A disputa pela vaga de vice em uma eventual chapa de reeleição do presidente Lula (PT) voltou ao centro das articulações políticas após declarações recentes que deixaram em aberto a manutenção da parceria com o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).
Ao citar diferentes nomes com papel estratégico no cenário eleitoral, entre eles, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), Lula alimentou as especulações e sinalizou que o roteiro da composição ainda está longe de um desfecho. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), ainda tem esperança de ser escolhido, mas vê as chances diminuírem por não ter o mesmo nível de influência que os seus oponentes.
Nos bastidores, partidos avaliam cenários, testam alianças e calculam o peso político de São Paulo, principal colégio eleitoral do país, enquanto a cadeira de número dois do Planalto se transforma em uma das posições mais cobiçadas da pré-campanha.
Entre declarações estratégicas e movimentos calculados, o processo lembra menos uma decisão a ser definida e mais uma espécie de “audição política”, em que nomes se posicionam e aguardam o momento certo para entrar em cena.
Da Redação


