Bolsonaro vai segurar preço da gasolina até o fim das eleições

Em plena disputa eleitoral pelo segundo turno das eleições gerais em 2022, a súbita alta do petróleo no mercado mundial virou um problema eleitoral para o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato a reeleição. De acordo com veículos da imprensa brasileira, diretores da Petrobrás foram pressionados pelo Executivo para manter os preços médios até a conclusão das eleições.

De acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina e do diesel estão, respectivamente, em 9% e 11%. No caso da gasolina, isso equivale a dizer que, considerando o preço de venda atual, a Petrobrás está perdendo R$0,32 por litro de combustível vendido; já no caso do diesel, essa perda é de R$0,62.

Segundo a ANP, os preços médios do diesel e da gasolina estão, respectivamente, em R$ 4,89 e R$ 3,53.

Mais inflação

O que começa a afligir os mercados é  a possibilidade de um pico inflacionário como consequência do represamento de preços em outubro. A queda dos combustíveis foi uma das grandes responsáveis pela deflação registrada pelo IPCA desde julho, um fato amplamente explorado pela campanha do atual presidente em seu esforço eleitoral.

Outro ponto de preocupação também é a possibilidade parcial de desabastecimento no país, à medida que preços desajustados implicam em absorção de prejuízos na ponta dos produtores.

Da Redação O Poder

Foto: Acervo O Poder

 

 

Últimas Notícias

PL da Dosimetria: Congresso derruba veto de Lula e beneficia Bolsonaro; texto segue para promulgação

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira, 30, o veto do presidente Luiz Inácio Lula...

Mais artigos como este