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Prefeito de Canutama é multado pelo TCE-AM por não pagamento de pensões

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O prefeito de Canutama, José Roberto Torres de Pontes, o Zé Roberto (União), foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), por não quitação de parcelas dos acordos firmados com o fundo de aposentadoria e pensões do município.

A representação foi apresentada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex) e preencheu os requisitos de admissibilidade. O pedido foi julgado como procedente pela Corte de Contas, que por unanimidade seguiu o voto do conselheiro relator.

O Ministério Público de Contas (MPC) também conheceu a representação e julgou procedente, acompanhando o voto da Corte. Segundo a decisão, o prefeito deixou de adimplir as parcelas dos acordos de parcelamento firmados com o Fundo de Aposentadoria e Pensões do Município (FAPEMUC).

A situação comprometeu o equilíbrio financeiro e atuarial do regime próprio de Previdência Social da prefeitura. O prefeito recebeu multa de R$ 13.654,39 por conta da irregularidade, e esse valor deve ser pago em até 90 dias.

O TCE concedeu o prazo de 90 dias para que a prefeitura de Canutama encaminhe os relatórios demonstrando providências adotadas para solucionar a não efetuação dos repasses devidos aos acordos de parcelamento.

Confira a decisão do TCE-AM:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação

Família denuncia negligência após morte de bebê prematuro em Ipixuna

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Um bebê prematuro morreu nessa segunda-feira, 27, após negligência da equipe médica no hospital Maria da Glória Dantas de Lima, em Ipixuna, no interior do Amazonas. De acordo com informações de familiares, a mãe entrou em trabalho de parto por volta das 10h e foi encaminhada ao local. Ela estava com 7 meses de gestação (32 semanas), 4 centímetros de dilatação e fazia o acompanhamento pré-natal. O caso gerou revolta no município.

“Eles já sabiam que a criança seria prematura e que o hospital não tinha incubadora. Mesmo assim, não transferiram a mãe para Cruzeiro do Sul (AC), onde há estrutura adequada. A criança nasceu viva, mas acabou não resistindo às 5h da manhã. Eles tiveram tempo suficiente para transferi-la para outra cidade e mesmo assim não fizeram”, contou a tia do bebê, que optou por não ter sua identidade revelada nesta matéria. 

O parto ocorreu por volta das 14h e o município de Cruzeiro do Sul está a menos de 1 hora de avião de Ipixuna.

Imagens nas redes sociais mostram o bebê numa incubadora improvisada, feita com material plástico, utilizado comumente em embalagens de bolo. O improviso foi feito para manter a criança aquecida e com oxigênio. A cena gerou comoção. 

No entanto, não faz muito tempo que a Prefeitura de Ipixuna entregou uma incubadora neonatal para o hospital regional. O objeto foi entregue em junho de 2023 e deveria estar em pleno funcionamento. Relatos dizem que a equipe médica não sabe operar o equipamento. 

Cobranças de melhorias na Saúde

Os moradores do município cobram melhorias urgentes na saúde. Eles denunciam falta de equipamentos, profissionais e suporte básico para atendimentos e cobram por melhoria na estrutura da saúde municipal. 

Nas redes sociais, a atual gestão da prefeita Paula Augusta (PSDB) e da vice Professora Rute (PL) não falou sobre o caso nem emitiu nota. O último vídeo fala, inclusive, sobre saúde. O hospital também não se pronunciou sobre o caso. 

Denúncia ao MPAM

As vereadoras do município, Ane Silverio (PSD) e Lia Farias (União), irão levar o caso de negligência para o Ministério Público do Amazonas (MPAM) para que as diligências sejam tomadas.

 

Da Redação 

Foto: Divulgação 

Bolsonaro e outros seis réus terão seus recursos julgados no STF a partir do dia 7 de novembro

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A partir do dia 7 de novembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar os recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis condenados por envolvimento na trama de golpe que tentou reverter o resultado das eleições de 2022.

O julgamento dos recursos deve ser incluídos na pauta da Primeira Turma do STF a pedido do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. A decisão final sobre a data fica sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, atual presidente da Turma.

Os recursos contestam as decisões dos ministros do Supremo que condenaram os envolvidos pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e outros três crimes. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, apontado como líder da organização criminosa.

Dos oito condenados, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi o único que não recorreu. Ele conseguiu manter os benefícios da colaboração premiada e recebeu a pena de apenas 2 anos de prisão.

Também foram condenados o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto.

Segundo o acórdão do STF, o grupo formou uma organização criminosa armada que tentou abolir o Estado Democrático de Direito e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

 

Com informações de O Globo

Desembargador alvo da PF por suspeita de venda de sentenças ganha salários de até R$ 200 mil

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Investigado pela Polícia Federal por esquema de venda de sentenças, o desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) José James Gomes Pereira recebe penduricalhos que lhe garantem supersalários de até R$ 200 mil.

José James foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal no último dia 2 suspeito de integrar organização criminosa de grilagem de terras no Piauí por meio de compra de sentenças. O magistrado foi afastado do Tribunal de Justiça do Piauí pelo período de um ano e proibido de ter contato com advogados suspeitos de participação no esquema.

Um levantamento feito pelo Metrópoles no Portal da Transparência do TJPI mostra que José James ganhou, somente nos últimos dois anos, R$ 2,5 milhões em salários e penduricalhos, considerando valores brutos. A remuneração líquida no mesmo período foi de R$ 1,7 milhão.

Em média, o desembargador recebe R$ 72.109,73 líquidos por mês. A maior remuneração nesses últimos dois anos foi paga em dezembro de 2023, quando ganhou R$ 135.028,17 de uma só vez.

A maior parte da remuneração que cai na conta de José James se deve a penduricalhos. O subsídio de magistrado atualmente está em R$ 41.845,48. O restante é composto por auxílios, gratificações por acúmulo de acervo, pecúnias de licença-prêmio, adicional por tempo de serviço e abonos.

Venda de sentenças

Além de José James, são suspeitos de integrarem o esquema criminoso de venda de sentenças a filha dele, a advogada Lia Rachel de Sousa Pereira Santos, os empresários João Antônio Franciosi, Ubiratan Franciosi, Jacyr Pasternak e Suzana Pasternak Kuzolitz, os advogados Paulo Augusto Ramos dos Santos, Juarez Chaves e Germano Coelho, e o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Francisco Jailson Holanda de Sousa.

José James Gomes Pereira vendeu diversas decisões judiciais, atos processuais no interesse de advogados do estado do Piauí, tendo recebido como contraprestação o pagamento de vantagem indevida direta e indireta, a exemplo da quitação da casa de sua filha Lia Rachel no Condomínio Aldebaran Ville, em Teresina”, diz relatório da PF, divulgado pelo site Metrópoles.

Filha do desembargador, a advogada Lia Rachel mandava e desmandava no gabinete do pai. Segundo a Polícia Federal, ela exercia influência significativa sobre os processos que tramitavam no gabinete, especialmente naqueles de interesse dela.

“Além dos valores recebidos em sua conta bancária pela venda das decisões judiciais, ocultou a origem ilícita dos pagamentos feitos pelas vendas dos atos processuais viciados assinados por seu pai, tendo recebido parte dos valores através de pagamento aos vendedores da casa que comprou no Condomínio Aldebaran Ville em Teresina”, detalha o relatório da PF.

Mansão milionária

A filha do desembargador teve uma casa de R$ 2 milhões quitada a título de propina em um esquema de compra e venda de sentenças no gabinete do pai. A informação também consta no relatório da PF.

“Da propina recebida pela venda de decisão judicial por seu pai, ao menos R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) foram recebidos de forma dissimulada, visando ocultar a origem ilícita do dinheiro”, explica a polícia.

Um dos processos judiciais em xeque é o agravo de instrumento nº 0750602-73.2023.8.18.0000, de interesse do empresário do agro João Antônio Franciosi, que, por sua vez, é suspeito de pagar R$ 26 milhões em propina para comprar a sentença do desembargador. A Polícia Federal detalha que pessoas ligadas ao esquema criminoso quitaram a mansão de Lia Rachel em Teresina de forma progressiva, conforme as decisões eram vendidas e a ordem judicial era implementada.

Inicialmente, foi pago o valor de R$ 300 mil, em 30 de dezembro de 2022, como forma de entrada, antes de iniciar o processo 0750602-73.2023.8.18.0000, que teve a distribuição viciada para o desembargador José James.

“Após a distribuição por dependência ao desembargador José James (dia 31/01/2023) foi pago o valor de R$ 150.000,00 no dia 01/02/2023 para a vendedora da casa no Condomínio Aldebaran”, acrescenta a PF. Após a liminar de imissão na posse do desembargador, em 02/02/2023, foi pago mais R$ 350 mil. Os pagamentos foram feitos pelo advogado Juarez Chaves de Azevedo Júnior, apontado pela PF como intermediador do esquema criminoso.

Propina

Segundo a Polícia Federal, João Franciosi incumbiu ao advogado Paulo Augusto Ramos dos Santos o papel de se articular com os advogados Juarez Chaves e Germano Coelho para providenciar, com o desembargador José James e com sua filha, Lia Rachel, a venda de decisão judicial que lhe seria favorável.

O objetivo da propina era favorecer a Sundeck Holding Ltda no âmbito do agravo de instrumento, com o objetivo de que a empresa tivesse os direitos sobre uma fazenda de 22,5 mil hectares no Piauí.

Inicialmente, os repasses foram feitos por João a uma empresa de Paulo Augusto Ramos dos Santos, a Villa Bella das Furnas Participações e Negócios Ltda. No total, a companhia recebeu do empresário R$ 106,3 milhões, entre setembro de 2023 e agosto de 2024, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em seguida, a Villa Bella transferiu parte desse valor, isto é, R$ 26 milhões, para os advogados Juarez Chaves e Germano Coelho, que, por sua vez, teriam intermediado a compra da sentença junto ao gabinete do desembargador José James.

Com o êxito da decisão, ainda segundo a Polícia Federal, Paulo Augusto intermediou a transmissão da fazenda da Sundeck Holding para sua empresa, a Villa Bella, e posteriormente a repassou para o grupo Franciosi. Os sócios da Sundeck Holding, Suzana Pasternak Kuzoiltz e Jacyr Pasternak, também são acusados de pagarem propina no esquema criminoso.

Posicionamento

Em nota, a defesa de José James informou que o magistrado nunca solicitou, autorizou ou compactuou com qualquer prática que violasse os princípios da legalidade, moralidade e ética que sempre nortearam sua trajetória na magistratura.

“A defesa técnica do desembargador e de sua filha, a advogada Lia Raquel, refuta qualquer juízo precipitado sobre os fatos. Como o processo está em segredo de justiça, neste momento, a defesa não poderá aprofundar qualquer análise técnica”, assinalou o escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados. João Franciosi preferiu não se manifestar.

Por sua vez, Paulo Ramos afirmou que atuou dentro da legalidade e que a movimentação financeira da empresa é lícita:

“O advogado e empresário Paulo Ramos reafirma que sempre atuou de forma transparente e dentro da legalidade, contratando parceiros em todo o Brasil com serviços formalizados e pagamentos devidamente declarados. Ele destaca que jamais participou ou compactuou com qualquer conduta ilícita. A movimentação financeira de sua empresa é lícita e integralmente declarada ao fisco. As transferências feitas a advogados investigados ocorreram após os fatos sob apuração e se referem a outros serviços sem relação com a investigação. Paulo Ramos reforça sua confiança nas instituições e está à disposição das autoridades para que a verdade prevaleça”.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

PA: 132 países estão com a hospedagem confirmada para COP 30

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Na segunda-feira, 27, a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 30) tem 132 países com hospedagens garantidas. A informação veio da Secretaria Extraordinária para a COP 30 (Secop). Outros 49 países estão em negociação para conseguir acomodações.

A divulgação dos países que já possuem hospedagem é bem maior que há duas semanas, quando apenas 87 países estavam confirmados e o evento não tinha quórum suficiente para decisões. Para a COP, é preciso um terço das delegações e para validar decisões oficiais, a participação precisa ser de dois terços.

A hospedagem foi um dos principais pontos de discussão para a COP meses antes de ela começar, com foco na falta de leitos e altos preços na capital paraense. A Justiça precisou intervir e determinou medidas contra plataformas para evitar preços abusivos durante a COP 30.

Motéis e escolas foram reformados e adaptados para servir de acomodação e a cidade também ganhou mais hotéis. Segundo a presidência da COP, Belém conta com 53 mil leitos disponíveis, distribuídos da seguinte forma:

  • Em hotéis na capital e região metropolitana: 14.547
  • Em navios: 6 mil
  • Em residências de temporada via imobiliárias: 10.004
  • Airbnb: 22.452

A COP30 será realizada do dia 10 a 21 de novembro de 2025, e tem como principal espaço o Parque da Cidade, onde estão a Blue Zone e a Green Zone. 

A Blue Zone é o espaço oficial das negociações climáticas internacionais, sob gestão direta da ONU (UNFCCC). É nela que ocorrem reuniões plenárias, sessões entre delegações governamentais, pronunciamentos de chefes de Estado e a definição de acordos multilaterais. O acesso é restrito a delegados credenciados, representantes de agências internacionais, imprensa e observadores reconhecidos pela ONU.

Já a Green Zone é administrada pelo país anfitrião e aberta ao público. Serve como vitrine de inovação, educação e engajamento da sociedade civil, reunindo ONGs, empresas, universidades e cidadãos em debates, exposições e apresentações culturais. O objetivo é democratizar o diálogo climático e aproximar a agenda ambiental das comunidades, complementando o trabalho diplomático da Blue Zone.

 

Com informações de G1 Pará

AM atinge metas de programa nacional em Saúde e garante repasse milionário

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O Ministério da Saúde divulgou o resultado da fase de avaliação do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS) referente ao ciclo de 2024. O documento autoriza o repasse de R$ 184,9 milhões aos estados e Distrito Federal, incluindo o Amazonas. A Portaria GM/MS nº 8.476/2025 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

No estado, o desempenho foi expressivo: 80% dos 62 municípios atingiram 90% das metas estabelecidas no programa, garantindo o repasse de R$ 1.617.095,27. Os recursos serão transferidos em parcela única aos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde, dentro do Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde, e deverão ser aplicados no fortalecimento das ações de vigilância em saúde.

O PQA-VS avalia o desempenho com entes federados, abrangendo áreas de Vigilância em Saúde e Ambiente, e premia aqueles que atingem ou superam as metas estabelecidas.

A portaria, assinada pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha, entra em vigor na data de sua publicação e determina que o Fundo Nacional de Saúde adote as medidas necessárias para efetuar os repasses.

Veja os municípios contemplados:

Da Redação
Foto: Divulgação

Ex-diretor do INSS admite receber mais de R$ 2 milhões de empresas ligadas ao ‘Careca do INSS‘

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O ex-diretor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alexandre Guimarães, admitiu que recebeu mais de R$ 2 milhões de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS“. Ele negou, entretanto, envolvimento com o esquema de desvios ilegais em aposentadorias e pensões.

Sem habeas corpus e comprometendo-se a falar a verdade, o economista foi ouvido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes na segunda-feira, 27.

Em resposta ao relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Guimarães relatou ter sido sócio proprietário da Vênus Consultoria Assessoria Empresarial S/A, criada em 2022 para prestar serviços de educação financeira a uma das empresas de Antunes, a Brasília Consultoria.

A empresa encerrou as atividades em 2025, após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

“Esses mais de R$ 2 milhões recebidos do chefe da organização criminosa de descontos roubados de aposentados e pensionistas, em algum momento, dizem respeito à vantagem indevida?”, questionou Gaspar.

“Nenhuma. Eu não recebi do senhor Antônio. Eu recebi da empresa para a qual eu prestava serviço”, disse Guimarães. “O senhor tinha algum outro cliente na Vênus Consultoria além das empresas do senhor careca do INSS?”, insistiu o relator. “Não”, declarou Guimarães.

O ex-diretor relatou ainda à CPMI que o primeiro contato com Antunes ocorreu em 2022, por meio de amigos em comum, sem conexão com o INSS. Na ocasião, discutiram um projeto informal de exportação de frutas para a China e o financiamento do transporte.

A convocação do ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, entre 2021 e 2023, foi aprovada a partir de requerimentos do senador Izalci Lucas (PL-DF) e dos deputados Rogério Correia (PT-MG), Adriana Ventura (Novo-SP), Duarte Jr. (PSB-MA) e Sidney Leite (PSD-AM).

Serviços

Izalci lembrou que Guimarães dirigiu a área exatamente no período em que, segundo as investigações da Polícia Federal, ocorreram os desvios não autorizados em aposentadorias e pensões. Izalci então quis saber que tipo de serviços foram prestados especificamente.

“E você entregava que produto de educação financeira? É livro didático ou material?”, disse Izalci. “Eram inserções educativas que eu fazia semanalmente, comecei com duas semanais e terminei com mais de 16 por mês”, declarou o ex-diretor.

Durante a gestão de Guimarães na diretoria do INSS, o número de denúncias de descontos indevidos em aposentadorias e pensões aumentou significativamente, quase dobrando a cada ano entre 2022 e 2024. Segundo ele, isso se deve a transferência da ouvidoria para dentro do próprio INSS, o que teria facilitado o recebimento das reclamações.

Guimarães esclareceu que sua diretoria não tinha a função de resolver os problemas, apenas de encaminhar as reclamações para a diretoria responsável pela solução.

O ex-diretor disse ainda ao colegiado que sua primeira passagem pelo INSS foi em 2017, indicado pelo ex-deputado Andre Moura (SE) para atuar como diretor de gestão de pessoas, onde permaneceu até 2019. Em 2021, retornou ao INSS por indicação do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), já para atuar na área de Governança, Planejamento e Inovação do instituto.

 

Da Redação, com informações da Câmara dos Deputados
Foto: Divulgação

 

 

Tefé Handebol Clube conquista título estadual na Série Prata e garante vaga na Série Ouro do Amazonense

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O município de Tefé tem motivos de sobra para comemorar! O Tefé Handebol Clube (THC) conquistou o título de campeão do Campeonato Amazonense de Handebol – Série Prata 2025, após uma campanha brilhante e marcada por muita dedicação, garra e espírito de equipe.

Na grande final, o time tefeense venceu a equipe de Borba por 53 a 29, consagrando-se campeão estadual e garantindo o tão sonhado acesso à Série Ouro do handebol amazonense — a elite da modalidade no estado.

A conquista histórica reforça o crescimento do esporte em Tefé e o compromisso da gestão municipal com o incentivo aos atletas locais. O prefeito Nicson Marreira celebrou o resultado e destacou a importância desse avanço:

“Essa vitória é motivo de muito orgulho para todos nós. É o resultado do esforço dos nossos atletas e do apoio que a Prefeitura tem dado ao esporte. Agora, Tefé está entre os grandes do handebol amazonense, mostrando que o interior também é potência.”

O Tefé Handebol Clube segue como exemplo de superação e inspiração, fortalecendo o esporte local e levando o nome do município para o topo do esporte estadual.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

Defesa pede que STF reconheça que Bolsonaro ‘desistiu’ de plano de golpe

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Em recurso apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de segunda-feira, 27, a defesa de Jair Bolsonaro (PL) pede que a Suprema Corte reconheça que o ex-presidente “desistiu” de dar prosseguimento à trama golpista após as eleições de 2022.

No documento de 85 páginas enviado à Corte, a defesa do ex-chefe do Executivo utilizou o voto divergente do ministro Luiz Fux para fundamentar o pedido de revisão da pena de Bolsonaro — em setembro, ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

Nos chamados embargos de declaração — recurso utilizado para solicitar a um juiz ou tribunal que esclareça determinados pontos — os advogados de Bolsonaro requerem a manifestação expressa sobre a “desistência voluntária”, prevista no Art. 15 do Código Penal, tese que teria sido rejeitada pelo STF com uma análise superficial.

A defesa do ex-mandatário argumenta que, mesmo que se admitisse o início da execução do golpe de Estado, negado por Bolsonaro, ele “não prosseguiu com o suposto percurso” do plano golpista.

Os advogados também alegam que Bolsonaro “adotou postura pública inversa, desautorizando e desestimulando manifestações impulsivas de seus apoiadores”.

Além disso, a defesa cita que o ex-chefe de Estado jamais tentou trocar os comandantes das Forças Armadas, que não teriam dado apoio à empreitada golpista.

“Diante disso, requer-se o reconhecimento da omissão para que o acórdão se manifeste expressamente sobre a aplicabilidade do art. 15 do Código Penal, analisando a tese da desistência voluntária à luz dos fatos e das provas constantes dos autos”, solicita a defesa de Bolsonaro.

Qual o prazo para o STF analisar os embargos?

Os recursos apresentados pela defesa de Bolsonaro e dos outros sete réus do núcleo crucial da trama golpista não têm um prazo para serem analisados pela Primeira Turma do Supremo.

Por se tratar de recurso contra uma decisão colegiada, caberá aos ministros dessa Turma analisar os recursos.

Para isso, o presidente do colegiado, ministro Flávio Dino, deverá marcar o julgamento dos recursos. Em casos de recursos contra julgamento, as análises costumam ocorrer em plenário virtual, com duração de oito dias.

Caso entenda de outra forma, Dino pode agendar o julgamento para sessão presencial da Primeira Turma.

Outra possibilidade é do presidente da Primeira Turma abrir uma sessão extraordinária para a votação em qualquer dia da semana e com a duração que definir, se houver pedido de Alexandre de Moraes, relator da ação penal.

Não há prazo para que Dino marque o julgamento. A CNN Brasil apurou, porém, que os ministros devem dar uma tramitação célere aos recursos.

Em caso de rejeição, as defesas dos advogados podem apresentar um novo recurso. No STF, o entendimento comum dos ministros é que o caso pode entrar em trânsito em julgado (situação que não se permite mais recursos), quando há dois julgamentos pela rejeição dos recursos.

Quando chegar nesta etapa, Bolsonaro e os outros integrantes do núcleo devem dar início à fase de execução penal.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

RR: Prazo expira e processo que pode cassar Denarium continua sem definição no TSE

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O prazo para o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, devolver o voto vista no processo que pode cassar o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e seu vice Edilson Damião (Republicanos), terminou no último domingo, 26. O magistrado teria que apresentá-lo na próxima sessão do tribunal, mas, o Portal O Poder checou as pautas de julgamento que acontecem nesta terça, 28, e quinta-feira, 30, e em nenhuma delas aparece o recurso nº 0600940-96.2022.6.23.0000 para a continuação do julgamento. A relatora, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação. 

Ao todo, são mais de 60 dias com o julgamento suspenso, livrando Denarium de uma cassação. A expectativa do governador de Roraima é que outros ministros possam pedir vista, prolongando assim a continuação de sua gestão. Essa extensão de prazo é prevista no regimento interno do tribunal.

Até o fechamento desta matéria, a última movimentação no processo foi o despacho da presidente Cármen Lúcia deferindo o pedido de André Mendonça para a prorrogação do prazo de 30 dias. O documento foi assinado no dia 2 de outubro e deixa claro que o prazo é contado a partir da sessão em que foi pedido o voto vista. 

 

Entenda o caso

Denarium e o vice são acusados de utilizarem programas sociais como o Cesta da Família e o Morar Melhor para se beneficiarem nas eleições de 2022. O governador já foi cassado quatro vezes no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). 

Ambos respondem pela utilização da máquina pública para realizar ações vedadas em período de campanha. Foram apontados também o abuso de poder econômico e político. A última cassação foi realizada em novembro de 2024, quando a Justiça Eleitoral de Roraima aplicou a penalidade de inelegibilidade. Com o recurso, cabe ao TSE determinar o destino político de Denarium. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação