fevereiro 9, 2026 15:15
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Primeira reunião do Conselho da Amazônia vai ser por videoconferência

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Devido aos crescentes casos do coronavírus (Covid-19) no país, a primeira reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal vai acontecer por meio de videoconferência nesta quarta-feira, 25. A reunião será em Brasília e vai reunir os 14 ministros do governo Bolsonaro, onde irão debater implementação das políticas públicas relacionadas à Amazônia Legal.

A reunião acontece às 10h, horário de Brasília, no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e será conduzida pelo presidente do Conselho, vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão.

Mourão afirma que está comprometido com a proposição ao presidente Jair Bolsonaro de ações efetivas e com a divulgação de informações verdadeiras e oportunas que esclareçam a opinião pública nacional e internacional sobre o que realmente se passa na Amazônia brasileira.

“Também com a implementação de uma política de Estado que enfrente os desafios que ali se colocam ao Brasil, melhorando as condições de vida da população local pelo desenvolvimento sustentável da região que haverá de repercutir no desenvolvimento do País como um todo”, ressaltou o vice-presidente.

Conforme ele, diversas iniciativas, em âmbito federal, como a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a Zona Franca de Manaus (ZFM) e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), e mais recentemente, por parte dos governadores da região, com o Consórcio dos Estados da Amazônia, têm por objetivo implementar políticas públicas adequadas a uma região que se caracteriza pela imensidão territorial, desarticulada do restante do país, com baixos PIB, IDH e densidade demográfica, exposta à cobiça e ao crime transnacional.

O Conselho da Amazônia foi criado pelo presidente Bolsonaro em 11 de fevereiro deste ano por meio do Decreto N° 10.239.

 

Henderson Martins, para O Poder

Com informações da assessoria da vice-presidência

Foto: O Globo

Covid-19: AM entra em estado de calamidade pública e governador anuncia novas medidas

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O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) decretou, na tarde desta segunda-feira, 23, estado de calamidade pública. O anúncio foi feito por meio de entrevista coletiva on-line, onde ele contou sobre sua conversa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e as novas medidas determinadas para o Estado.

De acordo com Wilson, o governo federal determinou seis novas medidas, incluindo a liberação de R$ 88,2 bilhões para serem distribuídos aos Estados e municípios do país.

No campo regional, o governador informou a desvinculação de alguns recursos destinados ao Sistema Único de Saúde do Estado para que seja usado no combate ao coronavírus, assim conversou com as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) para que destinem ao combate da doença os recursos oriundos da pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Novas Medidas

O governador adotou ainda novas medidas para o Amazonas, decretando a partir desta segunda estado de calamidade pública, ordenando o fechamento de todo o comércio e estabelecimento de lazer e recreação, incluindo ainda, clínicas médicas, veterinárias, odontológicos e consultórios, podendo abrir apenas para atendimento de urgência e emergência.

O decreto vai permitir somente a atuação em atividade de serviços essenciais como hospitais, supermercados, drogarias, padarias e açougue.

Para o Distrito Industrial permanecerá as mesmas normas como as solicitadas pela Anvisa e orientadas pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), que inclui higiene e monitoramento.

O funcionamento dos serviços dos órgãos do governo será realizado por home office, menos saúde e segurança pública. A decisão da execução dos serviços em casa, fica por parte dos secretários.

Um pacote com disponibilidade de R$ 400 milhões será destinado na ajuda de micro e pequenas empresas e cidadão carentes, através de um programa do governo junto a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), para capital de giro.

O governo estrutura ainda um programa para distribuição de renda para 50 mil famílias do Estado, que devem receber por mês o valor de R$ 200 no período de 3 meses.

De acordo com o governador, foi determinado ao Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM), que solicite as empresas de telefonia, internet, água e luz, para que possa ser estendido o prazo de pagamento dos serviços e não ocorram os cortes em caso de inadimplência.

Nesta terça-feira, 24, o governador enviará para Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), um projeto para criação do fundo de combate a epidemias, para receber doações de pessoas físicas e jurídicas que queiram ajudar  na compra de cestas básicas para distribuir a pessoas em estados de vulnerabilidade

“Cloroquina”

O governador anunciou ainda a autorização do uso da Cloroquina, como pesquisa  para combater o coronavírus, que será realizada pela Fundação de Medicina Tropical (FMT), em parceira com Secretária de Saúde (Susam), FVS-AM e o laboratório da Fiocruz Amazonas.

Os testes serão realizados no Hospital Pronto Socorro Delphina Aziz, Zona Norte da capital, e começam a partir desta terça-feira, 24. De acordo com o Secretário Rodrigo Tobias, é a primeira pesquisa a ser realizada no Brasil para o combate, sendo autorizada pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa.

 

Por Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Reprodução Facebook

Covid-19: AM entra em estado de calamidade pública e governador anuncia novas medidas

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O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) decretou, na tarde desta segunda-feira, 23, estado de calamidade pública. O anúncio foi feito por meio de entrevista coletiva on-line, onde ele contou sobre sua conversa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e as novas medidas determinadas para o Estado.

De acordo com Wilson, o governo federal determinou seis novas medidas, incluindo a liberação de R$ 88,2 bilhões para serem distribuídos aos Estados e municípios do país.

No campo regional, o governador informou a desvinculação de alguns recursos destinados ao Sistema Único de Saúde do Estado para que seja usado no combate ao coronavírus, assim conversou com as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) para que destinem ao combate da doença os recursos oriundos da pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Novas Medidas

O governador adotou ainda novas medidas para o Amazonas, decretando a partir desta segunda estado de calamidade pública, ordenando o fechamento de todo o comércio e estabelecimento de lazer e recreação, incluindo ainda, clínicas médicas, veterinárias, odontológicos e consultórios, podendo abrir apenas para atendimento de urgência e emergência.

O decreto vai permitir somente a atuação em atividade de serviços essenciais como hospitais, supermercados, drogarias, padarias e açougue.

Para o Distrito Industrial permanecerá as mesmas normas como as solicitadas pela Anvisa e orientadas pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), que inclui higiene e monitoramento.

O funcionamento dos serviços dos órgãos do governo será realizado por home office, menos saúde e segurança pública. A decisão da execução dos serviços em casa, fica por parte dos secretários.

Um pacote com disponibilidade de R$ 400 milhões será destinado na ajuda de micro e pequenas empresas e cidadão carentes, através de um programa do governo junto a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), para capital de giro.

O governo estrutura ainda um programa para distribuição de renda para 50 mil famílias do Estado, que devem receber por mês o valor de R$ 200 no período de 3 meses.

De acordo com o governador, foi determinado ao Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM), que solicite as empresas de telefonia, internet, água e luz, para que possa ser estendido o prazo de pagamento dos serviços e não ocorram os cortes em caso de inadimplência.

Nesta terça-feira, 24, o governador enviará para Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), um projeto para criação do fundo de combate a epidemias, para receber doações de pessoas físicas e jurídicas que queiram ajudar  na compra de cestas básicas para distribuir a pessoas em estados de vulnerabilidade

“Cloroquina”

O governador anunciou ainda a autorização do uso da Cloroquina, como pesquisa  para combater o coronavírus, que será realizada pela Fundação de Medicina Tropical (FMT), em parceira com Secretária de Saúde (Susam), FVS-AM e o laboratório da Fiocruz Amazonas.

Os testes serão realizados no Hospital Pronto Socorro Delphina Aziz, Zona Norte da capital, e começam a partir desta terça-feira, 24. De acordo com o Secretário Rodrigo Tobias, é a primeira pesquisa a ser realizada no Brasil para o combate, sendo autorizada pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa.

 

Por Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Reprodução Facebook

Covid-19: Governo reúne com empresários para alinhar pacote econômico ao AM

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O governo do Amazonas considera a possibilidade de postergar cobranças, multas e até parcelar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para evitar que haja um colapso da economia local por conta do efeito coronavírus. Essas medidas devem integrar um pacote de propostas a ser enviadas para votação pelos deputados estaduais nesta terça-feira, 24.

A informação é do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, que participou de reunião na tarde desta segunda, 23, com o governador Wilson Lima (PSC), e outros representantes da indústria e do comércio, por meio de videoconferência, para discutir uma alternativa para a economia local.

No fim de semana, o grupo se reuniu com representantes da Secretaria de Planejamento do Estado e secretarias relacionadas para buscar uma solução para o enfrentamento da retração da economia local.

Wilson Périco explicou, ainda, que o diálogo junto ao governo buscou a desburocratização de entrada de mercadorias no Amazonas, bem como diversas alternativas para garantir o emprego das pessoas no Estado.

Propostas

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CAE-Aleam), deputado Ricardo Nicolau (PSD), propôs zerar o ICMS da conta de luz residencial por um prazo de 180 dias.

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) propôs, na quarta-feira 18, a desoneração dos impostos trabalhistas em empresas, indústrias e comércio em geral, para evitar demissões em massa de trabalhadores.

Prorrogado

Na sexta-feira, 20, o governo do Amazonas prorrogou o prazo de validade dos laudos técnicos concedidos às empresas do Polo Industrial de Manaus com incentivo do ICMS. A medida foi adotada para evitar a ida de técnicos estaduais às empresas no momento epidemiológico em que vive o Estado, de enfrentamento ao novo coronavírus.

O Decreto nº 42.084 foi publicado na quinta-feira,19, e está baseado no Decreto nº 42.061, que instalou situação de emergência no sistema estadual de saúde e criou o Comitê Intersetorial de Enfrentamento e Combate ao Covid-19 (novo coronavírus).

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Divulgação

Covid-19: Governo reúne com empresários para alinhar pacote econômico ao AM

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O governo do Amazonas considera a possibilidade de postergar cobranças, multas e até parcelar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para evitar que haja um colapso da economia local por conta do efeito coronavírus. Essas medidas devem integrar um pacote de propostas a ser enviadas para votação pelos deputados estaduais nesta terça-feira, 24.

A informação é do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, que participou de reunião na tarde desta segunda, 23, com o governador Wilson Lima (PSC), e outros representantes da indústria e do comércio, por meio de videoconferência, para discutir uma alternativa para a economia local.

No fim de semana, o grupo se reuniu com representantes da Secretaria de Planejamento do Estado e secretarias relacionadas para buscar uma solução para o enfrentamento da retração da economia local.

Wilson Périco explicou, ainda, que o diálogo junto ao governo buscou a desburocratização de entrada de mercadorias no Amazonas, bem como diversas alternativas para garantir o emprego das pessoas no Estado.

Propostas

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CAE-Aleam), deputado Ricardo Nicolau (PSD), propôs zerar o ICMS da conta de luz residencial por um prazo de 180 dias.

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) propôs, na quarta-feira 18, a desoneração dos impostos trabalhistas em empresas, indústrias e comércio em geral, para evitar demissões em massa de trabalhadores.

Prorrogado

Na sexta-feira, 20, o governo do Amazonas prorrogou o prazo de validade dos laudos técnicos concedidos às empresas do Polo Industrial de Manaus com incentivo do ICMS. A medida foi adotada para evitar a ida de técnicos estaduais às empresas no momento epidemiológico em que vive o Estado, de enfrentamento ao novo coronavírus.

O Decreto nº 42.084 foi publicado na quinta-feira,19, e está baseado no Decreto nº 42.061, que instalou situação de emergência no sistema estadual de saúde e criou o Comitê Intersetorial de Enfrentamento e Combate ao Covid-19 (novo coronavírus).

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Divulgação

Angela Merkel testa negativo para coronavírus, comprova teste inicial

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O teste inicial da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para coronavírus teve resultado negativo, disse um porta-voz do governo nesta segunda-feira,23, acrescentando que ela passará por mais exames.

Angela Merkel, de 65 anos, entrou em quarentena no domingo depois de ter contato com um médico infectado. O vice-chanceler alemão, Olaf Scholz, disse mais cedo que ela estava saudável, mas trabalhando de casa.

“O teste deu negativo”, disse o porta-voz. “Mais exames serão feitos.”

Merkel recebeu vacina contra a pneumococo, bactéria que causa a pneumonia, na tarde de sexta-feira, do médico em questão, e entrou em quarentena após saber que ele estava infectado.

No domingo, o chefe de gabinete disse que a chanceler teve apenas um breve contato com o médico que, posteriormente, testou positivo para o coronavírus.

Merkel já disse que não buscará um quinto mandato como chanceler nas eleições federais marcadas para outubro de 2021.

Foto e Conteúdo: Agência Brasil

Angela Merkel testa negativo para coronavírus, comprova teste inicial

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O teste inicial da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para coronavírus teve resultado negativo, disse um porta-voz do governo nesta segunda-feira,23, acrescentando que ela passará por mais exames.

Angela Merkel, de 65 anos, entrou em quarentena no domingo depois de ter contato com um médico infectado. O vice-chanceler alemão, Olaf Scholz, disse mais cedo que ela estava saudável, mas trabalhando de casa.

“O teste deu negativo”, disse o porta-voz. “Mais exames serão feitos.”

Merkel recebeu vacina contra a pneumococo, bactéria que causa a pneumonia, na tarde de sexta-feira, do médico em questão, e entrou em quarentena após saber que ele estava infectado.

No domingo, o chefe de gabinete disse que a chanceler teve apenas um breve contato com o médico que, posteriormente, testou positivo para o coronavírus.

Merkel já disse que não buscará um quinto mandato como chanceler nas eleições federais marcadas para outubro de 2021.

Foto e Conteúdo: Agência Brasil

Cientistas uruguaios desenvolvem kit de diagnósticos para o coronavírus

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Cientistas uruguaios desenvolveram, em apenas 3 semanas de investigações, um kit para diagnóstico do novo coronavírus, validado e registrado pelas autoridades sanitárias do país.

A conquista assegura o abastecimento de testes de detecção da doença em um momento em que há uma grande demanda em todo o mundo e permite que o Uruguai não dependa de importações.

O avanço é resultado de uma parceria entre a Universidade da República do Uruguai (Udelar) e o Instituto Pasteur, com apoio da Agência Nacional de Investigação e Inovação do país.

De acordo com o ministro da Saúde, Daniel Salinas, os novos kits de diagnóstico da covid-19 devem estar prontos dentro de um mês e permitirão testar 20 mil casos suspeitos. Estima-se que essa quantidade de kits seja suficiente para 12 semanas de testes.

Quanto mais análises um país conseguir realizar, mais casos suspeitos podem ser confirmados e postos em isolamento social podem ser organizados, dificultando a propagação da doença.

Até ontem,22,o Ministério da Saúde Pública realizou 1.129 testes entre o sistema público e os laboratórios privados, sendo que desses, 158 eram casos positivos (14% do total analisado) de coronavírus.

Um comunicado emitido ontem à noite pelo órgão afirma que “desde 13 de março, quando foi declarada emergência de saúde, foram contabilizados 158 casos em todo o país, a grande maioria leve, apenas um paciente está em terapia intensiva. Foram processadas 205 análises nas últimas 24 horas”.

O ministro da Saúde, Daniel Salinas, explicou que o diagnóstico é feito com uma técnica econômica, eficaz e com resultados rápidos e não terá nenhum custo para os cidadãos. As próprias instituições assumirão o investimento. O ministro não detalhou o custo de produção, mas disse que é mais baixo do que o preço de mercado dos kits importados.

“Este kit não se destina a competir com a indústria, mas é dirigido na forma de um bem social e devolvido aos setores mais carentes. Sem dúvida, se amanhã esse vírus ou um novo chegar a se desenvolver, estaremos com a tecnologia para criar um segundo kit com nova variante desse mesmo vírus ou de outro”, afirmou Salinas.

O ministro também explicou que os novos testes permitirão que centenas de profissionais possam realizar os exames. “Isso permitirá que muitas pessoas ligadas à saúde, bombeiros, policiais e militares que tenham um teste negativo, em caso de sintomas respiratórios, retornem rapidamente ao trabalho ou, se positivo, façam as medidas de isolamento necessárias”.

Foto e Conteúdo : Agência Brasil

Cientistas uruguaios desenvolvem kit de diagnósticos para o coronavírus

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Cientistas uruguaios desenvolveram, em apenas 3 semanas de investigações, um kit para diagnóstico do novo coronavírus, validado e registrado pelas autoridades sanitárias do país.

A conquista assegura o abastecimento de testes de detecção da doença em um momento em que há uma grande demanda em todo o mundo e permite que o Uruguai não dependa de importações.

O avanço é resultado de uma parceria entre a Universidade da República do Uruguai (Udelar) e o Instituto Pasteur, com apoio da Agência Nacional de Investigação e Inovação do país.

De acordo com o ministro da Saúde, Daniel Salinas, os novos kits de diagnóstico da covid-19 devem estar prontos dentro de um mês e permitirão testar 20 mil casos suspeitos. Estima-se que essa quantidade de kits seja suficiente para 12 semanas de testes.

Quanto mais análises um país conseguir realizar, mais casos suspeitos podem ser confirmados e postos em isolamento social podem ser organizados, dificultando a propagação da doença.

Até ontem,22,o Ministério da Saúde Pública realizou 1.129 testes entre o sistema público e os laboratórios privados, sendo que desses, 158 eram casos positivos (14% do total analisado) de coronavírus.

Um comunicado emitido ontem à noite pelo órgão afirma que “desde 13 de março, quando foi declarada emergência de saúde, foram contabilizados 158 casos em todo o país, a grande maioria leve, apenas um paciente está em terapia intensiva. Foram processadas 205 análises nas últimas 24 horas”.

O ministro da Saúde, Daniel Salinas, explicou que o diagnóstico é feito com uma técnica econômica, eficaz e com resultados rápidos e não terá nenhum custo para os cidadãos. As próprias instituições assumirão o investimento. O ministro não detalhou o custo de produção, mas disse que é mais baixo do que o preço de mercado dos kits importados.

“Este kit não se destina a competir com a indústria, mas é dirigido na forma de um bem social e devolvido aos setores mais carentes. Sem dúvida, se amanhã esse vírus ou um novo chegar a se desenvolver, estaremos com a tecnologia para criar um segundo kit com nova variante desse mesmo vírus ou de outro”, afirmou Salinas.

O ministro também explicou que os novos testes permitirão que centenas de profissionais possam realizar os exames. “Isso permitirá que muitas pessoas ligadas à saúde, bombeiros, policiais e militares que tenham um teste negativo, em caso de sintomas respiratórios, retornem rapidamente ao trabalho ou, se positivo, façam as medidas de isolamento necessárias”.

Foto e Conteúdo : Agência Brasil

Bancada critica MP 927 e Marcelo Ramos apresenta proposta para criar ‘auxílio-covid’

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MP 927 permite suspensão do contrato de trabalho, por até quatro meses, durante o período de calamidade pública.

Brasília – Repercutiu mal parte da Medida Provisória (MP) 927/2020, editada na noite de domingo, 22, pelo presidente Jair Bolsonaro, que cria mecanismos para patrões e trabalhadores enfrentarem uma eventual crise econômica a ser causada por conta do efeito coronavírus. Um dos pontos mais polêmicos, o artigo 18, permite, inclusive, a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses durante o período de calamidade pública sem remuneração para o trabalhador.

Após muita pressão, Bolsonaro voltou atrás e revogou este artigo da MP no final da manhã desta segunda-feira, 23.

Mas, antes disso, a bancada do Amazonas em Brasília criticou a proposta, pois, do jeito que a MP está não assegura o trabalhador.

Para o deputado Marcelo Ramos (PL), a MP vai na posição contrária do que tem sido proposto mundo afora, que é garantir a renda do trabalhador. O deputado diz que uma solução para não deixar os trabalhadores desassistidos é que, “junto com a medida provisória seja aprovado permissão para que o trabalhador receba o seguro-desemprego no período de suspensão de trabalho”, disse. 

Nessa esteira, Ramos protocolizou nesta segunda projeto de lei que cria o auxílio-covid, uma derivação do seguro-desemprego que deve assistir os trabalhadores durante a pandemia.

“O PL busca preencher uma lacuna da Medida Provisória que autoriza a suspensão dos contratos de trabalho, mas não traz garantias de pagamento de seguro desemprego a esses trabalhadores que serão atingidos pela medida”, afirmou Ramos. 

Segundo o deputado, o auxílio será custeado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, ao qual beneficiará  o trabalhador que estiver com o contrato de trabalho suspenso devido a paralisação das atividades do seu empregador.

Para Sidney Leite (PSD), a MP de Bolsonaro fere a constituição. “Manter vínculo empregatício sem nenhuma remuneração é inaceitável. A medida fere a constituição. Primeiro porque, segundo a constituição, toda e qualquer medida como essa, de redução salarial, tem que ter acordo coletivo.”

Sidney também sugeriu que o governo utilizasse os recursos do FAT para compensar os salários. “Por que não utilizar os recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador para compensar esse salário, certo? Até porque lá, ele não prevê valor nenhum. Então, essas pessoas vão ficar desempregada na prática. É essa que é a grande realidade”, completou.

Ainda segundo o deputado, a medida não pode ser aceita porque o Governo não está propondo políticas que protejam as pessoas de baixa renda, desempregadas e profissionais autônomos. Além de outras atividades “que as pessoas vão ficar desempregadas, como os mototáxis, motoristas de aplicativos, garçons que não tem carteira assinada, diaristas… Enfim, inúmeras pessoas que vão ficar desempregadas”, completou.

Silas Câmara (Republicano) disse que “da forma como está ela só ajuda as empresas e prejudica os trabalhadores, muito ruim”. O deputado disse ainda que estão trabalhando para apresentar mudanças à MP.

Para Bosco Saraiva (Solidariedade) o importante neste momento é que seja encontrado um equilíbrio entre a preservação do emprego dos trabalhadores e a sobrevivência das pequenas, médias e grandes empresas. “Se por um lado é fundamental que as empresas sobrevivam é tão importante quanto que a suspensão de contrato negociada entre as partes garanta o básico para sustento das famílias brasileiras”, afirmou.

‘Estabilidade’

Aliado de Bolsonaro, o deputado delegado Pablo (PSL) acredita que a MP busca a estabilidade do emprego das pessoas como a manutenção e a sobrevida de empresas de todos os portes e demais pessoas jurídicas no Brasil. “Porém é importante que sejam garantidos e defendidos todos os direitos trabalhistas conquistados até hoje para que se possa dar fôlego aos empresários brasileiros” ponderou. 

O deputado disse ainda que aguarda novas manifestações do governo federal “de socorro financeiro às pessoas físicas e jurídicas, em que pese a tentativa desta MP para equilibrar estes dois lados” completou.

Já para o deputado José Ricardo (PT) o decreto do presidente é absurda e desumana. Na visão do parlamentar, a medida penaliza ainda mais os trabalhadores que já estão sofrendo por causa da crise gerada pelo coronavírus. 

José Ricardo sugeriu ainda que o presidente cobre dos mais ricos, de forma a cobrar taxas, impostos sobre as grandes fortunas e também os lucros dos bancos que, segundo ele, tiveram lucros de mais de R$ 100 bilhões líquidos no ano passado. “Até agora o Governo não cobrou nada deles. É daí pode vir recursos tanto para saúde como para amparar os trabalhadores”, disse.

No início da tarde, após a repercussão negativa do decreto, Bolsonaro revogou por meio de post no twitter, o artigo 18 da MP que permitia a suspensão dos contratos por até quatro meses. 

O Poder procurou também os deputados federais capitão Alberto Neto (Republicanos), Átila Lins (PP) e os senadores Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e Plínio Valério (PSDB), mas até a publicação desta matéria eles não deram retorno.

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Reprodução

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