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Suspeita de espionagem afasta diretor da Câmara Legislativa do DF

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A CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar suspeita de espionagem em computadores da casa.

A abertura do processo levou ao afastamento, pelo prazo de 60 dias, do diretor responsável pela modernização e inovação digital da casa legislativa. Chefias substitutas vinculadas ao setor também foram afastadas.

A denúncia apresentada cita monitoramento de “conteúdo trafegado pelos usuários da rede corporativa”. O relato teria sido feito por servidores da CLDF. 

Segundo a denúncia, no fim de março foi ativada uma funcionalidade suspeita conhecida como Deep Inspection, que pode ampliar a capacidade de segurança interna, mas também possibilita a inspeção e o monitoramento dos sites acessados na rede.

A apuração interna está a cargo da Comissão de Processo Disciplinar e Tomada de Contas Especial, que terá prazo de dois meses para conclusão dos trabalhos, prorrogável por igual período.

O caso ainda não foi enviado à PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) para investigação. Na avaliação dos parlamentares, se houver provas, poderá ser encaminhado.

“A medida demonstra o compromisso da Câmara Legislativa com a transparência, a legalidade e o rigor na apuração de eventuais irregularidades, assegurando aos envolvidos o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa”, diz nota da CLDF.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

Nunes Marques canta com artistas no palco de festa após posse no TSE

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Após tomar posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Nunes Marques participou de uma festa em Brasília marcada por shows de samba e pela presença de autoridades do Judiciário, políticos e artistas.

Durante a comemoração, o magistrado subiu ao palco e cantou ao lado do sambista Jorge Aragão (veja no vídeo acima).

A celebração ocorreu na noite dessa terça-feira, 12, após a cerimônia oficial de posse no TSE.

A festa reuniu integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros de tribunais superiores, advogados e políticos, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.

Segundo relatos, o evento teve cerca de mil convidados e foi organizado por associações ligadas ao Judiciário.

Nunes Marques foi eleito para a posição em abril deste ano. O ministro fica no comando do TSE até maio de 2027.

Atrações musicais e buffet

A comemoração durou até 4h da manhã. Além de Jorge Aragão, artistas como Dudu Nobre e Ivo Meirelles participaram da apresentação. Nunes Marques cantou músicas conhecidas do samba, entre elas “Vou Festejar”, em clima descontraído diante dos convidados.

Além de clássicos do samba, a festa também teve shows de Natanzinho e de Lipe Lucena, cantores de piseiro e sertanejo. O cantor Raimundo Fagner também estava na festa, mas não subiu ao palco.

 

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Da Redação com informações de G1

Foto: Reprodução

‘Taxa das blusinhas’: o que muda com fim do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50

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O governo federal anunciou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, nome dado ao imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por meio do programa Remessa Conforme.

A medida foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em uma portaria do Ministério da Fazenda, com publicação no Diário Oficial da União(DOU) e já está em vigor desde terça-feira, 12.

Especialistas afirmam que o fim do imposto deve ter impacto imediato nos preços. Na prática, a medida afeta diretamente compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

“O efeito tende a ser imediato, com produtos importados — muitos deles vindos da China — ficando mais baratos sem a incidência desse imposto”, diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Isso se soma à valorização do real frente ao dólar, já que grande parte desses produtos é cotada na moeda americana”, acrescenta. Como mostrou o g1, o dólar fechou a R$ 4,89 nesta terça-feira, no menor nível em mais de dois anos, acumulando queda de 10,81% em 2026.

O especialista em comércio exterior Jackson Campos afirma que a medida deve valer para cargas que chegarem ao Brasil já nesta quarta.

“Com o fim do imposto de importação, a cobrança ficará restrita ao ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Com isso, o preço final tende a cair imediatamente. Os e-commerces também vão se ajustar rapidamente para retirar a cobrança no momento da compra”, afirma.

A mudança na prática

Jackson Campos explica o que muda nos cálculos. Veja o detalhamento abaixo.

Como era a cobrança com a taxa das blusinhas

  • EXEMPLO: uma compra de US$ 50 passava a custar US$ 60 com o imposto de importação de 20%. Depois, com a cobrança de 17% de ICMS sobre esse valor, o total chegava a US$ 72,29 — ou R$ 354 pela cotação do dólar desta terça.

Como fica com o fim da taxa das blusinhas

  • EXEMPLO: sem o imposto de importação de 20%, uma compra de US$ 50 terá apenas a cobrança do ICMS de 17% (ou de 20%, em alguns estados). Como o imposto estadual é calculado “por dentro”, o total da compra será de US$ 60,24 — ou cerca de R$ 295.

O imposto “por dentro” significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, nesse caso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. É que o imposto também incide sobre ele mesmo. Assim, o total chega a US$ 60,24.

Ou seja, na prática, um mesmo produto pode cair de R$ 354 para R$ 295 com o fim da taxa das blusinhas.

Impacto para a indústria nacional

O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, avalia que, embora o fim da “taxa das blusinhas” beneficie os consumidores, a medida tende a prejudicar empresas brasileiras.

Segundo ele, o imposto criado em 2024 funcionava como uma proteção para a indústria nacional, especialmente o setor de moda, ao dificultar a entrada de produtos importados mais baratos e estimular o consumo de itens produzidos no Brasil.

“Do ponto de vista macroeconômico, a medida ajudava a defender empregos nacionais e foi relevante para o país”, afirma. “Não por acaso, países da União Europeia e os próprios Estados Unidos também passaram a taxar remessas de pequeno valor recentemente, justamente para tentar reduzir essa enxurrada de produtos asiáticos baratos, principalmente eletrônicos, roupas e acessórios”, acrescenta.

Empresas brasileiras criticaram a decisão anunciada nesta terça-feira pelo governo e classificaram a medida como um “grave retrocesso econômico” e um “ataque à indústria e ao varejo nacional”.

Relembre a criação da taxa e a arrecadação

Nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O valor representa alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para o período.

  • A taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, criando imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme.
  • Posteriormente, dez estados elevaram o ICMS sobre essas compras de 17% para 20%, com a mudança entrando em vigor em abril do ano passado.
  • Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o fim da “taxa das blusinhas” estava em discussão no governo. O imposto foi criado na gestão de Fernando Haddad à frente da pasta.
  • A medida era criticada por consumidores por encarecer produtos importados baratos vendidos em plataformas internacionais.

Retrocesso

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificou a medida como um “grave retrocesso econômico” e um “ataque direto à indústria e ao varejo nacional”.

Segundo a entidade, o fim da tributação prejudica empresas brasileiras, especialmente micros e pequenas companhias, que “investem e sustentam a arrecadação do país”.

“É inadmissível que, enquanto o setor produtivo nacional enfrenta uma das maiores cargas tributárias do mundo, juros elevados, custos operacionais crescentes e um ambiente regulatório extremamente complexo, empresas internacionais continuem recebendo privilégios artificiais para avançar sobre o mercado brasileiro”, afirmou a associação.

Em nota, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI) disse que a medida “enfraquece a indústria nacional” e “amplia a concorrência desleal com empresas brasileiras, que seguem submetidas a uma alta carga tributária”.

“Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, afirmou o presidente da frente, deputado Julio Lopes (PP-RJ).

Ajuda para contas públicas

O dinheiro arrecadado pela “taxa das blusinhas” ajudava a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.

Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde. Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.

A alta na arrecadação ajuda o governo a tentar atingir a meta fiscal deste ano, que é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano.

Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula (PT).

Da Redação, com informações do G1
Foto: Presidência da República

Lula e Alcolumbre ficam lado a lado no TSE sem conversa ou cumprimentos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sentaram-se lado a lado nesta terça-feira, 12, durante a posse de Kassio Nunes Marques na presidência do TSE. Apesar da proximidade, os dois não se cumprimentaram nem conversaram durante a mais de uma hora de duração da cerimônia.

O presidente da Casa Alta chegou a olhar diretamente para Lula uma vez ou outra, mas o presidente conversou mais com o empossado Nunes Marques, que estava sentado ao seu lado esquerdo. No fim da cerimônia, Alcolumbre até ficou olhando na direção do presidente, mas Lula manteve-se de costas em direção à saída e não virou em nenhum momento para o lado do senador.

A falta de diálogo entre o presidente e Alcolumbre tem motivo e reflete os acontecimentos das últimas semanas, que estremeceram as relações entre o Planalto e o Senado, apesar da tentativa de reaproximação pública e institucional entre os dois. 

O distanciamento começou após o governo Lula sofrer uma sequência de derrotas no Congresso. A primeira delas veio no final de abril, quando a base governista não conseguiu os 41 votos necessários no plenário do Senado para aprovar Jorge Messias como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Na mesma semana, o Congresso derrubou o veto presidencial à Lei da Dosimetria, aliviando a pena dos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O encontro mudo durante a noite desta terça no tribunal registra o momento de maior tensão na articulação política entre o Executivo e o Legislativo. O governo agora tenta reabrir canais de diálogo com o Senado para destravar pautas econômicas e novas indicações, mas Lula ainda não descartou uma retaliação contra Alcolumbre, que por sua vez já disse que não espera nada do governo.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Reprodução

Saiba quem são os alvos da PF em nova operação do Banco Master

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 13, a Operação Off-Balance, nova ação ligada ao Banco Master que investiga possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, em São Paulo.

A investigação apura suspeitas de gestão temerária envolvendo cerca de R$ 107 milhões investidos em quatro Letras Financeiras emitidas por bancos privados, entre eles o Banco Master.

A Off-Balance tem como alvo ex-dirigentes do instituto previdenciário municipal responsáveis pelas aplicações financeiras feitas no Banco Master.

Os investimentos foram assinados, à época, pelos diretores Luiz Henrique Miranda Teixeira, diretor-executivo; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro; e Marcelo Ribas de Oliveira, responsável pela área de benefícios. Todos são investigados pela PF. 

Policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar, Boituva e São Paulo. A Justiça Federal também determinou medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens. 

As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Segundo apurou a coluna, o atual vice-presidente estadual do PP em São Paulo e ex-prefeito de Cajamar, Danilo Joan, não é alvo da operação.

As aplicações ocorreram em três etapas, entre outubro e dezembro de 2023 e março de 2024, período em que Danilo Joan ocupava a prefeitura do município.

Na época, cabia ao prefeito indicar os dirigentes do Instituto de Previdência dos Servidores de Cajamar.

Segundo as investigações, aproximadamente R$ 87 milhões foram aplicados em letras financeiras do Banco Master. Com a liquidação da instituição financeira, o instituto perdeu os valores investidos.

Ciro Nogueira

A operação ocorre poucos dias após nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Na investigação da Compliance Zero, a Polícia Federal afirmou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, supostamente pagava valores mensais ao senador. Segundo a PF, os repasses variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Ciro Nogueira nega as acusações.

O ex-prefeito Danilo Joan é considerado aliado político de Ciro Nogueira e participou de ato de filiação ao PP com a presença do senador, em março deste ano.

A PF investiga se houve falhas técnicas, riscos incompatíveis ou irregularidades nas aplicações realizadas com recursos da previdência municipal.

Em nota enviada anteriormente à coluna de Andreza Matais, o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar afirmou que “todos os investimentos foram realizados com a observância de rigorosas cautelas legais e análises técnicas, em um momento em que a instituição era considerada sólida e segura pelos órgãos reguladores”.

Procurado pela reportagem, Milton Marques Dias afirmou que “já foram prestadas todas as informações solicitadas pelo portal Metrópoles” sobre os investimentos. A coluna não conseguiu contato com os demais ex-dirigentes citados na investigação.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

 

RR: Edilson Damião executou mais de R$ 100 milhões em pagamento dois dias antes de deixar o cargo

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Em entrevista ao programa Rádio Verdade da 93FM, o governador Soldado Sampaio (Republicanos) revelou a execução de R$ 100 milhões em pagamentos apenas dois dias antes de o ex-governador, Edilson Damião (União) deixar o cargo no Executivo.

Sampaio esclareceu que esses pagamentos estão sob investigação interna no Governo do Estado. “Eu mandei apurar como é que se deu esse gasto elevado… fora da curva. O Governo tem pagamento todos os dias, faz parte. O Governo tinha R$ 161 milhões na conta e quando eu assumi o Governo na quinta-feira tinha apenas R$ 54 milhões na conta do Tesouro do Estado.” 

Segundo o governador, a maior parte dos pagamentos ocorreu por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinf) no valor de quase R$ 50 milhões. A Secretaria de Educação (Seed) também pagou R$ 27 milhões.

“E foram pagas em outras unidades valores que esse dinheiro R$ 160 milhões baixou para R$ 54 milhões”, complementou o governador. 

Cassação

Edilson Damião teve o mandato cassado no dia 28 de abril e foi afastado do cargo dois dias depois, em 30 de abril. Nesses dois dias, colocou viaturas na frente da Secretaria de Infraestrutura (Seinf) e Secretaria da Fazenda (Sefaz). A reportagem chegou a questionar a medida à gestão de Damião, mas não obteve resposta.

Sampaio tomou posse como governador no dia 1º de maio, em solenidade na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

 

Com informações de Roraima em Tempo

Prefeitura de Parintins tem cinco dias para justificar possíveis irregularidades em PSS

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A prefeitura de Parintins deve justificar ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) possíveis irregularidades em Processo Seletivo Simplificado (PSS) após desligamento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

A representação foi apresentada pelas Sras. Roberta Farias de Souza, Gilda Maria da Silva Ramos, Irlanda da Silva Azevedo, Alcione Mourão Gonçalves, Erilda Coelho Furtado, Claudia de Cássio Pinto Castro e Maria Aureliana Ribeiro dos Santos.

O caso aponta que os citados foram desligados “sem motivação expressa ou instauração de processo administrativo formal nos termos da Lei n.º 11.350/2006”. O edital estabeleceu a necessidade de residência dos Agentes Comunitários na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde (UBS).

Em face das alegações apresentadas, o relator do caso, conselheiro Fabian Barbosa, acautelou-se acerca da suspensão do PSS, mas determinou o prazo de cinco dias para que a prefeitura de Parintins justifique sobre todas as irregularidades contidas na representação.

Confira a decisão do relator na íntegra:

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Reprodução

Sem responder ao MP, Prefeitura de Japurá vira alvo de investigação sobre licitações públicas

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil para investigar supostas irregularidades em licitações realizadas pela Prefeitura de Japurá. A portaria foi publicada na segunda-feira, 11, no Diário Eletrônico.

O MP apura as  Concorrências Públicas nº 09, 10, 11 e 12/2025, além da atuação da Comissão Permanente de Licitação (CPL) e dos agentes responsáveis pela condução dos certames.

Na investigação inicial, o MPAM expediu uma recomendação ao município para que suspendesse licitações presenciais sem justificativa formal, publicasse integralmente os editais no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e no site oficial da prefeitura, além de disponibilizar gravações audiovisuais das sessões presenciais realizadas em 2025.

Em resposta enviada ao Ministério Público em julho de 2025, a Prefeitura de Japurá alegou estar submetida ao regime de transição previsto no artigo 176 da Lei nº 14.133/2021, aplicável a municípios com menos de 20 mil habitantes.

Contudo, o promotor de Justiça, Weslei Machado, ressaltou que a regra de transição não afasta o dever constitucional de observar os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, transparência e eficiência administrativa.

Na decisão, o MP destaca que a transição normativa “não autoriza opacidade procedimental” nem dispensa a administração pública de comprovar a publicação de editais, justificar a adoção de licitações presenciais ou disponibilizar gravações das sessões públicas.

Entre os principais pontos investigados estão: ausência de comprovação da publicação dos editais no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas; falta de confirmação sobre a disponibilização das gravações das sessões presenciais; necessidade de verificar a regularidade da composição da Comissão Permanente de Licitação; e análise da legalidade das Concorrências Públicas nº 09, 10, 11 e 12/2025.

Sem resposta

O MP chegou a solicitar informações do município, mas não teve retorno. Diante do fato, o promotor determinou o envio de novos ofícios ao prefeito, Professor Vanilso, à Procuradoria do Município, ao Controle Interno e aos responsáveis pelas licitações, solicitando os seguintes documentos:

  • cópias integrais dos processos licitatórios;
  • comprovantes de publicação dos editais;
  • justificativas formais para adoção da modalidade presencial;
  • gravações em áudio e vídeo das sessões públicas;
  • identificação e qualificação dos membros da CPL e agentes de contratação;
  • documentos que comprovem capacitação técnica dos responsáveis pelos certames;
  • informações sobre eventual atuação de servidores sem vínculo efetivo na condução das licitações.

Os responsáveis tem até 20 dias úteis para responder ao MP.  A Promotoria também determinou que sua assessoria realize consultas independentes no Portal Nacional de Contratações Públicas, no Diário Oficial dos Municípios e no site da Prefeitura de Japurá para verificar a existência de publicações e mecanismos de transparência relacionados aos certames.

Em caso de recusa, omissão ou retardamento injustificado no fornecimento de informações requisitadas pelo Ministério Público pode configurar crime previsto na Lei da Ação Civil Pública.

Após o prazo concedido, o órgão ministerial deverá avaliar quais medidas serão adotadas, incluindo ajuizar Ação Civil Pública e comunicar o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para as devidas providências.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação 

Lula diz que governo criará Ministério da Segurança após aprovação da PEC pelo Senado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta terça-feira, 12, que governo criará Ministério da Segurança após aprovação da PEC da Segurança pelo Senado — proposta está parada na Casa .

A fala do presidente ocorreu durante o lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal voltada ao enfrentamento das organizações criminosas no país.

Desde o início do mandato, Lula resistiu à criação de um ministério exclusivo para a Segurança Pública — atualmente, o ministério abrange as áreas da justiça e segurança pública — por uma combinação de fatores como cálculo político, restrições institucionais e receio de ampliar a máquina administrativa em ano pré-eleitoral.

“O dia que o Senado aprovar a PEC da Segurança, nos próximos dias, nós criaremos Ministérios da Segurança Pública nesse país”, afirmou Lula.

Lula mencionou também que sempre se opôs à criação de um Ministério da Segurança Pública sem que antes fosse definido o papel do governo federal na área.

Segundo ele, a Constituição de 1988 concentrou a responsabilidade da segurança nos estados como reação ao período em que a política de segurança era conduzida pelo governo federal sob comando militar.

“Agora, nós estamos sentindo a necessidade de que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critério e com determinação, porque nós não queremos ocupar espaço de governadores nem o espaço da polícia estadual. Mas, o dado concreto é que se não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão”, prosseguiu.

Entre os presentes no lançamento estavam o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O plano apresentado tem como objetivo reforçar a cooperação entre União e estados e atacar o financiamento das organizações criminosas, ponto considerado central pelo governo no combate às facções.

Aposta do governo

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, considerada uma das principais apostas do governo Lula na área, está parada no Senado desde que foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em março deste ano.

A proposta aguarda despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para início da tramitação na Casa.

O texto enfrenta resistência política tanto entre parlamentares quanto entre governadores de estados da oposição, que veem risco de ampliação excessiva da atuação do governo federal na segurança pública.

A PEC prevê, entre outros pontos, maior integração entre União e estados e a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp)

O evento de lançamento, no Palácio do Planalto, reuniu ministros, governadores, parlamentares e integrantes das forças de segurança, e marcou a apresentação oficial do plano do governo para enfrentar facções criminosas e redes de lavagem de dinheiro.

Davi Alcolumbre não participou do evento. Há um desgaste entre Lula e Alcolumbre, que se intensificou após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em abril.

A derrota inédita do governo aprofundou a crise política e levou o Planalto a reduzir o contato direto entre os dois presidentes, mantendo a interlocução por meio de ministros e líderes governistas.

Demora

O discurso de Lula ocorre em meio a críticas ao governo pela demora na apresentação de medidas mais amplas na área de segurança pública e esse impasse político em torno da PEC da Segurança Pública.

O Palácio do Planalto defende que medidas isoladas adotadas por estados não são suficientes para enfrentar estruturas criminosas que atuam de forma interestadual e internacional.

O governo aposta que o lançamento do plano ajude a destravar negociações com estados e parlamentares e a acelerar a adoção de medidas mais amplas de combate ao crime organizado

 

Da Redação com informações de G1

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Hugo recebe mensagem de Moraes após suspensão da Dosimetria

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Após barrar a aplicação da Dosimetria até que o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) analise a lei, o ministro Alexandre de Moraes fez chegar ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma mensagem na intenção de minimizar desgastes. Disse que a decisão buscou apenas garantir segurança jurídica à aplicação da nova lei.

O movimento teria sido endossado por outros ministros da Suprema Corte. O argumento é de que a decisão foi tomada por “cautela”, na intenção de evitar futura revisão após eventual soltura de presos.

Tanto Hugo Motta quanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demonstram irritação com a decisão de Moraes. A cúpula do Congresso reclama nos bastidores que o texto havia sido construído após consultas a integrantes do Supremo e com a sinalização de que não haveria uma negativa à aplicação da lei depois. 

Parlamentares que ajudaram a elaborar o projeto afirmam que a calibragem com STF ocorreu justamente para evitar ruídos. O entendimento era de que o STF até poderia discutir pontos específicos da norma, mas não haveria uma suspensão sumária logo após a lei ser promulgada.

O relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) também conversou com ministros do Supremo e disse à CNN que pretende se reunir pessoalmente com Moraes.

Dosimetria suspensa

No último fim de semana, Moraes suspendeu a análise de 24 pedidos de aplicação da chamada Lei da Dosimetria, incluindo o de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom.

A legislação foi aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto presidencial, no mês passado, e altera regras de cálculo das penas relacionadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação