Os impactos causados pela pandemia de covid-19, entre eles a falta de insumos, não atrapalhou o faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM). Somente no primeiro bimestre deste ano, o complexo fabril local acumulou R$ 21,4 bilhões, o que representa US$ 3,9 bilhões.
O resultado, de acordo com dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), reflete uma alta de 23,9% no faturamento em comparação ao mesmo período do ano passado. As informações são dos Indicadores de Desempenho do PIM.
Entre os segmentos que mais colaboraram para o bom resultado alcançado pelo parque fabril manauara no período, estão o Eletroeletrônico (com faturamento de R$ 4,8 bi e crescimento de 8,4%), Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (faturamento de R$ 5,4 bi e crescimento de 49,1%), Termoplástico (faturamento de R$ 2,1 bi e crescimento de 74,7%), Metalúrgico (faturamento de R$ 2,1 bi e crescimento de 46,6%), Mecânico (faturamento de R$ 1,6 bi e crescimento de 34,7%) e Químico (faturamento de R$ 2,1 bi e crescimento de 34,8%).
Dois subsetores destacaram-se, ainda, pela variação percentual fortemente positiva. São o de Vestuário e Calçados (com crescimento de 202,6% e faturamento de R$ 6,2 mi) e Couros e Similares (com crescimento de 176,7% e faturamento de R$ 6 mi).
Produtos
Os dados apresentados pelas empresas à Suframa também demonstram que alguns produtos tiveram acréscimo de produção neste ano em relação ao primeiro bimestre de 2020. O de maior destaque foram os tablets, com 315,9 mil unidades produzidas e crescimento de 238,67%. Outros exemplos são os rádios e aparelhos reprodutores e gravadores de áudio portátil (MP3/MP4 e toca disco digital a laser), que registraram 123,9 mil unidades fabricadas e crescimento de 46,1%; home theaters, com 14,3 mil unidades produzidas e crescimento de 66%; câmera fotográfica digital, com 7,8 mil unidades e crescimento de 30,1%; microcomputador portátil, com 94,1 mil unidades produzidas e crescimento de 54,3%; e artigos e equipamentos para cultura física (steppers, bicicletas ergométricas e esteiras rolantes), com 9,4 mil unidades produzidas e crescimento de 57,2%.
“Os tablets foram os produtos de maior destaque, com mais de 315 mil unidades fabricadas”
Empregos
A mão de obra empregada nas empresas incentivadas do PIM ficou em 99.912 postos de trabalho ocupados em fevereiro, entre mão de obra efetiva, temporária e terceirizada. O quantitativo ficou pouco abaixo do registrado em janeiro de 2021, quando foram verificados 102.134 postos ocupados. Já em relação a fevereiro de 2020, quando havia 93.332 empregos diretos, houve um aumento de mais de 6 mil postos de trabalho. A média mensal de mão de obra do PIM em 2021 está em 101.023 postos de trabalho.
Desafios
O titular da Suframa, Algacir Polsin, destaca que é importante verificar dados que demonstram bons resultados para o PIM, ainda mais quando se pensa nos impactos ocasionados pelo agravamento da pandemia da Covid-19 no período analisado. “O trabalho conjunto dos poderes públicos e privados e a resiliência das indústrias incentivadas contribuiu para que o cenário econômico local não fosse tão impactado quanto poderia, especialmente diante dos cuidados previamente adotados pelas empresas”, avaliou.
O executivo confirmou, também, que as indústrias atuaram de maneira que garantisse a segurança dos colaboradores para manter as linhas de produção ativas, atendendo às demandas do mercado e permitindo a manutenção dos empregos, fundamental à sociedade. “Esse esforço conjunto deve continuar para que sejam superados quaisquer desafios e se tenham ganhos para a sociedade, a economia e ao País”, concluiu.
Da redação, com informações da assessoria
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