fevereiro 20, 2026 19:52

STF: Ministros receberam ou têm parentes que receberam penduricalhos

Dos nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quatro já receberam ou têm parentes que receberam verbas extras acima do teto do funcionalismo, conhecido como penduricalhos. Esses mesmos ministros, avaliarão a liminar do ministro Flávio Dino que suspende essa prática.

A decisão monocrática de Dino determinou a revisão em até 60 dias do pagamento das verbas indenizatórias por órgãos da União, estados e municípios. O caso deve ser avaliado pelos outros integrantes do Supremo na próxima terça-feira, 25.

O teto do funcionalismo público hoje é de R$ 46,3 mil mensais. A medida de Dino foi tomada dois dias após o Congresso Nacional aprovar penduricalhos que permitiram aos servidores do Legislativo ultrapassar o teto constitucional. Lula posteriormente vetou esse benefício.

Os ministros que receberam adicionais são:

André Mendonça: o magistrado é servidor de carreira da Advocacia Geral da União (AGU). Já no cargo de ministro, em dezembro de 2024, recebem R$ 154,8 mil em rateios extraordinários dos honorários da AGU.

Nunes Marques: em novembro de 2020, ao assumir seu cargo no STF, o ex-desembargador recebeu do TRF-1 R$ 277,7 mil líquidos. O teto do funcionalismo era, então, R$ 39,3 mil. Na folha do tribunal, os adicionais constam como “vantagens eventuais”.

Outros dois integrantes do STF tiveram parentes recebendo as verbas extras:

Edson Fachin: sua esposa, a desembargadora aposentada o Tribunal de Justiça do Paraná, Rosana Fachin, recebeu R$ 1,48 milhão em valores nominais acima do teto vigente entre 2017 e 2026, segundo dados do CNJ.

Luiz Fux: sua filha Marianna Fux é desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Desde 2017 foram registrados R$ 712 mil em valores nominais acima do teto. As verbas mais volumosas se referem ao pagamento em dinheiro por licenças não exercidas. Embora a folha salarial não especifique a licença específica, o TJ-RJ permite converter em pecúnia a licença-prêmio (três meses de folga a cada cinco anos).

 

Com informações de Uol Notícias

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