No dia 21 de junho, os eleitores de Roraima vão às urnas para escolher o novo governador e vice-governador. Na última terça-feira, 12, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) aprovou a resolução que viabiliza a realização da eleição suplementar direta no estado.
Os desembargadores Jésus Nascimento , Mozarildo Cavalcanti (presidente da Corte e relator), assim como os juízes Diego Carmo de Sousa e Renato Albuquerque, votaram totalmente a favor.
Por outro lado, o juiz Allan Kardec Lopes Mendonça Filho votou favoravelmente, parcialmente. Já o juiz Fernando Pinheiro dos Santos votou contra a realização de eleição suplementar direta, acompanhando a opinião da juíza Joana Sarmento de Matos, sendo, portanto, o segundo contrário à eleição direta. O placar final ficou com cinco votos favoráveis e dois contrários.
Convenções
As convenções para as suplementares em Roraima vão de 12 a 17 de maio. Nesse sentido, os partidos que pretendem lançar candidatos já escolheram as datas. O Republicanos, que vai lançar Soldado Sampaio, será no dia 17, às 15h, no CTG Nova Querência. Já o PL, que vai lançar Arthur Henrique, realiza o evento no dia 16, a partir das 8h30, no Espaço D’Rosi.
Já as convenções do União Brasil, que deve lançar Edilson Damião, ocorrem no dia 17, às 10h, na sede do partido, no Centro de Boa Vista. E, por fim, o DC, que vai lançar Paulo César Quartiero, realiza o evento no dia 16, às 19h, no Hotel Aipana.
Ao fim da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira, 13, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, anunciou o resultado da eleição formal para preenchimento de vagas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a saída da ministra Cármen Lúcia da Corte Eleitoral.
Na vaga de membro efetivo aberta pela ministra, foi escolhido o ministro Dias Toffoli. Com a ida de Toffoli para a titularidade, abriu-se vaga de ministro substituto no TSE. Para essa cadeira, o escolhido foi o ministro Flávio Dino, também com nove votos. Ministro Luiz Fux recebeu um voto.
Ao proclamar o resultado, Fachin explicou que os ministros não votam em si mesmos, razão pela qual os escolhidos não alcançaram a unanimidade formal.
Após o anúncio, Dino agradeceu aos colegas e brincou com o resultado. Segundo o ministro, que já exerceu cargos políticos, a votação representou, proporcionalmente, o maior desempenho eleitoral de sua trajetória.
“É, proporcionalmente, a maior votação que eu já tive na vida”, disse.
O ministro lembrou que foi eleito governador do Maranhão duas vezes, com cerca de 1,9 milhão de votos, em universo aproximado de 2,3 milhões.
“O máximo que eu já tinha chegado tinha sido 64% dos votos”, brincou.
A Câmara dos Deputados, por meio do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), fechou acordo na terça-feira, 12, com o governo do presidente Lula (PT) para avançar na votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1.
A articulação prevê que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja analisada primeiro no Plenário da Câmara, ainda neste mês. Um projeto de lei (PL) do Palácio do Planalto ficará responsável por regulamentar as regras de transição e as especificidades de cada setor profissional.
A PEC está atualmente em debate em uma comissão especial da Câmara e deverá chegar ao Plenário até o fim de maio. O texto é relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e estabelece diretrizes gerais para a redução da jornada de trabalho, incluindo limite de 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado.
A expectativa do governo e da cúpula da Câmara é que o projeto de lei complemente a PEC ao detalhar a implementação das mudanças em diferentes categorias profissionais. O texto deve tratar, por exemplo, de modelos alternativos de jornada, como a escala 4×3, além de disciplinar regras de adaptação para empresas e trabalhadores.
Na manhã de quarta-feira, 13, Motta se reuniu com os ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), além do relator Leo Prates e do presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP). O encontro consolidou o entendimento de que a PEC terá prioridade na tramitação antes do debate do projeto de regulamentação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, admitiu ter mantido contato por quase um ano com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, período durante o qual articulou um apoio de R$ 134 milhões para a realização de um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O caso foi revelado nessa quarta-feira, 13, em uma reportagem do portal The Intercept Brasil.
Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de recurso e a relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma questão privada.
“É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, disse o parlamentar na manifestação, horas após a publicação da matéria.
Ainda na nota, Flávio Bolsonaro nega ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.
“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, completou.
Após a nota, um vídeo de Flávio repetindo os mesmos argumentos também está sendo divulgado nas redes sociais. Nessa gravação, ele diz que Vorcaro parou de honrar com as parcelas pendentes do patrocínio e informa que havia um contrato assinado a respeito desses repasses prometidos.
Ao revelar o envolvimento entre Flávio e Vorcaro, a reportagem do Intercept divulgou um áudio do próprio senador que menciona a importância do filme sobre o pai e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.
“Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme”, disse o senador na mensagem trocada com o banqueiro.
A reportagem revela também, com base em outras mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025.
Prisão
As últimas conversas entre ambos, reveladas pela reportagem, datam do início de novembro do ano passado, um período crítico para o Banco Master e Vorcaro. Pouco mais de uma semana depois dessa troca de mensagens, o Banco Central decretou a liquidação do Master e a Polícia Federal (PF) prendeu o banqueiro em um dos desdobramentos da operação sobre fraudes financeiras.
Atualmente, ele está preso na Superintendência da PF em Brasília e negocia um possível acordo de delação premiada.
O filme estaria sendo realizado por uma produtora no exterior, com atores e equipes estrangeiros, e tem previsão de ser lançado ainda este ano. Segundo a matéria, o apoio envolveu transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.
Henrique Vorcaro, pai do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, em Belo Horizonte, na sexta fase da operação Compliance Zero. Ele aparece como demandante, operador e beneficiário financeiro de todo o esquema do Master. Ao todo há sete mandados de prisão preventiva que estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira. Um agente da Polícia Federal da ativa já está preso, uma delegada também da ativa e um agente aposentado são alvo de busca. Segundo fontes, todos os alvos das prisões de hoje são integrantes da chamada “A Turma”, grupo que atuava para intimidar desafetos, acessar informações sigilosas e promover invasões a dispositivos informáticos em benefício de Vorcaro.
O pai de Daniel Vorcaro era presidente da Multipar, empresa que movimentou mais de R$ 1 bilhão, entre 2020 e 2025, exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo ao Conselho, a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.
O Grupo Multipar, fundado por Henrique Vorcaro, é um conglomerado com atuação em áreas como engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário. O grupo ganhou espaço principalmente em contratos ligados à infraestrutura e obras de grande porte em Minas Gerais.
Na semana passada, o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro já havia sido preso apontado como “operador financeiro” do ex-banqueiro, “incumbido da interligação entre decisões estratégicas do núcleo central e a execução material das movimentações financeiras e societárias”.
Mensagens com “Sicário” levaram pai de Vorcaro e agente da PF à prisão
A nova fase da Compliance Zero mira a chamada “A Turma” com base em mensagens encontradas dos alvos com Luiz Phelipe Mourão, chamado de “Sicário” de Daniel Vorcaro.
O conteúdo periciado mostra como Mourão tinha acesso a informações sigilosas da PF e do MPF para usar a mando de Vorcaro.
A PF investiga que o grupo era usado pelo dono do Banco Master para ameaçar adversários, sendo definido como “organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos”.
“Sicário” mantinha contato com agentes da Polícia Federal que foram alvos da sexta fase da operação.
A PF faz essa ligação: Mourão conseguia informações sigilosas dentro da PF e repassava para “A Turma”, com Vorcaro pai, Vorcaro filho e o cunhado Fabiano Zettel.
Em março, quando Daniel Vorcaro e Mourão foram presos, a PF detalhou a atuação deles: “a partir dessa metodologia o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol“.
Ainda de acordo com a investigação, Mourão exercia papel central no grupo “A Turma”, cuja estrutura foi montada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo, entre eles autoridades e jornalistas.
A defesa de Henrique Vorcaro ainda não se manifestou sobre a prisão.
Da Redação com informações de O Globo e CNN Brasil
Depois de duas suspensões provocadas por decisões judiciais e administrativas, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) realiza, nesta quinta-feira, 14, a consulta à advocacia para formação da lista sêxtupla do Quinto Constitucional. A votação definirá os nomes que seguirão na disputa pela vaga de desembargador (a) do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
A consulta ocorrerá das 9h às 17h e marca a terceira tentativa de realização do pleito, considerado um dos mais importantes da advocacia amazonense nos últimos anos.
Suspensões
A retomada do processo ocorreu após a extinção do mandado de segurança que mantinha suspensa a consulta. Em nota oficial, a seccional afirmou que a manutenção do cronograma garante a participação democrática da advocacia e o cumprimento dos ritos legais do processo.
O primeiro adiamento aconteceu ainda em dezembro, quando o Conselho Federal da OAB suspendeu a eleição que estava prevista para ocorrer no dia 19.A decisão foi assinada pelo conselheiro federal, Jairo de Oliveira Souza, relator do caso, após pedido apresentado pelo advogado Taquer Junio Queiroz Ribeiro, que questionava a elegibilidade de uma das candidatas inscritas no processo.
Processo voltou a ser liberado em março
Já em março, o presidente da OAB-AM, Jean Cleuter Mendonça, anunciou uma nova data para realização da votação: 29 de março.
Na ocasião, a seccional informou que o recurso que havia suspendido o processo foi analisado, permitindo a retomada do calendário eleitoral e a continuidade da consulta para definição da lista sêxtupla.
Mais um adiamento
Apesar da retomada, a consulta voltou a ser suspensa poucos dias antes da votação marcada para 29 de março.
A decisão liminar foi proferida pelo juiz federal Ricardo A. Campolina de Sales, da Justiça Federal no Amazonas, após pedido da advogada Caroline Frota. Na decisão, o magistrado entendeu que havia risco de dano irreparável diante da proximidade da eleição sem o julgamento de recursos administrativos pendentes.
O juiz também destacou que o edital do processo vincula a administração e que o descumprimento das regras poderia ferir o princípio da legalidade.
Nova data
Após a extinção do mandado de segurança que suspendia o processo, a OAB-AM confirmou oficialmente a realização da consulta para esta quinta.
A votação
A consulta será dividida em duas etapas. Primeiro, os eleitores votarão nas candidatas mulheres e, em seguida, nos candidatos homens.
Cada advogado ou advogada poderá escolher até seis nomes diferentes, distribuindo os votos entre candidatas e candidatos, sem obrigatoriedade de utilizar todos os votos disponíveis.
Participam da disputa 17 nomes da advocacia amazonense. Confira:
Lista sêxtupla
Pelas regras atuais do processo, a lista sêxtupla obrigatoriamente deverá ser composta por três advogados e três advogadas.
Após a definição pela OAB-AM, os nomes serão encaminhados ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que reduzirá a relação para uma lista tríplice.
Mais um desafio
Após conseguir estar na lista tríplice, os três advogados escolhidos terão o desafio de cativar o governador do Amazonas, Roberto Cidade, que fará a escolha definitiva do novo desembargador ou desembargadora do TJAM.
Depois de meses trocando farpas públicas, Donald Trump recebeu Lula na Casa Branca com direito a elogios, risadas e clima de parceria. O presidente americano chamou Lula de “dinâmico”, disse que a reunião foi “muito boa” e ainda destacou que os dois discutiram comércio, tarifas e futuros acordos entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto isso, parte da ala bolsonarista deve ter precisado conferir se a conta de Trump havia sido hackeada.
O encontro, que durou cerca de três horas, teve passeio pelos jardins da Casa Branca, almoço oficial e até fotos dos dois sorrindo diante dos retratos dos ex-presidentes americanos. A coletiva conjunta prevista para o Salão Oval acabou cancelada sem explicações, o que só aumentou o suspense diplomático. Lula tentava evitar novas tarifas contra produtos brasileiros e conter a ideia americana de classificar facções brasileiras como organizações terroristas. Já Trump quer carne brasileira mais barata e acesso privilegiado aos minerais estratégicos do país.
Mas o bastidor mais curioso veio antes da viagem. Segundo fontes do governo, o telefonema que destravou o encontro aconteceu pelo celular do empresário Joesley Batista, durante uma conversa informal no Alvorada. Lula comentou a dificuldade de conseguir agenda com Trump, Joesley sugeriu ligar na hora e o papo durou cerca de 40 minutos. No fim da chamada, Trump teria encerrado com um descontraído “I love you” para o presidente brasileiro.
A política internacional, definitivamente, entrou em modo aleatório: Trump, símbolo da direita bolsonarista, agora troca elogios com Lula enquanto tenta ampliar negócios com o Brasil.
No fim das contas, entre ideologia, tarifas e minerais raros, até antigos adversários descobrem que uma boa cordialidade política pode render bons negócios.
O Ministério Público do Amazonas expediu uma Recomendação à Prefeitura de Boa Vista do Ramos para que faça ajustes no Portal da Transparência. A medida, assinada pela Promotora de Justiça, Kyara Trindade Barbosa, foi divulgada no Diário Eletrônico do órgão, na última semana.
Conforme o documento, resultados do Radar Nacional da Transparência Pública (ATRICON) de 2025 apontaram que há deficiências e inexistências de dados nos portais oficiais da prefeitura.
Diante do fato, a promotora recomendou que a administração municipal adote, no prazo de 60 dias, as providências administrativas e tecnológicas necessárias para adequar o site aos parâmetros da Lei Federal nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação (LAI), normas de transparência da gestão fiscal da Lei Complementar nº 101/2000 (LRF) e ao Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle (Siafic).
A prefeitura também deve disponibilizar em tempo real com dados abertos (editáveis), informações pormenores sobre execução orçamentária e financeira, incluindo receitas, despesas, contratos e licitações.
Além disso, o município precisa publicar as listas de espera e o quantitativo de vagas nas unidades de ensino público, e estruturar o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC) físico e eletrônico (E-Sic) informando horários de funcionamento, endereços e meios de contato. Outro ponto determinado pela promotoria é a garantia de acessibilidade para pessoas com deficiência no site.
O prefeito, Jarlem CB (PSD), e o secretário de governo do município, Roziney Santos, têm o prazo de 10 dias úteis para manifestar o acatamento das recomendação e informar as providências que serão adotadas. Em caso de não cumprimento, o MP poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis como Ação Civil Pública, além da recusa configurar dolo específico para eventual Ação de Improbidade Administrativa.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi comunicado por uma empresa sobre indícios de que um desembargador do Tribunal de Justiça (TJPR) ganhou um quadriciclo de R$ 62,5 mil em troca de uma decisão em um processo.
A descoberta foi feita pela própria empresa, que fez uma investigação particular. O relato chegou ao CNJ no último dia 28, no âmbito de um Pedido de Providências apresentado pela Construtora Zoller, localizada em Curitiba, contra o desembargador Francisco Carlos Jorge.
Segundo o Pedido de Providência, uma decisão do magistrado, que reverteu decisões anteriores do órgão colegiado, prejudicou a empresa.
A petição é assinada pela advogada Maria Tereza Uille, que já foi conselheira do próprio CNJ por dois mandatos, de 2017 a 2021, e secretária de Justiça do Paraná.
A investigação particular foi apresentada em um pedido de apuração disciplinar feito à Presidência do TJ paranaense em 27 de abril. Ela traz como indícios o depoimento do administrador da loja que vendeu o quadriciclo, uma nota fiscal em nome do filho do desembargador e uma foto de Instagram com os netos dele pilotando o veículo.
A denúncia da suposta conduta ilícita ocorre num momento em que autoridades debatem a possibilidade de punir juízes com maior rigor. Em março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu acabar com a aposentadoria compulsória como punição mais severa para magistrados.
Para o ministro, o CNJ deverá aplicar a perda do cargo, e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares. A decisão tem gerado discussões no meio jurídico e entre especialistas.
A CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar suspeita de espionagem em computadores da casa.
A abertura do processo levou ao afastamento, pelo prazo de 60 dias, do diretor responsável pela modernização e inovação digital da casa legislativa. Chefias substitutas vinculadas ao setor também foram afastadas.
A denúncia apresentada cita monitoramento de “conteúdo trafegado pelos usuários da rede corporativa”. O relato teria sido feito por servidores da CLDF.
Segundo a denúncia, no fim de março foi ativada uma funcionalidade suspeita conhecida como Deep Inspection, que pode ampliar a capacidade de segurança interna, mas também possibilita a inspeção e o monitoramento dos sites acessados na rede.
A apuração interna está a cargo da Comissão de Processo Disciplinar e Tomada de Contas Especial, que terá prazo de dois meses para conclusão dos trabalhos, prorrogável por igual período.
O caso ainda não foi enviado à PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) para investigação. Na avaliação dos parlamentares, se houver provas, poderá ser encaminhado.
“A medida demonstra o compromisso da Câmara Legislativa com a transparência, a legalidade e o rigor na apuração de eventuais irregularidades, assegurando aos envolvidos o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa”, diz nota da CLDF.