O Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga, por meio de inquérito civil, supostas irregularidades na gestão financeira, administrativa e patrimonial da Associação Pestalozzi de Manicoré.
A investigação busca averiguar o período em que a entidade esteve sob presidência de Suziane de Oliveira Moraes, identificada como S.O.M. no documento do Ministério Público. Segundo o inquérito, a ex-presidente teria realizado movimentações financeiras da instituição por meio de sua conta bancária pessoal.
Essa informação foi confirmada pela própria ex-presidente. Ela argumentou que os valores foram utilizados para pagar despesas da própria associação, ponto que exige apuração sobre a origem e destinação do valor.
Foram constatados repasses significativos, como o Fundo de Promoção Social (FPS), pelo qual a associação recebeu R$ 150 mil, além de capital proveniente da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC), no montante de R$ 46.615,85; a prefeitura de Manicoré também realizou um repasse no valor de R$ 20 mil. O MPAM determinou diligências e instaurou, por meio da Federação das Associações Pestalozzi do Estado do Amazonas (FASPAM), uma Comissão de Apuração Preliminar e determinou o afastamento cautelar de Suziane da presidência da associação.
Foi fixado o prazo de 10 a 15 dias úteis para que a associação, a prefeitura e os outros órgãos envolvidos apresentem extratos bancários, balancetes contábeis, cópias de convênios, comprovantes de pagamento e prestações de contas referentes a toda a gestão investigada.
O documento foi publicado por meio do Diário MPAM na última segunda-feira, 5, e assinado pela promotora de Justiça Ludmilla Dematte de Freitas Coutinho.
Confira o documento do MPAM:
Da Redação


