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Câmara contraria STF e mantém Zambelli no cargo

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O plenário da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira, 10, rejeitar a cassação do mandato parlamentar de Carla Zambelli (PL-SP).

Foram 227 votos a favor, 170 contrários e 10 abstenções – seriam necessários 257 votos para a cassação.

A cassação seria uma consequência da condenação da deputada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter comandado uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença, de 10 anos de prisão, se tornou definitiva e sem possibilidade de recurso em junho.
Na decisão, o STF determinou a perda de mandato, o que deveria ocorrer de forma automática. No entanto, a Câmara contrariou essa decisão ao rejeitar o pedido de cassação da deputada.

Além disso, no caso de condenações criminais, quando não são mais passíveis de recurso (como as de Zambelli), ocorre a suspensão dos direitos políticos. Assim, a pessoa fica sem a possibilidade de votar ou de se candidatar a cargo eletivo enquanto durar a pena.

A decisão dos deputados cria um impasse que envolve a interpretação da Constituição. Por isso, o tema pode voltar a ser discutido pelo STF.

Os deputados entenderam que a deputada poderia permanecer no cargo. A situação se assemelha à ocorrida com o ex-deputado federal Natan Donadon, em 2013, que foi condenado pelo STF mas teve o mandato preservado pelos colegas da Câmara.

O resultado contrariou a recomendação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou por 32 votos a 2 a recomendação de perda do mandato.
Condenação por invasão de sistemas do CNJ

Zambelli foi punida em dois processos penais na Corte. Em um dos casos, recebeu pena de 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A condenação de Zambelli pela Primeira Turma do STF se deu por unanimidade em maio.

Zambelli postou encontro com o hacker Walter Delgatti

Os ministros acataram os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que Zambelli atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ – incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Na outra ação, foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Segundo a PGR, a intenção era “colocar em dúvida a legitimidade da Justiça” e fomentar manifestações contra as instituições republicanas.

Em junho, a decisão foi mantida pela Primeira Turma – também por unanimidade – ao analisar os recursos apresentados pela parlamentar.

Além da prisão, o STF também determinou a perda imediata do mandato de Zambelli. A Constituição prevê a cassação de parlamentares condenados criminalmente e sem possibilidade de recurso.

A parlamentar fugiu para a Itália. Dias depois de ser considerada fugitiva e procurada pela Interpol, Zambelli foi presa nos arredores de Roma. O governo brasileiro pediu a extradição da deputada, que ainda não foi analisada pela justiça italiana.

Zambelli também foi condenada de forma definitiva pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo em 2022.

Zambelli também foi condenada por porte ilegal de arma

Impasse Câmara x STF

O debate sobre a interpretação da Constituição pode ocorrer, por exemplo, a partir de uma ação que questione a validade do procedimento adotado pela Câmara ou por meio de pedidos feitos no próprio processo penal contra Carla Zambelli.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh (RJ), disse logo após a votação que o partido vai ingressar com um mandado de segurança no STF para questionar a decisão do plenário.

“A decisão do Supremo é uma decisão muito clara. (…) Não era para ter ido à CCJ, e o presidente Hugo Motta acabou criando um problema para si próprio. Não era para ter ido para o plenário”, disse.

A situação de aproxima do precedente criado pelo processo contra o então deputado federal Natan Donadon em 2013. À época, a evolução do tema no Congresso levantou a discussão sobre a perda de mandato de parlamentar alvo de processo penal.

Na ocasião, a Câmara também levou à deliberação do plenário a situação de Donadon, que teve o mandato preservado pelos colegas.

O tema, então, foi novamente parar no Supremo: um mandado de segurança do deputado Carlos Sampaio (PSD-SP) questionou a validade do processo legislativo adotado pelos parlamentares. Relator do caso, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu a decisão da Câmara.
Posteriormente, a Casa cassou o mandato de Donadon, mas por outro caminho: a partir de um procedimento aberto no Conselho de Ética. Em 2019, a pena de Donadon foi extinta por um indulto natalino do ex-presidente Michel Temer.

Entenda o que diz a Constituição

A Constituição prevê um conjunto de situações em que um parlamentar pode perder o mandato.

Entre elas, destacam-se duas situações:

  • quando o político falta a mais de um terço das sessões da Casa Legislativa. Neste caso, a perda é automática, declarada pelo comando da Câmara ou do Senado.
  • quando o político é alvo de condenação criminal definitiva. Neste caso, a perda do mandato é decidida pela Câmara ou o Senado, por maioria absoluta.

Quando decidiu pela condenação de Zambelli, a Primeira Turma do STF determinou a perda de mandato de forma automática, ou seja, com uma declaração da Mesa da Câmara.

Por que o colegiado do Supremo segue esta linha? A interpretação envolve o excesso de faltas. A deputada foi condenada a uma pena superior a 120 dias, em regime fechado, a ser cumprido na prisão. Ou seja, ela fica impedida de exercer suas atividades e, inevitavelmente, vai ultrapassar o limite de ausências. Por isso, a Turma entende que a perda de mandato é automática, adotando-se o procedimento da primeira situação.

Qual a posição seguida pela Câmara? Os deputados deram um tratamento diferente ao tema. Seguiram a segunda situação, aplicando a perda de mandato para parlamentar que sofre condenação penal. Ou seja, consideraram que é cabível uma análise do caso pelo plenário da Câmara, rebatendo a tese de que a perda seria automática.

 

Da Redação com informações de G1 

Foto: Divulgação

RR: Servidor concursado é demitido por acumular cargo, enquanto secretária faz medicina em Manaus e permanece nomeada

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Um policial penal lotado na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc) foi demitido pelo governador Antonio Denarium no dia 2 deste mês. De acordo com a publicação da exoneração no Diário Oficial, o servidor cometeu transgressão disciplinar prevista no art. 126, inciso XIII, da Lei Complementar Estadual nº 053, que é a lei que rege a vida jurídica do servidor público. Conforme a decisão, o policial estaria acumulando cargo. Em uma rápida pesquisa, a Roraima Alerta constatou que, de 2022 para cá, o policial vivia apresentando atestado e, se chegou a prestar serviço, foi muito pouco. Até aí tudo ok.

Duas medidas

Mas, o Governo de Denarium tem dois pesos e duas medidas para os servidores estaduais. Mais de 300 concursados foram demitidos após processos administrativos pelos mais diversos motivos. A política para eles foi simples: ERROU, FOI DEMITIDO! Por outro lado, o governador mantém no cargo a ex-secretária de saúde Cecília Lorezon, que ocupa agora o cargo de secretária titular da Secretara de Governo, enquanto faz faculdade de medicina em Manaus, conforme relatou o deputado Cláudio Cirurgião, que pediu a exoneração dela. Denarium tirou do cargo de secretário de Governo Digital o técnico Paulo Torres, considerado um dos melhores na área de TI no estado, para colocar Cecília Lorezon, com salário de R$ 30 mil. Detalhe importante: todos os atos administrativos da Secretaria são assinados por Paulo Torres (que ficou como adjunto) e não por Cecília que é a titular.

Remanejamento

O governador Antonio Denarium remanejou R$ 9 milhões de várias secretarias para o Fundo Estadual de Saúde. A maior parte foi retirada da Defesa Civil, que seria para combate a sinistros e recursos humanos do Corpo de Bombeiros Militar: R$ 5 milhões. De acordo com o decreto, assinado no dia 02 de dezembro, o dinheiro será usado para os recursos humanos da Saúde.

 

Da Redação, com informações do Roraima Em Tempo
Foto: Divulgação 

 

AC: Gladson Camelí tem julgamento marcado para dia 17 de dezembro

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O governador do Acre, Gladson Cameli, teve o julgamento remarcado para o dia 17 de dezembro, próxima quarta-feira, após a suspensão no dia 3 deste mês no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A sessão que pode condenar o governador iniciará a partir das 14h, no horário de Brasília. As informações sobre o julgamento foram publicadas no Diário da Justiça Eletrônica Nacional.

Camelí é investigado por fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e formação de organização criminosa. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e aceita pela Corte Especial do STJ.

Acusações de corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação constam no parecer. Até o momento, o julgamento já foi remarcado 3 vezes; a primeira no dia 19 de novembro, o STJ remarcou para o dia 3 de dezembro, adiado novamente, e agora remarcado para o dia 17 de dezembro.

Entenda o caso

A investigação iniciou-se por conta da Operação Ptolomeu, que indicou desvios de recursos públicos, iniciada em 2019, e tornou-se réu em maio de 2024. Segundo as acusações, o governo contratou empresa com sede em Brasília para prestar serviços no Acre; a empresa subcontratou outra, que presta serviços no estado e tem por sócio o irmão do governador.

Desde o ano passado, Gladson tem se articulado politicamente em Brasília com advogados, políticos e pessoas influentes para escapar dessa audiência. Mesmo se tornando réu, Gladson foi mantido no cargo.

 

Da Redação

Justiça suspende benefícios vitalícios de Bolsonaro

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A Justiça Federal suspendeu os benefícios e direitos vitalícios que Jair Bolsonaro usufrui por ter chegado à Presidência da República. Em decisão liminar divulgada na noite desta terça-feira, o juiz substituto Pedro Pimenta, da 8ª Vara Federal de Belo Horizonte (MG), determinou que a União bloqueie em até 48 horas o fornecimento de servidores, veículos oficiais, motoristas e assessores a Bolsonaro, medidas previstas em lei para todos os ex-presidentes.

No primeiro semestre de 2025, Bolsonaro custou R$ 521.073,00 aos cofres públicos, aponta a ação. Conforme levantamento do GLOBO com base no Portal de Dados Abertos da Casa Civil, até novembro deste ano, o ex-presidente custou R$ 994.592,11, sendo cerca de R$ 657 mil em gratificações por exercício de cargo em comissão e R$ 240 mil em passagens aéreas e despesas por locomoção em geral.

De acordo com o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2008, que regulamentou a Lei N° 7.474/1986, qualquer pessoa que tiver exercido o cargo tem direito a quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois assessores pessoais, dois veículos e dois motoristas.

A ação contra Bolsonaro foi movida pelo vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT). De acordo com ele, a medida é motivada pelo fato do ex-presidente estar cumprindo pena em regime fechado, devido à condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o que o impossibilita de exercer atividades políticas, públicas e institucionais.

O benefício existe para assegurar medidas de segurança e apoio pessoal a ex-presidentes da República em vida civil, expostos a riscos específicos pelo cargo que ocuparam. Como Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, sua “rotina, deslocamentos e segurança estão regidos pela legislação de execução penal”.

“A estrutura prevista para os servidores em atividade de segurança e motoristas de ex-Presidente foi concebida para um contexto de circulação em liberdade no espaço público, não para a realidade de custódia em regime fechado”, justifica a decisão.

O juiz também ressalta que, em caso de atendimento médico externo, por exemplo, a custódia do preso permanece sob responsabilidade exclusiva do Estado, por meio dos órgãos de segurança pública e do sistema penitenciário.

“Seria juridicamente redundante e materialmente incompatível manter, em favor de ex-presidente recolhido em regime fechado, equipe própria de segurança pessoal e motoristas vinculados ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional), com porte de arma institucional, para atuar em paralelo à escolta penitenciária”, diz outro trecho.

Gastos com ex-presidentes

Segundo o Portal de Dados Abertos da Casa Civil, os ex-presidentes já custaram R$ 7,6 milhões de janeiro a novembro deste ano. Quem mais gastou foi Fernando Collor — R$ 1,9 milhão —, preso desde o final de abril por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e condenado a oito anos e dez meses de prisão em regime fechado. Contudo, ele cumpre prisão domiciliar devido à sua idade e por questões de saúde. Mesmo assim, seus gastos com passagens e locomoção ultrapassam R$ 560 mil.

Em seguida vem Dilma Rousseff, com R$ 1,8 milhão; Michel Temer, com R$ 1,2 milhão; José Sarney, com R$ 884 mil; e Fernando Henrique Cardoso, com R$ 756 mil. Por ter se tornado presidente de novo, o último ano em que Lula utilizou o benefício foi em 2022, com custo de R$ 1,8 milhão.

Em 2024, cerca R$ 9,4 milhões foram empenhados ao todo. A que mais gastou foi Dilma — cerca de R$ 2,1 milhões —, com os valores mais altos sendo nas despesas específicas para fora do país, como auxílio moradia no exterior — este que representou mais de R$ 170 mil — e passagens aéreas internacionais, devido ao cargo que ocupa como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD, também conhecido como “banco do Brics”), na China. Ela foi seguida por Collor, que também ultrapassou a faixa dos R$ 2 milhões, e por Jair Bolsonaro, que custou quase R$ 1,8 milhão.

 

 

Da Redação com informações de O Globo

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Comentário apagado em post da Prefeitura de Urucurituba provoca reação além da internet e chega à Promotoria de Justiça

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A Prefeitura de Urucurituba recebeu um alerta oficial do Ministério Público do Amazonas (MPAM) para não remover comentários negativos feitos por cidadãos nas páginas oficiais da gestão, nas redes sociais. A Recomendação nº 12/2025 foi publicada no Diário Oficial do órgão do dia 09 de dezembro.

A medida foi adotada após a constatação de que um comentário da moradora Jeane Maria Severo de Lima teria sido indevidamente excluído do perfil oficial do Município de Urucurituba. Segundo o MP, a remoção violou garantias constitucionais relacionadas à liberdade de expressão e ao direito de manifestação do pensamento.

“Qualquer cidadão pode acompanhar as ações do Executivo municipal nas redes sociais e lançar seu comentário em postagens no perfil da prefeitura. Desde que esse comentário não seja ofensivo ou inverídico, sua exclusão pode ser interpretada como uma forma de censura e restrição ao direito à livre manifestação do pensamento”, destacou o promotor de Justiça, Kleyson Nascimento Barroso, que assina a portaria.

Diante disso, o Ministério Público recomendou ao prefeito de Urucurituba, Leôncio Antônio Tundis Carvalho, que se abstenha de remover comentários de cunho crítico feitos por usuários nas páginas oficiais do município, desde que não contenham xingamentos, ofensas, expressões de baixo calão, discursos de ódio ou apologia a crimes.

O MP estabeleceu prazo improrrogável de 10 dias úteis para que a Prefeitura se manifeste sobre o cumprimento da recomendação ou apresente fundamentação jurídica caso opte por não acatá-la. O descumprimento poderá resultar no ajuizamento de Ação Civil Pública.

Da Redação 
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Protesto de deputado, intervenção policial e reação da Presidência movimentam Câmara; veja vídeo

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A Câmara dos Deputados viveu uma noite conturbada nesta terça-feira, 9, marcada por protesto no plenário, intervenção da Polícia Legislativa e troca pública de acusações entre o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O episódio ocorreu horas antes da votação do Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz a pena de condenados pelos atos de 8 de janeiro.

No início da tarde, após reunião de líderes, Hugo Motta anunciou a pauta de votações da semana, que incluiu os pedidos de cassação dos mandatos de Glauber Braga e Carla Zambelli (PL-SP), previstos para esta quarta-feira, 10.

Braga é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar, após expulsar com empurrões e chutes, em abril do ano passado, o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro. O pedido de cassação foi aprovado pelo Conselho de Ética em abril.

Em reação ao anúncio, Glauber ocupou a cadeira da Presidência da Câmara durante a sessão de debates, em protesto contra a decisão de levar seu processo à votação. O parlamentar se recusou a deixar o local, forçando a interrupção dos trabalhos no plenário.

Ao ocupar a cadeira da Presidência, Glauber também afirmou que, apesar do anúncio de dois pedidos de cassação, apenas o dele estaria sendo efetivamente atingido. “Zambelli já está inelegível pelo Supremo Tribunal Federal. Eduardo Bolsonaro, ao ser desligado pela Mesa, mantém seus direitos políticos intactos. O único mandato de fato atingido é o meu, que foi conferido pelo povo do Rio de Janeiro”, declarou.

Diante da recusa, Hugo Motta determinou a retirada de Glauber pela Polícia Legislativa. O deputado foi conduzido para fora da Mesa Diretora, em meio a tensão e protestos. Após o episódio, Glauber afirmou que precisou tomar analgésicos e anti-inflamatórios por conta de dores no braço direito.

Boletim de Ocorrência

Ainda na noite de terça-feira, 9, Braga informou que registraria um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara.

“O boletim é contra quem ordenou a ação da Polícia Legislativa, mais especificamente contra o presidente da Câmara dos Deputados. A ordem partiu dele”, afirmou. Para Glauber, a decisão de Hugo Motta “foi de um desequilibrado”.

Desrespeito

Em resposta, o presidente da Câmara afirmou que a ocupação da cadeira da Presidência representou um desrespeito às instituições.

“A cadeira da Presidência não pertence a mim. Ela pertence à República, à democracia e ao povo brasileiro. Nenhum parlamentar está autorizado a transformá-la em instrumento de intimidação, espetáculo ou desordem. Deputado pode muito, mas não pode tudo. Fora da lei e do Regimento, não é liberdade: é abuso”, declarou.

Motta também criticou o que classificou como postura extremista. “Quem acredita que democracia só existe quando o resultado lhe agrada incorre em grave erro. O extremismo não tem lado, porque, para o extremista, só existe um lado: o seu”, afirmou no plenário. Segundo ele, ao ocupar a cadeira da Presidência, Glauber não desrespeitou apenas o presidente em exercício, mas todo o Poder Legislativo, em um comportamento que, segundo Motta, já é reincidente.

Ao justificar a ação da Polícia Legislativa, Hugo Motta disse que seguiu rigorosamente o Regimento Interno e os protocolos de segurança.

Dosimetria aprovada

Mesmo com a confusão no plenário, a Câmara seguiu com a sessão e aprovou o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo envolvidos na tentativa de golpe.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles, CNN e Câmara 
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Com investimento federal, MP investiga obras paralisadas em Envira

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a execução de obras paralisadas e inacabadas da educação básica no município de Envira, no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica, instituído pela Medida Provisória nº 1.174/2023.

A medida tem como objetivo fiscalizar a correta utilização dos recursos públicos federais repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e garantir a retomada de obras essenciais, sobretudo na área da educação infantil, considerada direito fundamental assegurado pela Constituição Federal.

De acordo com o MP, o Governo Federal prevê investimento de quase R$ 4 bilhões até 2026 para a retomada de obras em todo o país. No Amazonas, diversas unidades educacionais foram contempladas, muitas delas destinadas ao atendimento de crianças na primeira infância.

Como primeira providência, a Promotoria determinou que a Secretaria Municipal de Educação de Envira apresente, no prazo de 20 dias, informações documentais sobre:

  • A abertura de diligências junto ao FNDE para repactuação das obras;
  • O efetivo protocolo de pedidos relacionados às obras paralisadas ou inacabadas;
  • A existência de outras obras da educação básica que estejam paralisadas, inacabadas ou concluídas, mas ainda sem funcionamento, com indicação das respectivas localizações.

Após a realização das diligências iniciais, os autos retornarão para nova análise da Promotoria. O procedimento foi assinado pelo promotor de Justiça, Ney Costa Alcântara de Oliveira Filho.

Da Redação
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Erro grave da gestão de Andreson Cavalcante é descoberto e prejudica alunos em Autazes; saiba mais

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O ex-prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante, apresentou erro grave em sua gestão e foi descoberto pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Isso prejudicou o recebimento de recursos do Valor Anual Total por Aluno (VAAT) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo processo de representação, as irregularidades apresentadas são: a omissão no envio dos Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) e dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO) ao Siconfi, a não alimentação do Sistema de Orçamentos Públicos em Educação (Siope), o descumprimento dos percentuais mínimos constitucionais de aplicação em educação e a existência de pendências no Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais (Cauc).

 

As omissões nessas documentações e a não alimentação do sistema resultaram na exclusão do município de Autazes da lista preliminar de elegíveis à complementação do Valor Anual Total por Aluno (VAAT) do Fundeb para o ano de 2026 e ficaram restritos às transferências voluntárias provenientes de recursos federais.

O TCU, em resposta à representação, apontou inércia por parte do ex-prefeito e, por meio de pareceres encaminhados pela Unidade de Auditoria Especializada em Educação, Cultura, Esportes e Direitos Humanos, solicitou o envio das cópias dos autos ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e à Câmara Municipal de Autazes, para alertar sobre a exclusão do município da lista do VAAT para adoção de providências cabíveis, conforme a competência de cada um.

Com essa exclusão do VAAT, os alunos terão menos recursos para o próximo ano e, por conta das irregularidades, o Cauc, que aponta a certidão negativa do município, prejudica o recebimento de recursos parlamentares.

Voto do ministro

No voto do ministro e relator, Antônio Anastasia, ele encaminha os autos para a Câmara Municipal de Autazes. Essa solicitação pode deixar Andreson Cavalcante inelegível, se houver a cassação dos direitos políticos, visto que a omissão do ex-prefeito foi desastrosa, prejudicando a atual gestão e o andamento de recursos importantes para o município.

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Senado aprova PEC do Marco Temporal

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O Senado aprovou nesta terça-feira, 9, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que estabelece a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

A tese diz que os povos indígenas só teriam direito a áreas ocupadas ou sob disputa na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

Antes da votação, os senadores aprovaram um requerimento para estabelecer um calendário especial para análise da proposta, sem a necessidade de intervalo entre os dois turnos de votação. Com isso, o texto foi aprovado por 52 votos favoráveis e 14 contrários no primeiro turno e com 52 favoráveis e 15 contrários no segundo. O projeto passará agora por análise da Câmara dos Deputados.

O texto diz que são terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas brasileiros aquelas que, na data da promulgação desta Constituição, eram, simultaneamente, por eles habitadas em caráter permanente, utilizadas para suas atividades produtivas, imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e necessárias a sua reprodução física e cultural segundo seus usos, costumes e tradições, vedada a ampliação além dos limites já demarcados.

Ainda de acordo com a proposta, ausente a ocupação tradicional indígena na data de promulgação da Constituição, ou o renitente esbulho comprovado, são válidos e eficazes os atos, os negócios jurídicos e a coisa julgada relativos a justo título ou a posse de boa-fé das áreas reivindicadas, por particular.

O texto assegura o direito “à justa e prévia indenização”, pelo valor de mercado, da terra nua e das benfeitorias necessárias e úteis, pela União, em caso da desapropriação por interesse social. Além disso, abre a possibilidade de compensação à comunidade indígena com áreas equivalentes.

Projeto

A PEC foi apresentada pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e recebeu relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC). A inclusão da proposta na pauta foi anunciada, na semana passada, pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) como reação à decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que apenas o chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) está apto a denunciar ministros da Corte ao Senado por crimes de responsabilidade.

Ao defender a proposta, Amin lembrou que o tema está na pauta do Supremo Tribunal Federal. A corte volta a debater o tema nesta quarta-feira, 10. Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional.

Antes de retomar o julgamento, o STF realizou diversas audiências de uma comissão de conciliação entre as partes envolvidas na questão. A conciliação foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações.

“Creio que aprovando a presente Proposta de Emenda à Constituição, com a emenda que ora estamos apresentando a este Plenário, o Senado Federal cumpre inclusive o seu papel de estabelecer um saudável diálogo institucional com o próprio STF, sem afrontas de uma parte a outra, mas com respeito às visões diferentes para se criar uma legislação constitucional que equilibre o respeito às comunidades indígenas e o direito fundamental dos ocupantes de boa-fé à segurança jurídica”, justificou Amin.

 

Da Redação com informações da Agência Brasil

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Câmara aprova PL da Dosimetria, projeto que beneficia Bolsonaro e réus do 8/1

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira, 10, o projeto de lei que reduz as penas dos envolvidos na trama golpista e nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. A medida, que ficou conhecida como o “PL da Dosimetria”, beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Foram 291 votos sim e 148 não. Com a aprovação na Câmara, o texto segue para a análise do Senado Federal.

O foco da proposta é a redução do cálculo das penas e, para isso, o texto lista condições e fixa porcentagens mínimas para o cumprimento da pena e progressão de regime. Para evitar “insegurança jurídica”, o relator também deixou expresso na proposta que a remição da pena pode ser compatível com a prisão domiciliar.

Pelo texto, se a pessoa for condenada por “exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado, deverá ser cumprido ao menos 50%” da pena.

Esse seria o caso de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Isso porque, para a definição da pena, foi considerado o agravante de liderança de organização criminosa. 

Inclusão na pauta

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a inclusão da matéria nesta tarde, após reunião do colégio de líderes. Segundo ele, o tema dominou os debates da Câmara ao longo do ano. “Nada mais natural do que chegarmos ao final do ano com a posição final da Casa”, disse.

“Nós votamos a urgência dessa matéria, respeitamos o devido processo legal do Supremo Tribunal Federal concluir a o julgamento dessas pessoas que participaram desse ato do 8 de janeiro. Até porque para se tratar de alguma questão sobre essas penas, nós precisaríamos ter o devido processo legal concluído”, disse em declaração a jornalistas na Câmara.

A inclusão rendeu reclamações na base do governo no Congresso Nacional, uma vez que Hugo Motta não teria avisado o Planalto da intenção, ainda que tenha se reunido com a ministra Gleisi Hoffman, das Relações Institucionais, na véspera do anúncio.

Como mostrou a CNN Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pego de surpresa com a decisão. Pessoas próximas ao chefe do Planalto consideram que o presidente da Casa Legislativa poderia ter sido transparente com o governo petista.

Urgência e périplo

Em setembro, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a urgência do projeto que anistia os condenados por atos antidemocráticos, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

O projeto passou, então, à relatoria de Paulinho da Força, que deu início a conversas para articular uma proposta que garantisse maioria na Câmara dos Deputados. Partidos do Centrão apoiavam o avanço da ideia de uma revisão das penas.

Além de os governistas rechaçarem a proposta, o relator enfrentou resistências na própria oposição. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendiam uma proposta de “anistia ampla, total e irrestrita”, e descartavam até então uma ideia de redução de penas.

A inclusão na pauta nesta terça-feira, entretanto, previu um acordo entre Hugo Motta e o PL (Partido Liberal) para que não fossem apresentados destaques. De acordo com o líder da bancada na Câmara, “este é um primeiro degrau” para caminhar em direção à anistia.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação