fevereiro 8, 2026 12:55
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STF vai reiniciar julgamento sobre acordos de leniência da ‘lava jato’

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Um pedido de destaque do ministro Flávio Dino interrompeu, nessa quarta-feira, 3, o julgamento em que o Plenário do Supremo Tribunal Federal discute os acordos de leniência firmados na “lava jato”. Com isso, a análise do caso recomeçará no Plenário físico.

Antes da interrupção, quatro ministros haviam votado em duas correntes com teses similares que diferiam somente em alguns detalhes. Todos eles concordaram que a competência para fazer acordos de leniência no Poder Executivo Federal é da Controladoria-Geral da União.

A ação foi movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e pelo partido Solidariedade. Eles alegam que os acordos de leniência da “lava jato” foram fechados por “coação” e com “desvio de finalidade”.

As legendas pediram que os acordos fossem revisados para preservar as empresas, e argumentaram que negociações dessa natureza devem ser centralizadas na CGU.

Entre as irregularidades dos acordos de leniência firmados na “lava jato”, os autores citaram a falta de critérios objetivos para estabelecer os valores das multas e indenizações; abusos na base de cálculo das multas; a consideração de fatos mais tarde considerados lícitos ou de menor gravidade; e o fato de que foram feitos acordos com todos os órgãos que podiam sancionar as empresas.

Depois de diversas audiências de conciliação, o ministro André Mendonça, relator do caso, homologou, no último mês de agosto, a renegociação dos acordos de leniência firmados por empresas de sete grupos econômicos na “lava jato”.

Voto do relator

Além de ratificar a homologação da renegociação, Mendonça defendeu a competência da CGU para fazer acordos de leniência no Executivo federal e votou a favor da atuação da Advocacia-Geral da União e do Ministério Público Federal nas negociações, com a ressalva de que o MP não pode firmá-los de forma isolada. Ele foi acompanhado pelos ministros Kassio Nunes Marques e Luís Roberto Barroso (já aposentado).

Nas situações hipotéticas de atos praticados contra o Judiciário, o Legislativo, o Tribunal de Contas da União ou o Ministério Público da União, a responsabilidade pelos acordos é, segundo o relator, da autoridade máxima de cada órgão ou entidade. No caso do MPF, por exemplo, isso cabe à Procuradoria-Geral da República. No TCU a competência é do seu presidente.

No voto, o magistrado também atribuiu à CGU a competência para celebrar os acordos de leniência em casos relacionados a governos estrangeiros e explicou que outros órgãos (como a AGU e o MPF) podem participar das negociações.

Ele também ressaltou que a AGU e o MPF podem fazer acordos cíveis com empresas para evitar ou extinguir ações de improbidade administrativa ou de responsabilização administrativa e civil relacionadas à Lei Anticorrupção (LAC).

De acordo com o ministro, se CGU, AGU e MPF fizerem acordos separados, os valores negociados em cada caso devem ser compensados entre si, caso sejam relacionados aos mesmos fatos.

Mendonça apontou que os acordos de leniência devem conter apenas os valores relacionados à multa, ao ressarcimento dos danos e ao confisco do que foi obtido de forma ilícita.

Ele ainda detalhou as formas adequadas de destinação dos valores arrecadados. O ministro indicou, por exemplo, que o valor da multa prevista na LAC deve ser enviado “ao ente federativo representado pelo órgão sancionador”. No caso da União, deve ser recolhido ao Tesouro Nacional.

O valor referente ao enriquecimento ilícito ou à propina recebida deve ir, preferencialmente, para o órgão ou ente público lesado. De forma justificada, também pode ser destinado à União ou ao ente federativo correspondente. Há ainda a possibilidade de combinação entre as duas hipóteses: parte para o ente lesado, parte diretamente para a União.

O ressarcimento dos danos deve ser direcionado ao ente lesado. Se forem identificados, ao mesmo tempo, dano a esse ente e acréscimo patrimonial indevido à empresa responsável, e se houver “identidade total ou parcial entre ambas as rubricas”, os valores devem ser classificados como ressarcimento e destinados ao ente lesado.

O relator também estabeleceu que apenas o Judiciário pode revisar a validade e a legalidade dos acordos de leniência. Assim, os Tribunais de Contas podem somente apurar os danos decorrentes dos ilícitos reconhecidos nos acordos de leniência.

Por fim, Mendonça afirmou que as cortes de contas só podem ter acesso às informações e aos argumentos apresentados pelas empresas nesses acordos se assumirem o compromisso de utilizá-los apenas para apurar os possíveis danos aos cofres públicos.

