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Dr. João Tolentino é homenageado com Medalha da Ordem do Mérito Legislativo 2025

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O advogado Dr. João Tolentino foi agraciado na última quarta-feira, 10, com a Medalha da Ordem do Mérito Legislativo, uma das mais importantes honrarias concedidas pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A cerimônia foi realizada no auditório Ruy Araújo, e reuniu autoridades, familiares, amigos e colegas de profissão.

A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Wanderley Monteiro e entregue pelo presidente da Casa Legislativa, Deputado Roberto Cidade.

O reconhecimento destaca os relevantes serviços prestados por Dr. João Tolentino à sociedade amazonense ao longo de mais de três décadas de atuação jurídica, em especial pelo seu trabalho realizado nos segmentos do direito tributário e empresarial, áreas que João Tolentino é especialista, e construiu um  legado de seriedade e compromisso na advocacia amazonense.

“Me sinto lisonjeado pela honraria, afinal foi dada pela casa do povo. Há 34 anos tenho labutado no direito tributário e ver essa trajetória reconhecida me enche de gratidão. Agradeço ao proponente, a minha esposa que me apoiou todos esses anos, e principalmente a Deus, por cada passo, e por continuar guiando meu caminho junto daqueles que sempre estão ao meu lado: minha esposa, minhas filhas e amigos”, afirmou.

Trajetória consolidada na advocacia amazonense

Dr. João Tolentino iniciou sua carreira no início dos anos 1990, atuando no direito público e privado. Em 2009, fundou o escritório Tolentino Advogados Associados, onde exerce a função de sócio-administrador, liderando uma equipe reconhecida pela excelência técnica e pela responsabilidade jurídica.

Com forte atuação nas áreas tributária e empresarial, construiu uma carreira marcada por grandes causas e por contribuições relevantes ao desenvolvimento econômico do Estado. Também foi advogado da Arquidiocese de Manaus, integrando o conselho administrativo-financeiro da instituição, além de atuar como consultor jurídico para grandes corporações, incluindo empresas da Zona Franca de Manaus.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

Governo Federal mantém Manaus como sede da Força Nacional durante nova fase de operações na Amazônia Legal

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) prorrogou por mais 90 dias a atuação da Força Nacional de Segurança Pública na Amazônia Legal e manteve Manaus como cidade-sede da operação.

A medida, assinada pelo ministro, Ricardo Lewandowski, estende a permanência do contingente na região entre 10 de dezembro de 2025 e 9 de março de 2026.

A operação integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas), estratégia federal voltada ao enfrentamento de ilícitos ambientais, crimes transnacionais e atividades criminosas conexas, além de ações de proteção à fauna, à flora e às populações tradicionais. O objetivo central é reforçar o combate às organizações que atuam em desmatamento ilegal, garimpo, extração clandestina, tráfico de drogas e outros crimes de fronteira.

Segundo a portaria, a Força Nacional atuará de maneira planejada, em ações consideradas essenciais para a preservação da ordem pública e da segurança das pessoas e do patrimônio.

O efetivo deslocado para a região seguirá o planejamento da Diretoria da Força Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). As ações ocorrerão de forma integrada com órgãos de segurança pública dos estados da Amazônia Legal, instituições federais e entidades responsáveis pela fiscalização ambiental, sob coordenação da Polícia Federal.

Da Redação
Foto: Divulgação

‘Venezuela já foi invadida’, diz María Corina, vencedora do Nobel da Paz

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Opositora de Nicolás Maduro e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, disse que “Venezuela já foi invadida”, em resposta a uma pergunta sobre a possível intervenção militar dos Estados Unidos, por conta das tensões entre Donald Trump e Maduro.

“Temos agentes russos, temos agentes iranianos. Temos grupos terroristas como o Hezbollah e o Hamas operando livremente em conluio com o regime. Temos os gorilas colombianos, os cartéis de drogas que controlam mais de 60% da nossa população. E não se trata apenas de tráfico de drogas, mas também de tráfico humano”, explicou María Corina.

A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, em Oslo. Ela viajou ao país por causa da entrega do Nobel da Paz, mas chegou após a cerimônia e foi representada pela filha.

Segundo a opositora ao regime chavista, a Venezuela virou o “antro do crime das Américas”.

“O que sustenta o regime é um sistema de repressão muito poderoso e bem financiado. De onde vem esse dinheiro? Bem, do tráfico de drogas e do mercado negro de petróleo, do tráfico de armas, do tráfico humano. Precisamos cortar esses fluxos. E quando isso acontecer e a repressão enfraquecer, acabou, porque é a única coisa que resta ao regime: violência e terror”, completou Corina.

Nobel aos venezuelanos

Mais cedo, nesta quinta-feira, 11, María Corina disse que levaria o prêmio Nobel para a Venezuela, mas se recusou a dizer quando voltaria ao país.

“Vim receber o prêmio em nome do povo venezuelano e o levarei de volta à Venezuela no momento oportuno. É claro que não direi quando será”, disse ela a repórteres em Oslo.

A líder da oposição venezuelana chegou ontem à Noruega e fez a primeira aparição pública em 11 meses. Ela falou com apoiadores que estavam no Grand Hotel de Oslo, nesta quinta-feira, 11.

A jornada de Machado até a capital norueguesa foi arriscada. Perseguida pelo governo do presidente Nicolás Maduro, ela está proibida de deixar a Venezuela e tem vivido praticamente escondida durante o último ano.

 

Com informações de CNN Brasil

Roberto Cidade destaca avanços do Parlamento em 2025 durante encerramento dos trabalhos legislativos

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Ao encerrar os trabalhos de 2025 do Plenário Ruy Araújo, nesta quinta-feira, 11, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), fez um breve balanço de sua atuação parlamentar e administrativa à frente da Casa Legislativa.

Entre os pontos destacados está a fixação no percentual do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Amazonas (FTI) a ser aplicado em ações de saúde pelas prefeituras do interior do Estado e a redução se 50% do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), a partir de 2026, o que possibilitará a isenção do tributo para motocicletas de até 1.000 cilindradas.

“Ontem aprovamos um projeto extremamente importante para o interior do Estado, resultado de muito diálogo, que começará a valer no próximo ano. Ele fixa, pela primeira vez, o valor do FTI que deve ser repassado às prefeituras do interior, para investimentos na área da saúde. Antes não havia essa definição, mas agora haverá. Somente em emendas parlamentares, serão mais de R$ 200 milhões para a saúde. Somado ao que o Executivo também irá investir, a previsão para 2026 ultrapassa meio bilhão de reais destinados à economia do interior do Amazonas, garantindo melhorias nas estruturas de saúde dos 61 municípios”, explicou.

Conforme a matéria legislativa enviada aprovada pela Aleam, o governo estadual, está autorizado a destinar R$ 160 milhões do FTI diretamente para a saúde dos 61 municípios do interior do Amazonas.

De acordo com a matéria aprovada, serão repassados 20% igualmente para todos os municípios, 70% proporcional à população e 10% para os municípios polo, que sustentam a média e alta complexidade nessas localidades.

“Serão R$160 milhões ao ano, de forma permanente, repassados fundo a fundo, sem burocracia, sem convênios demorados. Quando nós ampliamos essa atenção à saúde dos municípios do interior, nós estamos desafogando o atendimento público em saúde na capital Manaus e, sobretudo, assegurando mais dignidade à população do interior do Amazonas”, declarou.

Outro ponto destacado pelo deputado-presidente foi a aprovação da redução de 50% no valor do IPVA e ainda isenção total do tributo para as motocicletas de até 1.000 cilindradas. A medida entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026 e fará do Amazonas o Estado com o IPVA médio mais barato do Brasil.

“A aprovação desse projeto, ousado e transformador, representa uma mudança real na vida das pessoas. Ele vai garantir mais dinheiro no bolso das famílias, ajudando especialmente quem vive no interior a colocar comida na mesa. A partir de 1º de janeiro, 90% das pessoas que possuem moto no interior do Amazonas não pagarão mais IPVA. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Poder Legislativo e do Poder Executivo. Nós, deputados e deputadas, aprovamos a proposta por unanimidade. Essa conquista não é apenas do presidente Roberto Cidade, mas de todos os 24 parlamentares que votaram a favor”, afirmou.

Atualmente, o Amazonas possui 775 mil veículos registrados, incluindo motocicletas. Desses, 244 mil já são contemplados pelo programa IPVA Social, que isenta motocicletas com imposto de até R$ 420. Com a nova lei, outros 531 mil contribuintes serão beneficiados com redução direta no valor do tributo.

Concurso público

Também foi um ponto destacado pelo presidente Cidade, a realização do concurso público da Casa, que não acontecia há 14 anos.

“Nós estamos cumprindo o compromisso que assumimos ao iniciar mais um mandato na presidência desta Casa. No próximo domingo, dia 14, será realizado o nosso tão sonhado concurso público. Realizar um concurso no Estado do Amazonas é um desafio diário. A comissão trabalhou intensamente para garantir transparência, contratar uma banca responsável e cumprir rigorosamente o cronograma. Hoje, me sinto muito orgulhoso. O concurso está confirmado e conta com mais de 50 mil inscritos, inclusive candidatos de outras regiões do país”, falou.

Cidade falou ainda sobre o cumprimento rigoroso de todas etapas do certame.

“Todas as etapas foram conduzidas dentro das regras, em diálogo com o Ministério Público, com o Tribunal de Justiça e com todas as instituições necessárias. Este concurso é uma realidade. A Assembleia estava há 14 anos sem realizar concurso. O último foi na gestão do ex-deputado Ricardo Nicolau. Agora, na nossa gestão, estamos honrando essa responsabilidade e entregando aquilo que prometemos. É assim que se faz gestão pública”, completou.

O deputado-presidente também destacou a grande produção da Casa em 2025. Em 2025, ao todo, foram apresentadas 2.193 matérias legislativas. Destas, 826 proposições foram aprovadas, em 18 sessões deliberativas, a primeira em 13 de fevereiro e a mais recente, nesta quarta-feira, dia 10 de dezembro.

Dentre as matérias aprovadas estão a redução do ICMS da energia elétrica, dos alimentos e de produtos essenciais; o projeto que estabelece regras para o trabalho remunerado de crianças como influencers; as matérias que reajustam o salário dos servidores públicos da Aleam (data-base) e de diversos órgãos e categorias do Estado.

Capítulo especial e inédito

Um capítulo especial e inédito na história recente da Aleam foi a entrega do Centro de Inclusão Sensorial Dr. Hamilton Cidade, um dos maiores espaços da região Norte especializados no atendimento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down e outros transtornos neurodivergentes.

Inaugurado no último dia 2 de dezembro, o Centro de Inclusão Sensorial tem capacidade para atender 250 crianças atípicas todos os dias.

“A Assembleia Legislativa inaugurou o maior Centro de Inclusão Sensorial entre todas as Assembleias do Brasil, já em funcionamento e entregue à população. Essa conquista é uma marca coletiva da 20ª Legislatura, não apenas da presidência. Agradeço a Deus e a todos os deputados e deputadas, porque nenhum resultado é alcançado sozinho. Este centro representa o compromisso da Assembleia, que hoje é a mais inclusiva do país, graças às leis e ações que todos ajudamos a construir em favor das pessoas que precisam tanto desse apoio”, destacou.

Cidade destacou ainda a realização do maior Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam) e a ampliação dos serviços ofertados gratuitamente pela Escola do Legislativo Senador José Lindoso, com a criação do programa “Aleam Educa”, que deu a oportunidade para que 1.500 estudantes de escolas públicas se preparassem para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e para o vestibular.

“Com tudo isso, vamos consolidando, ano a ano, a Aleam como uma das assembleias mais produtivas, mais modernas, mais inclusivas e mais humanas do Brasil. No próximo ano, em 2026, será um ano ainda melhor, de grandes mudanças, de novos projetos, de novas conquistas e de um Parlamento ainda mais presente na vida de quem vive no Amazonas. Agradeço aos deputados e às deputadas, aos servidores e, especialmente, a cada cidadão que acompanhou nosso trabalho. Encerramos 2025 de cabeça erguida e iniciamos 2026 com o coração cheio de propósitos”, finalizou.

Cidade comandou votação que aprovou a LOA 2026, com orçamento superior a R$ 38 bilhões

Roberto Cidade (UB) também comandou, na quarta-feira, 10, a Sessão Ordinária que apreciou 91 matérias legislativas, entre elas a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026, que fixa o orçamento do Estado em mais de R$ 38 bilhões. A LOA detalha a previsão de arrecadação do governo e a fixação das despesas para o exercício fiscal de 2026. À LOA os parlamentares estaduais apresentaram 646 emendas, sendo 447 individuais e 199 de bancada. A área que mais recebeu emendas foi a de saúde, com mais de R$ 300 milhões.

De acordo com o deputado-presidente, em comparação à LOA 2025, a LOA 2026 teve um aumento de cerca de 20,9%.

“O Amazonas, como um Estado pulsante que é, cresce a cada ano e, naturalmente, há a tendência de crescimento. Hoje, a Assembleia Legislativa cumpriu com seu papel constitucional e aprovou a Lei Orçamentária Anual. Todos os percentuais constitucionais foram cumpridos, tais como o investimento em educação, que é de 25% do orçamento do Estado. Na questão da saúde, o Amazonas é um dos estados que mais investe nesta área. A média dos estados brasileiros é em torno de 14% de investimento na saúde, já o Estado do Amazonas chega até a ultrapassar os 20%. Nos últimos anos ficou entre 18% a 20%”, explicou Cidade durante sessão de quarta.

 

Da Redação com informações da Aleam 

Foto: Divulgação

Associação de imprensa toma medidas junto à PGR e ao Conselho de Ética após truculência de policiais legislativos

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Na última terça-feira, 9, repórteres foram retirados e impedidos de registrar os acontecimentos no Plenário da Câmara, após o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupar a mesa diretora e se recusar a deixar o espaço. Os policiais legislativos teriam iniciado o esvaziamento do plenário.

Enquanto esperavam a retirada do deputado do local e um pronunciamento do parlamentar, jornalistas foram agredidos pela Polícia Legislativa da Câmara. Glauber foi retirado à força do plenário pelos policiais.

 

Nesta quinta-feira, 11, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), por meio do presidente da associação, Octávio Costa, afirmou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “não sabe a importância do jornalismo para a democracia”.

Diante dos episódios, a ABI decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República e também ir ao Conselho de Ética da Câmara contra Hugo Motta.

“O trabalho de relato dos fatos, de relato da verdade, de compromisso com a verdade que o jornalista tem, compromisso com a ética, incomoda muita gente. E pelo visto incomoda muito o presidente da Câmara”, afirmou Octávio Costa nesta quinta-feira.

Costa participou de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado para tratar sobre liberdade de imprensa e violência contra jornalistas no Brasil.

A ABI anunciou, em nota, a tomada de iniciativas jurídicas e institucionais contra o presidente da Câmara. Entre as quais:

  • representação na Procuradoria-Geral da República, por crime de responsabilidade, pelo fato ocorrido no interior da Câmara de Deputados, com relação ao direito à liberdade de imprensa e expressão;
  • denúncia à Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA;
  • representação na Comissão de Ética da Câmara de Deputados contra o Presidente Hugo Motta, por quebra de decoro parlamentar e infração disciplinar.

 

Com informações de G1

STF suspende parcialmente decisão sobre Lei do Impeachment

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O ministro Gilmar Mendes, durante a segunda parte da sessão de hoje (23) para julgamento sobre a validade da prisão em segunda instância do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender parcialmente a liminar proferida na semana passada sobre a aplicação da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) ao afastamento de ministros da Corte. A decisão foi tomada nas Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 1259 e 1260.

A suspensão, divulgada na quarta-feira, 10, alcança apenas dois pontos da decisão original, que atribuíram exclusivamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) a competência para apresentar denúncia por crime de responsabilidade contra ministros do STF. Os demais trechos da liminar permanecem vigentes.

O relator também retirou de pauta o julgamento do referendo da liminar, previsto para começar na próxima sexta-feira, 12, em sessão virtual, e solicitou a inclusão da análise em sessão presencial da Corte.

Na nova decisão, o ministro considerou o avanço das discussões no Senado Federal sobre a aprovação de uma legislação atualizada para disciplinar o processo de impeachment de autoridades. Segundo o ministro, o novo texto incorpora elementos da liminar e evidencia um esforço de cooperação entre as instituições, guiado pela prudência, pelo diálogo e pelo respeito às normas constitucionais.

“Tal aprimoramento legislativo não se limita a atender formalmente às determinações do Supremo Tribunal Federal, mas configura ato de elevado espírito público, voltado à preservação da integridade do Poder Judiciário e à proteção da harmonia entre os Poderes”, afirmou.

 

Da Redação, com informações do STF
Foto: Divulgação

OAB-AM deve indicar primeira advogada para o Quinto Constitucional

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As votações para definir a lista sêxtupla para o Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM) estão marcadas para o dia 19 de dezembro, na sexta-feira da semana que vem. Dos 17 advogados disputando o processo seletivo da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), oito são mulheres.

As candidatas são Adriane Magalhães, Carmem Romero, Caroline Frota, Catharina Estrella, Elaine Benayon, Gisele Falcone, Grace Benayon e Laura Lucas. E os candidatos são Aniello Aufiero, Carlos Alberto, Eugênio Gomes, Fábio Agustinho, Ivan Cardoso, João Tolentino, Marco Choy, Hamilton Lucena e Carlos Bittencourt.

A lista sêxtupla será definida da seguinte forma: a advocacia vota primeiro nas mulheres, depois nos homens; cada eleitor pode escolher três candidatas e três candidatos. Os seis nomes escolhidos após a votação seguem para o TJAM, onde será definida a lista tríplice que será encaminhada ao governador do Estado para definir quem deve assumir o cargo de desembargador.

Há expectativas de que o próximo postulante ao cargo seja uma mulher. Observando o histórico de escolha em anos anteriores, desde os anos 2000, somente homens estiveram no cargo destinado ao Quinto Constitucional.

Presença feminina fortalecida nos tribunais

A presença feminina em altos cargos dos tribunais do Amazonas tem crescido nos últimos anos. Atualmente, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) está sob o comando da desembargadora Carla Reis e da vice-presidente Nélia Caminha. Sendo a primeira vez que os cargos foram preenchidos por mulheres neste local.

Um destaque na Corte Eleitoral: dos sete membros, 4 são mulheres. Sem contar com as suplentes das vagas, que em sua grande maioria são mulheres e contabilizam quatro, um marco histórico para o TRE-AM. Outra Corte que ganha destaque por ter uma mulher na presidência é o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), com a conselheira Yara Amazônia Lins Rodrigues, a única mulher no pleno.

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Câmara aprova suspensão por seis meses do mandato de Glauber Braga

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A Câmara dos Deputados aprovou a suspensão por seis meses do mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), por 318 a 141 votos e 3 abstenções. Foi aprovada emenda do PT que propôs a suspensão em alternativa à cassação do mandato defendida pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Glauber Braga foi acusado pelo partido Novo de ter faltado com o decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o então integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. O incidente foi filmado.

Em sua defesa, Glauber afirmou que agiu contra Costenaro após sofrer perseguição por parte dele e por ofensas proferidas por ele contra sua mãe, que sofria com mal de Alzheimer avançado.

A decisão da Câmara pela suspensão do mandato do deputado foi viabilizada na noite desta quarta-feira, 10, com a aprovação do Projeto de Resolução 86/25. A norma já foi promulgada (Resolução 32/25).

Em discurso no Plenário, Glauber Braga disse que não se arrepende de sua atitude e questionou classificá-la como destemperada. “Ação destemperada de quem aguentou por sete vezes consecutivas um provocador vindo atrás de mim nos espaços públicos e dizendo tudo o que disse de minha mãe”, afirmou.

Emocionado, Braga reforçou que não renunciou a suas convicções ao longo do mandato e tem claro que sua cassação, se aprovada, não estaria relacionada à acusação, mas às suas críticas sobre aplicação de emendas parlamentares.

Braga também criticou o que classificou como “falsa simetria” entre seu caso e o de outros parlamentares que estão com processo de cassação adiantados. “Do ponto de vista prático, Carla Zambelli já está cassada, porque já tem decisão do Supremo Tribunal Federal que retira seus direitos políticos, deputada presa na Itália pelos crimes cometidos”, disse.

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), esposa de Glauber Braga, questionou quem faria diferente ao ter a mãe no leito de morte provocada. “Imagine se um adversário político seu contrata alguém para ir atrás de você no momento que você está mais fragilizado. Não acham que aprovar a cassação do Glauber vai estimular novos provocadores profissionais a fazer isso?”, perguntou.

Já o relator do processo no Conselho de Ética, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), não chegou a retomar os argumentos da acusação e afirmou que o momento do Plenário era de referendar o que foi analisado pelo conselho. “Poderia eu tratar dos fatos ocorridos no dia de ontem, mas acho que seria tratar de fatos que denigrem esta Casa”, disse, referindo-se à ocupação por Braga da cadeira da Presidência da Câmara durante sessão de debates, da qual se recusou a sair.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que Braga deveria ser cassado pelo “conjunto da obra” e não apenas pela agressão ao militante, objeto da representação. “Lamento, deputado Glauber, mas vossa excelência sempre desferiu ataques às pessoas físicas de seus colegas. Isso não é salutar nesta Casa.”

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) afirmou que livrar Glauber Braga da cassação poderá normalizar as agressões físicas. Mesmo assim, ele resolveu apoiar a pena de suspensão. “Qualquer deputado que agrida, que expulse um cidadão a pontapés desta Casa precisa ser punido”, disse Kataguiri, que integra o Movimento Brasil Livre, do qual fazia parte Gabriel Costenaro.

A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), agradeceu aos deputados de partidos de centro e de direita que defenderam a mudança de cassação para suspensão por seis meses.

Votação remota

Deputados da base do governo criticaram a autorização para votação remota do caso em Plenário. “Os deputados nas suas casas podem votar a perda de um mandato que recebeu mais de 75 mil votos do povo do Rio de Janeiro. O precedente que se abre é gravíssimo”, afirmou Talíria Petrone.

Porém, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou questionamentos sobre a votação remota e afirmou que essa possibilidade garante maior participação parlamentar e traz mais legitimidade ao debate institucional. “A alteração do regime de funcionamento da sessão [de presencial para semipresencial] revela-se medida legítima”, afirmou.

 

Da Redação, com informações da Câmara
Foto: Divulgação

Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

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O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira, 10, por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados.

Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.

Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:

O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias.  É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 

Terrorismo

O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.

Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 

Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 

Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.

Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.

Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 

Atualização da lei existente

Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.

O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.

Punições mais altas 

O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.

O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.

Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.

Progressão de regime mais rígida

O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:

condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;

integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;

reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.

Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas

O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.

O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.

Integração institucional e banco de dados nacional

O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.

A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados. 

Monitoramento no sistema prisional e visitas

O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.

Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima. 

Financiamento: nova Cide para bets

O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.

Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.

O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.

O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 

Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 

Proteção a testemunhas

A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.

Responsabilização de agentes públicos

Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.

Combustíveis

Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.

A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.

O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.

Outras mudanças incluídas pelo Senado

Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.

Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.

Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.

 

Da Redação com informações da Agência Senado e Agência Brasil

Foto: Divulgação

 

RR: Polícia Federal prende duas pessoas por grilagem de terras em municípios do interior

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Na manhã desta quinta-feira, 11, duas pessoas foram presas pela Polícia Federal por suspeita de integrarem um esquema de grilagem de terras públicas no Sul de Roraima. A operação ocorreu nos municípios de Mucajaí e Caracaraí.

A ação foi deflagrada após pedido do Ministério Público Federal (MPF), motivada por denúncias do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre ocupações irregulares em áreas da União.

Segundo a PF, uma associação teria sido criada exclusivamente para ocupar ilegalmente terras da Floresta Nacional de Roraima (Flona-RR) e revendê-las com aparência de legalidade.

O valor das terras griladas chegava até R$ 300 mil em alguns casos. 

As ocupações irregulares ocorreram entre 2019 e 2023. Os investigados podem responder, em tese, por invasão de terras da União, estelionato, falsidade ideológica, dano a unidade de conservação e associação criminosa.

 

Com informações de Roraima em Tempo