Nesta quarta-feira, 5, deputados ouviram representantes da Roraima Energia e discutiram sobre a qualidade do serviço prestado no Estado. A empresa é alvo de constantes reclamações feitas pela população roraimense.
A convocação de Joaquim Moreira e Rodrigo Moreira, respectivamente, diretores financeiro e comercial, e do presidente da Roraima Energia, Orsine Oliveira, foi requerida pelo deputado Renato Silva (Republicanos) e aprovada pela maioria, em sessão plenária do último dia 21.
Roraima é o único Estado brasileiro que não está integrado ao Sistema Interligado Nacional e tem constantes quedas de energia. Além disso, a população reclama do alto valor cobrado pelo serviço.
O diretor financeiro da Roraima Energia, Joaquim Moreira, explicou que a população roraimense tem a percepção de que a tarifa é alta, mas, na prática, segundo ele, não é. Conforme o executivo, relatório divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostra que o consumo per capita residencial do Brasil é maior em Roraima, por isso, as pessoas têm a sensação de alto valor na cobrança quando comparada a outras unidades federativas.
“A tarifa de Roraima não é a mais cara. Está entre as mais baratas, e isso é fruto de um trabalho de gestão que tem sido feito, de redução de custos operacionais e de perdas elétricas”, explicou Moreira.
Conforme o diretor, a empresa “sobrevive” apenas com 29% de tudo que é arrecadado, valor que é utilizado principalmente para investimentos, pagamento de funcionários e quitação de uma dívida de R$ 1,2 bilhão.
Cortes na pandemia
O deputado Renato Silva explicou que o objetivo da convocação não foi prejudicar a Roraima Energia, mas defender os direitos dos consumidores. O parlamentar ressaltou que tem recebido muitas reclamações e denúncias sobre o serviço prestado pela empresa.
Silva lembrou que a Lei 1.389, aprovada em maio de 2020, teve como objetivo garantir que o cidadão não tenha a luz cortada no período da pandemia. No entanto, conforme denúncias, a Roraima Energia não está respeitando a norma.
“A lei não tem de ser respeitada só porque foi convalidada no STF. Ela está aprovada desde maio de 2020. Já era para estar sendo respeitada, até vocês [Roraima Energia] terem uma decisão favorável, caso tivessem. A lei não só dá o direito de não ter a luz cortada no período de pandemia, como também de não haver algum corte ilegal, vocês religarem e não cobrarem mais aquela conta de energia”, argumentou.
Anderson Soares, para O Poder
Foto: SupCom/ALERR