Divergência

Na última sexta, 28, Dino acompanhou diversos pontos da tese de Mendonça, mas sugeriu alguns ajustes. Quando ele apresentou o pedido de destaque nesta quarta, o voto não estava mais disponível no sistema da corte.

Dino concordou que a competência para fazer os acordos de leniência na esfera federal é da CGU. Também ressaltou que o MPF e o TCU não devem atuar de forma direta nesses acordos.

Ele apenas esclareceu que o MPF e a AGU podem mover ações judiciais para responsabilizar as empresas. E se a CGU firmar acordos de leniência em conjunto com o MPF ou a AGU, as sanções estabelecidas no termo devem substituir eventuais punições administrativas e civis impostas contra essas empresas.

Ainda segundo o ministro, o MPF e a AGU podem fazer acordos cíveis com empresas, mas somente relacionados às sanções judiciais previstas na LAC. Isso não tira a competência exclusiva da CGU para os acordos de leniência relativos às sanções administrativas da lei.

De acordo com Dino, o MPF, de forma subsidiária, pode pedir, em ações judiciais, a aplicação das sanções de responsabilidade administrativa da LAC. Mas isso só pode acontecer em caso de omissão administrativa, ou seja, se a autoridade competente não instaurar o processo administrativo ou demorar demais para tomar uma decisão.

O magistrado também considerou que CGU, AGU e MPF podem fazer acordos separados caso se refiram a “esferas autônomas de responsabilidade jurídica”: administrativa, civil, ambiental, concorrencial ou penal. Mas deve haver “compensação recíproca entre multas, indenizações e valores de mesma natureza relativos às mesmas pessoas e aos mesmos fatos”.

A compensação também vale para sanções decorrentes de decisões judiciais ou de Tribunais de Contas. De outro modo, não deve existir compensação entre sanções aplicadas a pessoas físicas e empresas.

Outro ponto do voto é que a definição do valor dos acordos de leniência deve seguir estritamente as sanções previstas na LAC, com garantia de compensação “das sanções de mesma natureza aplicadas em outras esferas” e sem que indenizações sobre o mesmo dano sejam acumuladas.

O ministro ainda destacou que, ao estabelecer multas, indenizações e perdas de bens, os órgãos públicos também devem levar em conta as sanções já impostas por autoridades administrativas, judiciais ou de controle externo, para evitar punições duplas.

Da Redação, com informações do Conjur
Foto: Divulgação/STF

Amazonas Energia deve explicar cobranças excessivas e apagões recorrentes em Manacapuru

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Devido às falhas recorrentes no fornecimento de energia em Manacapuru, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para investigar as irregularidades na prestação do serviço no município pela Amazonas Energia. O procedimento foi divulgado no Diário Oficial do órgão publicado nesta quinta-feira, 3.

De acordo com o promotor de Justiça, Bruno Batista da Silva, que assina a portaria, a medida tem como objetivo aprofundar a análise de interrupções recorrentes no fornecimento de energia, bem como de falhas no faturamento que vêm gerando cobranças excessivas aos consumidores. Os problemas foram reconhecidos pela própria concessionária em Nota Técnica apresentada ao órgão, que confirma diversas interrupções intempestivas registradas nos anos de 2023 e 2024.

Alto índice de reclamações no Procon

O Ministério Público destacou ainda o relatório encaminhado pelo Procon-Manacapuru, que aponta um índice de 85,7% de reclamações relacionadas a faturamento e cobranças indevidas. Além disso, durante audiência pública realizada no município, moradores relataram prejuízos materiais causados pela instabilidade da rede elétrica, como queima de equipamentos domésticos e comerciais.

Medidas

Com a instauração do inquérito, a Amazonas Energia foi notificada e terá 15 dias para se manifestar especificamente sobre: o elevado número de reclamações registradas pelo Procon e as medidas adotadas para o ressarcimento de consumidores que tiveram prejuízos materiais devido às oscilações de energia.

Também foram expedidos ofícios à Câmara Municipal de Manacapuru, solicitando informações adicionais eventualmente recebidas da população após a última audiência pública sobre o tema.

Após o término do prazo, com ou sem manifestação da Amazonas Energia, os autos retornarão ao promotor para análise de audiência extrajudicial com proposta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O prazo do inquérito é de 1 ano podendo ser prorrogado.

