fevereiro 22, 2026 01:22

MPAM aponta ilegalidades em pregão para aquisição de materiais esportivos em Manicoré

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para investigar suspeitas de ilegalidades no Pregão Presencial nº 042/2021, para a aquisição de material esportivo destinado à Secretaria Municipal de Juventude, Desporto e Lazer de Manicoré, a 390 quilômetros de Manaus.

Para constatar se houve ou não ilegalidade no procedimento, o órgão ministerial solicitou da Prefeitura de Manicoré o fornecimento de cópias relativas ao certame. Com a posse dos documentos, verificou-se que o Pregão Presencial nº 042/2021 teria uma série de irregularidades.

As informações constam no documento publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, 26, e estão relacionados à apuração da Notícia de Fato n° 188.2021.000012.

Conforme apuração do MPAM, notou-se que não há paginação por todo o processo, em dissonância ao disposto no artigo 38 da Lei n° 8.666/93.

O documento assinado pelo promotor de justiça Vinícius Ribeiro de Souza diz, ainda, que o Termo de Referência deveria conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela administração, diante de orçamento detalhado, considerando os preços praticados no mercado, a definição dos métodos, a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato.

Durante a análise, o promotor afirma que não houve estudos preliminares para justificativa da contratação, bem como em relação ao quantitativo a ser licitado, e que no Plano de Ação da secretaria também não há qualquer justificativa em relação ao quantitativo a ser licitado.

Além dos fatos apontados, a Prefeitura de Manicoré não teria publicado o edital no Portal da Transparência, o que configura desatendimento ao princípio da publicidade.

O MPAM determinou a elaboração de um ofício dirigido ao Prefeito de Manicoré, Lúcio Flávio (PSD), informando que, em um prazo de 48 horas, ele responda a demanda relacionada aos danos ao erário público, caso haja finalização e contratação de empresas com base nos
preços orçados pelo Comissão de Licitação, e informe o acatamento da referida recomendação. Além disso, o documento aponta que a ausência de resposta será interpretada como recusa.

 

Confira o documento aqui.

 

 

Yasmim Araújo, para O Poder

Foto: Divulgação

Últimas Notícias

STF: Ministros receberam ou têm parentes que receberam penduricalhos

Dos nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quatro já receberam ou têm parentes que receberam verbas extras acima...

Mais artigos como este

error: Conteúdo protegido!!