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Roberto Cidade propõe protocolo integrado para proteger ribeirinhos de cheias e vazantes no AM

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Nos últimos anos, o Amazonas tem vivido intensas variações hidrológicas que agravam a vulnerabilidade das populações ribeirinhas. Diante desse cenário cada vez mais frequente, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), apresentou o Projeto de Lei (PL) nº 660/2025, que estabelece diretrizes para a utilização de um protocolo integrado de atendimento em situações de cheia e vazante no estado.

O PL tem como objetivo a prevenção do desabrigamento, manutenção de abrigos com estrutura adequada e prioridade no acesso a programas habitacionais no Estado.

“O projeto vai ampliar a proteção que já existe das famílias em situação de risco, fortalecendo o atendimento humanitário e permitindo o restabelecimento da dignidade habitacional da população afetada. É importante que possamos reunir num protocolo único as ações que já são realizadas e que, juntas, podem minimizar os danos causados tanto pela cheia quanto pela estiagem. Embora, nosso povo esteja acostumado com o fenômeno de subida e descida dos rios, nos últimos anos o clima extremo tem dificultado muito a vida da população”, afirmou o parlamentar.

Na proposta, o Poder Executivo pode utilizar um protocolo específico de atendimento emergencial em eventos hidrológicos extremos (cheias e vazantes severas), especialmente nas áreas ribeirinhas e de várzea. O protocolo será elaborado e continuamente atualizado por meio da articulação entre a Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Secretaria de Estado da Saúde (SES), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), entre outros órgãos.

De acordo com a projeto de lei, deverão ser realizadas ações como o monitoramento hidrológico e meteorológico contínuo, com emissão de alertas prévios às comunidades; mapeamento atualizado de áreas de risco, vulnerabilidades sociais e estruturas logísticas de apoio; plano de retirada preventiva e transporte seguro das famílias afetadas; instalação de abrigos temporários em áreas seguras, com garantia de condições adequadas de higiene, saúde e segurança; fornecimento de alimentação, água potável, medicamentos e kits de higiene pessoal; atendimento psicológico e social às famílias desabrigadas ou desalojadas; e registro unificado das famílias atingidas para acompanhamento assistencial e inclusão em políticas públicas.

Outro ponto do projeto apresentado é que as famílias afetadas de forma recorrente por cheias e vazantes severas deverão ter prioridade nos programas habitacionais de interesse social do Estado, incluindo a concessão de aluguel social, reassentamento assistido ou construção de moradias definitivas em áreas seguras.

 

Da Redação, com informações da assessoria
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Avante inicia expulsão de Wanderley Monteiro por quebra de fidelidade partidária

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Em reunião na noite desta segunda-feira, 11, o Avante Amazonas iniciou o processo de expulsão do deputado estadual Wanderley Monteiro por quebra de fidelidade partidária. Isso porque o parlamentar assinou a CPI do Asfalto da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que tem como objetivo investigar a aplicação de um repasse de R$ 181 milhões feito pelo Governo ao projeto Asfalta Manaus da Prefeitura. 

Conforme bastidores, a atitude do parlamentar não agradou a gestão do Avante, uma vez que é o partido do prefeito de Manaus. Além do mais, David Almeida apoiou Monteiro durante a campanha de 2022 para deputado estadual. A ação foi vista como forma de traição.

Na sexta-feira, 8, Wanderley Monteiro enviou uma nota para imprensa local negando as especulações e ressaltando que “o mandato dele estava acima de qualquer alinhamento partidário, comprometido com a população do estado”. 

Segundo o partido, a base da decisão da executiva estadual e municipal foi o estatuto do Avante e a legislação eleitoral vigente. Veja publicação: 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

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MPAM investiga shows de Tierry e George Japa em Canutama; prefeito ignora requisições

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A gestão do prefeito de Canutama, Zé Roberto (UB), está na mira do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) por possíveis irregularidades na Saúde e Cultura. As portarias foram publicadas na edição de sexta-feira, 8, do órgão.

O primeiro trata-se de um Inquérito Civil para apurar supostas ilegalidades na contratação de atrações artísticas para a 1ª Festa Cultural de Canutama realizada, em junho de 2022, pela prefeitura no primeiro mandato de Zé Roberto.

Entre os pontos investigados estão a contratação do cantor Tierry, com custo estimado de R$ 220 mil, e o custeio integral do show do artista George Japa por uma empresa privada que mantém diversos contratos com a Prefeitura.

De acordo com a portaria assinada pela promotora de Justiça substituta, Maria Cynara Rodrigues Cavalcante, não há comprovação de que tenha sido realizado procedimento regular de inexigibilidade de licitação para a contratação de Tierry, como exige a Lei nº 8.666/1993. A norma determina, entre outros requisitos, que o artista seja consagrado pela crítica ou opinião pública e que a contratação não envolva intermediários sem vínculo direto com o contratado.

Outro ponto em apuração é a participação da empresa Tarciana Nascimento de Almeida(EPP) responsável pelo pagamento de R$ 30 mil diretamente ao artista George Japa. A companhia é detentora de diversos contratos administrativos com o município, o que, segundo o MPAM, pode caracterizar patrocínio irregular, desvio de finalidade contratual e violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade.

A investigação também busca esclarecer a origem dos recursos do evento. Embora a Prefeitura tenha informado que parte dos custos teria sido bancada pelo Governo do Estado, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa negou a existência de convênio, termo de fomento ou repasse de verbas para a festa até outubro de 2022.

Além disso, o MPAM registrou que o prefeito de Canutama não respondeu a requisições anteriores do órgão, mesmo após ter sido pessoalmente notificado.

A promotoria determinou o envio de ofícios à Prefeitura e à empresa Tarciana Nascimento de Almeida(EPP) para que, em até dez dias úteis, apresentem esclarecimentos e documentos, incluindo: cópia do procedimento de inexigibilidade de licitação referente ao show de Tierry, notas fiscais e comprovantes de pagamento, justificativas formais das contratações e informações sobre eventual contrapartida pelo patrocínio do show de George Japa.

Mais uma investigação

O Ministério Público também instaurou procedimento preparatório para investigar a destinação final inadequada de resíduos sólidos urbanos e hospitalares no município. A apuração foi motivada por denúncia de queima contínua de lixo a céu aberto, incluindo resíduos hospitalares, em área urbana de Canutama, prática que é proibida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e pode configurar infração administrativa e crime ambiental.

A promotoria requisitou que a Prefeitura, no prazo de dez dias úteis, informe a atual forma de manejo e destinação dos resíduos, apresente detalhes sobre eventual licenciamento ambiental, contratos para coleta e transporte, e indique as medidas adotadas para regularizar a situação.

 

Da Redação 
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Em Humaitá, MPAM investiga advogados por suspeita de falsidade ideológica e advocacia predatória

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O promotor de Justiça do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Weslei Machado, decidiu converter a Notícia de Fato n. 061-2023-000012 em Procedimento Preparatório para apurar suposta prática lesiva contra cidadãos de Humaitá por parte de advogados do município que estariam disparando ações de modo indiscriminado e sem autorização de clientes. O documento foi assinado no dia 4 de agosto. 

Segundo a denúncia, a prática seria de advocacia predatória, uma infração ao código de ética e disciplina da Ordem de Advogados da OAB. Também foram anexadas as procurações assinadas pelos clientes, sem autorização e ciência dos mesmos, o que pode ser considerado pelo MPAM como falsidade ideológica, como conduta punível pelo Código Penal. 

Os nomes dos advogados denunciados não foram divulgados, mas foi concedido a eles um prazo de dez dias para defesa. A denúncia também foi encaminhada à Delegacia Interativa de Humaitá para que eles investiguem a suposta falsidade ideológica. 

Veja:

Promotoria de Humaitá investiga outro advogado por falsidade ideológica

No final de julho, Machado também abriu um procedimento para investigar um advogado com OAB do Ceará. Ele foi acusado de entrar com uma ação judicial em nome de uma mulher sem sua autorização utilizando, supostamente, uma procuração falsificada.

De acordo com a denúncia apresentada, o advogado protocolou a ação no Juizado Especial Cível de Humaitá, sem o consentimento dela e com uso de um documento com assinatura falsificada. A noticiante afirmou que não concedeu qualquer autorização para representação judicial no caso e suspeita que sua ex-enteada também esteja envolvida na suposta fraude, uma vez que o imóvel objeto da ação pertence a ela.

 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

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Gilmar Mendes e Davi Alcolumbre se tornam alvos de Trump

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Depois das sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes e o tarifaço imposto ao Brasil, Eduardo Bolsonaro vai recorrer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que penalize o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).

Eduardo vai se encontrar com integrantes do governo Trump na quarta-feira, 13, segundo informações da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo. O pedido de sanção ao ministro Gilmar Mendes será por conta dos pronunciamentos prestando apoio a Alexandre de Moraes. Já Davi Alcolumbre, por falar abertamente que não pautará o impeachment do ministro do STF.

Além de Gilmar Mendes, aliados do ex-presidente teriam buscado interlocução com o presidente da corte, Luís Roberto Barroso, que por enquanto tem sido poupado da sanha conspiracionista de Eduardo Bolsonaro. A ideia é tentar uma pena mais branda.

No entanto, na avaliação de ministros da Corte, não há como livrar Bolsonaro de uma iminente prisão, visto o montante de provas colhidas contra o ex-presidente.

 

Da Redação

Santo Antônio do Içá terá que apresentar justificativas sobre acúmulo de cargos ao TCE-AM

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) deu prazo para que a Prefeitura de Santo Antônio do Içá apresente justificativas por possível acúmulo de cargos de cinco servidores.

Conforme consta no processo, será instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apuração da conduta a respeito do acúmulo de cargos. Os servidores foram identificados e apontados nos autos.

O TCE deu o prazo de 60 dias para a abertura do PAD para três dos servidores e 180 dias para outros dois servidores. O aceite da representação foi por unanimidade, nos termos da Corte, em consonância com o Ministério Público.

Confira a decisão do TCE-AM:

Da Redação

PF quase prendeu Michelle em operação contra Bolsonaro

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A operação da Polícia Federal que cumpriu mandados contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e impôs tornozeleira eletrônica, em 18 de julho, quase teve como desdobramento a prisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, Michelle discutiu com agentes durante o cumprimento das ordens judiciais e, diante do tom adotado, foi advertida de que poderia ser detida por desacato.

De acordo com os relatos, a ex-primeira-dama questionou procedimentos e se exaltou diante dos policiais, elevando o clima de tensão no local. Apesar do impasse, a prisão não foi efetivada, e Michelle permaneceu no imóvel ao lado do marido.

No mesmo dia da operação, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) alegou que a ação trouxe constrangimento à ex-primeira-dama. “Se era apenas para conduzi-lo, para colocar uma tornozeleira, por que entraram na casa fortemente armados? E por que forjaram situação de tamanho constrangimento a uma mulher de pijama?”, afirmou a senadora em coletiva de imprensa.

Na ocasião, ela também afirmou que Michelle será porta-voz de Bolsonaro. “Encontraram lá uma mãe que como uma leoa brigou por sua filha e como uma esposa brigou por seu lar. Nasceu uma grande líder.”

Da Redação, com informações da Gazeta do Povo
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Prefeito no MA não paga professores e põe a culpa em tarifaço de Trump

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O prefeito de Pedro do Rosário (MA), Toca Serra (PCdoB), enviou ofício para o Sindicato dos Trabalhadores da Administração e do Serviço Público Municipal afirmando que não iria pagar o retroativo de promoções, progressões e quinquênio de professores e agentes educacionais por causa do impacto na arrecadação do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil.

O detalhe é que o município, de 24 mil habitantes, não exportou nenhum item em 2025, segundo dados do Monitor do Comércio Exterior Brasileiro.

“O presidente Trump determinou tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados ao EUA [sic]. Essa determinação prejudicará extremamente a importação de produtos brasileiros ao EUA, por consequência, a arrecadação de tributos pela União Federal e o repasse para Estados e Municípios”, diz no texto enviado pelo prefeito em 29 de julho ao sindicato.

Considerando ainda a possibilidade de queda da arrecadação federal e a diminuição nos valores dos repasses aos municípios, a municipalidade por prudência entendeu por adiar o pagamento do retroativo dos servidores até que melhore o cenário internacional, evitando o descumprimento do calendário do pagamento dos salários dos servidores públicos.

A justificativa revoltou o sindicato, que divulgou nota alegando que “os cofres da prefeitura estão vazios não por causa de sanções internacionais, mas por uma gestão que prioriza outros interesses em detrimento do bem-estar dos trabalhadores e da população”, escreveu o prefeito.

“A falta de planejamento, a ausência de transparência e o desrespeito aos direitos trabalhistas são as verdadeiras razões por trás da crise financeira que a cidade enfrenta”, diz o texto publicado no site sindical.

Segundo o vice-presidente da entidade, Ismael Meireles da Silva, os retroativos são referentes ainda ao ano de 2023. “São direitos dos servidores municipais adquiridos em nosso plano de cargos e carreiras, aprovado por meio da lei municipal de Pedro do Rosário”, explica.

Ele cita que o pagamento foi acertado com o próprio prefeito em reunião no começo do ano, quando Toca Serra assegurou que iria pagar os valores na folha de julho. Ele pagou apenas o salário. O retroativo de nossos direitos não foi pago”, disse Ismael.

O vice-presidente da entidade afirma que o sindicato decidiu que vai procurar o Ministério Público esta semana para denunciar a negativa de pagamento. “Houve diversas formas de diálogo, porém sem êxito”, completa.

A coluna tentou contato com a prefeitura, mas o telefone indicado no site oficial está errado. O prefeito Toca Serra não foi localizado para comentar o caso. O espaço segue aberto.

 

Da Redação com informações de UOL

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Eleições 2026: Vereadores planejam voos mais altos rumo à Aleam e Câmara dos Deputados

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As movimentações para o processo eleitoral de 2026 já estão a todo vapor em todas as esferas. Apesar de só ter passado um ano das últimas eleições, vários vereadores de Manaus começaram a se articular nos bastidores para disputar vagas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na Câmara dos Deputados.

O primeiro a anunciar publicamente sua pretensão foi o presidente da Câmara Municipal de Manaus, David Reis (Avante), que se declarou pré-candidato a deputado estadual.

“Acima da vontade individual, daquilo que a gente sonha, eu integro um grupo político, e como tal, temos que respeitar o que for definido nas conversas e articulações. Mas, se a eleição fosse hoje, eu posso assegurar que serei pré-candidato a deputado estadual”, afirmou.

Mais votados já se articulam

O vereador mais votado nas eleições de 2024, Sargento Salazar (PL), com 22.794 votos, também é citado como nome forte na disputa de 2026. Fontes indicam que ele mira uma vaga na Câmara dos Deputados. Uma pesquisa interna realizada no primeiro semestre o coloca entre os três primeiros na intenção de votos para o cargo federal.

O segundo colocado no pleito municipal, José Ricardo (PT), confirmou em entrevista que irá disputar as eleições, mas a definição sobre o cargo será feita em conjunto com o partido.

Já a terceira vereadora mais votada, Thaysa Lippy (PRD), pode mirar uma vaga na Assembleia Legislativa. Nos bastidores, há quem diga que o pai dela, o deputado estadual Felipe Souza, pode tentar a sorte em Brasília e Thaysa ocuparia sua cadeira na Aleam.

Outros nomes no tabuleiro

Outro nome forte da chamada “bancada da bala”, Capitão Carpê (PL), também articula sua candidatura a deputado estadual. Já o Coronel Rosses, irmão do deputado Delegado Péricles (PL), pode entrar na disputa, mas há incerteza sobre quem dos dois irá para estadual ou federal. A estratégia, segundo fontes, será evitar confronto direto entre os irmãos nas urnas.

Mais vagas em jogo?

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determina a ampliação do número de vagas na Câmara dos Deputados e, consequentemente, nas assembleias legislativas estaduais. Para o Amazonas, isso pode significar até 10 cadeiras na Câmara Federal e 30 na Aleam respeitando a regra constitucional de que a assembleia deve ter o triplo da representação federal, com limite de até 36 parlamentares estaduais.

Apesar disso, o cenário ainda é nebuloso. A Câmara dos Deputados não definiu como irá cumprir a determinação judicial. Uma tentativa de ampliar as vagas por decreto legislativo foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Corrida acirrada

Independentemente da definição sobre o número de cadeiras, a corrida eleitoral já começou. Ex-prefeitos sonham com retorno à vida pública, enquanto vereadores em ascensão e deputados estaduais lutam por espaço na disputa. Dos atuais 24 deputados estaduais, muitos tentarão a reeleição, enquanto outros, como o presidente da Aleam, Roberto Cidade (UB), já miram voos mais altos.

Mais do mesmo

Para o cientista político Helso Ribeiro, esse movimento de vereadores buscando ascensão para cargos mais altos nas próximas eleições é parte de uma dinâmica comum na política brasileira. Ele aponta que, embora não exista uma hierarquia formal entre os cargos eletivos, muitos parlamentares utilizam a visibilidade obtida na Câmara Municipal como trampolim para novos cargos eleitorais.

“É uma espécie de mazela que toca não só a CMM, mas a política brasileira. Muitos aproveitam o recall que é algo que existe, eles vieram numa eleição, o nome deles está sendo lembrado, eles trabalharam algum nicho eleitoral e acabam sendo candidatos a deputado estadual, federal, senador. Isso não é estranho nas quase 6 mil câmaras que temos no Brasil, estamos acostumados com isso”, destacou.

Contudo, ele critica ao silêncio dos parlamentares que miram novos cargos, uma omissão estratégica.

“Quando um vereador é candidato, eles não vão falar isso: ‘eleitor, daqui a 2 anos eu caio fora da Câmara para ir para outro lugar’, eles omitem e na hora que se candidata, eles afirmam que foi um clamor do eleitor”, pontua o cientista político.

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
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Observatório do Clima aponta possibilidade da BR-319 ser asfaltada sem veto de Lula

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Nesta sexta-feira, 8, é o prazo final para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar ou não o chamado projeto da devastação, que pode modificar as regras de licenciamento ambiental no Brasil. Com a possibilidade de o presidente não vetar, a BR-319 pode ter dispensa no licenciamento, segundo o Observatório do Clima.

Conforme o Observatório, o asfaltamento da BR inviabiliza a meta climática, que aponta a possibilidade de um aumento no desmatamento quatro vezes, gerando 8 bilhões de toneladas de CO2 até 2050.

O Brasil apresentou no escopo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e se comprometeu com as metas, mas se prosseguir com a pavimentação não conseguirá manter o acordo.

A ONG aponta que, com o estudo técnico, foi destacada a necessidade de governança ambiental e o controle do desmatamento na rodovia antes do avanço da pavimentação.

Em julho, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) restabeleceu a liminar que suspendia a validade da licença prévia emitida em 2022 pelo Ibama para as obras de reconstrução e asfaltamento da BR-319.

A suspensão se deu pelo recurso do Observatório do Clima em ação civil pública que pediu a anulação da licença em razão de inconsistências legais, técnicas e ambientais no processo de licenciamento. No recurso, a ONG apresentou que a concessão da licença prévia causou uma escalada no desmatamento de 112% no entorno de trecho da rodovia.

Investimentos na BR-319

Em meio ao impasse da pavimentação, o governo Lula anunciou em março investimento de R$ 500 milhões para dragagem e recuperação de trechos da BR-319 que já possuem licenciamento ambiental.

Enquanto não há definição do que será feito, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) executa obras desde o segundo semestre de 2023 para viabilizar o tráfego de carros pequenos e ônibus de linhas interestaduais. Em 20 quilômetros de pavimentação, foram gastos o total de R$ 145 milhões aos cofres públicos.

 

Com informações de Observatório do Clima