho.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que houve desencontro de versões, respostas improvisadas e falta de alinhamento entre aliados próximos do senador. Parte do desgaste interno veio do fato de Flávio ter negado inicialmente relação com Vorcaro antes de admitir pedidos de recursos para o filme. Também causaram ruído falas divergentes de integrantes ligados à produção do longa, como Mario Frias (PL-SP), que chegou a negar financiamento do banqueiro ao projeto enquanto o próprio Flávio já reconhecia os aportes.

A entrevista concedida pelo senador à GloboNews na última semana também virou alvo de críticas reservadas dentro do partido. A avaliação de aliados é que Flávio não conseguiu explicar o caso de forma clara e acabou ampliando dúvidas sobre a relação com Vorcaro ao responder no “calor do momento”, sem uma estratégia de comunicação fechada.

O episódio gerou desconforto inclusive entre aliados da família Bolsonaro. O influenciador Paulo Figueiredo, próximo de Eduardo Bolsonaro, afirmou publicamente que a oposição enfrenta um problema de “comunicação e política”. Já Eduardo admitiu em uma transmissão ao vivo que o grupo demorou a reagir justamente para evitar contradições.

A ordem agora dentro do PL é reorganizar a ofensiva política e evitar que Flávio fique acuado pela crise. O entorno do senador defende ampliar agendas públicas, reforçar viagens pelo país e intensificar encontros com empresários. Ele viaja para São Paulo nesta quarta-feira onde deve ter encontros com a Faria Lima. 

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

CCJ retoma debate sobre redução da maioridade penal

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Até o fim de abril, o Brasil registrava 11.542 adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas de restrição e privação de liberdade, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os dados sobre o sistema socioeducativo ganham relevância em meio à retomada, nesta terça-feira, 18, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, do debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em crimes hediondos.

Apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e relatada pelo Coronel Assis (PL-MT), a proposta é tema recorrente no Legislativo e voltou ao centro do debate após ser retirada da PEC da Segurança Pública para tramitação separada.

Hoje, adolescentes que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas — e não penas do sistema prisional comum. Essas medidas incluem:

  • Internação: Privação de liberdade como medida principal
  • Internação provisória: Custódia temporária antes da sentença
  • Semiliberdade: Regime parcial com saídas externas
  • Internação-sanção: Punição por descumprimento de medida

Defendida por setores da oposição como forma de endurecer o combate ao crime, o texto prevê a responsabilização penal de jovens a partir dos 16 anos em casos de crimes violentos.

Especialistas em infância e juventude, porém, contestam a proposta. Para a pesquisadora Mariana Chies, professora do Insper, o uso de casos extremos (como homicídio e estupro) para pautar propostas de redução da maioridade penal é “populista”.

“Pega-se a exceção e diz-se que é a regra. Se a gente for olhar quem são os adolescentes hoje que estão dentro do sistema, são adolescentes que estão sendo representados pela prática de atos infracionais análogos ao crime de tráfico de drogas e aos crimes contra o patrimônio”, explica.

Segundo relatório do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), roubo e tráfico de drogas respondem por mais de 58% dos atos infracionais cometidos por adolescentes em 2024.

Mariana aponta que quando a criança e o adolescente entra no sistema socioeducativo, “ele vai ter acesso a assistência social, ele vai ter acesso à saúde, ele vai ter acesso a coisas que ele não teria na rua”, pois o sistema foca no desenvolvimento do indivíduo.

“O Estado só vai captar esse adolescente depois que ele comete um ato infracional, porque se o Estado tivesse captado ele por meio de políticas públicas inclusivas antes, ele não estaria dentro do sistema socioeducativo”, argumenta.

A proposta de transferir jovens de 16 e 17 anos para o sistema prisional adulto sofre resistência técnica. O juiz Rafael Souza Cardoso, presidente do Fórum Nacional da Justiça Juvenil (FONAJUV), destaca a disparidade de resultados entre os dois modelos. “Enquanto no adolescente a taxa de retorno ao sistema é de 24%, no adulto esse número é o dobro”, afirma Cardoso.

Para o juiz, reduzir a maioridade penal para sujeitar menores ao sistema penal adulto é “inverter a lógica”.

“A gente troca o modelo de responsabilização compatível com o desenvolvimento por um modelo punitivo pensado para adultos”.

Marina Araújo, coordenadora do Cedec-CE, reforça que o sistema prisional brasileiro vive um “estado de coisas inconstitucional” decretado pelo STF. “Que resposta estamos dando à violência ao propor que a juventude se encontre nesse cenário de ilegalidade e superlotação?”, questiona.

Especialistas ouvidos pelo g1 lembram que a fixação da maioridade em 18 anos segue o padrão de 80% dos países signatários da ONU. Países como Japão e Alemanha, inclusive, adotam sistemas intermediários para jovens de 18 a 21 anos, priorizando a reeducação antes da entrada definitiva no sistema penal adulto.

Além do aspecto prático, a constitucionalidade da PEC é questionada. Segundo o juiz Rafael Cardoso, a idade de 18 anos para imputabilidade penal é considerada por grande parte da doutrina jurídica como uma cláusula pétrea da Constituição, um trecho imutável, que impediria sua alteração mesmo via Proposta de Emenda à Constituição.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Glauco Araújo/G1

 

PF investiga perito por vazamento no caso Banco Master

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 19, a 7ª fase da Operação Compliance Zero para investigar suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas às diligências sobre fraudes envolvendo o Banco Master. A coluna apurou que o perito criminal federal investigado é João Cláudio Nabas. 

A ação teve como alvo um perito criminal federal suspeito de repassar informações obtidas durante a investigação a um profissional da imprensa.

Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão.

Entre as medidas autorizadas, está a suspensão do exercício da função pública do policial federal investigado.

As apurações apontam que ele teria divulgado informações sigilosas relacionadas à análise de materiais apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero.

De acordo com os investigadores, os dados repassados estariam ligados aos fatos apurados no início do caso envolvendo suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

A Polícia Federal não detalhou quais informações teriam sido vazadas nem o conteúdo do material analisado pelo perito.

A 7ª fase da Compliance Zero ocorre em meio ao aprofundamento das investigações sobre o esquema que envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e opositores ligados ao grupo investigado.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

CNJ identifica quase 700 ‘penduricalhos’ retroativos, mas diz não poder fazer cálculo por falta de padrão nacional

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Uma auditoria preliminar feita pelos órgãos que regulam o Poder Judiciário identificou quase 700 “penduricalhos” retroativos que podem acabar sendo pagos a procuradores e magistrados em todo o país.

A cúpula do Judiciário já tem uma estimativa de impacto dos passivos para os cofres públicos, mas diz que é necessário um pente-fino nas verbas antes de validar os pagamentos e submetê-los ao crivo do Supremo Tribunal Federal (STF).

O levantamento foi feito em resposta à decisão do STF que limitou os “penduricalhos”, pagamentos indenizatórios a servidores de carreiras privilegiadas do serviço público que geralmente resultam em remuneração total acima do teto constitucional. É o caso de magistrados e integrantes do Ministério Público. 

Além dos benefícios, é comum que magistrados e procuradores estourem o teto ao receberem retroativos, pagamentos referentes a benefícios, adicionais ou vantagens salariais que servidores alegam ter direito de receber por períodos passados, obtidos muitas vezes após decisões administrativas. Na prática, funcionam como uma “compensação acumulada” por valores que não teriam sido pagos anteriormente. 

O STF proibiu que tribunais e MPs paguem valores retroativos até uma auditoria dos valores pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao realizar tal fiscalização, no entanto, o órgão encontrou alguns obstáculos que impediriam a validação, de pronto, dos retroativos estimados por cada um dos tribunais e unidades do Ministério Público no país.

A auditoria acabou sendo considerada preliminar. Apesar de não apresentar a estimativa do que pode acabar desembolsado para pagar passivos no Judiciário, indica quantas verbas retroativas foram informadas por tribunais e MPs em todo o país: 694, ao todo.

No Ministério Público, foram 176 registros de passivos declarados por 30 unidades. Já na magistratura, a auditoria identificou 518 registros de passivos em 94 tribunais.

Ainda de acordo com os documentos, há “elevada concentração” nos passivos, tanto nos registrados no MP como nos tribunais. As promotorias de São Paulo e Minas, por exemplo, respondem sozinhas por 38,8% do total de passivos do Ministério Público. Na mesma linha, os tribunais estaduais de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Paraná, junto do Tribunal Regional do Trabalho da 2º Região respondem por 37,14% dos registros.

Outro achado da auditoria preliminar foi o de que, quando analisado o tipo dos passivo, 64,8% dos registros tem relação com a parcela de irredutibilidade — adicional por tempo de serviço. O documento cita como registros de “elevada expressão”, o ATS e a sexta parte instituídos no MP-SP; a parcela de irredutibilidade do MP-MH; os ATS retroativos do MP-SC e do MP-PE.

Auditoria mais rigorosa

Cristiano Pavini, coordenador de projetos da Transparência Brasil, afirma que os retroativos são um dos principais e mais opacos meios para driblar o teto constitucional.

– A Transparência Brasil identificou, apenas em 2024, o pagamento de R$ 3 bilhões em retroativos a magistrados e outros R$ 1,6 bilhão para promotores e procuradores. É essencial que a auditoria determinada pelo STF seja muito rigorosa e que os pagamentos, se novamente liberados, ocorram com máxima transparência – disse.

Dados ainda aguardam processamento

A maioria dos tribunais e MPs já apresentou os valores estimados do que o pagamento de cada passivo representaria, mas tais valores ainda não foram repassados ao STF. Isso porque, segundo o CNJ e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), será necessária uma auditoria muito mais fina para que se possa validar os valores.

Segundo os órgãos, o principal problema é o fato de não haver um padrão nacional para a concessão dos benefícios — e será necessário estabelece essa regra geral antes de calcular, com precisão, os pagamentos que serão liberados a juízes e procuradores.

Com base nos achados, os conselhos reportaram ao STF a necessidade da auditoria, fazendo algumas ponderações. Foi indicado, por exemplo, que, em razão das “assimetrias” entre tribunais e MPs, o pente-fino nos retroativos deverá ocorrer em fases, sob “pena de perda de foco e de inviabilidade operacional”.

Segundo o parecer, complexidade do trabalho estará mais ligada à “profundidade técnica” das parcelas e vai ser necessário um “exame aprofundado” dos critérios de formação dos passivos, para verificar se eles estão de acordo com a decisão do STF.

“A auditoria não será apenas de “quanto” foi calculado, mas também de “o quê” está sendo tratado como passivo, “com base em quê” e “em que medida” tal construção permanece compatível com o novo parâmetro vinculante do Supremo”, registrou a auditoria, que foi classificada como preliminar.

STF barrou ‘penduricalhos’

Os dados foram levantados após as decisões liminares do STF que barraram os penduricalhos enquanto a Corte não decidisse sobre o tema. O CNMP e o CNJ pediram a tribunais e MPs de todo o país que apresentassem valores de cada verba remuneratória, indenizatória ou auxílio pago, detalhando não só os montantes, mas o critério de cálculo, o fundamento legal específico e o tipo da rubrica.

Depois, foram consolidadas informações sobre os retroativos, considerando os nomes dos passivos, fundamentos legais, totais de procuradores e juízes com direito e valor total previsto. Segundo o CNJ e o CNMP, o cálculo levou a uma “visão inicial de materialidade, dispersão e heterogeneidade” dos retroativos, mas é insuficiente, sozinho para ser considerada a auditoria demandada pelo Supremo.

Dados incompletos e incompatíveis

A análise preliminar dos dados indica que eles não reúnem, de forma completa e homogênea, informações essenciais para a auditoria. Assim, os conselhos sustentam que os valores hoje consolidados são “declaratórios e preliminares”. As informações permitem que a cúpula do Judiciário desenhe uma estratégia de auditoria, mas não que sejam validados os montantes estimados, tampouco que seja reconhecido que eles estão de acordo com a tese do Supremo.

O plano dos conselhos, proposto ao STF, é que primeiro seja editado um normativo para “uniformizar” os retroativos, com padrões mínimos de documentação, rastreabilidade e transparência. A ideia é que se analise cada tipo de passivo e se estabeleça se ele está ou não de acordo com a decisão do Supremo sobre penduricalhos.

Com tais parâmetros, seriam solicitados novos dados aos tribunais e MPs, que passariam por uma nova análise pelo CNMP e pelo CNJ. A auditoria seria expandida primeiro para as unidades com maiores “assimetrias” e, após toda a avaliação, os resultados seriam enviados ao STF. Ao final, seria editada uma resolução com métodos de controle e formas de quitação definitiva dos retroativos.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

 

Presidente da Câmara de Humaitá é multado pelo TCE-AM por irregularidades no pagamento de diárias

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O presidente da Câmara de Humaitá (a 698 quilômetros de Manaus), o vereador Manoel Domingos dos Santos Neves, foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) por irregularidades no pagamento de diárias aos vereadores.

Segundo a denúncia apresentada ao Ministério Público Eleitoral (MPE) pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Amazonas (PGJ), apontou que os pagamentos das diárias foram realizados para o próprio presidente da Câmara e para o vereador Russe Lello de Miranda.

O TCE, em parcial consonância com o MPE, multou o presidente da Câmara no valor de R$5.692,86, e deve ser pago no prazo de 30 dias para recolher o montante.

Confira a decisão do TCE-AM:

Da Redação

Contrato de monitoramento do Rio Madeira recebe terceiro aditivo e chega a R$ 14,7 milhões

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ampliou em quase R$ 1 milhão o valor de um contrato para monitoramento do Rio Madeira. O extrato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), desta segunda-feira, 18.

O terceiro aditivo no Contrato nº 910/2020 será no valor de R$ 993,1 mil. Com o acrescimento, o acordo passa de R$ 13,7 milhões para R$ 14,77 milhões.

A empresa responsável pela execução dos serviços é a Rural Tech Comércio e Serviços Ltda., inscrita no CNPJ nº 01.020.718/0001-02.

Segundo o DNIT, a contratação tem como objetivo garantir a continuidade dos serviços especializados de levantamento de dados e monitoramento hidroviário do Rio Madeira, atividade considerada estratégica para a navegação e infraestrutura logística da região Norte. Os trabalhos são coordenados pela Superintendência Regional do DNIT no Amazonas (SR/AM), com apoio técnico da Coordenação-Geral de Obras Aquaviárias (CGOB/DAQ).

O termo aditivo foi assinado em 14 de maio de 2026 e terá vigência até 6 de abril de 2027.

Da Redação 
Foto: Divulgação 

Lula e Alcolumbre ‘congelam’ relações em reencontro no TSE 

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Sentados lado a lado durante a posse da nova presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula e Davi Alcolumbre protagonizaram mais de uma hora de silêncio eloquente. Não houve troca de palavras, sorrisos de circunstância ou sequer o cumprimento protocolar que a liturgia dos cargos exige.

Este gelo institucional é o reflexo direto das sucessivas derrotas que o Palácio do Planalto sofreu no Congresso Nacional, com destaque para a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) — revés que expôs a fragilidade da base governista e a postura hostil do comando do Legislativo. O descontentamento foi tamanho que Alcolumbre se recusou a aplaudir o ministro quando este foi homenageado na sessão.

O resultado é uma engrenagem com o disjuntor desligado. Sem canais mínimos de diálogo e com as pontes dinamitadas entre os chefes de Poder, a votação de pautas cruciais parece inviabilizada. Enquanto o Executivo se isola na insatisfação e o Legislativo se fecha na autossuficiência, a governança do país segue completamente congelada.

 

Da Redação

Especialistas alertam para uso de Inteligência Artificial nas eleições 

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O uso de Inteligência Artificial (IA) é um ponto de atenção para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, nas eleições de 2026. Segundo especialistas, o uso da  tecnologia poderá agravar a circulação de notícias falsas em contexto de grande polarização política e baixo letramento digital.

O advogado eleitoral Jonatas Moreth, mestre em Direito Constitucional, avalia que a Justiça Eleitoral atua para coibir desvios já ocorridos em meio à práticas de manipulação que se aperfeiçoam.

“O processo eleitoral e o papel dos tribunais eleitorais se assemelham ao que ocorre no esporte com o doping e o antidoping. O doping sempre está um pouco à frente do antidoping. Ou seja, inventa-se uma droga que não é pega nos exames rotineiros, até que um procedimento consegue captar e passa a ser acrescido nos exames”, explica.

Para o professor Marcus Ianoni, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, a capacidade da Justiça Eleitoral em agir vai depender da disponibilidade de quadros técnicos qualificados.

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, também quer “privilegiar o debate e o direito de resposta de todos os envolvidos no processo eleitoral” e assegurar “diálogo com os tribunais regionais e as principais demandas do país”.

Para Jonatas Moreth, Nunes Marques objetiva articular toda a Justiça Eleitoral e fazer com que os tribunais regionais e o TSE trabalhem “numa mesma sintonia e de forma uníssona.”

A concordância e a unidade dos tribunais podem ser determinantes na escolha de modelo de atuação: se mais intervencionista e proibitiva, como ocorreu durante a gestão do ministro Alexandre Moraes, de agosto de 2022 a junho de 2024, ou mais liberal, considera Moreth.

Pesquisas eleitorais

Há uma preocupação em relação a divulgação de pesquisas eleitorais. Segundo o professor, a  legislação pode estar adequada para evitar a veiculação de resultados fraudulentos, sendo necessária fiscalização efetiva.

Fraudes em pesquisas eleitorais costumam ser denunciadas pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). A legislação determina a obrigação de registro na Justiça Eleitoral, o nome do estatístico responsável, além de informações sobre a amostra, o questionário e a aplicação. 

 

Com informações de Agência Brasil

AC: STJ recebe nova denúncia contra Gladson Cameli em ação por fraude e desvio em obras públicas

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Por unanimidade, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador do Acre, Gladson Cameli, acusado dos crimes de peculato-desvio e fraude à licitação em razão de supostas irregularidades na contratação de obras para a rodovia estadual AC-405, em Cruzeiro do Sul.

Com a decisão, o ex-governador se tornou réu em mais uma ação penal no mesmo dia em que a Corte Especial o condenou a 25 anos e nove meses de reclusão, a maior pena já aplicada pelo STJ em uma ação penal originária.

MPF aponta que ex-governador teria direcionado obras para construtora ligada à sua família

Segundo o MPF, no início do primeiro mandato de Gladson Cameli no governo do Acre, em 2020, o então governador teria articulado um esquema para frustrar o caráter competitivo da licitação destinada às obras de duplicação da AC-405, direcionando o contrato para a Construtora Colorado, empresa ligada à sua família.

De acordo com a denúncia, Cameli também teria nomeado aliados para cargos estratégicos no Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), órgão responsável pela execução do contrato. Para o MPF, o ex-governador exercia ingerência direta sobre atos administrativos, cronogramas de pagamento e decisões envolvendo fornecedores, coordenando o desvio de recursos públicos.

A acusação aponta ainda suposto superfaturamento no contrato. Conforme nota técnica da Controladoria-Geral da União (CGU), teriam sido identificadas manobras destinadas a elevar artificialmente os custos da obra, gerando sobrepreço de aproximadamente R$ 3,6 milhões. Segundo o MPF, há indícios de que parte dos valores desviados teria beneficiado diretamente o ex-governador e seus familiares.

Família do ex-governador tinha influência nos dois consórcios concorrentes da licitação

Ao votar pelo recebimento da denúncia, a relatora da ação penal, ministra Nancy Andrighi, destacou que os elementos reunidos na investigação apontam que Gladson Cameli atuava diretamente em atos da rotina administrativa do governo estadual e mantinha seu pai, Eládio Cameli, constantemente informado sobre decisões de gestão e oportunidades relacionadas a licitações no Acre.

Nesse contexto, a ministra afirmou haver indícios de uma atuação coordenada entre o ex-governador, seu pai e seu primo Linker Cameli para direcionar a licitação em favor da Construtora Colorado, empresa que, segundo a investigação, seria efetivamente comandada por Eládio Cameli. Conforme ressaltou, diálogos e documentos apreendidos indicam que o pai do ex-governador acompanhava o andamento das obras, autorizava pagamentos e participava de decisões estratégicas da construtora, reforçando a suspeita de que atuava como verdadeiro controlador da empresa.

A relatora também observou que, embora a licitação tenha contado formalmente com dois consórcios concorrentes, a investigação apontou indícios de influência de Eládio Cameli não apenas na Construtora Colorado, vencedora do certame, mas também na empresa Ardo, integrante do consórcio concorrente. Para a ministra, esse cenário reforça as suspeitas de comprometimento do caráter competitivo da disputa.

Servidores nomeados pelo réu teriam atuado para permitir o superfaturamento

Segundo Nancy Andrighi, os elementos colhidos no inquéritoindicam que pessoas da confiança de Gladson Cameli, nomeadas para cargos estratégicos na administração estadual, teriam atuado para permitir o superfaturamento, com posterior desvio de recursos públicos em benefício dos envolvidos.

A relatora disse que a nota técnica da CGU identificou indícios de manipulação dos custos da obra para encarecer artificialmente o contrato, além de falhas de fiscalização por parte do Deracre. A ministra afirmou que, entre as irregularidades apontadas, estão pagamentos por materiais que teriam sido obtidos gratuitamente em jazida pertencente ao estado do Acre.

Por fim, Andrighi destacou que as quebras de sigilo bancário revelaram transferências milionárias da construtora para outras empresas ligadas à família Cameli, além do pagamento de despesas relacionadas a um imóvel de luxo e à reforma da residência do ex-governador.

“A Construtora Colorado foi contratada de forma fraudulenta para assegurar, via superfaturamento do contrato, o desvio de recursos públicos que viriam a beneficiar os membros denunciados da família Cameli, especialmente o acusado Gladson”, concluiu.

Com o recebimento da denúncia, tem início a ação penal contra o ex-governador. Não há prazo para o julgamento do mérito do processo pela Corte Especial.

 

Da Redação, com informações do STJ
Foto: Divulgação 

 

PF envia nome de dono da Refit à Interpol

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A PF (Polícia Federal) enviou o nome de Ricardo Magro, dono do grupo Refit, para a Difusão Vermelha da Interpol.

A solicitação do Brasil à rede internacional de polícias, no sábado, 16, se deu após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou mandado de prisão contra Magro e busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), na operação “Sem Refino”.

No pedido da PF, a força policial pede que ele seja procurado em 196 países por fraudes fiscais e sonegação de impostos. Ele é apontado como o maior sonegador do Brasil. 

Após o recebimento dos documentos e o mandado de prisão em aberto, a Interpol, sediada na França, analisa para saber se classifica o procurado brasileiro como foragido internacional.

Se for incluído, ele pode ser preso em qualquer país do mundo que faça parte do organismo internacional.

Magro foi alvo da PF na operação de sexta-feira, 15, sobre sonegação de impostos que chegariam a R$ 52 bilhões. Ele mora fora do Brasil há pelo menos dez anos.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação