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RR: TSE marca pela 5ª vez julgamento que pode cassar governador e tornar Denarium inelegível

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma no dia 28 de abril o julgamento que pode cassar o mandato do governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), e tornar inelegível o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos). Denarium renunciou ao cargo para disputar o Senado e o então vice assumiu o Executivo Estadual.

A data foi definida nesta quinta-feira, 23. A ação deve ser analisada a partir das 19h (horário de Brasília), no plenário do TSE em Brasília (DF), como ocorreu das outras vezes.

No processo, Denarium e Damião são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando foram eleitos governador e vice, respectivamente. A ação tramita há mais de um ano na Corte Superior. 

Edilson Damião assumiu o governo após a renúncia de Antonio Denarium, em 27 de março de 2026, um ano e meio após o processo ser iniciado no TSE.

A renúncia de Denarium, no entanto, não encerra o processo no TSE. Com isso, Damião continua como alvo do julgamento e pode perder o mandato, caso a cassação do diploma seja confirmada.

Fora do cargo, Denarium não pode mais perder o mandato, mas pode ficar inelegível por oito anos. A punição foi aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) e ainda depende de decisão final do TSE.

O processo estava parado há uma semana, desde o dia 14 de abril, quando a ministra Estela Aranha pediu mais tempo para análise. Ela devolveu a ação ao plenário nesta quarta-feira, 22.

Denarium foi cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. A ação que o TSE retomou e suspendeu em novembro refere-se à terceira cassação, decidida em janeiro de 2024. Denarium e Edilson recorreram da decisão estadual, o que levou o caso para julgamento no TSE. 

Julgamento suspenso quatro vezes

O pedido de Estela Aranha suspendeu o processo pela quarta vez no TSE. Ela alegou que o ministro Nunes Marques não havia encaminhado o voto dele antes da sessão e seria importante fazer um debate sobre a tese apresentada.

Antes do pedido dela, Nunes Marques votou contra a cassação do mandato de Edilson Damião. Ao ler o voto, ele considerou que Edilson não praticou as condutas enquadradas como ilícitas na decisão do TRE-RR, quando ainda era vice-governador. O placar agora está dois pela cassação contra um pela absolvição.

O ministro, no entanto, votou a favor da inelegibilidade de Antonio Denarium. Neste cenário, são três votos a favor da punição.

A primeira suspensão ocorreu em 13 de agosto de 2024, quando Denarium ainda era governador, mesmo dia em que começou a ser julgado. No dia, o julgamento foi suspenso em comum acordo pelos ministros.

A segunda suspensão aconteceu no dia 26 de agosto de 2025, quando a análise do processo foi retomada. Cerca de duas horas após o início da sessão, o ministro André Mendonça pediu vista. À época em que o processo iniciou, em 2024, ele já fazia parte do colegiado responsável por julga-lo.

No dia 26, antes do primeiro pedido de vista, a ministra relatora Isabel Gallotti negou os recursos apresentados pelos políticos e votou a favor da cassação dos diplomas do então governador e do vice por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas.

O processo foi retomado no dia 11 de novembro, quando André Mendonça concordou em cassar os mandatos. No mesmo julgamento, o ministro Nunes Marques pediu vista, o que suspendeu o julgamento até o dia 14 de abril.

Caso tenha o mandato cassado, Edilson Damião pode recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso, no entanto, não tem efeito suspensivo e ele é afastado do cargo imediatamente.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

Ministro Marco Buzzi, afastado por assédio sexual, recebe remuneração de R$ 100 mil

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, está afastado do cargo há dois meses após abertura de sindicância por denúncia de assédio sexual, e segue recebendo a mesma remuneração de quando estava em atividade, cerca de R$ 100 mil líquidos, o que contraria a decisão de 2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Conselho havia determinado a suspensão do pagamento de verbas de natureza indenizatória, temporária ou extraordinária a magistrados afastados por processos administrativos disciplinares ou sindicâncias, como no caso do ministro que está afastado desde 10 de fevereiro.

O STJ decidiu abrir o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado, e no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Nunes Marques determinou a abertura de inquérito para investigar a conduta do ministro.

Remuneração maior após o afastamento

O ministro recebeu no mês de fevereiro o valor de R$ 132 mil e quase R$ 127 mil em março, praticamente o mesmo valor pago em janeiro, quando ainda exercia atividades no STJ.

As quantias resultam da soma do salário fixo de R$ 44 mil, do subsídio, com adicionais registrados nos contracheques como “indenizações” e “vantagens pessoais”. Após os descontos de previdência, Imposto de Renda e do teto constitucional, o valor líquido foi de R$ 106 mil em fevereiro e R$ 100 mil em março, o mesmo patamar de janeiro.

Segundo o CNJ, os pagamentos não se justificam, pois o magistrado não estava em exercício do cargo para receber pagamentos além do salário.

O STJ, por meio de nota, esclareceu que os valores são referentes à parcela remuneratória dos seus vencimentos, de acordo com o artigo 15 da Resolução 135 do CNJ. No entanto, o Tribunal não soube informar quais indenizações e vantagens pessoais foram de fato recebidas por Buzzi nesses dois meses afastado.

Por decisão do STJ, o ministro está proibido de entrar nas dependências do tribunal. Uma jovem de 18 anos o acusou de assediá-la no início do ano em Balneário Camboriú (SC), onde ela passava férias com a família na casa do magistrado. Ele nega as acusações.

 

Com informações de G1

Lula parabeniza diretor da PF por revogar credenciais de agente dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o diretor-geral da PF (Polícia Federal) Andrei Rodrigues por ter revogado as credenciais de um agente americano, dias depois de Marcelo Ivo de Carvalho, delegado da corporação, ter sido expulso dos Estados Unidos.

“Parabéns pela sua posição em relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizerem conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse Lula, ao lado de Rodrigues e do ministro da Justiça, Wellington Silva.

Carvalho foi acusado de ter monitorado irregularmente Alexandre Ramagem, ex-diretor da PF. O delegado, que atuava como oficial de ligação com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos), já retornou ao Brasil.

Ramagem foi preso na semana passada e teve o visto cancelado pelo ICE, mas foi solto dois dias depois. O ex-deputado é condenado a 16 anos de prisão por participação no plano do golpe.

O vídeo foi postado por Lula nas redes sociais para anunciar a contratação de 1 mil novos funcionários da Polícia Federal. Segundo o presidente, a corporação apreendeu mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado ao apreender bens ilícitos e bloquear contas bancárias. Ele destacou operações como a Carbono Oculto, realizada em agosto do ano passado, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra cerca de 350 alvos, sendo 42 delas gestoras de fundos de investimentos ou instituições financeiras.

As contratações têm como intuito ampliar a atuação da PF em regiões de fronteira, portos, aeroportos, e a prestação de serviços à sociedade. Serão 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 60 peritos e 21 papiloscopistas — peritos especializados na identificação humana por meio de impressões digitais.

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, que reestrutura e promove a integração entre as forças de segurança no país. O texto foi enviado pelo Planalto e era uma das principais apostas de Lula nas eleições de 2026. Hoje, o projeto está em análise pelo Senado Federal.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Reprodução

 

Com 17 candidatos, OAB-AM define detalhes da eleição para vaga de desembargador no TJAM

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A Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) divulgou na manhã desta quinta-feira, 23, a lista sêxtupla dos candidatos e candidatas que concorrem à vaga destinada à advocacia no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O comunicado foi divulgado por meio das redes sociais da Ordem.

A eleição terá 17 candidatos concorrendo ao Quinto Constitucional: Adriane Magalhães (n.º 22), Carmem Romero (n.º 20), Caroline Frota (n.º 23), Catharina Estrella (n.º 15), Elaine Benayon (n.º 10), Gisele Falcone (n.º 25), Grace Benayon (n.º 11), Laura Lucas (n.º 55), Aniello Aufiero (n.º 40), Carlos Alberto (n.º 30), Eugênio Gomes (n.º 33), Fábio Augustinho (n.º 27), Ivan Cardoso (n.º 70), João Tolentino (n.º 57), Marco Choy (n.º 50), Hamilton Lucena (n.º 46) e Carlos Bittencourt (n.º 65).

Os candidatos têm até o dia 4 de maio para estarem regularizados perante a OAB.

O processo de escolha foi interrompido após uma decisão judicial que extinguiu o mandado de segurança que suspendia o processo marcado para o dia 29 de março. A instituição reforçou que a manutenção do cronograma garante a participação democrática da classe e o cumprimento dos ritos legais no preenchimento da vaga por meio do Quinto Constitucional.

Eleição

A votação está marcada para o dia 14 de maio de 2026, das 9h às 17h, e será realizada na Arena da Amazônia para os votantes em Manaus. Haverá subseções com urnas nos municípios de Itacoatiara, Parintins, Manacapuru, Alto Solimões e Tefé. Já os municípios de Apuí e Humaitá receberão pontos de votação.

Regras de Votação

A votação é separada por gênero e segue a seguinte ordem: primeiro os eleitores votam nas candidatas (mulheres) e depois nos candidatos (homens). O eleitor pode votar seis vezes, mas sem repetir nomes.

O eleitor decide quantos votos quer usar em cada etapa. Não é obrigatório utilizar todos os votos. Outra prática que não é permitida: votar duas vezes na mesma candidata ou candidato.

 

Da Redação

RR: Processo do Denarium é devolvido por ministra Estela Aranha e pode ser pautado no TSE

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A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, devolveu ao plenário na última quarta-feira, 22, processo que pode deixar inelegível o ex-governador de Roraima Antonio Denarium e pode cassar o atual governador, Edilson Damião.

Com essa devolutiva do processo, a ação pode entrar na pauta de julgamento. A ministra ficou com o processo durante uma semana, após o pedido de vista, realizado no dia 14 de abril no plenário do TSE.

Na ação, Denarium e Damião são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando foram eleitos. A ação tramita há mais de um ano na Corte Eleitoral.

O atual governador, Edilson Damião, assumiu o cargo depois de Denarium renunciar para concorrer nas eleições deste ano para o Senado.

Antes do pedido dela, Nunes Marques votou contra a cassação do mandato de Edilson Damião. Ao ler o voto, ele considerou que Edilson não praticou as condutas enquadradas como ilícitas na decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), quando ainda era vice-governador. O placar agora é de dois pela cassação contra um pela absolvição.

Com informações de G1 Roraima

Governo age para frear desoneração no fim da escala 6×1

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Depois de a Câmara dos Deputados aprovar, na quinta-feira, 22, o fim da escala 6×1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mobiliza nos bastidores para frear o risco de um impacto fiscal da proposta. A ordem agora é tentar frear a articulação por uma desoneração de impostos para os setores mais impactados pela medida.

O assunto pautou as conversas ao longo da quinta-feira entre líderes governistas envolvidos na tramitação do projeto. Segundo os relatos feitos à CNN, a ideia é investir prioritariamente no debate sobre uma regra de transição, como forma de aliviar os efeitos da redução da jornada para o empresariado.

Embora admitam que há forte pressão por uma compensação, aliados do presidente Lula dizem que o avanço de uma desoneração poderia tornar “inviável” a redução da jornada de trabalho nos moldes em discussão. Mesmo que o impacto seja adiado com uma regra de transição, afirmam, a mudança daria origem a uma bola de neve com efeitos expressivos sobre o Orçamento nos próximos anos.

A CCJ da Câmara aprovou  a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. O relatório do deputado Paulo Azi (União-BA) foi aprovado de maneira simbólica, limitando-se a analisar a admissibilidade da proposta, ou seja, sua adequação à regra constitucional. O debate sobre como viabilizar a redução da jornada ocorrerá agora na comissão especial que vai analisar o tema.

Embora olhe com preocupação para a discussão de uma compensação da redução da jornada, o governo se diz otimista quanto ao avanço da proposta, que é estratégica para o presidente Lula do ponto de vista eleitoral.

A avaliação entre aliados do petista é de que a disputa por protagonismo no projeto é questão superada, uma vez que Planalto e Câmara concordaram na tentativa de fazer andar a PEC.

O projeto de lei do governo que trata do mesmo assunto seguirá na manga, caso haja dificuldade de articular os votos necessários para aprovar uma mudança constitucional. Mas o entendimento na base governista é que o cenário é propício a um acordo com a oposição, dado o efeito eleitoral da medida.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

TCE-AM multa ex-prefeito de Apuí por uso indevido de inexigibilidade de licitação

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) multou o ex-prefeito de Apuí, Marcos Antônio Lise, por diversas irregularidades, entre elas a utilização indevida da inexigibilidade de licitação.

A representação foi reavaliada após um recurso de reconsideração interposto pelo Ministério Público de Contas no Processo nº 13.422/2022. O caso havia sido julgado como improcedente após o recurso, o processo foi julgado como parcialmente procedente.

Na reformulação da representação foi mantida a recomendação ao ex-prefeito e atual prefeito, que adequem os procedimentos licitatórios de forma imediata, tanto no que diz respeito às fases de execução da despesa pública, quanto ao estrito cumprimento da legislação vigente.

Outro ponto que deve ser analisado são as formas mais favoráveis econômicas e eficientes de atender as necessidades da região.

A multa aplicada ao ex-gestor foi de R$22.771,43, por ato praticado com grave infração à norma, pelo descumprimento das etapas legalmente estabelecidas da defesa pública, com a realização de pagamento sem a devida comprovação formal da execução do objeto contratual.

O prazo de 30 dias foi fixado para que o ex-prefeito pague o valor da multa. Caso não haja quitação dessa obrigação, pode acarretar na continuidade da cobrança administrativa. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Tribunal Pleno, que teve por relator o auditor Luiz Henrique Pereira Mendes.

Confira a decisão do TCE-AM:

 

Da Redação

Prefeito de Maraã é investigado após denúncia de perseguição política contra servidor concursado

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O prefeito de Maraã, Pastor Edir (União Brasil),  é alvo de um procedimento preparatório que apura uma suposta prática de perseguição política contra um servidor público municipal. A portaria foi assinada pelo Promotor de Justiça, Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, e publicada no Diário Oficial do Ministério Público do Amazonas (MPAM) no dia 17 de abril.

De acordo com o documento, um servidor concursado, que não teve a identidade divulgada, denunciou ao MPAM que, após ser exonerado de um cargo comissionado, foi impedido de retornar às suas funções efetivas como agente de combate às endemias. Segundo o relato, ele teria tido o acesso ao local de trabalho bloqueado por determinação superior.

A portaria pontua ainda que a livre nomeação e exoneração de cargos comissionados não autoriza práticas de retaliação no ambiente de trabalho. Caso confirmadas, as condutas podem configurar violação aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa, previstos na Constituição Federal, além de possível ato de improbidade administrativa.

Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público determinou o envio de ofício ao prefeito Pr. Edir, que terá prazo de 10 dias úteis para apresentar cópia do ato de exoneração do cargo comissionado, documentação referente à nova lotação do servidor em seu cargo efetivo e esclarecimentos sobre a suposta proibição de acesso ao local de trabalho.

O denunciante também deverá apresentar provas documentais e indicar testemunhas que possam confirmar o impedimento do exercício de suas funções.

Da Redação
Foto: Divulgação

Mais de 14 mil servidores da Segurança terão reajuste de 4,14%, anuncia o governador interino Roberto Cidade

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O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade, nesta quarta-feira, 22, anunciou a concessão de reajuste salarial de 4,14% para servidores das forças de segurança pública do Estado, referente à data-base de 2026. A medida alcança mais de 14 mil profissionais, entre ativos e inativos, e gera impacto estimado de R$ 171 milhões na folha anual do Governo do Amazonas.

Após reunião com representantes das categorias, o governador interino Roberto Cidade destacou que a decisão foi construída com diálogo e responsabilidade, ressaltando a importância do cumprimento da data-base como reconhecimento aos profissionais da segurança e como parte do compromisso de manter o equilíbrio das contas públicas.

“A política é feita de gestos e não poderíamos deixar passar o gesto de dialogar com categorias que têm uma importância grandiosa para a população. Foi uma reunião muito boa. Nós dialogamos, entendemos os pleitos e vamos continuar o diálogo para avançar nas outras pautas”, afirmou o governador interino.

O reajuste será pago a partir de novembro deste ano e contempla servidores da Polícia Civil (PC-AM), Polícia Militar (PMAM) e Corpo de Bombeiros Militar (CBMAM).

Promoções

Além do reajuste, o governador interino Roberto Cidade também anunciou a promoção de 713 alunos soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que passam a atuar como policiais militares e bombeiros militares. A medida representa o reforço da atuação das corporações em todo o estado, iniciada em 2019, e fortalecida a partir do concurso público realizado em 2022, após quase onze anos sem certame.

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (AOPBMAM), major Frederico Nascimento, avaliou positivamente o resultado das negociações e destacou a importância do diálogo mantido com o Governo do Estado.

“A gente recebe de maneira positiva, porque o governador interino acena positivamente com as entidades, mantendo o canal de comunicação aberto e com um olhar sensível para a segurança pública do estado. O policial e o bombeiro militares saem para trabalhar sem a certeza do retorno, e precisam dessa retaguarda para exercer suas funções com tranquilidade e garantir um serviço de excelência à população”, afirmou.

Participaram do anúncio os deputados Cabo Maciel, Alessandra Campelo, Felipe Souza, Joana Darc e Dan Câmara. Também estiveram presentes o secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Klinger Paiva; o delegado-geral da Polícia Civil, Bruno Fraga; além de representantes de associações e entidades das Forças de Segurança.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Fotos: Alex Pazuello e Mauro Neto/Secom

Desembargadores afastados embolsaram R$ 1,4 milhão em penduricalhos em um ano

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No início deste ano, dois desembargadores foram afastados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por motivos distintos: um acusado de cometer abusos sexuais, e o outro por suposto favorecimento em processo de recuperação da 123 Milhas. Os dois receberam juntos, no período de um ano, R$ 1.496.994,16 em penduricalhos. Os valores correspondem a gratificações, vantagens pessoais e indenizações pagas fora do salário base.

O levantamento foi feito com base nas folhas de pagamentos divulgadas no Portal da Transparência do tribunal mineiro considera a remuneração recebida por Magid Nauef Láuar e Alexandre Victor de Carvalho entre abril de 2025 e março de 2026, em parte desse período, ambos estavam em atividade. Láuar foi afastado em fevereiro, enquanto Carvalho deixou o cargo em março.

Mesmo afastados, os magistrados seguiram recebendo o salário integral. O pagamento é garantido por uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Enquanto durarem as investigações, os desembargadores ficam impedidos de acessar o gabinete e de utilizar benefícios vinculados ao exercício da função, como carros oficiais, mas a remuneração continua caindo na conta.

De acordo com os dados compilados, Magid Láuar recebeu R$ 739.290,64 em penduricalhos no período analisado. Já Alexandre Victor de Carvalho acumulou R$ 757.703,52 em verbas, como vantagens pessoais, adicionais por tempo de serviço, quintos e benefícios decorrentes de decisões judiciais ou administrativas, além de abono de permanência.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais explicou que a remuneração mensal dos magistrados é limitada pelo teto constitucional aplicável à categoria, atualmente em R$ 46.366,19, mas que os benefícios não entram nesse cálculo.

“Eventuais e episódicos pagamentos mensais que, somados à remuneração do mês, superam o teto, dizem respeito a verbas funcionais que são legalmente excluídas do teto, seja pela natureza indenizatória, seja por se tratar de verbas em atraso cujo cálculo no mês de referência já observou a limitação constitucional”, diz o texto.

Já afastado e sob investigação, Magid Láuar recebeu, somente em março, R$ 120,8 mil entre salário e benefícios.

Benefícios elevaram contracheques

Ao considerar o rendimento líquido total, incluindo o pagamento referente à função mais benefícios, os valores pagos aos magistrados se aproximam de R$ 2 milhões em um ano. Magid Láuar recebeu R$ 979.105,62 no período de abril de 2025 a março de 2026. Já Alexandre de Carvalho teve rendimento de R$ 991.865,87. Na prática, cada um embolsou quase R$ 1 milhão em 12 meses.

Os dados mostram que parte relevante da remuneração veio de verbas extras. No caso de Magid, as chamadas vantagens pessoais, que não incluem indenizações, somaram R$ 654.621,52 no período. Já Alexandre recebeu R$ 673.034,36 nesse tipo de pagamento.

Em alguns meses, os valores pagos em benefícios chegaram a se aproximar — e até superar — o salário-base, elevando significativamente os contracheques. Em junho de 2025, por exemplo, Lauar recebeu salário de R$ 39.753,21 e vantagens pessoais que chegaram a R$ 88.793,57.

Já a quantia embolsada por Carvalho em janeiro de 2026, discriminada como “vantagens pessoais”, chegou a R$ 100 mil e também superou a remuneração recebida dentro do teto, que foi de R$ 41.845,49.

Entenda os afastamentos

Em fevereiro, Magid Láuar foi afastado por decisão do CNJ após denúncias envolvendo suposto crime de abuso sexual. Antes disso, o magistrado havia ganhado repercussão nacional por uma decisão polêmica na qual absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12 anos, alegando “vínculo consensual”. Na ocasião, ele foi duramente criticado e, após isso, reviu a própria sentença.

Em meio à polêmica, relatos passaram a vir a público indicando que pelo menos cinco pessoas procuraram as autoridades para denunciar supostos abusos cometidos por Magid durante períodos em que atuou como juiz de direito em comarcas como Ouro Preto e Betim, no interior de Minas Gerais.

Entre as denúncias, está a de Saulo Láuar, que se identifica como primo do desembargador. Ele afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que teria sido alvo de uma tentativa de abuso sexual por parte do magistrado quando tinha 14 anos, episódio que, segundo ele, aconteceu enquanto trabalhava para Magid.

Já Alexandre Victor de Carvalho foi afastado em março, no âmbito de apurações relacionadas à sua atuação em decisões envolvendo a empresa 123 Milhas, alvo de disputas judiciais após o colapso das operações. De acordo com as denúncias, ele estaria beneficiando a companhia durante a condução da ação.

Conforme informou a coluna da Manoela Alcântara, do Metrópoles, Carvalho pediu aposentadoria da magistratura 30 minutos após ser intimado do afastamento determinado pelo CNJ. Ele já havia sido afastado anteriormente, em dezembro de 2024, no âmbito da mesma investigação.

O levantamento da coluna, com base em decisões entre novembro de 2025 e março deste ano, mostra que juízes vêm aplicando precedentes de Carvalho para adotar medidas que, na prática, dificultam ou impedem a cobrança de valores contra a empresa.

Procurado, o CNJ informou que as investigações estão sob sigilo e não deu prazo para a conclusão dos casos.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Reprodução