Da Redação
Foto: Divulgação

Carmem Romero ganha força na eleição do Quinto Constitucional

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A advogada Carmem Romero, com 18 anos de atuação na área jurídica, passou a ser um dos nomes mais comentados entre os candidatos ao quinto constitucional do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Ela está entre os profissionais que se inscreveram no processo conduzido pela OAB-AM para formar a lista de seis indicados que será encaminhada ao tribunal.

A escolha ocorrerá no dia 19 de dezembro e, pela primeira vez, existe a possibilidade de uma mulher representar a advocacia amazonense na disputa pela vaga de desembargador. É nesse cenário que o nome de Carmem Romero tem se fortalecido, impulsionado por sua trajetória profissional e pela militância na defesa das prerrogativas da advocacia.

“Quando a gente olha para os espaços de decisões no nosso país, uma realidade ficar evidente: as mulheres ainda são minoria no topo”, afirma Carmem.

Romero também tem se destacado por aproximar-se de grupos formados por pequenos escritórios. Seu perfil ganhou visibilidade justamente por dialogar com esse movimento de renovação, que busca mais representatividade e modernização.

A advogada afirma estar preparada para o novo desafio e coloca sua experiência a serviço desse segmento da classe que reivindica alterações na estrutura atual. Com isso, consolidou-se como uma das candidatas que mais cresceram em apoio desde a abertura das inscrições.

Representatividade feminina

A OAB-AM, ao regulamentar a eleição para a vaga do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) via Quinto Constitucional, adotou pela primeira vez um critério de paridade de gênero: a lista sêxtupla deve conter obrigatoriamente três mulheres e três homens.

No dia 19 de dezembro, a classe dos advogados escolherá 3 homens e 3 mulheres, formando uma lista sêxtupla. Essa lista será então encaminhada ao Tribunal de Justiça.

Por fim, entre os 3 nomes selecionados pelo Tribunal, o governador escolherá um.

 

Da Redação com informações de Gazeta da Amazônia 

Foto: Divulgação

Prefeito Nicson Marreira concorre ao Prêmio Prefeito Empreendedor

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A presença inédita de Tefé no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE) marca um momento histórico para a gestão pública local. O município está concorrendo à 13ª edição da premiação na etapa estadual, que reconhece políticas públicas inovadoras voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo e à melhoria do ambiente de negócios em todo o país.

O prefeito Nicson Marreira vem se destacando como uma liderança de forte influência política no interior do Amazonas. Atualmente, exerce o cargo de Vice-Presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM) e já recebeu diversos reconhecimentos do Legislativo, do Judiciário e de importantes entidades do estado, reflexo de sua atuação propositiva e alinhada ao desenvolvimento regional.

Em seu segundo mandato, Nicson Marreira foi reeleito com 34.260 votos — a maior votação da história de Tefé — consolidando-se como o prefeito mais bem votado do Amazonas e um dos mais bem votados proporcionalmente em todo o país.

Sua visão empreendedora na gestão pública é resultado de sua trajetória no setor privado, onde se consolidou como empresário de destaque nos segmentos de farinha, navegação fluvial e construção civil, experiência que hoje se reflete em ações estratégicas para o crescimento do município.

O município concorre com iniciativas estruturantes inscritas em duas categorias: Inclusão Socioprodutiva e Turismo & Identidade Territorial. Os projetos apresentados reforçam o compromisso da gestão com o fortalecimento de pequenos empreendimentos, a ampliação de oportunidades e a valorização da identidade cultural do Médio Solimões.

O processo de avaliação do PSPE é composto por diversas fases técnicas e os vencedores da etapa estadual seguem para o etapa nacional, prevista para ocorrer em junho de 2026.

Durante as visitas, especialistas do Sebrae analisam in loco a execução, a efetividade e o impacto dos projetos na população.

Reconhecimento estadual também para a Primeira-Dama
O protagonismo de Tefé em 2025 não se limita à gestão municipal. A primeira-dama Kelly Barbosa recebeu o título de Embaixadora do Empodera Mulher 2025, o maior evento de empreendedorismo feminino do interior do Amazonas.

A homenagem destaca seu papel ativo na promoção de ações voltadas ao fortalecimento das mulheres empreendedoras e reforça a crescente visibilidade do município no cenário estadual.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Entenda por que filho de Lula pode ser convocado para CPMI do INSS

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A CPMI do INSS deve votar nesta quinta-feira, 4, o requerimento para a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afim de prestar esclarecimentos na comissão.

Na última terça, 2, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI afirmou que o pedido, feito pelo Partido Novo, seria incluído na pauta do dia.

Ao anunciar a colocação da matéria na pauta, Viana escreveu na rede social X (antigo Twitter) que “cada requerimento será votado individualmente, para que o Brasil veja, com total transparência, como cada parlamentar votou”.

No pedido apresentado pelo Novo, o partido sustenta que há indícios financeiros que apontam uma possível conexão entre operadores da chamada “Farra do INSS” e pessoas próximas ao presidente da República, incluindo Lulinha.

A legenda ainda citou o caso de Ricardo Bimbo, dirigente do PT, que teria recebido mais de R$ 8,4 milhões de uma empresa envolvida no esquema e, no mesmo período, pagou um boleto ao contador de Lulinha. Esse contador é investigado na Operação Fim da Linha por suspeita de lavagem de dinheiro, segundo afirma o requerimento do Novo.

O pedido é assinado pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ). Eles defendem que a CPMI investigue todas as conexões políticas e financeiras “sem blindagens” e afirmam que ouvir Lulinha é essencial para esclarecer eventual uso de sua estrutura contábil ou possível ligação indireta com o esquema.

Comissão já rejeitou convocação de irmão de Lula

Em outubro, os parlamentares governistas rejeitaram a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula, e tio de Lulinha. Ele foi vice-presidente do Sindnapi, entidade investigada no esquema bilionário de fraudes, mas não é alvo das apurações da Polícia Federal.

A base também barrou pedidos de quebra do sigilo do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi ao garantir a retirada de pauta dos requerimentos, por acordo. O político era o titular do ministério quando o esquema de fraude em benefícios de aposentados e pensionistas foi revelado, em abril.

A CPMI

Instalada em 20 de agosto, a CPMI mira investigar as fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas do INSS. O caso foi revelado em abril após investigação da PF (Polícia Federal) e da CGU (Controladoria-Geral da União). O colegiado tem prazo inicial de funcionamento até março de 2026, com possibilidade de prorrogação.

Na CPMI, a oposição busca responsabilizar o governo pelo crescimento dos descontos ilegais nos últimos anos, enquanto aliados do governo defendem que o esquema de fraudes ocorre, pelo menos, desde 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Tradicionalmente um instrumento da minoria, as comissões de inquérito também são usadas por oposicionistas para desgastar o Executivo. O grupo, no entanto, teme repetir o caso da CPMI do 8 de Janeiro, que foi apoiada pela oposição, mas terminou com repercussão negativa para bolsonaristas.

Na instalação da CPMI do INSS, o governo atuou para garantir maioria na composição — indicando parlamentares que sequer assinaram a criação da comissão —, mas sofreu revés no comando do colegiado.

Contrariando os planos do Planalto, o senador Omar Aziz (PSD-AM) perdeu no voto o comando da presidência para Carlos Viana. Como presidente, Viana descartou o nome do relator inicialmente anunciado, o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), e designou para a função o deputado Alfredo Gaspar.

“Aqui dentro desta CPMI, a verdade não tem dono. Aqui ninguém é intocável. Nem amigo, nem aliado, nem adversário, nem parente de gente importante. Quem deve tem de responder”, afirmou Viana na última reunião da CPMI.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

AC: Prefeituras são alvos de operação que investiga lavagem de dinheiro e superfaturamento de obras públicas

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No interior do Acre, as prefeituras de Assis Brasil, Plácido de Castro e Senador Guiomard, foram alvos de uma operação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF) que investiga fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas, uso de empresa de fachada e lavagem de dinheiro.

Foram emitidos sete mandados de busca e apreensão, pois os crimes envolvem dinheiro federal enviado para vários municípios do Acre. A ação foi realizada na quarta-feira, 3.

As prefeituras de Assis Brasil, de Rio Branco e Plácido de Castro já se posicionaram sobre a operação. A gestão de Assis Brasil negou irregularidades e informou que entregou todas as documentações solicitadas pelos órgãos. A prefeitura da capital alegou que não é um dos alvos da operação. O prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva, afirmou que os crimes não ‘têm nada a ver com a atual gestão e toda a documentação solicitada foi entregue’. 

Os órgãos começaram a investigação em fevereiro de 2025, após levantamentos feitos pela CGU. As investigações indicam que o grupo investigado teria manipulado contratações custeadas com recursos federais, entre eles emendas parlamentares, o que teria causado um prejuízo estimado em R$ 3,3 milhões.

Marcos Nascimento, delegado de Polícia Federal que atuou na operação, explicou que foram apreendidos cerca de R$ 120 mil em espécie, diversas mídias, celulares, notebook e documentação nesta quarta. Ele destacou que essa é a primeira fase da Operação Dilapsio.

Segundo a PF-AC, as irregularidades investigadas envolvem a adesão à ata de registro de preços da Prefeitura de Rio Branco pelos outros três municípios.

As investigações iniciaram quando a CGU identificou uma ata de registro de preço da Prefeitura de Rio Branco utilizada pelas prefeituras de Senador Guiomard, Plácido de Castro e Assis Brasil para dar início a processos licitatórios.

Marcos Nascimento detalhou que as buscas se concentraram nos empresários e nas empresas nesse primeiro momento. Com relação às prefeituras citadas, o objetivo foi arrecadar toda a documentação usada no procedimento licitatório.

 

Com informações de G1 Acre

MPAM instaura inquérito civil contra empresa por intervenção em área de preservação permanente

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da 53º Promotoria de Justiça de Manaus, emitiu uma portaria de instauração de Inquérito Civil, contra uma empresa por suposta intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) sem autorização.

Segundo o documento, a empresa Amazon Empreendimentos e Participações Ltda teria cometido danos ambientais ao patrimônio histórico/cultural de uma área arqueológica em uma APP sem a devida licença dos órgãos competentes.

O documento foi assinado na última terça-feira, 2, pelo promotor de justiça Carlos Sérgio Edwards de Freitas. Ficou determinado que seja registrado o Inquérito Civil, com a devida autuação, a designação do servidor administrativo para secretariar os trabalhos e a publicação da portaria no Diário Oficial Eletrônico do MPAM.

Confira a portaria do MPAM:

 

Da Redação

Decisão sobre impeachment de ministros do STF reacende crise com Congresso

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A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringe à Procuradoria-Geral da República (PGR) o poder de denunciar ministros da Corte ao Senado por crimes de responsabilidade, reacendeu a crise entre o Judiciário e o Congresso. A medida provocou reação imediata entre parlamentares e deve desencadear propostas em retaliação ao Supremo caso não seja revertida.

A decisão dessa quarta-feira, 3, é uma liminar (medida cautelar) e está em vigor, mas ainda depende de referendo do plenário do STF. A oposição reagiu rapidamente, sendo a primeira a se manifestar e protocolar propostas com o objetivo de anular o ato de Gilmar Mendes.

Entenda a decisão do STF

  • A prerrogativa de apresentar a denúncia no Senado, responsável por analisar impeachment de ministros do STF, passa a ser exclusiva do Procurador-Geral da República (PGR); anteriormente, qualquer cidadão poderia apresentar a denúncia.
  • O quórum necessário para o Senado receber a denúncia (iniciar o processo) passa a ser de dois terços (2/3) dos senadores; antes da liminar, bastava a maioria simples dos senadores.
  • Ficam suspensas regras que previam o afastamento automático do ministro de suas funções e o corte de um terço (1/3) de seus vencimentos após a admissão da denúncia.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em um ato raro, cancelou a sessão da Casa em retaliação ao Supremo, disseram aliados.

O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, apresentou uma manifestação em que solicita que Gilmar reconsidere a própria decisão. Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o STF, articula no Senado sua sabatina, mas ela está sem data definida desde que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cancelou-a.

A indicação de Messias provocou outra crise institucional, desta vez entre governo e Congresso. Alcolumbre queria que Lula indicasse seu aliado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a vaga aberta com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso.

Propostas contra o STF

O Congresso acumula propostas para reduzir o poder do Supremo. Nessa quarta-feira, 3, mesmo dia da decisão de Gilmar Mendes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a redação final do PL nº 3640/2023, que cria regras para decisões monocráticas no STF.

Pela proposta, decisões tomadas unilateralmente por um ministro do STF em algumas ações terão de ser justificadas e submetidas ao plenário ou à turma na sessão seguinte.

O texto também restringe quem pode propor ações de constitucionalidade: só partidos que alcançarem a cláusula de barreira poderão fazê-lo, em vez de qualquer legenda com representação no Congresso, como é hoje. Isso impede que partidos nanicos possam recorrer ao Supremo. O texto segue para o Senado.

Há também a PEC nº 8/2021, que limita as decisões monocráticas (individuais) dos ministros do STF e de outros tribunais superiores. O texto foi aprovado pelo Senado em novembro de 2023 e pela CCJ da Câmara em outubro de 2024.

Outra PEC que pode retornar à discussão é a que dá à Câmara e ao Senado o poder de sustar decisões de magistrados que “ultrapassem o exercício adequado da função jurisdicional”. Para anular o ato, o texto exige o voto de dois terços dos integrantes de cada Casa Legislativa.

Com o objetivo de que ambas as propostas avancem, Motta precisaria criar comissões especiais para analisá-las.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

AprovENS 2026: UEA oferta 369 vagas em curso preparatório oficial

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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) segue com inscrições abertas para o AprovENS 2026, seu curso pré-vestibular presencial oficial. Ao todo, são 369 vagas destinadas às turmas do próximo ano. Organizado pela Escola Normal Superior (ENS), o programa é reconhecido pela preparação focada no modelo de provas da UEA e oferece turmas, somente aos sábados, para candidatos do Sistema de Ingresso Seriado (SIS) ou do Vestibular. As inscrições e matrículas permanecem abertas até o dia 9 de dezembro, conforme o edital n.º 20/2025 – Proex/UEA.

O AprovENS contempla diferentes níveis de estudo, permitindo que o candidato escolha entre a modalidade Vestibular ou SIS, que inclui as etapas SIS 1, SIS 2 e, a novidade, SIS 3 Plus, criada para oferecer um acompanhamento ainda mais completo a estudantes do ensino médio. Em sua terceira edição, o curso se consolida como uma oferta de extensão autofinanciada, com mensalidade de R$ 239,00, garantindo a qualidade pedagógica da faculdade de Educação da UEA.

Além da preparação direcionada aos exames, o AprovENS também destaca-se pela estrutura oferecida aos cursistas, já que as atividades ocorrem dentro da própria UEA. Entre os benefícios estão: material didático próprio, incluso na matrícula; três simulados presenciais, aplicados nos ambientes da UEA para simular o clima real da prova; acompanhamento psicoeducacional, com equipe multidisciplinar, além de laboratório de redação com devolutivas individuais; e acesso ao Restaurante Universitário (RU), à biblioteca da UEA e estacionamento gratuito.

Como garantir sua vaga

Os interessados devem realizar inscrição e matrícula, exclusivamente, por meio do site da Fundação de Apoio e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Amazonas (Fadect), entidade responsável pela gestão do curso. As aulas terão início no dia 31 de janeiro de 2026, sempre aos sábados, na sede da Escola Normal Superior (ENS/UEA), localizada na avenida Djalma Batista, n.º 2.470, bairro Chapada.

Link de Inscrição e matrícula: https://aprovens.fadect-am.org/?v=e4fa3adecabc.

 

Da Redação, com informações da UEA
Foto: Divulgação

MPAM recorre de decisão que autorizou venda de ingressos para o Festival de Parintins 2026

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Na tarde desta quarta-feira, 3, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) ingressou com um Agravo Interno contra a decisão que autorizou a venda de ingressos para o Festival Folclórico de Parintins 2026.

A medida foi tomada após o desembargador relator do caso, Airton Luís Corrêa Gentil, conceder efeito suspensivo, permitindo a comercialização antecipada dos bilhetes, atendendo à solicitação da empresa organizadora do evento.

O MPAM busca assegurar que a venda de ingressos somente ocorra após o cumprimento integral das exigências legais e das condições de segurança necessárias ao evento. Esse recurso foi interposto referente à Ação Civil Pública destinada à defesa dos consumidores em tramitação na Comarca de Manaus.

No pedido realizado pela empresa Amazon Best, houve alegações de que a suspensão da venda dos ingressos poderia prejudicar financeiramente os bois-bumbás em 2026. O MPAM destacou que os valores das vendas dos camarotes, que chegam a R$ 8 milhões, não foram suspensos, sendo interrompidas as vendas apenas dos ingressos comuns, justamente o segmento que concentra os aumentos considerados abusivos.

Para o Ministério Público, esse argumento não se sustenta, uma vez que o impacto financeiro alegado não decorre da suspensão dos camarotes, mas exclusivamente da venda dos bilhetes cujos valores vêm sendo questionados pelos consumidores.

No Agravo Interno, o Ministério Público requer que o Relator reconsidere a decisão que liberou a venda dos ingressos, restabelecendo a suspensão da comercialização. Alternativamente, o pedido deve ser submetido à apreciação do Colegiado da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas.

Para o órgão ministerial, permitir a venda antes da análise de mérito pode expor consumidores a riscos, especialmente diante da falta de informações e garantias essenciais para a adequada execução do festival.

Confira a decisão do MPAM;

Agravo Interno PDF

 

Com informações do MPAM

Foto: Yuri Pinheiro/Secom

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