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Nos corredores do TSE, forças ocultas trabalham com 5 milhões de motivos para pedido de vistas que salvem Denarium

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Segundo bastidores, os advogados de Denarium (Progressistas) estão tramando estratégias indecorosas para evitar que o governador de Roraima seja cassado na próxima terça-feira, 26, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Processo Legal

Alguns especialistas dizem que, pela Lei, o governador será cassado, uma vez que as evidências contra ele e o vice, Edilson Damião (Republicanos), são quase incontestáveis. Os juristas consultados falam de forma unânime que o TSE será legalista e irá cumprir o que o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) estabeleceu nas decisões anteriores. Além disso, o processo de Denarium servirá de exemplo para que outros governadores não abusem do poder político.

Estratégias indecorosas

A cassação quase certeira levou os advogados do governador a traçarem estratégias além da defesa normal para que o político não seja massacrado na Corte Eleitoral. 

Ainda conforme relatos, eles irão tentar a postergação do processo com pedido de vistas e pagarão uma quantia milionária, se for necessário.

Mala de R$ 5 milhões

Há uma denúncia de uma compra de um suposto pedido de vistas. O valor seria de R$ 5 milhões cuidadosamente distribuídos em uma mala. Segundo informações, a Polícia Federal está monitorando o local para frustrar qualquer ação deste tipo.

Compra de votos

As cassações do governador de Roraima e de seu vice se deram por acusações de compra de votos. De acordo com os processos, Denarium usou programas sociais criados somente em véspera de ano eleitoral para obter vantagens nas eleições de 2022.

O governador distribuiu cestas básicas, cartões com R$ 200 mensais em crédito, reformou casas e enviou R$ 70 milhões para os municípios onde os prefeitos declararam apoio, sob a justificativa de chuvas no interior.

Tanto os programas sociais como o envio de dinheiro para os municípios apresentaram graves falhas. Como por exemplo, o Cesta da Família e o Morar Melhor foram criados fora do prazo legal para que não caracterizasse abuso de poder. É que o governador criou os programas no ano das eleições. No entanto, a criação deveria ocorrer pelo menos até um ano antes.

Já o envio de R$ 70 milhões ocorreu em junho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições. Com a aprovação da lei pelos deputados, o governador mandou o dinheiro somente para os municípios afetados pelas chuvas em que os prefeitos declararam apoio a sua reeleição.

As irregularidades resultaram em quatro cassações. A última aconteceu em novembro de 2024 quando a Justiça Eleitoral de Roraima aplicou a penalidade de inelegibilidade ao governador e ao vice. Os políticos recorreram ao TSE. Na instância maior, o processo ficou parado 1 ano até voltar a tramitar na semana passada. 

 

Da Redação

 

Processo de Denarium será julgado na próxima terça-feira pelo TSE

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O julgamento do governador Antonio Denarium (Progressistas) e do vice-governador Edilson Damião (Republicanos) será na noite de terça-feira, dia 26, a partir das 19h.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou público a data, assim como o horário da retomada do processo nesta quinta- feira, 21.

Denarium e Edilson Damião tiveram os mandatos cassados por quatro vezes no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), sob acusações de compra de votos. Os dois políticos então entraram com recursos no TSE.

A ministra Carmen Lúcia chegou a pautar o julgamento no ano passado, que teve início em 13 de agosto. No entanto, a presidente do Tribunal suspendeu.

Logo em seguida, Carmem Lúcia marcou a retomada do julgamento para o dia 20 do mesmo mês. Mas, retirou da pauta nas primeiras horas do dia.

Denarium e a compra de votos em 2022

As quatro cassações do governador e de seu vice se deram por acusações de compra de votos. De acordo com os processos, Denarium usou programas sociais criados somente em véspera de ano eleitoral para obter vantagens as eleições de 2022.

O governador distribuiu cestas básicas, cartões com R$ 200 mensais em crédito, reformou casas e enviou R$ 70 milhões para os municípios onde os prefeitos declararam apoio, sob a justificativa de chuvas no interior.

Tanto os programas sociais como o envio de dinheiro para os municípios apresentaram graves falhas. Como por exemplo, o Cesta da Família e o Morar Melhor foram criados fora do prazo legal para que não caracterizasse abuso de poder. É que o governador criou os programas no ano das eleições. No entanto, a criação deveria ocorrer pelo menos até um ano antes.

Já o envio de R$ 70 milhões ocorreu em junho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições. Com a aprovação da lei pelos deputados, o governador mandou o dinheiro somente para os municípios afetados pelas chuvas em que os prefeitos declararam apoio a sua reeleição.

As irregularidades resultaram em quatro cassações. Sendo que a última, que aconteceu em novembro de 2024, a Justiça Eleitoral aplicou a penalidade de inelegibilidade ao governador e ao vice.

 

Da Redação com informações Roraima Em Tempo

Foto: Divulgação

 

Malafaia detona Eduardo Bolsonaro: ‘babaca’ e ‘idiota’; veja como deputado reagiu

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A crise entre apoiadores e o clã Bolsonaro ganha novos desdobramentos. Após a Polícia Federal obter mensagens do pastor Silas Malafaia fazendo duras críticas a Eduardo Bolsonaro, o deputado federal se manifestou em suas redes sociais nesta quinta-feira, 21.

No vídeo publicado no Instagram, Bolsonaro minimiza as ofensas, presta solidariedade a Malafaia e afirma que o pastor está “sofrendo os últimos atos desse regime”.

O deputado diz ainda que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ministro da Justiça, Flávio Dino, estão em um “tempo muito ruim” e que a operação é um ato de “desespero”. Ele encerra com uma mensagem direta de apoio: “Pastor Silas Malafaia, tamo junto”.

 

Malafaia chamou Eduardo Bolsonaro de “Babaca e idiota” em conversas vazadas

A resposta de Eduardo Bolsonaro ocorre após o vazamento de áudios em que Malafaia o chama de “babaca” em uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A crítica do pastor estava relacionada à atuação do deputado em relação a tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Nos diálogos, Malafaia não poupou palavras contra o filho do ex-presidente, a quem classificou como inexperiente e prejudicial à estratégia política do grupo. “Esse seu filho Eduardo é um babaca inexperiente que está dando a Lula e a esquerda o discurso nacionalista e ao mesmo tempo te ferrando. Um estúpido de marca maior. ESTOU INDIGNADO! Só não faço vídeo e arrebento com ele por consideração a você. Não sei se vou ter paciência de ficar calado se esse idiota falar mais alguma asneira”, escreveu em uma das mensagens enviadas a Bolsonaro no dia 11 de julho de 2025, às 17h55.

Dois dias antes, Trump havia justificado a taxação em sua rede social, afirmando que a decisão estava relacionada à forma como o Brasil vinha tratando Bolsonaro, que será julgado no próximo mês pela Primeira Turma do STF por participação em uma trama golpista. Para o republicano, o processo é uma “caça às bruxas” que “não deveria estar acontecendo”.

Nos diálogos, Malafaia também demonstrou irritação com a repercussão de reportagens da imprensa. Ele criticou a publicação feita pela jornalista Mônica Bergamo no X, que relatava uma tentativa do governador Tarcísio de Freitas de convencer ministros do STF a liberar Bolsonaro para viajar aos Estados Unidos e negociar com Trump. “O amadorismo político de vocês me impressiona! Gilmar vazou para Mônica Bergamo o pedido de vocês. Quer falar com Trump? Faz um vídeo conferência e não precisava se expor. É piada!”, escreveu o pastor.

As críticas de Malafaia contra Eduardo continuaram em novos áudios enviados ao ex-presidente. Ao elogiar a postura do senador Flávio Bolsonaro em entrevista à GloboNews, voltou a atacar o deputado. “E vem o teu filho babaca falar merda! Dando discurso nacionalista, que eu sei que você não é a favor disso. Dei-lhe um esporro, cara… mandei um áudio pra ele de arrombar. E disse pra ele, a próxima que tu fizer eu gravo um vídeo e te arrebento! Falei pro EDUARDO. (…)”, declarou

Da Redação, com informações do site Terra e Jovem Pan News
Foto: Divulgação 

TCE-AM aponta falhas na transparência da Prefeitura de Barreirinha

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) identificou falhas no Portal da Transparência da Prefeitura de Barreirinha e fez recomendações à atual gestão. A decisão ocorreu durante sessão do Pleno, após representação apresentada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex), e foi publicada no Diário Oficial do órgão. 

A denúncia teve origem em manifestação recebida pela Ouvidoria do próprio TCE-AM, que questionava a ausência de informações atualizadas no site oficial da prefeitura, configurando descumprimento da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e da Constituição Federal.

Segundo a Corte de Contas, o município deixou de atender a exigências previstas na Resolução nº 288/2023 do TCE-AM, que define critérios para o funcionamento dos portais de transparência no Estado. O Tribunal recomendou que a gestão municipal mantenha o Portal da Transparência atualizado de forma contínua, como determina a legislação.

Por unanimidade, os conselheiros decidiram julgar parcialmente procedente a representação contra o ex-prefeito Glênio Seixas. O ex-prefeito coleciona processos no TCE-AM por falhas no Portal de Transparência de Barreirinha. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

 

Código Eleitoral com voto impresso e 30% de candidatura feminina vai a Plenário

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O novo Código Eleitoral, aprovado nesta quarta-feira, 20, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), adere ao voto impresso pela urna eletrônica, mantém a obrigatoriedade de 30% de candidaturas femininas, reserva 20% das cadeiras nas casas legislativas para mulheres e impõe quarentena para “agentes da lei”.

O projeto de lei complementar (PLP) 112/2021 foi negociado até o último minuto no colegiado e agora segue para análise em regime de urgência no Plenário. A CCJ acatou o texto-base por 20 votos a favor e seis contra.

Sobre o voto impresso, foi definido que a urna deverá imprimir o registro de cada voto. Em relação à candidatura feminina, a bancada feminina lutou pela manutenção da obrigatoriedade de 30% nas chapas e reserva de 20% das cadeiras das casas legislativas para as mulheres.

A inovação nas candidaturas femininas é a inclusão de uma exceção para os casos de desistência de candidaturas femininas após o prazo legal para substituição. No atual modelo, o partido é obrigado a cancelar uma candidatura masculina para manter a proporcionalidade.

No quesito dos recursos próprios, a CCJ aprovou a utilização, durante as campanhas, até o total de 100% dos limites previstos para o gasto de campanha no cargo em que concorrer.

Sobre a quarentena, aplicada aos magistrados, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis e entre outros militares que concorram ao cargo eletivo, o texto prevê afastamento dos magistrados e dos membros do MP permanentemente. No caso dos militares, o tempo de afastamento será conforme o tempo de serviço.

E, no caso dos policiais civis, penais e federais e de guardas municipais, o afastamento será temporário e apenas das funções inerentes à atividade-fim.

Fake news e propaganda eleitoral

O texto anterior previa, em casos de crimes de divulgação de fatos inverídicos ou fake news, a pena de um a quatro anos de reclusão e multa, o novo texto estabelece somente detenção de dois meses e multa.

Das propagandas eleitorais, o relator modificou o texto que proibia “a divulgação de fatos sabidamente inverídicos para causar atentado grave à igualdade de condições entre candidatos no pleito ou embaraço, desestímulo ao exercício do voto e deslegitimação do processo eleitoral”. Em relação ao Fundo Partidário, o novo Código prevê que o repasse seja feito trimestralmente.

 

Com informações do Senado Federal

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Problemas no PT: Zé Ricardo diz que Sinésio Campos deveria deixar partido

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Em declaração recente, o vereador do Partido dos Trabalhadores (PT-AM) José Ricardo Wendling afirmou que o deputado e presidente estadual do partido Sinésio Campos deveria sair do partido.

A afirmação foi feita ao BNC Amazonas, veiculado na última quarta-feira, 20. O motivo para a fala do vereador se deu por conta da manifestação favorável a outro possível candidato, que não faz parte do PT.

Ricardo disse que “Não dá pra aceitar que o presidente do Partido dos Trabalhadores vai aderir a uma candidatura bolsonarista. Então, é melhor ele sair e migrar para outro partido do campo bolsonarista. Seria melhor”, sugerindo a saída do atual presidente.

Vale ressaltar que o PT no Amazonas já possui um pré-candidato ao Senado, com apoio até do presidente Lula.

Problemas dentro e fora do partido

O deputado estadual Sinésio Campos, em aparição recente ao lado da primeira-dama Janja da Silva, foi vaiado pelo público ao ser anunciado para a mesa do Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia, que ocorreu na última quarta-feira, 20, em Manaus, no campus da Ufam.

 

Com informações de BNC Amazonas

Fusão entre União Brasil e Progressistas forma maior bancada na CMM e mantém liderança na Aleam

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Com a nova fusão entre o União Brasil e Progressistas, as bancadas da Federação na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) mudaram. 

Na CMM, oito vereadores fazem parte da Federação União Progressistas. São eles: Aldenor Lima, Diego Afonso, Everton Assis, Marco Castilhos, Professora Jacqueline e Saimon Bessa que eram do União Brasil, além de Rodrigo Sá e Rodrigo Guedes, que eram do Progressistas. Assim, a federação tem a maior bancada da Casa Legislativa, superando a do Avante, do prefeito de Manaus, David Almeida, que tinha 6 vereadores até então. 

Na Aleam, serão seis deputados estaduais. São eles: o presidente da Casa Legislativa, Roberto Cidade, Adjuto Afonso, Joana Darc, Dr. George Lins, Mário César Filho e Thiago Abrahim. Eles continuam com a maior bancada, uma vez que todos esses parlamentares eram da União Brasil. A segunda maior bancada é do Avante. 

Enquanto os deputados trabalham em unidade na Aleam, a forma de trabalho na CMM será curiosa, uma vez que os parlamentares do União Brasil são da base do prefeito David Almeida enquanto os outros dois vereadores do Progressistas atuam como oposição da gestão municipal. 

Maior bancada na Câmara dos Deputados 

Na Câmara dos Deputados, o União Progressistas terá a maior bancada na Casa Legislativa. Com a junção, agora são 109 deputados federais. Deles, dois são do Amazonas: Fausto Santos Jr. e Pauderney Avelino. No Senado, são 15 senadores, mas nenhum do Amazonas. 

Números no Amazonas

Atualmente, o União Brasil já tem força política no Amazonas. Com a junção com o Progressistas, a tendência é ampliar a influência para 2026. No plano nacional, a federação pretende ampliar sua presença já em 2026. A expectativa é lançar pelo menos 16 candidatos a governos estaduais e mais de 20 ao Senado, além de garantir a manutenção da maior bancada no Congresso.

Com a nova composição, são 25 prefeitos (24 do União Brasil e 1 do Progressistas), 13 vice-prefeitos e 199 vereadores, sendo oito em Manaus (6 do União e 2 do PP). Além dos deputados estaduais e federais. 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Divulgação

PF expõe entranhas do bolsonarismo e aliados acusam ‘vazamento político’

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As 170 páginas do relatório da PF (Polícia Federal), divulgado na noite desta quarta-feira, 20, expõem as entranhas do bolsonarismo como nenhuma outra investigação tinha sido capaz até agora.

Os diálogos ilustram não apenas o racha na direita e a influência do pastor Silas Malafaia, mas, sobretudo, um manso ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diante dos xingamentos do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP): “VTNC, seu ingrato do c*****o.”

Aliados do ex-presidente admitem a exposição e chamam de “vazamento político” o relatório da PF. Para o entorno da família Bolsonaro, a investigação não tem impacto jurídico, mas reconhecem que, às vésperas do julgamento da trama golpista marcada para setembro, serve como “espetáculo” aos detratores.

Pessoas próximas ao ex-presidente admitiram o desconforto com o conteúdo das mensagens extraídas do celular de Bolsonaro e o impacto inicial do relatório que expõe a briga com Eduardo.

Horas depois, porém, passaram a adotar o discurso de “jogada política” do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e da PF para “desgastar a direita” às vésperas das manifestações de 7 de Setembro e do julgamento do plano de golpe.

Tarcísio no alvo de Eduardo

O trecho mais sensível é justamente o que revela a dinâmica da relação entre pai e filho, e o tom adotado por Eduardo para pressionar o ex-presidente.

Irritado com o tom elogioso de Bolsonaro ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma entrevista ao site Poder360 no dia 15 de julho, Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro, se exalta com o pai:

“Me fudendo aqui! VC ainda te ajuda a se fuder aí!”, escreve. “Se o IMATURO do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VC ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fuder é vc. E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA PORRA AQUI. TENHA RESPONSABILIDADE”, diz Eduardo ao pai.

Bolsonaro responde com dois áudios que não foi possível recuperar pela PF. O filho retruca com mais dois áudios, também não recuperados, e o ex-presidente menciona que “resolveria” na entrevista que daria na sequência à CNN.

Em participação no Arena CNN, Bolsonaro afagou o filho Zero Três: “Eduardo Bolsonaro está certo, lutando por liberdade para todos nós, sacrificando seu mandato […]. Tem que se reconhecer o trabalho que ele faz […] um garoto, mas é fantástico o trabalho que ele faz”, disse.

O relatório da PF ilustra ainda o ciúme de Eduardo Bolsonaro com Tarcísio de Freitas, a desconfiança sobre os planos para 2026 e o incômodo com o diálogo que o governador de São Paulo construiu com o STF.

“Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF. Sempre esteve de braço cruzado vendo você se foder e se aquecendo para 2026”, disse Eduardo em mensagem ao ex-presidente.

Em outro momento, Eduardo reconhece o incômodo com a iniciativa de Tarcísio de buscar o encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, para tratar da tarifa de 50% imposta por Donald Trump.

O deputado encaminha ao ex-presidente o link da notícia antecipada pela CNN sobre o encontro de Tarcísio, e Bolsonaro responde que está com o governador naquele momento. O deputado então manda um recado:

“Avise-o. Se quiser acessar a Casa Branca ele não conseguirá. Só eu e Paulo Figueiredo temos acesso”, escreveu.

Anistia light

Outro ponto do relatório que expõe a estratégia do bolsonarismo é quando Eduardo diz que os Estados Unidos pararão de ajudar se houver uma “anistia light”.

“Se a anistia light passar, a última ajuda vinda dos EUA terá sido o post do Trump. Eles não irão mais ajudar”, diz Eduardo a Bolsonaro.

O parlamentar também deixa claro o temor de que Trump “vire as costas” para o Brasil e pressiona o pai a responder rapidamente a uma publicação do presidente dos Estados Unidos.

“Opinião pública vai entender e você tem tempo para reverter, se for o caso. Você não vai ter tempo de reverter se o cara daqui virar as costas para você. Aqui é tudo muito melindroso, qualquer coisinha afeta”, escreveu a Bolsonaro.

Nas conversas, o deputado diz que o ex-presidente é o “maior empecilho” para ser ajudado e diz que o pai não precisa se preocupar com cadeia.

“Na situação de hoje, você nem precisa se preocupar com cadeia, você não será preso. Mas tenho receio que, por aqui, as coisas mudem. Mesmo dentro da Casa Branca tem gente falando para o 01: ‘ok, Brasil já foi. Vamos para a próxima’”, escreveu.

A mensagem sobre Bolsonaro não precisar se preocupar com cadeia foi enviada no dia 10 de julho, um dia após o anúncio do tarifaço por Trump.

Bolsonaro, porém, foi para prisão domiciliar no dia 4 de agosto por determinação de Alexandre de Moraes. O ministro apontou que o ex-presidente, que já estava usando tornozeleira eletrônica desde 18 de julho, descumpriu medidas cautelares a aparecer por vídeo em uma manifestação e o conteúdo ter sido publicado pelo Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Prefeitura de Maraã é investigada por ter supostos servidores fantasmas na secretaria de Educação

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil para investigar a possível existência de “funcionários fantasmas” na Secretaria Municipal de Educação de Maraã. A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do órgão.

O inquérito é baseado em uma Notícia de Fato, que já havia sido instaurada para levantar informações preliminares sobre a suspeita. No entanto, diante da necessidade de novas diligências e da possibilidade de malversação dos recursos públicos, o promotor substituto, Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, converteu o procedimento em inquérito.

Entre as determinação do MPAM, estão o envio de ofícios à Prefeitura de Maraã e à Secretaria de Educação, requisitando documentos e esclarecimentos que devem ser entregues em até 15 dias.

Após o retorno dos ofícios encaminhados, os documentos retornarão aos autos para nova análise.

Da Redação
Foto: Divulgação

Oposição derrota indicados de Alcolumbre e Hugo para comandar CPMI do INSS

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A oposição no Congresso Nacional conseguiu derrotar nesta quarta-feira, 20, as indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para o comando da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A maioria do colegiado elegeu Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente. O indicado de Alcolumbre era o senador Omar Aziz (PSD-AM), mas dois senadores anunciaram candidaturas próprias.

Foi o caso de Viana, que é líder do Podemos no Senado. Eduardo Girão (Novo-CE) também colocou seu nome na disputa, mas desistiu e declarou apoio a Viana.

Após a vitória, por 17 votos a 14, Viana afirmou que a sua escolha pela maioria da comissão foi fruto de uma negociação conduzida nas últimos dias.

“Uma articulação que foi feita nos últimos dias, especialmente nas últimas 24 horas. Conversei com a maioria dos membros, com todos eles, percebi em cada um o desejo de que essa CPMI traga respostas e cumpra o papel dela”, afirmou o presidente eleito.

Também havia acordo para que o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), indicado por Motta, assumisse a relatoria do colegiado. O novo escolhido por Viana foi o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

“Trabalharei em compasso com a verdade e a Constituição, buscando a responsabilização de quem, por ação ou omissão, praticou esse crime gigantesco”, afirmou o relator escolhido nas suas redes sociais.

Nas redes sociais, Ayres disse que “com a eleição de um novo presidente, houve a designação de outro relator para o processo”. Declarou ter recebido a decisão com “naturalidade” e que seguirá como integrante titular da CPMI.

Eleição para a presidência da CPMI

A reunião começou com a presidência da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que conduziu o processo de eleição. Após o resultado, Omar Aziz afirmou que a votação foi encerrada antes que todos pudessem votar.

“É uma disputa, uma disputa democrática, quem ganha é quem tem mais voto. Assim como Lula ganhou do Bolsonaro porque teve mais voto. Aqui também a senhora encerrou a votação antes de completar o número, mas isso é uma outra questão. Isso não vou estar discutindo aqui nem com a senhora, nem com ninguém”, disse.

Tereza Cristina afirmou ter respeitado o regimento e que a “grande maioria” já havia votado. Em sua fala, Aziz também desejou “boa sorte” para Viana e disse esperar que o senador conduza os trabalhos com “isenção”.

A comissão chegou a ser suspensa para a negociação sobre a escolha do vice-presidente. Sem consenso, Viana decidiu deixar a escolha para a próxima sessão da CMPI. Quatro deputados manifestaram interesse no cargo: Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Coronel Fernanda (PL-MT) e Duarte Jr. (PSB-MA).

 

Da Redação com informações da CNN Brasil

Foto: Divulgação